Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

Portugal está de rastos. Nem os espiões prestam

Para travar a Reforma Administrativa e a Reforma Judiciária, tão importantes como a reforma dos maus costumes, nada melhor do que levantar casos bombásticos que rebentem com ministros e acabem de vez com Portugal.

Bom espião é o Balsemão que tem dinheiro suficiente na mão para dizer tudo quanto lhe apetece, mesmo que o Silva e os outros Silvas, onde ele estava assinalado, sejam piores do que os da PIDE, sinal evidente que afinal a PIDE não era tão má como os comunistas a pintaram.

Balsemão, com a queda que tem para ganhar dinheiro, viu aqui duas maneiras de chegar a Duque. Primeiro, faz processos a espiões e tenta secar um concorrente. Segundo, vende Portugal a su amigo, el conquistador, Juanito, e Portugal voltará a ser o condado Portucalense com ducado em Cascais.

Voltando à parte séria da desgraça; a partir da chegada do Cunhal e dos restantes estrangeirados, agora muito endinheirados, só o País nunca mais teve sossego nem dinheiro.

O próprio Álvaro Cunhal se vangloria da liquidação dos grupos monopolistas, da expropriação considerável dos latifúndios, da descolonização, da nacionalização da banca, das companhias de seguros, dos sectores básicos da economia nacional (energia eléctrica, petróleos, siderurgia, construção naval, adubos, cimento, vidro plano, tabacos, cervejas, transportes ferroviários, marítimos e terrestres) que modificou radicalmente as estruturas da economia portuguesa.

A confissão, no momento de euforia e loucura, protegida pela ignorância do MFA e do CR, deu como resultado tudo quanto está a acontecer neste momento.

Nenhum Governo teve a coragem de pôr cobro ao descalabro e a Assembleia da República tem fartas culpas em tudo quanto aconteceu a Portugal. Todos são coniventes com os roubos, as destruições do tecido produtivo e a corrupção que grassa em Portugal.

Quando algum Governo tenta travar a estupidez, gritam-lhe com liberdade e democracia! Aí fica ele de mãos atadas. Instintivamente, por sobrevivência, alinha com os comunistas do PC e do BE para que a sua trombeta, a Comunicação Social, não incendeie mais a ignorância, e as greves dos oportunistas, que ganham várias vezes o ordenado mínimo, não paralisem o País.

O auge do Portugal de Quinhentos coincide com o trabalho de dois espiões a sério e sérios: Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva.

Portugal, primeiro nos descobrimentos, foi também primeiro em fortuna e inteligência. Hoje é primeiro em bestialidade e indigência.

Portugal está de rastos. Nem os espiões prestam, nem o Primeiro-Ministro dá um murro na mesa e termina com esta pepineirada de imbecis que por tudo e por nada fazem algazarra só para manterem o estatuto e o cacau do produto das suas insistências cacofónicas e catastróficas sobre assuntos que deviam ser resolvidos em gabinetes ou nos tribunais para que não possam acontecer as tragédias de que a Primeira República foi farta e das quais os jornais tiveram muitas das culpas.

Para esta gente, Portugal não lhes interessa. Interessa-lhes as suas próprias barrigas e os seus mesquinhos benefícios.

C.S

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Domingo, 27 de Maio de 2012

"O mais bonito dos Ditadores"

O Jornal i tem conseguido fixar os seus leitores não só pela apresentação como veste a publicação, mas pela qualidade da informação dos textos de opinião e de entretenimento quase sempre com justa medida.

O Jornal de sábado, dia 26 de Maio, traz dois textos de muito boa qualidade; um sobre Lisboa. Cidade branca dos espiões de Luísa Ribeiro Soares e outro sobre Eduardo Lourenço de Maria Ramos da Silva.

Só vou falar sobre o primeiro, embora o segundo mereça destaque pelo que uma pergunta e o outro responde. Sente-se prazer na leitura.

No primeiro texto, Luísa Ribeiro Soares soube condensar com rara mestria a vida na Lisboa dos anos quarenta e o espanto do milhão de estrangeiros que aqui beneficiava de paz, de alegria e da abundância em tempo de guerra.

Se Luísa Ribeiro Soares tivesse mais espaço para texto e fotografias, certamente que falaria nos milhares de judeus que por aqui passaram e onde alguns acabaram por ficar.

Ortega y Gasset, pensador, filósofo e homem íntegro, diz em 1942: "Portugal é o único oásis deste mundo de loucura".

Nestes anos em que os homens ultrapassaram a bestialidade das feras, em Portugal, há um Homem que mantém a lucidez e a ponderação que devia estar sempre presente no ser humano. Salazar, "o mais bonito ditador".

São pois os judeus, os grandes beneficiários da protecção dada por Salazar. Portugal serviu-lhes de abrigo e de placa giratória.

Os Judeus foram instalados nos lugares mais aprazíveis até ao momento da abalada para Israel, para os Estados Unidos ou para um país da América do Sul onde eles se sentiam mais seguros e longe dos campos infernais da Europa. O único país que os tratou com dignidade foi Portugal. Os outros meterem-nos em campos de concentração até os despacharem dali para fora. Saíam de um inferno e entravam num desespero.

Os judeus e todos os outros povos do mundo que por aqui passaram, com espiões, reis, escritores, bailarinas, todos em quantidade sentiam Portugal como um novo Paraíso.

A venda do volfrâmio, o trabalho, o incentivo ao desenvolvimento do comércio, da agricultura e da indústria, a urbanidade do povo tornaram Portugal o oásis de que muitos estrangeiros falam.

Por aqui passaram mais de 150 mil judeus, com toda a outra avalanche que por aqui entrou. Era gente demais para País tão pequeno e com estruturas incipientes devido a terem passados poucos anos da desgraçada Primeira República onde tudo tinha sido destruído e onde foi necessário primeiro salvar o povo da fome e sem trabalho e só depois se pensou nas obras públicas.

Felicito a Luísa Ribeiros Soares e o Jornal i, que tenho lido com prazer. Faço votos que o público reconheça este trabalho válido e já tão raro nos órgãos de informação.

C.S

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Sábado, 26 de Maio de 2012

A inutilidade dos Deputados portugueses

O caso Miguel Relvas veio demonstrar como os abutres esperam pelas presas para saltar sobre elas no momento mais conveniente.

Na Primeira República, o Deputado Nuno Simões informava ser aquele, um Parlamento de gatunos. Nunca o compadrio fora tão grande nem a corrupção tão profunda, reforçava Cunha Leal. O deputado Tavares de Carvalho dizia na Câmara que nem todos os deputados, ali presentes, eram honestos.

Quem estudou a Assembleia da República desde 1976 chega à mesmíssima conclusão. O povo português tem sido roubado, vilipendiado e escarnecido por aqueles que o deviam defender. Os deputados têm gasto ao país aquilo que hoje lhe falta.

Desde as viagens ao estrangeiro para receberem ajudas de custo, e dinheiro de bolso, que ninguém nunca devolve o que sobra, a viagens de avião extras, a horas e horas de telefonemas para empresas estrangeiras, a aumentos salariais a gosto, a protecção de amigos, ao tal compadrio e usufruto bem conhecido por várias figuras que passaram pelos corredores de S. Bento que foram abençoadas com milhões e amaldiçoados durante gerações. Tudo isso acontece naquela tasca de S. Bento como o General Humberto Delgado lhe chamava.

O sr. Louçã, que nunca fez nada de útil a bem do povo português, ao afirmar e se esganiçar contra o Ministro Miguel Relvas, o que ele quer é que não lhe lembrem o absurdo de quanto ganha em comparação do povo que morre de fome.

Diga o Louçã, o Jerónimo e toda a camarilha da esquerda sem rumo e sem nexo, que abdique de três quintos do salário, e convide todos os outros deputados a fazê-lo. "É o fazes! Toma!" Grita o Louçã, de gesto torcido.

É a Reforma Administrativa que querem travar ao Relvas. É o vender papel a qualquer custo que tentam os jornais. É retirar ao Passos um escudo que morre pelo chefe se for preciso. É o confundir o povo sem o defender que esta gente pretende. E nada lhes faz parar a insensatez porque os insensatos não vêem para além das suas ânsias.

A inutilidade dos deputados portugueses não vem de agora, Alexandre Herculano tinha a mesma opinião. Esta maleita vem de 1820 e não foi bem curada.

A palhaçada infame a que estamos a assistir afunda ainda mais o País, quando o País precisa urgentemente de trabalhar calma e inteligentemente para sair da situação em que se encontra. 

O Louçã preocupa-se em saber se temos um ou dois espiões. O Louçã quer pelo menos um por cada olho. Se o amigo do amigo e do outro amigo tem agenda onde o Ministro também possa lançar o olho que o denuncie. No olho Louçã, no olho, para si deve ser um descanso e um prazer depois do dever incumprido no Parlamento e de ser posto na rua pelos seus colegas de Partido.

C.S 

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Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

Portugal com o freio nos dentes

Depois de uma 1ª República totalmente incapaz; incapaz porque tomou o freio nos dentes e nunca mais ninguém parou a asneira, o descalabro, as revoltas, as prisões, as mortes, Portugal só voltou a ter paz, progresso e nome honrado, ouvido e respeitado no tempo de Salazar.

Com esta Terceira República que o Mário quer que seja a Segunda, passa-se precisamente o mesmo. As condições de vida, depois de terem melhorado significativamente, caíram para os níveis da Primeira República. Só os apoios sociais têm travado uma maior contestação e actos bem mais gravosos.

Tanto na 1ª República como nesta 3ª que o Mário chama Segunda, uma parte do povo português teve aquilo que sempre desejou: fazer tudo quanto lhe venha à cabeça sem ter de prestar contas a ninguém.

O povo é que sabe, ele é que diz como se governa. Os governantes não são precisos para nada. Em suma: este é o último e eterno país anarca do mundo.

O PREC tentou fixar a ideia na Democracia Directa tal como aconteceu na Primeira República, que tão bons resultados deu...para alguns políticos.

O PREC, ou a Ditadura do Proletariado ignorante e palavroso, tentou impor a sua ignara sabedoria levando a Tribunal todos os escribas mais audaciosos que tentassem contrariar esta supina ideia. Os que não obedeceram, lembro-me do Múrias, foram parar com os ossos à cadeia.

Quando começou a rolar a Democracia de texto Constitucional, o português passou outra vez a roda livre, a dizer e a escrever o que bem entende.

Por mim tomo o exemplo, português apaixonado por este fabuloso País de tão estranha gente, nada serviu o medo, as ameaças, os processos e os julgamentos em tribunais.

Conheço os defeitos e as qualidades deste povo. Quando acredita em alguém, que lhe mostra pelo exemplo, pelo trabalho, pelo saber e pela inteligência que podem confiar nele entregam-se como mansos cordeiros que desprezam os lobos e os cães raivosos que desejam perturbar a ordem.

Quando o Mário e o Almeida falam em Ditadura no tempo de Salazar, eu e mais algumas dezenas, que nos reunimos todos os meses, recordamos a total liberdade como fazíamos o que nos dava na real gana.

Todos éramos contra o Governo, assim como éramos contra os professores e as regras que o Reitor Rabaça pespegava no átrio do Liceu. Éramos contra a polícia, chamávamos-lhes chuis e ríamos e gozávamos com as malandrices praticadas na sagrada igreja, onde fazíamos campeonatos de hóstias sempre que, além do padre, houvesse acólitos a distribuir o pão sagrado.

A juventude é sempre irreverente e do contra .

Hoje os jornais, televisões e rádios continuam a aproveitar a roda livre para empatar, confundir e tentar derrubar um Ministro quando este tem o arrojo de levar avante a "Reforma Administrativa". O Jornal "Público" aproveita, uma palavra mal colocada, para apertar os botões ao Miguel, a  locutora da "Antena Um" insinua que o Carlos Magno deve fazer o que o Ministro lhe disse porque o Presidente da ERC lhe deu uma palmada nas costas e lhe elogiou a gravata.

Todos sabemos que a "Antena UM" está minada pelos comunistas. Esta rádio dá-se ao luxo de fazer o que bem entende massacrando os ouvintes com a mesma cantiga centenas de vezes, além dos comentários, que parecem naturais, mas subliminares, para manter a chama comunistoide e ignorante.

Portugal está com o freio nos dentes e os políticos ingénuos preocupam-se com assuntos de lana-caprina, como o do "Público" que para ganhar audiências não se importa de fazer perder tempo a um homem que tenta servir o melhor que sabe o seu País.

Repito, Portugal está com o freio nos dentes e estaria feliz se todos os seus habitantes tivessem tanto dinheiro para gastar como os capitalistas Almeida e o Mário que quer que esta Terceira República seja a Segunda.

Faça-se a vontade ao homem. Venda-se-lhe a patente por cinco mil milhões de euros e não se fala mais no assunto.

Acrescento um pequeno esclarecimento: Salazar que chamou Estado Novo à Segunda República, lá teria as suas razões. Assim poderia impor uma autoridade suave onde cada um fizesse o que entendesse mas sem prejudicar a colectividade. Só o Mário e os comunistas queriam mais. O Mário porque era rapazote e os comunas porque ser comuna lhes daria o direito de viver de corpo ao alto e de vez em quando fazerem estragos onde não deviam.

Que Grande Ditador, o Salazar! Que grandes patuscos o Mário e o Almeida. Aquele foi um demónio, estes dois uns ricos santos, muito ricos!

É assim Portugal. Cada um diz o que lhe apetece. Só os ministros têm de ter contenção na língua.

C.S

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Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

Portugal é um saco roto

A determinação de Miguel Relvas em levar por diante a Reforma Administrativa concitou sobre ele o ódio dos caciques que viram na Imprensa o seu melhor aliado para rasteirar o jovem muito inteligente e Ministro muito trabalhador.

A democracia à portuguesa tem retirado aos governantes toda a autoridade. Qualquer acto menor serve para pôr em causa o voluntarismo por excesso de cansaço e a capacidade dos governantes.

Miguel Relvas, com a naturalidade como lida com os assuntos faz que trate os interlocutores como amigos de conversa livre e directa. Mas em Portugal um Ministro tem de estar sempre com um pé atrás para não ser apanhado em contramão.

Aquilo que foi certamente um conselho, para não incendiar mais o País, aproveitou-o o jornal "Público" para desencadear uma tempestade a seu proveito.

O Público precisa desesperadamente de aumentar e agarrar os leitores que todos os dias lhe fogem.

A determinação e a urgência de Miguel Relvas em dar rumo ao País contrasta com o medo dos governantes em serem firmes nas suas decisões.

Mas democracia não pode continuar a ser sinónimo de laxismo.

Portugal está a viver um momento de excepcional perigosidade. As medidas têm de ser rápidas e excepcionais no momento crítico que vivemos. O Relvas desdobra-se. Ele dormirá?

Os abutres descontentes e os esfomeados sabem que ele há-de cometer um erro. Pequeno que seja, hão-de inflacioná-lo até rebentar.

Como é possível o País atingir os seus objectivos quando o Governo tem de permitir que grevistas atirem para o lixo os milhões que a TROIKA entrega a troco de bons juros e não a custo de alguns trocos?

Como é possível que ignaros egoístas prejudiquem milhões de portugueses para beneficiar umas centenas de comunistas que ocuparam a CP e nunca mais a largam enquanto sentirem a carniça?

Esta gente rouba todo o povo à sombra da Democracia Directa vivida no PREC e que lhes deu os chamados direitos adquiridos.

A Democracia dos espertos e dos vendedores de pátrias não pode ser a democracia que defende só uma pequena parte dos cidadãos e que desfaz todos os outros.

A Democracia sem autoridade, em momentos como aquele porque Portugal está a passar, é um verdadeiro saco roto. Bem pode a TROIKA encher o fole que os grevistas dos transportes públicos, dos comboios, dos barcos, e dos aviões atiram tudo borda fora.

Este barulho sobre o Miguel Relvas serve para manter Portugal na lama e no descrédito mundial.

Quando alguém tenta acabar com a mentira e o engano que confunde os portugueses, e o faz em linguagem corrente, quase familiar e não em linguagem cuidada, as trombetas aproveitam o deslize e enfatizam o verbo para derrubar o falante.

O oportunismo e a estupidez tem limites.

Portugal não pode ficar nas mãos de jornais, rádios, televisões e das máfias organizadas para tirar grandes lucros da confusão, da hesitação e do medo sem se importarem que o País continue em bancarrota e possa desaparecer, por exemplo, embrulhado numa grande mas tão diferente Espanha.

Para esta gente, de miseráveis interesses, só a sua conta bancária conta. Nós contamos com o Miguel Relvas. Hoje ganhou um apoiante para bem e futuro de Portugal.

C.S

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Terça-feira, 22 de Maio de 2012

A desgraçada 1ª República que Abril copiou

Temos de saber como e porquê chegámos à mendicidade e à subserviência em que nos encontramos. Para o fazer teremos de recuar aos tempos loucos das promessas fáceis da 1ª República.

Salazar tirou-nos do atoleiro. Os estrangeirados e os militares voltaram a enterrar-nos na lama e na miséria mais triste e mais infame pela qual Portugal alguma vez passou ao longo dos seus 869 anos de existência como País livre. As suas fronteiras são as mais antigas da Europa. Foram fixadas em 1297 pelo Tratado de Alcanises.

Tínhamos obrigação de sermos os melhores. E fomos. Desde o 25 de Abril não passamos de um monte de palha, aos baldões, sem saber para onde nos voltar porque os políticos têm frustrado todas as expectativas. Os mais credíveis são insultados, vexados e amesquinhados pelos seus pares. O povo fica confuso. A linguagem do político astuto descredibiliza o mais honrado.

Aquilo que hoje vivemos, este hoje começa sempre a 26 de Abril, é a cópia sofisticada e mais repugnante da 1ª República.

Tal como nesse tempo os políticos encheram o povo de promessas, de liberdade, de democracia, de bacalhau a pataco. Prometeram o paraíso. Não conseguiram cumprir o purgatório. Enfiaram tudo neste inferno em que o país se encontra.

A liberdade da 1ª República foi a das prisões aos milhares, a das cargas policiais, a das mortes pela fome ou pelas saibradas. A Democracia foi quase sempre uma Ditadura feroz mas sem efeitos práticos. O povo voltava-se contra as Forças da Ordem. Muitas vezes sofreram a fúria do pé descalço e dos esfomeados que nada tinham a perder. Nunca a frase "vale mais a morte do que tal sorte" teve a sua aplicação com tanta propriedade.

Impotentes para satisfazer e dominar o povo forçaram a entrada na Primeira Grande Guerra para protegerem as nossas colónias que tanto Alemães como Ingleses se preparavam para abocanhar.

O culminar de tanto desvario dá-se, com aquilo que já era previsível: o assassinato dos políticos Machados dos Santos, António Granjo, Sidónio Pais, José Carlos Maia etc.

Cunha Leal grita desesperado: "todos nós temos culpa! É esta a maldita política! A fera que nós açulámos anda à solta, matando porque é preciso matar."

Mas Cunha Leal era como os outros, mudava de Partido como quem muda de camisa. Julgo que foi nos “Ridículos” ou no “Sempre Fixe”, não estou bem certo, que vem uma quadra sobre ele. Reza assim:

 

Dizem os do Governo

Mais os da oposição

O Cunha pode ser cunha

Mas Leal, isso é que não.

 

A instabilidade, a insegurança fez de Portugal um país envelhecido de casas e edifícios públicos a cair aos bocados. As estradas eram caminhos impróprios e perigosos. A fome acicatava os bandoleiros. Os assaltos eram constantes.

O povo e os intelectuais forçam os militares a fazer o 28 de Maio de 1926. E forçam-nos a governar em Ditadura.

Cunhal tentou o mesmo chamando-lhe Democracia direta ou Ditadura do proletariado. Mário Soares com o seu espírito santo de ouvido, o Almeida Santos, continuou a gritar liberdade e Democracia.

É assim que tudo começa. Com muita liberdade, democracia e fantasia. O exemplo da desgraçada 1ª República serviu para continuar os erros e os berros de Liberdade, Liberdade como se antes do 25 de Abril não a vivêssemos.

A mentira tantas vezes repetida surtiu os efeitos desejados. Ainda bem que o Mário, o Santos, o Otelo, o Lourenço e os capitães-coronéis podem verificar com os seus próprios olhos os erros cometidos, mas quem os paga é o povo que depois de os aplaudir, os amaldiçoa todos os dias.

C.S

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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

A pesada herança evitou a guerra civil

No livro "Marcello Caetano, Confidências no Exílio" de Joaquim Veríssimo Serrão, editorial Verbo, o ex-governante recorda: "O estado em que eu deixei o País em 25 de Abril de 1974 foi o da integridade territorial, governantes respeitados, administração eficiente e honesta, economia em desenvolvimento, grandes reformas como a da Previdência Social e da Educação, em curso, finanças sãs com orçamento equilibrado, contas em dia, tesouraria abastecida, dívida pública mínima, reservas cambiais e de ouro de primeira ordem".

Marcelo tinha sabido continuar a obra de Salazar. Apesar da Guerra Colonial, em nada comparada com os gravíssimos problemas que os ingleses tiveram na Índia ou os franceses na Argélia, só para citar dois países colonizadores, Portugal continuava com 847 toneladas de ouro e mais de 100 milhões de contos em cofre, além de todas as contas em dia, como foi dito atrás.

A pesada herança, em vez de ter sido orientada com parcimónia e ponderação serviu de almofada para conquistar votos num País que recebeu de braços abertos o Golpe feito sem derramamento de sangue, o que seria muito estranho que não acontecesse, caso o País vivesse numa Ditadura e a PIDE não fosse uma Polícia de Segurança de Estado como há em todos os países e hoje existe em Portugal com outro nome.

Mas os jornais, as rádios, os cantores e os artistas, jovens e oportunistas, resolveram alinhar com os comunistas e debitar alarvidades, mentiras e toda a casta de idiotices que lhes vinham à cabeça.

Claro que Portugal não era nem podia ser o país que é hoje porque isso não existia. As grandes descobertas desenvolvimentistas dão-se a partir dos anos 70. Até 25 de Abril de 1974 Portugal cresceu a um ritmo de 6,1 por cento ao ano. A Primeira República tinha-o deixado exaurido, os militares que implantaram a Ditadura em 28 de Maio de 1926 não conseguem, tal como os Governantes de hoje, resolver os graves problemas que o país está a sofrer. Dois anos depois, desse movimento, chamam Salazar que num ano pôs contas em dia e até 1974 nunca mais houve défice orçamental.

Disse isto de maneira simples e concisa para que todos me entendam.

O que aconteceu então à pesada herança? Não foi só a corrupção, os gastos supérfluos, as viagens extravagantes que a comeram. Vasco Gonçalves resolveu meter as mãos no tesouro e distribuí-lo sem conta nem medida. Foram aumentados alguns salários de maneira exagerada. O homem julgou assim cativar o povo e os comunistas beneficiarem com os seus votos. Isto teve duas vantagens e uma desvantagem. Parte do povo teve mais poder de compra. Na euforia apoiou uma esquerda feita à pressa com amadores de ciência curta, o restante povo ficou expectante. Não reagiu à desgraça previsível. A desvantagem foi que grande parte da herança se foi. O mesmo Vasco, passados alguns meses já dizia que eram precisos sacrifícios.

Quando o louco, como era conhecido, deixou o Governo porque o próprio camarada Cunhal lhe tirou o tapete, Portugal entrava em derrapagem permanente. Em finais de Novembro de 1975, quando Jaime Neves e Ramalho metem na ordem os seus camaradas de armas, Portugal já está a viver sujeito a imposições do FMI.

A pesada herança evitou a Guerra Civil, mas não evita a fome e o desespero porque foi insensatamente desbaratada.

C.S

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Domingo, 20 de Maio de 2012

Democracia a caminho do liberalismo

A democracia é muito boa nas mãos de gente honesta e competente. Nas mãos de demagogos, o resultado é aquele a que chegámos e a que este Governo hesitante e titubeante, que até começou bem, não sabe que volta dar-lhe.

O Cunhal ao querer impor a ditadura do proletariado camuflou-a com Democracia. Era a Democracia Directa.

Emmanuel Todd no livro "La Chute Finale", Éditions Robert Laffont, 1976, diz logo na introdução: "Pour les communistes orthodoxes, l'U.R.S.S. représente la société de demain, la fin de l´histoire, la résolution finale de tous les conflits humains. Pour les libéraux, l' U.R.S.S est un modèle odieux mais stable qui supprime la liberté mais aussi les luttes sociales." 

Vamos repetir para eliminar dúvidas: "Para os comunistas ortodoxos, a U.R.S.S representa a sociedade do futuro, o fim da história, a resolução final de todos os conflitos humanos. Para os liberais, a U.R.S.S é um modelo odioso mas estável que suprime a liberdade mas também as lutas sociais." 

Para atingir os seus sórdidos fins, Cunhal incentiva o conflito, leia-se Zita Seabra em "Foi assim", edições "ALETHEIA", e empurra Mário Soares, Almeida Santos, Melo Antunes e outros, mais escondidos, para a infame descolonização apressada, descabida, e que viria a sacrificar posteriormente cerca de quatrocentas mil vítimas nos conflitos em Angola, Moçambique e Guiné. Nos treze anos de guerra, as vítimas saldaram-se em muito menos de nove mil mortos.

Salazar e Caetano não descolonizaram porque faltavam os quadros dos autóctones, caso contrário tê-lo-iam feito. Salazar ao criar a Casa dos Estudantes do Império fê-lo precisamente com a finalidade de formar esses quadros. Veja-se o caso da Índia. Há muito tinha sido criado o Estado da Índia para o tornar independente. Nehru, primeiro-ministro indiano, sabia isso. Sem qualquer declaração de guerra invadiu e ocupou o território. Os estrangeirados que vieram a seguir ao 25 de Abril imediatamente formalizaram a entrega tal como fizeram com os restantes territórios sem se preocuparem com a segurança das pessoas. A história é longa. Não deixará de se ser contada.

A traição de uns e o egoísmo de outros faz que os portugueses estejam metidos numa camisa de onze varas.

Neste momento, o Governo do Passos tal como o de Mouzinho da Silveira em 1832 encaminha-se para o Liberalismo, ultrapassando escolhos e autorizando salários milionários num país que morre de fome.

O Passos está a ser mais papista do que o seu homónimo Passos (Manuel) que acabou por dar com os burrinhos na água.

Voltaremos ao assunto. Estes blogues limitam a ginástica.

C.S

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Sábado, 19 de Maio de 2012

Miguel Relvas e as virgens ofendidas

O coro de carpideiras aboletadas na Comunicação Social Portuguesa tem hoje a oportunidade de desancar no Relvas e receber com a sua bênção os milhares de euros que lhe faltam nas canetas.

Esta gente nem se aguenta com um qualquer comentário inócuo, nem escreve de modo a cativar os leitores.

As virgens ofendidas aproveitam tudo para que o pilim caia. 

Todos os jornais estão em queda livre com excepção do i. Este percebeu que em vez dos enchumaços para encher chouriços, as notícias, comentários e opiniões devem ser apresentados com conta, peso e medida.

Ao "Público" bastou-lhe uma palavra do ministro mal-amado, mas determinado em pôr ordem na casa, para ver aqui o seu filão. O "Público" sabe também que contará com toda a oposição e com o Capucho que veio lesto enxotar o Miguel para ele ter a possibilidade de lhe ficar com o lugar.

O "Público" espera o milagre dos pães ou da bolota. É o Marketing à borla, é o pleno. Toda a gente vai falar do "Público" antes que o jornal se apague. Se possível as virgens estrangeiras também darão a notícia. O "Público" exulta. É a salvação do jornal. Oxalá que sim. O "Público" tem dias. Os colaboradores não são maus, mas depois de todos estes anos de serviço público já tinha tempo e obrigação de ser uma referência a nível nacional. O i está a passar-lhe a perna.

A algazarra que um dichote, do Ministro Relvas, provocou também é um milagre para este Governo Liberal. Tenho mesmo a certeza que o Primeiro-Ministro lhe mandou um abraço de agradecimento e lhe disse: "aguenta Relvas, aguenta-os enquanto puderes, o Governo tem ainda muito trabalho até esta gente perceber quem manda e quem deve obedecer. Quanto ao Capucho está descansado. Ele nem serve para teu capacho nem tem coleones suficientemente grandes para te substituir." 

Assim vai a opera portuguesa: caminha para o circo de rua e com macacos amestrados. De pandeireta na mão já andamos desde os anos oitenta. Estaremos, em breve, a calçar a chinela ou a alpergata espanhola. A carapuça foi enfiada no 25 de Abril. A bandalheira parece não ter fim à vista.

C.S

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Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

O fascista Jerónimo nunca deu nada a ninguém

O fascista Jerónimo de Sousa continua a insistir no termo fascista, sabendo perfeitamente que o fascismo nunca existiu em Portugal antes do 25 de Abril.

Quando Rolão Preto o tentou implantar em Portugal foi impedido por Salazar.

O Jerónimo fascista fala em fascismo pela saudade do PREC, em que o fascismo comunista e revolucionário lhe recorda o tempo de perseguição e terror que os comunistas tentaram alimentar, quando o Golpe do 25 de Abril tinha sido aceite, pacatamente, porque Marcelo Caetano o tinha permitido.

Jerónimo, formado pela Escola Comunista desse escarro humano, chamado Cunhal, pode-se considerar fascista. Os tempos do PREC foram a tentativa para impor o fascismo e a Ditadura com a prisão indiscriminada de milhares de inocentes, ocupação de casas, roubo de casas, herdades, destruição de empresas, além de todas as indignidades que ainda hoje é possível averiguar devido aos meios audiovisuais e aos poucos jornais que nunca esconderam o desaforo do Partido Comunista e do celerado herói soviético Cunhal.

Leia a sua ex-camarada Zita Seabra em "Foi assim", edição "ALETHEIA" e recordará o que era aquela escola de horríveis mafiosos que inventavam as mais escabrosas mentiras para forçarem os militares e os membros do Governo a fazer tantos e tais disparates que o resultado se foi reflectindo ao longo dos anos.

Pode o Jerónimo dizer ao fantasma vampiresco Cunhal que o seu objectivo foi alcançado. Em Portugal a fome, a miséria, o desespero de um milhão de desempregados e dois milhões e trezentos mil esfomeados que sobrevivem com 9 euros por dia para uma agregado de quatro e mais pessoas, atingiu o ponto a que ele se tinha proposto.

Fascista é o altamente remunerado Jerónimo de Sousa e o seus comparsas que chupam do tacho o que bem entendem. É o Jerónimo e os outros que aumentam os salários consoante os desejos.

Fascista é um tipo como o Jerónimo que ganha quinze vezes mais do que as vítimas desta desregulada e desmiolada Revolução.

O fascista Jerónimo já pensou no julgamento da história?

Claro que do sr., a história só dirá que foi um dos lacaios do Cunhal. Mas este aborto terá epítetos ainda não inventados. Miguel de Vasconcelos, comparado com o monstro será tomado por santo.

Por causa do nojento Cunhal, da sua arrogância pateta e cobarde, o país deixou de ser o País próspero que viria a ser, com gente feliz e trabalhadora. Em vez disso foram criados milhares de vadios comunistas e milhões de desiludidos.

Pobre Jerónimo que não teve coragem de deitar a canga ao chão e voltar a ser um trabalhador honesto.

Ponha os olhos no país que o Cunhal despoletou. Onde vê um sorriso? Um gesto de alegria? Um momento de felicidade?

Nunca mais volte a chamar fascista a quem nunca o foi.

Escusa de mentir. Tenha a coragem de propor, no Parlamento, a redução do vencimento dos políticos e de toda a chusma de gosmas que recebem reformas milionárias desde os 45 anos e as acumulam, mais todas as excepções salariais dos gestores públicos que o Governo, numa clara política Liberal pretende impor com falinhas mansas.

Proponha, Jerónimo, que o seu salário e o dos mencionados seja reduzido para um quinto.

Para lhe ser franco, não acredito que o faça. A ganância dos outros protege a sua.

Você é comunista, Jerónimo. Nunca se livrará desse labéu, e um comunista nunca deu nada a ninguém.

C.S

publicado por regalias às 06:52
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