Terça-feira, 24 de Dezembro de 2013

Em Portugal e no mundo vence a vida, meu irmão

Esta não é a mesma Pátria

Onde nasci.

Onde a fraternidade

Brilhava à luz do Sol,

Onde o amor

Acontecia naturalmente

Só de olhar

Para o outro

Que, no caminho estreito,

Encontrava a servidão.

O mais forte gritava-lhe:

Tu és meu irmão!

Levanta a cabeça.

Acredita em ti

E na tua vontade.

Tudo quanto vês

Não é a realidade.

Tudo isto não passa de ilusão.

Caminha, meu irmão.

Caminha.

No teu pensamento

Tens um tesouro imenso.

É maior que o infinito.

Tudo isto é teu

Meu irmão.

A Terra, o Sol, a Lua, o Universo

E os caminhos

Para aprender a andar

No mundo que aponta a eternidade.

Tudo isto é teu, meu irmão.

Usa o estudo, a inteligência,

A vontade.

A Terra é tua.

O Céu é teu.

O saber abre-te os braços.

Portugal não acabou.

Neste Natal pensa.

Não tenhas medo.

A vida está ali, à tua frente.

Pensa com determinação.

Vence a vida em 2014

Vence-a sempre,

Meu irmão.

Portugal não acabou.

 

Cunha Simões

publicado por regalias às 10:05
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Portugal, grevistas substituídos por voluntários

Na Primeira República (1910-1926) os democráticos interrompiam os comícios dos adversários políticos e provocavam graves confrontos.

O maior tribuno da primeira República, António José de Almeida, é impedido de falar num comício do Poço do Bispo, porque as púrrias, quadrilhas que dominavam esse bairro, o impediram enchendo todos os assistentes de bengaladas.

António José de Almeida várias vezes denunciou o chefe do Partido Democrático, Afonso Costa, pelos métodos violentos que usava contra o povo. Chega a dizer, no jornal República, que Afonso Costa é réu de crimes sem nome e que será condenado para todo o sempre, a trabalhos forçados nas galés da história.

Como o Governo quer, por força, entrar na Grande Guerra, apesar dos insuficientes meios que as Forças Militares possuíam, é dada ordem para serem aprisionados os navios Alemães que estavam no Tejo. Perante esta atitude, a 9 de Março de 1916, a Alemanha declara guerra a Portugal.

São de imediato reduzidos os cursos da Escola de Guerra para “fabricarem” rapidamente oficiais que iriam fatalmente morrer nos campos da Flandres (Bélgica, Holanda e uma parte da França).

Em Janeiro de 1917 são enviados os primeiros contingentes portugueses para França. Partem 57 mil homens no chamado Corpo Expedicionário Português (CEP), que devido à mortandade diária que sofriam, eram chamados de “Carneiros Exportados de Portugal, CEP”.

O Governo cria o modelo de manifesto obrigatório para cereais e todos os bens de primeira necessidade e passa a requisitar o que entendesse.

Devido à escassez de todos os alimentos prolifera o pequeno comércio de rua. As varinas são as que mais se salientam. Mas vende-se de tudo: desde a água aos figos, passando pelos compradores de ferro-velho, dos compradores de peles de coelho e cabrito, que toda a gente guardava em casa para fazer algum dinheiro.

Os pregões desta gente eram invulgares de beleza e graça num tempo de tristeza e desgraça.

Em Maio começam as aparições na Cova da Iria.

Mas nem os santos acalmam os grevistas. O Governo, sem outra solução, declara, durante 16 dias, o estado de sítio em Lisboa e suspende todas as garantias constitucionais.

O pão passa a ser feito com aveia, farinha e fava. O desemprego é muito alto.

A Guerra continuava a devastar a Europa. Portugal destruía-se a ele próprio. Tinha entrado na guerra por sua exclusiva vontade.

A Ditadura Democrática continua a não funcionar.

Consta que o Governo pretende vender algumas colónias para pagar as dívidas e equilibrar as finanças. Os jornais começam a falar no caso. O Governo aumenta a censura à Imprensa.

Os operários da Companhia das Águas de Lisboa entram em greve.

Como as greves não parassem e ninguém obedecesse a ninguém, o Governo substituiu todos os operários grevistas por Batalhões de Voluntários, militares e por escuteiros.

C.S

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Segunda-feira, 23 de Dezembro de 2013

Portugal dos assaltos, da censura, da União Sagrada

Os assaltos eram diários e os armazéns de víveres os mais visados.

Em Janeiro de 1914 os ferroviários fazem uma greve geral. São mais de 7 mil. Fazem descarrilar comboios, cortam linhas telegráficas e isolam Lisboa.

O Deputado João de Freitas culpa Afonso Costa por tudo quanto sucede. Afonso Costa Pede a demissão do Governo. Sucede Bernardino Machado que faz um Governo de reconciliação Nacional.

Para travar a incitação ao desrespeito pelos membros do Governo são fechados vários jornais.

Os cabecilhas, participantes e instigadores de movimentos e revoluções são presos e enviados para as colónias ou colocados na fronteira e expulsos do país.

É o que acontece ao General Sousa Dias, a Azevedo Coutinho, a João de Almeida e a Homem Christo.

Em Agosto começa a Primeira Grande Guerra. O arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do Império Austro-Húngaro é assassinado por revolucionários sérvios e isto vai fazer deflagrar o conflito entre a Alemanha, a França, a Áustria, a Inglaterra, a Rússia, o Japão e por fim os Estados Unidos. Portugal mantém-se neutral, mas o Governo pensa que deve entrar para resolver vários problemas, desde o desemprego, as greves e preservar as colónias.

Em dezembro, Manuel de Arriaga dá posse ao Governo de Victor Hugo de Azevedo Coutinho. O Governo é alcunhado de os “Miseráveis” devido à conotação com a obra homónima do escritor francês, Victor Hugo, mas também por este Governo ser manipulado por Afonso Costa que, através do Partido Democrático, orientava a nomeação e destituição de governantes e de militares.

António Sardinha, Alberto de Monsaraz, Luís de Almeida Braga e Pequito Rebelo fundam a revista “Nação Portuguesa” e criam um movimento político-cultural com o nome de “Integralismo Lusitano”.

Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Mário de Sá Carneiro, Alfredo Guisado e Armando Côrtes-Rodrigues fundam o “Orpheu” onde dizem, preto no branco, que a Democracia praticada não passava de mediocridade.

Também os intelectuais começavam a sentir o cansaço dos Governos sem solução.

Em 1915 o jornal “O Século” é suspenso e todas as manifestações são proibidas.

Em sinal de repúdio, os oficiais vão entregar as espadas ao Governo. O Governo mandou-os prender na Fragata Fernando II e Glória.

Quando Machado dos Santos, o herói da Rotunda foi também entregar a sua, como defesa dos seus companheiros de armas, fez que o Governo caísse.

A 21 de Fevereiro, no Porto, Afonso Costa sofre um grave atentado, a que só por muita sorte escapou. Mas logo a 28 é assassinado o deputado Henrique Cardoso.

Devido ao aumento do preço do pão são assaltadas várias padarias.

O Governo dissolve quase cinco dezenas de Câmaras municipais, acusando-as de não obedecerem às diretivas governamentais.

A 12 de Maio de 1915 alguns barcos de guerra bombardeiam Lisboa. Leote do rego assalta o cruzador Vasco da Gama. Morre o comandante do barco, Assis Camilo. O Arsenal rende-se. Os combates tornam-se violentíssimos. Os mortos e os feridos são às centenas. É ocupada a Escola de Guerra.

São fuzilados vários estudantes. São mortos opositores ao regime e vinte polícias.

Na estação de Paialvo, em 16 de Maio, o Senador João de Freitas dá uns tiros em João Chagas, que tinha sido convidado para ser Chefe do Governo. Quando o comboio para no Entroncamento, as milícias do Governo lincham João de Freitas.

Portugal estava a caminhar para a lei do “olho por olho”.

Alexandre Braga acusa o exército de não querer ir para a Guerra. Gomes da Costa responde que o exército está preparado para se bater, mas que não tem quaisquer meios para o fazer.

A censura proíbe todas as peças de teatro e revista que não agradassem ao Governo.

As greves e os golpes militares tomam conta do país.

A multidão aproveita o caos para assaltar armazéns e padarias.

Afonso Costa aceita formar Governo, mas declara abdicar de fazer política partidária e aceitar o consenso com as outras forças políticas.

Forma-se o Governo da União Sagrada.

C.S

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Domingo, 22 de Dezembro de 2013

Portugal, a separação dos sexos e a dívida ao estrangeiro

Para se fazerem comparações temos de nos situar nas épocas em que os acontecimentos ocorrem.

Apesar da falta de dinheiro, os da Primeira República não foram suficientemente desinibidos para construírem escolas mistas. Tinha de haver edifícios para rapazes e um edifício para raparigas. O que onerava, em muito, os depauperados cofres do Estado, além de necessitarem de um maior número de professores quando eles eram poucos.

No entanto são criadas as Universidades livres para desse modo obviar às faltas, tal como hoje se permite que os alunos entrem nos cursos Superiores, mesmo não tendo o 12º ano porque há falta de gente qualificada. Assim procederam com as Novas Oportunidades que serviram para entrarem com mais facilidade no Mercado de Trabalho da União Europeia, onde nos 28 países se pede um certificado para saber o que a pessoa sabe fazer: se é motorista, empregado de café, especialista num serviço na fábrica onde trabalhava etc. Mais do que saber geografia ou ciências, o certificado indica o que cada um sabe fazer bem.

Estes cursos vão continuar em Fevereiro de 2014 em Centros para a Qualificação e Ensino Profissional.

Continuemos na Primeira República (1910-1926).

A partir de 9 de Julho de 1912 reaparece a censura. Vários jornais são encerrados, saqueados e os proprietários presos e deportados.

São presos dezenas de sindicalistas. Nas cadeias a vida é dramática. A comida é pouca e de péssima qualidade. As condições de higiene são horrorosas.

Em 1913, o Governador Civil de Lisboa, Daniel Rodrigues, cria uma rede de espionagem com informadores e denunciantes, chamada Formiga-branca.

Tem como chefe um cadastrado, alcunhado João das bombas, pela facilidade como as usava. Era uma espécie de polícia irregular que servia o Partido Democrático.

A “Formiga-branca” especializou-se em assaltar jornais e em fazer barragens nas estradas. Eram chamados os Comités de Vigilância, sempre muito violentos e muito ignorantes.

Machado Santos contrapôs a estas milícias extremistas, outra organização, não menos violenta, as “Formigas-Pretas”.

Os confrontos entre uns e outros e o povo sem trabalho e desesperado resultaram, muitas vezes, em imensos feridos e mortos.

Afonso Costa para se proteger arranja guarda pessoal, os chamados “carrapatas”, só assim conseguiu trabalhar em segurança como Presidente do Ministério (Primeiro-ministro) entre 9 de Janeiro de 1913 e 9 de Fevereiro de 1914. E o resultado foi as contas do Estado terem ficado equilibradas, o que nunca mais voltou a acontecer na Primeira República.

Mas nas estradas, que são péssimas, cheias de buracos, água e lama no Inverno e poeira e buracos no Verão, ninguém anda seguro. Os assaltos são constantes.

Brito Camacho insiste que assaltantes e revoltosos são verdadeiros bandidos que querem o mal do país.

O povo tinha perdido a cabeça. Ninguém sabia o que fazer para o contentar. Nem a bem, nem à pancada parava de reclamar. A fome e a miséria, a todos, transtornava a razão.

A 10 de Junho, quando da homenagem a Camões, o maior poeta português, verdadeiros criminosos inconscientes lançam uma série de bombas sobre o cortejo constituído, maioritariamente, por crianças. Há sangue por todo o lado; cabeças, braços, pernas. É o auge da estupidez. É o horror brutal e desumano.

Em Agosto o Governo proíbe o fabrico, o uso e a venda de acendedores portáteis. Os isqueiros.

Em Outubro, João de Azevedo Coutinho faz mais um golpe que o Governo consegue dominar.

Além de todos estes problemas, o Governo tem um mais preocupante: a dívida à Inglaterra e à Alemanha.

As duas conluiadas preparam-se para dividir as colónias portuguesas. E a Inglaterra nem se importa que a Espanha anexe Portugal.

Mas a Espanha sabe que Portugal, mesmo de rastos, é um osso difícil de roer.

C.S

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Sábado, 21 de Dezembro de 2013

Portugal, as leis, os jornais e o racha-sindicalistas

Os Governos da Primeira República (1910-1926) quiseram sempre, como quaisquer outros governos, governar a bem do povo, simplesmente as tricas partidárias, as invejas, os ódios incentivados pelos jornais acabavam por acirrar o povo e envenenar os políticos.

Os jornais “O mundo”, “O Rebelde” “O Trabalhador”, “O Petardo”, “A Dinamite”, “A Revolta” não se cansavam de incitar à violência contra todos os que não comungavam das ideias republicanas.

O jornal “O Mundo” ultrapassava todas as marcas. Como foi desde inicio um estrénuo defensor de Afonso Costa e do Partido Republicano Português (PRP) denunciava todos os que não estivessem de acordo com as suas linhas programáticas, mas os seus militantes ocupavam os melhores lugares da administração pública e outros rentáveis empregos que lhe estavam associados.

Esta falta de senso por parte da Comunicação Social tinha de produzir efeitos desastrosos, tanto naqueles que eram atacados como naqueles que pretendiam defender.

No Parlamento os políticos insultam-se de forma ultrajante, aviltam-se uns aos outros e não evitam esmurrar-se violentamente.

Estes exemplos pouco edificantes e pespegados nos jornais fazem que o povo faça o mesmo e sem qualquer respeito pelas autoridades.

Mas o Governo tem de governar.

É instituído o Registo Civil obrigatório, que vai substituir o registo nas paróquias.

O escudo passa a ser a moeda oficial e substitui o real.

João Chagas vai presidir ao primeiro Governo Constitucional. Os problemas começam de imediato.

Os estudantes da Escola Politécnica exigem logo a diminuição do preço das propinas.

São assaltados os centros católicos, o seminário e o Paço Episcopal do Porto.

Nas Aranhas e na Aldeia de João Pires, no concelho de Penamacor, é aclamada a monarquia.

As greves não param e as bombas também não. O desemprego aumenta e todos os dias fecham fábricas.

Correia Barreto quando ministro da Guerra conseguiu arregimentar alguns tenentes da esquerda radical para evitar surpresas. Eram temidos pela delação que faziam dos camaradas. Ficaram conhecidos como “Jovens Turcos” e deram origem a mais indisciplina.

João Chagas aguenta-se 70 dias como chefe de Governo. Sucede-lhe Augusto de Vasconcelos e enquanto Manuel de Arriaga foi Presidente, o Governo mudou 8 vezes.

Logo no início de 1912 o Parlamento é invadido e os Deputados enxovalhados.

No Alentejo, a greve dos trabalhadores rurais vai fazer um morto e seis feridos.

Lisboa é declarada em estado de sítio. Os sindicalistas são perseguidos com ferocidade, por militares e carbonários.

Os pedintes e os vadios são às centenas. Estendem-se por todo o país e, apesar do Governo ter feito sair legislação contra os mendigos, eles irão manter-se durante toda a Primeira República e só vão acabar depois de alguns anos da entrada na Segunda República.

A Carris faz mais uma greve de 29 de Maio a 24 de Junho.

Afonso Costa que tinha feito do direito à greve, uma das principais bandeiras da República, tem de se opor firmemente contra os grevistas e contra os sindicatos que as convocam.

Os grevistas alcunham-no de racha-sindicalistas.

O país torna-se ingovernável.

C.S

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Sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013

Portugal de históricos, adesivos, ensino e ódio

Todos os Governos, desde o início da nacionalidade, se preocuparam com o ensino. Simplesmente não havia quem ensinasse. Os únicos que sabiam ler, escrever e contar eram os padres e os judeus. Disso tiravam partido e bons lucros.

D. Afonso III (1248-1279) incentiva o ensino. O filho D. Dinis (1279-1325) implementa-o, funda o Estudo Geral em 1288, embrião da Universidade de Lisboa e determina que todos os documentos sejam escritos em português. Antes era usado o galaico-português, com muitos termos latinos.

O Ensino estava entregue à Igreja e esta ou por falta de meios ou por desinteresse nunca conseguiu motivar o povo pelas letras.

Quando rebenta a Primeira República (1910-1926) o analfabetismo ultrapassa os 75% não por culpa dos reis, mas por falta de professores e do povo cuja fabulosa intuição o levava a pensar que à cultura das letras ele preferia a cultura dos campos que lhe davam de comer e o mantinham vivo.

O Governo da Primeira República preocupa-se imediatamente com o ensino. Coloca João de Barros como Diretor-geral da Instrução Primária.

São criadas diversas escolas em vários pontos do país e, mais uma vez, à falta de professores, João de Barros com a colaboração de João de Deus Ramos criam a “Associação de escolas Móveis, Bibliotecas ambulantes e Jardins Escolas” de modo a abranger o maior número de alunos, jovens e adultos.

João de Deus Ramos inaugura os Jardins Escola João de Deus, de Coimbra, Alcobaça, Figueira da Foz e Lisboa, em memória do pai, o poeta e também pedagogo, que escreveu a Cartilha Maternal.

Mas os jornais, estupidamente, incentivam o ódio entre históricos e adesivos e concomitantemente entre o povo.

Os históricos eram aqueles que sempre tinham apoiado as ideias republicanas. Os adesivos eram os monárquicos que tinham aderido à República, mas que não estavam convencidos das vantagens na mudança de regime.

Estes ódios entre uns e outros não deixam pensar o povo e ele, como não sabia para onde se virar, fazia greves e mais se afundava na miséria.

Faziam greves os vidreiros, as indústrias da sardinha, os trabalhadores ao sul do Tejo; Moita do Ribatejo, Aldeia Galega (Montijo), os rurais de Évora, os tecelões das fábricas e a Carris do Porto.

Resultado: não trabalhavam, não ganhavam e às vezes ainda eram corridos à bastonada pela Guarda, pela polícia e pelos batalhões de voluntários.

Esta situação criava tantos ódios que estas forças de repressão sempre que eram apanhadas em pequenos grupos eram sovadas violentamente pelo povo, que assim perdia todo o respeito pelas Forças da Ordem e pelos do Governo como foi o caso de António José de Almeida ser sovado em Lisboa pelos populares e Basílio Teles ser sovado no Porto pelos Batalhões de Voluntários por ter criticado a Ditadura Revolucionária.

C.S

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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013

Portugal e os Sindicatos que só tinham direitos

Os políticos da Primeira República (1910-1926), na ansiedade de conquistar o povo que os olhava de viés, prometeram tudo o que lhes vinha à cabeça.

Entretanto prepararam as leis mais urgentes que a Constituição adotou.

A Constituição declarou que a forma de Governo de Portugal era a da República Democrática. Que a monarquia ficava para sempre abolida. O direito à greve ficava consagrado. Era decretado a separação da Igreja do Estado etc.

Afonso Costa, ministro da Justiça e dos Cultos, aproveitou o seu poder e ódio à religião para acabar com ela. Mandou prender padres, desterrar Bispos, fechar conventos, proibiu as vestes talares. São presos 128 padres e 233 freiras. São ainda assassinados 2 padres lazaristas.

Afonso Costa esqueceu-se que eram os padres que acalmavam os mais violentos aconselhando-os a ter paciência. Sem os padres a travar a violência que a miséria produz e os Sindicatos a pegaram-lhes nas palavras e obrigarem o Governo a cumprir o que tinham prometido. Quando não cumpriam, os atentados e as greves começaram a ser o pão nosso de cada dia.

Entre 1910 e finais de 1911 registaram-se 237 greves.

O Governo avisou os grevistas que eles tinham direitos mas também tinham deveres. Estava em causa a situação gravíssima para que o país começava a descambar.

Os Sindicatos não fizeram caso do aviso. A prepotência governamental não se fez esperar por mais que eles se tentassem defender invocando a democracia.

As prisões são às centenas. As cadeias abarrotam de recalcitrantes que aí vivem em condições deploráveis.

O Governo faz sair um decreto para disciplinar o conteúdo das regras a seguir e pôr um travão às greves. Os Sindicatos chamam-lhe “Decreto-Burla”. As greves continuam.

O Governo recorre a Batalhões de voluntários, à Polícia, ao Exército e à Guarda.

Cria-se um clima de terror sem grandes resultados. As pessoas sentem-se enganadas. Vão à luta, matam e morrem.

O Governo aproveita os Batalhões de Voluntários da República e a Carbonária para formar comissões de vigilância para defender a República, parar as greves e obrigar os trabalhadores a trabalhar.

Os preços começam a subir vertiginosamente, o desemprego alcança proporções nunca atingidas. A escassez de alimentos é dramática. A insegurança é total.

António José de Almeida reconheceu que “é mais fácil revoltar o povo que acalmá-lo”. Moderou os discursos com que humilhou a Monarquia. Mas não conseguiu apagar os escritos e fazer esquecer as suas palavras incendiárias que lhe iam causando a morte quando foi sovado e acusado de ser um dos causadores da desgraça em que o povo se encontrava.

Só os Sindicatos não desistiam. Eles reivindicam direitos. O Governo insiste que também têm deveres. Como não querem entender essa parte dos contratos, o Governo dá ordem para que as Forças Militares e da Carbonária assaltem a União dos Sindicatos. Destroem o que encontram. A Casa Sindical é encerrada e os sindicalistas são presos e vão para bordo da fragata D. Fernando e do barco Pêro de Alenquer.

Nas cadeias normais já não cabia mais ninguém.

C.S

publicado por regalias às 06:48
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Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013

Portugal das promessas, regicídio e greves

A Primeira República (1910-1926) nasce sem saber ler nem escrever. É mais fruto de crimes hediondos e do desinteresse do rei e dos monárquicos que baixaram os braços do que força revolucionária que desejava mudar o regime para bem do povo, o que raramente aconteceu.

Dos valentes republicanos, só um, Machado Santos que era Comissário Naval de 2ª classe, à frente de 500 soldados mal armados e 500 desarmados se juntam na Rotunda, hoje Marquês de Pombal, e desafiam as forças monárquicas que, estranhamente lhes lançam alguns petardos e os deixam em paz.

Como no dia 5 de outubro se lhes juntou alguma multidão, dirigiram-se para a Câmara municipal, onde da varanda é proclamada a República por José Relvas.

Depressa chegaram os políticos, Afonso Costa, António José de Almeida, Bernardino Machado, Brito Camacho, Correia Barreto, José Relvas que nesse mesmo dia formariam um Governo Provisório presidido por Teófilo de Braga.

De todos os ministros, o mais inteligente, mais poderoso e o mais sinistro era Afonso Costa que chamou a si as pastas da Justiça e dos Cultos.

Mal tomou conta do Ministério da Justiça, no primeiro dia de trabalho, pede o processo do Regicídio, que eram quatro grossos volumes, com a descrição do assassinato do rei D. Carlos e do príncipe D. Luís e fá-los desaparecer. Manda publicar a seguir uma Lei de amnistia geral para os crimes contra a segurança do Estado de modo a ilibar os regicidas e os bombistas.

Quanto à Igreja procede com sanha persecutória, faz também publicar uma Lei de amnistia geral para todos os crimes contra a Religião.

O principal obreiro e mentor da Primeira República, embora muito inteligente, foi talvez o maior culpado do seu insucesso ao esconder os crimes que os obreiros do novo regime tinham cometido tanto contra a família real como contra as crenças e a fé do povo. A estas infâmias não fugiu à corrupção e ao nepotismo colocando familiares e amigos nos melhores lugares do Governo ou dele dependentes. Aumentou a sua fortuna muitas vezes enquanto o povo viveu as piores agruras da miséria.

A inteligência de Afonso Costa fez que ele andasse quase sempre na crista da onda e muitos ainda lhe tentem esconder e desculpar os erros para tapar os próprios. Mas o povo tem pago e pago a um preço elevadíssimo as espertezas das figuras de grandes figurões que pagam à Imprensa estrangeira o elogio que não merecem.

A Primeira República foi um falhanço, quase total, desde a primeira hora até ao último minuto.

E muitos dos políticos seriam bem-intencionados, mas como diz o povo: de bem-intencionados está o Inferno cheio.

Quais teriam sido as principais causas do fiasco?

As promessas, o amnistiar os crimes cometidos e as greves que os sindicatos incitavam, muitas vezes, e que davam origem a grandes confusões e a grandes tumultos.

Para sossegar o povo, os políticos passaram a prometer tudo. Desde a diminuição dos preços dos produtos de que ficou como símbolo “o bacalhau a pataco”, ao trabalho para toda a gente, eleições honestas, a segurança.

Tudo quanto prometeram falharam. As eleições foram sempre tudo menos honestas. O sufrágio universal foi esquecido. Os analfabetos não tinham direito a voto e as mulheres, tivessem estudos ou não, também ficavam proibidas de votar.

Segurança não havia. Milhares de pessoas emigraram, principalmente, para o Brasil.

O povo aumentou as reivindicações, os atentados, os assaltos às lojas de mantimentos, a violência nas ruas acaba por encher as prisões e a fome. O caos estava instalado e ninguém parecia saber como lhe pôr cobro.

As greves dos ferroviários, das companhias de Gás e Eletricidade de Lisboa e do Porto foram o mote para o começo da destruição da Primeira República.

C.S

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Terça-feira, 17 de Dezembro de 2013

Portugal do Ultimato Inglês ao fim da Monarquia

Quando um país anda aos trambolhões qualquer infame lhe cospe em cima e faz o que entende porque nem há autoridade nem força para responder aos crápulas.

Os ingleses resolveram apropriar-se de uma faixa de terreno entre Angola e Moçambique que estava marcada a rosa e daí o Mapa-Cor-de-Rosa que a Grã-Bretanha reivindicou. O rei D. Carlos (1889-1908) não concordou. Os Ingleses responderam que ou entregávamos a bem ou a mal. Foi o chamado Ultimato que a par de outras questões menores redundará no assassinato do rei.

Nos finais do século XIX pouco mais tínhamos do que três milhões de habitantes e, apesar de roubados por Ingleses, Franceses e Holandeses ainda continuávamos espalhados por quatro quintos do mundo.

O Ultimato foi em 1890. Pouco depois são eleitos três Deputados Republicanos: Elias Garcia, Latino Coelho e Manuel de Arriaga.

Em 31 de Janeiro de 1891 começam os movimentos revolucionários contra a Monarquia.

A miséria alastra pelo país e em 1892 a duquesa de Palmela funda as cozinhas económicas.

Em 1893, para obviar ao despovoamento do Alentejo, são instaladas colónias agrícolas nos terrenos do Estado.

Em 1894 é criada a 1ª fábrica de cimento em Alhandra.

Em 1897 morre de tuberculose o Dr. Sousa Martins, um dos médicos mais queridos de todo o País. A rainha D. Amélia, de quem ele era médico, funda em 1899 a Assistência Nacional aos Tuberculosos (ANT).

Depois do Ultimato, e vendo em Portugal um maná, a Inglaterra e a Alemanha começam a maquinar o roubo de outros territórios portugueses aproveitando-se da divida contraída por Portugal para com aquelas duas beneméritas nações que sabem aproveitar-se dos países mais fracos para sobre eles lançar as garras e chupá-los até à última gota.

Em 1905 a Rainha D. Amélia funda o Museu dos Coches.

No país os Partidos não se entendem. Os Republicanos aproveitam as dissensões para desacreditar o Rei e a Monarquia.

Em 10 de Maio, o rei substitui, na Presidência do Ministério, Hintze Ribeiro por João Franco. Este encerra o Parlamento e começa a governar em ditadura.

Surgem imensos protestos. A 28 de Janeiro de 1908 é descoberta uma conjura. Quatro dias depois, a 1 de Fevereiro, o Rei D. Carlos e o príncipe Luís Filipe são assassinados no Terreiro do Paço, hoje, praça do Comércio.

Sucede a D. Carlos D. Manuel II (1908-1910).

João Franco é demitido e substituído pelo Almirante Ferreira do Amaral.

Em Abril de 1908 os republicanos aumentam o número de Deputados e ganham a Câmara de Lisboa.

Os Monárquicos em vez de se unirem perdem-se em discussões de lana-caprina. Desgastam-se na intriga, na inveja, na baixa política e não resolvem os problemas graves que o país atravessa.

Os republicanos aproveitam a desorientação. Os ministérios sucedem-se uns aos outros. O rei é muito jovem. Não está preparado para governar nem tem quem o aconselhe capazmente.

A 3 de Outubro de 1910, o Dr. Miguel Bombarda é assassinado por um oficial do exército.

A revolução republicana começa a 4 de Outubro de 1910. Um dos chefes, Cândido dos Reis, tendo pensado que o golpe tinha falhado suicida-se.

D. Manuel II parte para o exílio sem quaisquer preocupações.

A 5 de Outubro de 1910, depois de 770 anos de regime monárquico, a Monarquia Portuguesa tinha chegado ao fim.

C.S

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Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013

Portugal da escravatura à Conferência de Berlim

D. Pedro V (1853-1861) só recebe o reino, dois anos depois da morte de D. Maria II. Enquanto não atingiu a idade própria ficou o pai D. Fernando de Saxónia como regente.

D. Fernando era um homem muito culto e inteligente. A Espanha e a Grécia convidaram-no para Rei daqueles países e ele recusou tanto um como outro.

O filho D. Pedro V devido ao seu carácter era adorado pelo povo.

Pelas leis de 1856 e 1858 é abolida a escravatura nas colónias.

No Ministério das Obras Públicas está um homem brilhante. Fontes Pereira de Melo.

É inaugurado o Caminho-de-ferro de Lisboa ao Carregado, mais tarde o de Sul e Sueste. O primeiro Cabo submarino entre Lisboa e América do Norte fica delimitado. É assinado o contrato para a construção das primeiras linhas telegráficas. É criado o Observatório Astronómico da Ajuda em Lisboa. O rei abre o Curso Superior de Letras e é fundada a Associação Industrial Portuguesa.

O rei é incansável. Mas depois da loucura dos homens a Natureza também resolveu atacar. Portugal é ainda fustigado por chuvas torrenciais, tremores de terra e uma epidemia de cólera e de febre-amarela.

Ao contrair a doença, o rei não resiste e morre aos 24 anos. O povo nem quer acreditar e revolta-se porque não acredita que tanta desgraça seja possível.

Sucede a D. Pedro V o irmão D. Luís (1861-1889).

Antero de Quental, Alberto Sampaio e José Falcão fundam a Sociedade do Raio, como forma de protesto contra os valores conservadores da Universidade.

Em 1862, José Anselmo Braamcamp expulsa as irmãs da Caridade e extingue os morgados (propriedades que não podiam alienar-se ou dividir-se. Passavam sempre para o filho primogénito).

Em 1864 começa a publicação de o “Diário de Notícias” que ainda hoje se publica e que aconselho a consultar. São 154 anos de vida e de muitas vidas que o diário relatou quase sempre com isenção.

O País fervilha de ideias, de irreverência, de ansiedade como se já antevisse um tempo novo.

Em 1866 Antero de Quental, Teófilo Braga e outros ao oporem-se contra o ultrarromantismo de Castilho vão dar origem à Questão Coimbrã.

Em 1871, as Conferências Democráticas do Casino, organizadas por Antero de Quental, Augusto Soromenho, Eça de Queirós, Adolfo Coelho, Oliveira Martins, Batalha Reis, José Fontana aproveitam os temas (política, literatura, sociologia, filosofia) para espalhar as ideias republicanas. A partir da quinta conferência são proibidas pelo Governo.

E aqui mais uma nota e uma sugestão. A história e a literatura entrelaçam-se. Uma puxa pela outra. São ambas, bases para uma cultura sólida. Quem quiser compreender e falar sobre o que acontece não as deve descurar.

Em 1875, Luciano Cordeiro funda a Sociedade de Geografia. Fica ao lado do Coliseu dos Recreios, nas Portas de Santo Antão em Lisboa.

Em 1876 os partidos Reformista e Histórico fundem-se.

Experimenta-se o rotativismo (alternância no poder dos partidos) entre o Partido Progressista e os Regeneradores.

Em 25 de Março de 1876 é criado o Partido Republicano de cujo Diretório faziam parte Latino Coelho, Elias Garcia, Consiglieri Pedroso e Oliveira Marreca.

Em 1878 é eleito o primeiro Deputado republicano, José Joaquim Rodrigues de Freitas.

Entre 1879 e 1882, Rosa Araújo, rasga a Avenida da Liberdade em Lisboa. Gasta aí toda a sua fortuna.

Em 1888 começa a publicar-se o “Jornal de Notícias”.

Conhecidas as riquezas africanas, os Estados europeus usam todos os estratagemas para se apoderarem de territórios que pertenciam aos portugueses.

Para assinalar a nossa presença são enviados para África Hermenegildo Capelo, Serpa Pinto, Roberto Ivens, Paiva de Andrade, Victor Cordon e António Maria Cardoso.

A conferência de Berlim reúne as potências interessadas no comércio da África Ocidental e, pela Convenção de Berlim, entrega o Estado Livre do Congo à Bélgica, o que representava um esbulho aos nossos direitos. Estávamos no Congo desde o século XV.

Os portugueses descobriram, misturaram-se com os povos de África e trabalharam com eles. Os outros roubaram, ocuparam e exploraram. Portugal nada podia fazer. Tínhamos gasto as energias contra as Invasões Francesas e depois em vergonhosas lutas intestinas.

C.S

publicado por regalias às 06:46
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