Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

A Líbia é o novo Iraque?

O Conselho de Segurança das Nações Unidas ao votar sanções draconianas contra Muammar Kadhafi assim como aos ministros e militares deixa-os sem qualquer hipótese de defesa, o que significa: prisão e morte.

Ban Ki-moon, o coreano Secretário-Geral da ONU, levantou o processo a que o Conselho de Segurança das Nações Unidas deu corpo voz, resolução e condenação.

Os Estados Unidos esfregaram as mãos de contentes; arrastaram com eles a França, o Reino Unido, a Rússia e a República Popular da China que não usaram o poder de veto para travar o acossar de Kadhafi, que, de um momento para o outro, vê fugir todos os seus "amigos" e cada um lhe pretende dar uma punhalada.

Infeliz Muammar Kadhafi! agora que ele se estava a comportar quase como um democrata é que lhe acontece isto!

O pior desta situação é que os países árabes podem calar-se por falta de argumentos armamentistas ou por qualquer outra solução que faça pagar caro a estes ímpios o que eles se preparam para fazer aos seus irmãos árabes. Mas eles nunca esquecerão a ofensa. O Iraque ficou-lhes na memória. Toda a barbaridade e destruição cometidas não lhes sai do pensamento. E ninguém levou os Estados Unidos à barra do Tribunal Penal Internacional ou pelo menos o homem mais odiado em todo o mundo, George Bush.

Transformar a Líbia no novo Iraque, aqui às portas da Europa, paredes meias com o resto do mundo árabe e com uma África insegura parece-me um risco demasiado grande para uns Estados Unidos cheios de fragilidades e muitas bombas. Vamos fazer votos para que elas não lhes estoirem nas mãos. Com o Wikileaks a mexer em tudo quanto é computador não é só o Obama que tem as chaves do arsenal nuclear. O Julian Assange também tem uma palavra a dizer.

C.S

publicado por regalias às 09:18
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Escolaridade obrigatória, judeus e padres

Cavaco Silva, em 2009, promulgou o diploma sobre o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano. Agora os sindicatos torcem o nariz e preferem que o documento morra na gaveta.

Esta atitude parece incompreensível por parte dos docentes sindicalistas. Além do ensino ser tão importante como o pão para a boca, a sua atitude é tanto mais extravagante por sabermos que esta obrigatoriedade força à contratação efectiva de um maior número de professores, objectivo pelo qual têm reclamado.

Mas, pelos vistos, os sindicatos preferem a contestação, e os professores o subsídio de desemprego.

Não me admirava nada que a verdade seja mesmo esta.

Há professores, em algumas escolas de Lisboa, que dariam tudo para estar de perna traçada. Se escolhesse dois, daqueles que conheço e sei como actuam, agarrava num de português que passa o tempo a falar de tudo menos da matéria. E uma de inglês que ainda não entendeu o que mistura na salada que devia ensinar.

Os judeus e os padres devem ao estudo a sua pujança. A igreja católica ganhou uma força tremenda porque enviou para aldeias e vilórias, sem importância, padres formados em colégios de grande rigor. Os judeus fizeram a mesma coisa. Podiam ficar despojados de tudo, mas nunca descuravam o estudo. Isso ninguém lhes poderia tirar. Hoje, apesar de serem um máximo de doze milhões espalhados pelo mundo, já contando com os que vivem em Israel, os judeus, embora, irracionalmente, concitem muito ódio, também reunem muita admiração pela inteligência, esforço e determinação com que defendem as suas causas.

Só o estudo fornece o conhecimento, a alegria, o prazer e a riqueza.

Portugal não é um país pobre. Portugal o que tem é um número ainda excessivo de ignorantes que fogem do estudo como o diabo da cruz porque não têm professores nem pais que os motivem. Esta é a verdade dura, crua e dolorosa.

Falte dinheiro para tudo menos para a educação e para a comida. Com mais ou menos automóveis, com mais ou menos roupa, com mais ou menos sapatos, todos podemos passar. Sem instrução e sem comida é que um povo nunca poderá sobreviver.

O Governo e a ministra Isabel Alçada devem fazer aquilo que tem de ser feito. A escolaridade até ao 12º ano deve ser implementada, rapidamente. É preferível ter um empregado de balcão doutorado do que um ignorante abandonado à sua sorte porque ninguém teve o bom senso de o obrigar a estudar e a ser feliz através do conhecimento.

C.S

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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

É urgente ser profissional

Não tenho qualquer intuito de desviar, quem quer que seja, da manifestação marcada para 12 de Março, até porque acredito que em todos os momentos nós estamos sempre a aprender.

Mas quero chamar a atenção para algo que é fundamental para a riqueza de um país e o bem-estar dos seus habitantes: o profissionalismo de todos aqueles, que deixada a escola, entram no mercado de trabalho, sejam eles professores, engenheiros, bibliotecários, médicos, caixas de supermercados, vendedores de roupas ou de sapatos etc, etc.

Em todas as profissões, quem as desempenha deve esforçar-se ao máximo por ser muito bom naquilo que faz, mesmo que não ganhe o que merece. O que tem a fazer é desempenhar a sua função de modo sério, rigoroso e competente e procurar outro lugar onde lhe paguem mais e onde se sinta realizado.

Ouve-se, frequentemente, que depois do 25 de Abril se perdeu o brio profissional. É verdade. Salvam-se 20 ou 30 por cento que gostam daquilo que fazem e são muito bons, os outros vivem no deixa andar e nem coragem têm para reclamar porque se conhecem e sabem que são fracotes.

A manifestação de protesto do dia 12 pode muito bem servir para cada um se ver a si próprio e a partir daí dar um esticão à vida.

Hoje, Portugal é um país enorme e contínuo, forma um bloco com mais 26 estados onde os portugueses têm os mesmos direitos e deveres que os seus naturais. Ou seja, se não quiser trabalhar em Portugal ou aqui não tenha trabalho posso ir para Espanha, França, Alemanha etc, e aí eu só tenho de mostrar que sou um bom profissional para subir e me afirmar no sector que tenha escolhido.

Em vez de nos lamentarmos devemos enfrentar denodadamente o trabalho que pretendemos. Cumpri-lo rigorosamente, com alegria e prazer de maneira que as nossas ideias e trabalho contribuam para a evolução harmoniosa do país onde nos encontramos e do mundo.

Ninguém se pode acomodar ao lugar onde está. A vitória do ser humano sobre a morte inglória e inevitável a que todos estamos sujeitos, só é possível se os nossos conhecimentos e o nosso profissionalismo se libertar desta desagradável sensação de que pouco mais valemos do que uma mão cheia de pó, rapidamente desfeita pelo vento.

C.S

 

 

 

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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

Marcelo o revolucionário

O homem é sem qualquer dúvida um revolucionário nato ou a nata do incendiário inteligente e tolo que pega fogo a tudo quanto vê ou imagina.

O Marcelo até deitou fogo e lama sobre o seu maior amigo, aquele de quem herdou o nome, mas não a ponderação e a honestidade da palavra.

Quando Marcelo chama Ditador ao Professor Marcelo Caetano, Homem amicíssimo do pai, seu protector, conselheiro e verdadeiro amigo, o Marcelo, este Marcelo que quer subir a todo o custo ou a esconder o que nunca ninguém lhe pediu para esconder, este Marcelo ao incitar os jovens à indignação, mais não faz do que aproveitar o descontentamento nos países árabes para dizer à juventude, vêem! Vocês podem fazer o mesmo! Vocês podem escaqueirar tudo, que democraticamente ninguém lhes irá à mão.

O Marcelo não insistiu no estudo, no trabalho do pensamento, na aprendizagem em países como a Alemanha, o Reino Unido ou a Dinamarca de modo a que a indignação só seja possível depois deles próprios terem contribuído ou tentado contribuir para a riqueza e o bem-estar do país. Mas o Marcelo não lhes diz isto. Diz-lhes que, quando não souberem inventem. Foi o que ele sempre fez depois do 25 de Abril: inventou.

O Marcelo, e essa não a vou esquecer, quando chamou Ditador a Marcelo Caetano, mentiu com todos os dentes. Marcelo Caetano foi muito mais democrata que este Marcelo e todos os marcelitos oportunistas e desmiolados.

Sem Marcelo Caetano, o levantamento dos militares nunca se teria dado. Tal como o levantamento das Caldas, a este sucederia o mesmo. Marcelo Caetano ciente de que ainda não era o momento para fazer a descolonização porque não havia quadros indígenas nos territórios ultramarinos e a descolonização precipitada redundaria em centenas de milhares de mortos como veio a acontecer, depois da trágica descolonização "exemplar" que Melos Antunes e outros da sua igualha fizeram, tal como o denuncia o General Spínola. Marcelo sentindo-se moralmente constrangido a dar tal passo preferiu entregar o Governo ao velho militar.

Este Marcelo é um demagogo impulsivo, sem ter necessidade de o ser e de o ter sido. Foge dele próprio e cai nos buracos que inventa.

Por este caminho ainda veremos o Marcelo abraçado à Pasionária portuguesa, a mulher das greves frentistas. Ela vai a todas. O Marcelo vai a todos.

Que rico par! Que bela Parelha!

C.S

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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

O jogo das palavras dos malacuecos

O BE e o PC são exímios no jogo de palavras. Vertem, revertem, invertem os vocábulos segundo as conveniências.

A tentativa de o Bloco dizer e desdizer a Moção de Censura é o facto mais notório. O parceiro do lado faz o mesmo e com o mesmo desplante. Para estes não há vergonha. Há oportunismo e engano. Ficam sempre com a mesma cara de riso alvar.

São 37 anos de desgraça que o país, pacientemente, tem suportado por causa destes dois e dos seus adesivos, sabendo que o Bloco surgiu da UDP e por isso estava dentro dela e dos crimes cometidos.

A evolução do país só se processou porque o próprio mundo deu um salto enorme, o dinheiro da União Europeia ajudou e os Governos de Cavaco entre 1985 e 1995 foram rigorosos. Destes, destacam-se os de 1986 a 1992 com taxas de crescimento quase iguais às que tinham sido atingidas entre 1950 e 1973. 

Mas os anos de 1974 e 1975 afundaram de tal maneira Portugal que apesar da evolução técnica dos anos 70 e o colchão da pesada herança com as suas 847 toneladas de ouro que garantiam mais 40 anos de tranquilidade e prosperidade isso não aconteceu apesar do balão de oxigénio que os Governos de Cavaco proporcionaram. 

Hoje estamos com uma mão atrás e outra à frente, muito por culpa dos Governos que, alarmados pela vozearia do PC e do BE têm desacreditado a Democracia devido à sua ineficácia de salvaguarda do bem-estar e segurança das populações.

Hoje quando ouvi, na Antena 1, que o PC ia à Madeira para três dias de jornadas parlamentares dar opinião sobre o que foi feito depois do temporal e descascar em Alberto João sempre que surja a oportunidade, mais uma vez pensei no jogo das palavras dos malacuecos que falam sempre para o engano e para a confusão.

A provar isso estão as últimas afirmações do chefe de bancada do PC que não resistiu a dizer que o PC Madeira está sempre pronto a combater a política do PSD Madeira, omitindo a ideia "mesmo quando ela é a mais correcta e a bem das populações, sejam elas de esquerda, extrema esquerda, direita ou extrema direita".

Alberto João Jardim nunca se deixou impressionar pela vozearia acéfala do partidarismo bacoco. Mesmo, às vezes, exagerando na linguagem, julgo, mais para se fazer ouvir no meio da vozearia irreflectida do que por qualquer tique antidemocrático. Isso é visível na pujança que a Madeira respira, na alegria das pessoas e no menor nível de desemprego que a Madeira apresenta, comparado com todas as outras regiões do país.

Tanto o PC como o BE inventam ditaduras e ditadores para se taparem da sua verdade e da sua génese. O repelente vampiro que foi Álvaro Cunhal, num momento de fraqueza declarou à jornalista Oriana Fallaci que em Portugal nunca haveria uma Democracia Parlamentar.

E são estes malacuecos que vão tentar fazer à Madeira o que o temporal, de há um ano atrás, não conseguiu.

C.S

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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

O gigantesco embuste do BE

Ainda tentei resistir à náusea bloquista ouvindo a Antena 1 e a "Vida dos sons" de Ana Aranha e Iolanda Ferreira. Ouvi, mas depois não resisti ao matraquear do pensamento. Portugal está acima do meu desagrado para com o Governo quando ele impôs o casamento entre maricas.

Vamos ao Bloco que também apoia estes abortos e tudo quanto de mal possa prejudicar os trabalhadores e os portugueses em geral, mas sempre com o ar de quem os defende e com argumentos irrefutáveis pelos menos cultos, de que não é menor agravante o estar contra a entrada de Portugal na União Europeia, onde o Miguel Portas transgénico e outro arrecadam milhares de euros por mês e vivem as mordomias capitalistas.

O Bloco de Esquerda aproveita, com rasgos de inteligência e impulsividade maquiavélicas o grande chapéu-de-chuva que a Democracia lhe oferece para atacar a Democracia e a reduzir ao que o Louçã, o Portas transgénico e outros inconsequentes pretendem fazer sem se importar de saber o que fariam se estivessem no lugar de Sócrates. Posso garantir que eles fariam cem vezes pior. Sócrates, sozinho, é muito superior ao grupo bloquista, com excepção da Ana Drago e do Semedo, que têm qualidades para produzir trabalho válido fora daquele ninho onde o Louçã tem tiques de histerismo impulsivo, mas que imediatamente engole sempre que enfrenta Sócrates.

Ao atirar com o labéu para cima dos outros, o Louçã tenta esconder o seu gigantesco embuste e o dos Partidos que vieram formar o Bloco de Esquerda com destaque para a UDP. O seu contributo para a destruição de empresas, o saque da embaixada de Espanha, a ocupação de casas, o esbulho de herdades, tudo isto com o empenho e actuação do Partido a seu lado, e com o qual ocupa as cadeiras do convento, neste apetecido Parlamento, que lhes paga para debitar a confusão e manipular o povo que teima em não estudar apesar de todos os Governos, desde a Primeira República se terem empenhado em dar ao povo cultura e instrução.

O povo teima em viver da intuição. Acaba por ser iludido com as histrionices dos mais descarados de rápido raciocínio e verbo solto.

O gigantesco embuste do BE é tão grande que, perante a diminuição de Deputados proposta por Jorge Lacão, se levanta em coro a gritar que o que o PS e PSD querem é acabar com os pequenos Partidos, esquecendo-se de dizer que 230 deputados no Parlamento Português é um número excessivo para um País com a dimensão de Portugal. Isto, a eles não lhes interessa nem se esforçam por serem melhores e mais confiáveis de maneira a não perder Deputados, apesar da redução inevitável, embora a tentem dilatar no tempo. "Enquanto o pau vai e vem" o povo tem de lhes pagar o ripanço. De onde vem o dinheiro não lhes interessa.

O verdadeiro embuste é o de Louçã e o da sua deletéria articulação linguística.

Portugal não está bem. Mas os embusteiros não ficarão melhor quando isto acabar a mal.

C.S

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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

As greves e o bom senso

Ao defraudarem centenas de milhar de utentes dos transportes, os grevistas estão também a pôr em causa os seus postos de trabalho e a prejudicarem os filhos e netos que andam nas escolas e os restantes familiares na sua mobilidade, além de eles próprios sofrerem o corte no salário devido ao tempo em que estão de corpo ao alto.

Os trabalhadores dos transportes têm de se perguntar porque é que eles dão milhões de prejuízo quando os preços dos bilhetes já são relativamente altos e a afluência é grande em qualquer veículo.

Há algo de muito errado nos transportes públicos deficitários.

1 - São os trabalhadores que trabalham mal e por isso os seus ordenados não são mais altos?

2 - Há excesso de trabalhadores nas empresas?

3 - É o excesso de Administradores e de outros quadros superiores, onde os ordenados estão inflacionados e nunca podem justificar o trabalho que facilmente executam sem gerar lucros?

Respondidas a estas 3 simples questões poderemos, em seguida, partir para a greve da inteligência, não a greve do absurdo, do erro crasso da paralisação total quando o país está prestes a rebentar por incúria, ignorância e situação internacional desfavorável.

Querem os dos transportes continuar a obedecer cegamente aos interesses dos chefes sindicalistas ou querem começar a pensar pelas suas próprias cabeças, distinguir o viável do inviável e só fazer greves quando o país as possa suportar e a reivindicação seja aceite e compensada?

Pensem bem. Tal como fizerem a cama assim lhe gozarão as delícias ou sofrerão os horrores e desgraças que um mau passo inevitavelmente acarreta.

C.S

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Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

Não deitem achas na fogueira

Nem o PSD é uma alternativa de esperança nem o PS perdeu a total confiança dos portugueses.

A situação do Governo é desesperada. Sorte teriam os ministros se os tirassem de lá sem que o seu nome e orgulho saíssem beliscados.

Embora Sócrates não resista a uma ferroada provocatória, o Governo irá fazer tudo para salvar Portugal.

Deixemos pois que o Governo governe até 2013 e que as críticas e as advertências lhe sejam feitas nos gabinetes ministeriais e nunca na praça pública. A Democracia de pernas abertas não resulta e faz perder tempo.

O estendal de suposições, de erros a cometer e cometidos, e de compadrios tem de ser muito bem discutido à porta fechada. Só depois do Governo não entender ou não querer entender o esforço da Oposição, só em última instância os assuntos devem vir a público, não por causa do povo português não ser informado, mas pela repercussão internacional e as suas inevitáveis consequências.

O PSD e os outros Partidos da Oposição que pretendem ser Governo têm de saber que ninguém, neste momento, conseguirá mais do que o PS desde que ele continue a esforçar-se por governar bem e sair do poço onde todos caímos.

Em vez de atacarem o PS, os partidos da Oposição devem-no ajudar até às legislativas. Até para eles próprios se fortalecerem e não serem, de imediato, devorados pela contestação. Nas legislativas joga-se a alternativa ou a continuidade.

O povo já interiorizou o jogo político. Viu-se nas última eleições. O candidato que mais apareceu nos ecrãs, nas rádios, nos jornais e nas revistas teve 19 vírgula qualquer coisa e aquele que mais caluniou e tentou lançar lama sobre Cavaco Silva ficou vergonhosamente em último, sinal de repúdio por um indíviduo desprezível.

Os Partidos farão o que entenderem, mas deitar achas na fogueira, numa altura em que o país está em brasa, pode ser um jogo tão perigoso como o foi o 19 de Outubro de 1921 em que o pai da República, Machado Santos, foi barbaramente assassinado juntamente com o Primeiro-Ministro António Granjo.

Não deitem mais achas na fogueira. Ajudem o Governo a governar. Deixem-se de tiradas bombásticas, tanto uns como outros. Sejam sensatos.

O "povo é sereno"...e as eleições legislativas hão-de chegar a seu tempo, em terreno democrático e desmentindo o general Spinola que em 1978 previa e escrevia, Portugal "Um país sem rumo".

C.S

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Sábado, 5 de Fevereiro de 2011

Um PS sem consistência

Cada vez me convenço mais que um PS sem Sócrates já tinha engordado outros Partidos e, neste momento, ocuparia a terceira ou quarta posição na tabela partidária.

Quando alguém, como Jorge Lacão, se propõe racionalizar algo que tem sido irracional, os seus pares encostam-se a muros de papelão, inventam falácias e preparam-se para morrer sem honra, glória ou vergonha.

Alguns Deputados do PS sacrificam a verdade, o visível, à fuga, ao engodo, à fraternidade da caserna republicana, quando os outros intervenientes não são mais do que adversários.

O PS é um Partido ou a conferência de São Francisco de Assis? Se é esta, então pode começar a arrumar as botas. O povo cansou.

O PS, prepara-se para, mais uma vez, dar um tiro no pé e sacrificar, por teimosia cega e incapaz, o povo nas aras do erro e da protecção a quem nada faz, nada produz e recebe 30 vezes mais do que os infelizes que vivem da esmola da Inserção Social.

Se o PS teimar em baixar a cerviz e não servir o povo, para que serve o PS?

O PS quer estar a bem com Deus e com o diabo e com essa atitude continuar a sobrecarregar os mouros de trabalho? 

Se é isso que os Deputados do PS querem, nada melhor do que deixar o Governo levar o calvário até ao fim e, em seguida, o povo, votar em qualquer coisa diferente e vomitar os laxistas e invertebrados que não têm estofo para tomar decisões correctas a favor do povo que ingenuamente os elegeu.

C.S

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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Quantos são os parasitas na A da República?

Perguntando de outra maneira: quantos são os Deputados que nada fazem na Assembleia da República, e que o povo paga a peso de ouro?

Quantos são os Deputados que naquela casa, apresentaram, nesta legislatura, algo de válido a favor de Portugal e dos portugueses, que o povo paga a peso de ouro?

Quantos são os Deputados que nunca levantaram a voz pela região onde foram eleitos ou pelo país que também representam e que o povo paga a peso de ouro?

Quantos são os Deputados que não tendo produzido nada de válido, entendem o que ali estão a fazer e o povo paga a peso de ouro?

Jorge Lacão está no caminho certo. Outros o deviam ter feito há mais tempo. É o desprestígio da Assembleia da República e a Democracia que estão em jogo.

Ninguém está contra os Deputados que cumprem a sua função, mas todo o País está contra aqueles que ali parasitam, mesmo sem culpa própria, mas sim pelo sistema que inflaciona o número quando ele deve ser muito menor.

O interessante e degradante, neste episódio par(a) lamentar, é que os sócios da confraria de S. Bento, num gesto magnânimo, e um pouco inconsciente, para com os seus "irmãos" de infortúnio, por falta de produção, resolvem obrigar o povo a manter e a pagar, a peso de ouro, o grupo e o parasitismo.

A pergunta, que neste momento se põe, e já há 35 anos se colocava é, por que razão esta amostra de "políticos" podem ganhar milhares de euros sem os justificarem com trabalho, e o povo tem de passar grandes dificuldades para os sustentar?

Camaradagem na confraria é uma coisa, manter o erro é uma provocação que mais tarde ou mais cedo trará graves consequências.

Aos camaradas da irmandade política sugiro que estudem a Primeira República e tudo quanto aconteceu a Deputados, a heróis, a Primeiros-Ministros e a Presidentes.

Os tempos são outros, pois são, só que os portugueses são os mesmos e a fome cega-lhes a razão.

C.S

publicado por regalias às 10:05
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