Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014

O Povo é o grande sacrificado porque recusa estudar

Desde muito cedo que os políticos e os revolucionários da Primeira República (1910-1926) perderam o controlo do Governo de Portugal.

Houve quatro razões para que isso acontecesse:

1ª – Promessas exageradas ao povo e nunca cumpridas.

2ª – Ataques violentíssimos à Igreja.

3ª – Greves constantes.

4ª – Falta de dinheiro para despesas correntes.

Mas para encher os bolsos a militares e políticos, que faziam os Golpes e mudavam de Governo como quem muda de camisa, para esses havia sempre.

Afonso Costa encheu o Governo de familiares e amigos e a sua fortuna aumentou escandalosamente quando o povo vivia na miséria.

Os Democráticos-Republicanos ao prometerem mundos e fundos ficaram com uma dívida que não conseguiram resolver.

A seguir, Afonso Costa faz uma perseguição implacável à Igreja Católica, esquecendo-se que a Igreja tinha acompanhado a formação de Portugal e que não seria de um dia para o outro que conseguiria mudar crenças e mentalidades. Afonso Costa obcecado pelo ódio mandou perseguir padres, com vários mortos, encarcerar outros, fechar seminários e conventos. Desterrar Bispos.

António José de Almeida, que foi um grande tribuno e o único Presidente da Primeira República que conseguiu levar o mandato até ao fim, ele que tinha sido grande amigo de Afonso Costa, ao conhecer todas as infâmias cometidas, por um homem que era muito inteligente, não resiste em acusar Afonso Costa de ser um dos grandes culpados do falhanço das políticas seguidas e da situação em que Portugal e o povo se encontravam.

Quando a fragilidade, os roubos e a hesitação dos Governos se tornaram evidentes os sindicalistas forçaram as greves e o povo se estava mal, pior ficou.

Os Governos da Primeira República, com a capa de Democráticos procederam de maneira muito mais violenta do que os governos ditatoriais.

Há falta de soluções, os democráticos prendiam os contestatários, espancavam-nos e muitos morreram ou no cárcere ou no degredo em Angola e nas outras colónias.

Apesar da grande falta de dinheiro dos Governos, a verdade é que um lugar, mesmo por pouco tempo, num ministério, dava para que os políticos recebessem compensações incompatíveis para o estado em que Portugal se encontrava. Por isso, tanto militares como políticos fizeram tantas Golpadas e houve quase cinquenta Governos em menos de dezasseis anos, o que é difícil imaginar. Mas esta foi a realidade.

Como resultado desta política atabalhoada, gananciosa e interesseira, o grande perdedor foi o Povo.

É o povo o grande perdedor e o grande sofredor porque teima em não estudar, em não se cultivar e se masturba a coscuvilhar e a invejar os outros sem compreender a razão porque o faz.

Como não estuda não compreende o que acontece. Qualquer demagogo o engana.

Nas greves e no enfrentamento com as Forças Armadas, o único que perdeu foi sempre o povo. Quando, desesperado reagiu fê-lo contra as pessoas erradas e a mando de militares e políticos.

Foi o que aconteceu quando matou Sidónio Pais que ao povo deu tudo. O mesmo sucedeu com Machado Santos, o obreiro da Primeira República, ou António Granjo, Primeiro-Ministro, ou o Comandante Carlos da Maia, ou o Coronel Botelho de Vasconcelos.

Portugal desceu ao patamar dos países falhados, mas onde os políticos e militares, de uma pseudodemocracia fizeram a sua fortuna manchada com o sangue do povo ingénuo, e da pouca-vergonha, cujos descendentes pretendem esconder, mas que a história não esquece porque existem documentos que os fidelizam.

Nota: além da documentação, desta época. Para verificar a veracidade dos relatos, tem disponível o jornal “Diário de Notícias” e as hemerotecas onde encontra todos os jornais informativos desse tempo. Comece pela da Câmara Municipal de Lisboa: hemerotecadigital.cm-lisboa.pt

C.S

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Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

A 28 de Maio de 1926 acaba a Primeira República

Em Outubro de 1925, Gomes da Costa escreve no jornal “A Época”:

“Um lugar no Parlamento é para estes Catões (Catão, tribuno romano de grande eloquência) garantia de gamela bem cheia, a fartura e o regabofe garantidos…é a isto que chegámos ao fim de 16 anos de regime republicano!”.

Os conspiradores dos Golpes militares são julgados e absolvidos.

A 18 de Dezembro, António Maria da Silva forma o quadragésimo quinto Governo.

O Presidente da República, Teixeira Gomes, demite-se. É eleito, mais uma vez, Bernardino Machado.

As prisões e deportações de inúmeros sindicalistas continuam.

O ano de 1926 começa com uma greve académica.

Em 1 de Fevereiro, Martins Júnior e Lacerda de Almeida fazem mais um Golpe, desta vez em Vendas Novas. Prendem os oficiais e, com o regimento comandado por sargentos, dirigem-se para Almada, ocupam o forte e disparam sobre Lisboa. O Governo responde com dureza. Eles acabam por se render.

Depois deste Golpe, Mendes Cabeçadas convida Gomes da Costa a preparar um Golpe que acabe, de uma vez por todas, com estas insurreições que destabilizam a vida do país e sacrificam sempre o povo. Mas Gomes da Costa recusa encabeçar um movimento revolucionário.

Cunha Leal, a 26 de Abril, incita o exército a salvar a República e acusa Afonso Costa e o Partido Democrático de terem levado o país ao estado calamitoso em que se encontrava. Chama aos políticos verdadeiros parasitas.

Em 1 de Maio o Parlamento é invadido por turbas de populares esfomeados e enfurecidos que aterrorizam os Deputados, os insultam de modo baixo e sórdido, e os acusam de serem os grandes culpados de tudo o que acontecia em Portugal.

A 3 de Maio a polícia desmantela uma tentativa de implantar o bolchevismo.

O Governo não arrisca entregar a chefia do Estado a Comunistas. Mas o Governo quer entregar o Governo a alguém ou a alguma força desde que lhe ofereçam um mínimo de confiança.

O Povo, os intelectuais e muitos políticos apelam ao exército para que intervenha eficazmente e ponha cobro ao descalabro em que o país se encontrava.

A 25 de Maio, o General Gomes da Costa, com o conhecimento de todos, aceita encabeçar o Golpe final contra o Governo e contra a delirante, caótica e desgraçada Primeira República.

A 28 de Maio de 1926 começa o movimento.

Mendes Cabeçadas manda encerrar o Congresso. O Parlamento é acusado de ser o fomentador de todos os desacatos e os Partidos apontados como o grande mal.

O Povo tinha sido sempre o grande sacrificado. O país era um campo de ruinas só ligado pelo caminho-de-ferro. As estradas, intransitáveis, estavam infestadas de mendigos e de ladrões.

A primeira República foi considerada o regime Parlamentar mais instável e mais lamentável da Europa.

A Primeira República (1910-1926) caiu sem um mínimo gesto de resistência.

C.S

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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014

Quinze anos de fome, miséria e caos em Portugal

O ano de 1925 repete a desgraça dos anos anteriores. Milhares de operários desempregados são corridos à coronhada e à bastonada pela polícia e pela GNR. Há mortos e muitos feridos.

João de Deus Ramos afirma que os grandes problemas do país são o desemprego e a mendicidade. Mas pensa que tudo deriva da falta de instrução e cultura.

A inflação atingiu níveis incomportáveis e as revoltas são diárias.

Só existem duas classes, uma minoria de muito ricos e uma maioria de gente muito pobre.

O Governo proíbe a exibição de filmes contrários à moral e aos bons costumes.

A Guarda-fiscal é desarmada por decisão governamental.

O défice da Balança Comercial rondava os 80%. A situação financeira era desesperada.

A 18 de Abril dá-se o Golpe dos Generais a que se juntam alguns civis. Salientam-se Filomeno da Câmara, Sinel de Cordes, Freire de Andrade, Jaime Baptista, Raúl Esteves, Pequito Rebelo, Carlos Malheiro Dias, Antero de Figueiredo, Martinho Nobre de Melo e outros.

O Governo só perde o lugar quando quer e demite o ministro da Guerra, Vieira da Rocha, que pretende uma conciliação com os revoltosos.

Em Maio, o comandante da polícia, Ferreira do Amaral, é gravemente ferido pelos comunistas da Legião Vermelha. Este ato nunca mais lhes é perdoado e segue-se uma perseguição implacável contra estes criminosos.

São deportados, para a Guiné, dezenas de presos sem julgamento.

A vida torna-se impossível. Em lisboa rebentam mais de trezentas bombas e morrem dezenas de pessoas tanto civis como militares.

Como não há dinheiro, todos os comerciantes imprimem talões que servem para os trocos. Isto vai dar ideia a Alves dos Reis de cometer uma burla monumental.

Como o país vivia em caos permanente, Alves dos Reis consegue fazer imprimir em Inglaterra, na casa Waterloo & Sons, uma duplicação de notas. Com esse dinheiro funda o banco Angola e Metrópole e inunda o país de dinheiro. Faz muitos comerciantes felizes. Foi uma burla sensacional e que só foi descoberta seis meses mais tarde.

O país cai a pique. Viajar no país só de comboio. As estradas são péssimas. Lamacentas e intransitáveis no Inverno e poeirentas no Verão. O jornal “A Época” chamava a esta Democracia, a Ditadura da Incompetência.

Tenta-se mais uma greve geral, mas poucos aderem. Já ninguém acredita que as greves resolvam o que quer que seja.

Os juízes andam aterrorizados. Ser juiz tinha passado a ser profissão de alto risco.

A “Voz Sindical” de Setúbal grita aos quatro ventos que “O Povo odeia os políticos”.

Era o começo do fim da Primeira República que tinha sido um somatório de idealismo, instabilidade, ignorância, eleições fraudulentas, as chamadas chapeladas, prisões arbitrárias, caos e crimes hediondos.

C.S

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Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

A Primeira República (1910-1926) presa por um fio

Em 1924 os funcionários públicos abandonam as repartições sem se importarem com as consequências. Cada um faz o que quer e pode morrer como entender.

Abril começa com as greves dos transportes de Lisboa e do Porto e termina com a dos motoristas que reclamam sobre o valor das multas que são muito altas.

Em Maio a cidade do Porto é entregue ao poder militar por causa da greve geral.

O próprio Diário do Governo tem de ir à censura para evitar que informações erradas sejam aí publicadas.

Os ataques à bomba matam polícias e populares.

Os corticeiros e pessoal dos Telégrafos-Postais entram em greve.

Polícias e comunistas da “Legião Vermelha” entram em confrontos. Há quatro mortos.

A indisciplina nas Forças Armadas é total.

O Governo institui o Dia da Raça. Faz a comemoração de 3 a 10 de Junho.

Dezenas de operários são deportados para África.

A polícia e a GNR envolvem-se em confrontos. Deixou de haver ordem e respeito. Era o descalabro e a inviabilidade do país como Nação coesa. O fim da Primeira República estava por um fio.

Em Agosto, uma revolta comunista é travada com violência.

Em Setembro volta a haver um agravamento de impostos.

Os armadores dos barcos de pesca entram em greve.

As forças do Governo tornam-se cada vez mais violentas. Não se passou um único mês que não fosse farto de bombas, desespero e muitos mortos.

A dívida do Estado é impagável e nenhum político consegue arranjar qualquer solução para a pagar ou reduzir.

Os funcionários das finanças voltam a um ciclo de greves que também se irá repercutir pelo ano fora.

José Rodrigues Miguéis declara que a burla das eleições era miserável e que isso levava a situação em que o país se encontrava.

O Jornal “A República” afirma que o Partido Democrático é o Partido dos escândalos mas que nunca tinha visto nenhum ladrão na cadeia.

O jornal “A Batalha” é sujeito ao regime de Censura Prévia.

Devido à dimensão das greves no Porto, o Governo manda cercar a cidade pelas Forças Militarizadas.

Cancela de Abreu afirma, no Parlamento, que o país estava entregue a uma quadrilha de ladrões. A CGT secunda a ideia ao dizer que o Governo de Álvaro de Castro tinha caído por causa dos roubos.

A Primeira República estava a morrer. Tudo parecia ser feito em cima do joelho, de maneira desinteressada e cada vez mais atabalhoadamente.

O Fascismo aparece como solução possível. Opõe-se o jornal “Novidades” que afirma que Mussolini é um oportunista e a sua preparação intelectual insuficiente.

Em Novembro, a GNR, dissolve à bastonada, uma manifestação comemorativa da revolução bolchevista, que contava, na Rússia, já com centenas de milhares de mortos e não seria exemplo a seguir.

No final deste mês, José Domingos dos Santos, forma o quadragésimo primeiro Governo Constitucional.

C.S

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Domingo, 26 de Janeiro de 2014

Ditadura de salvação nacional para acabar com as greves

Em Agosto de 1923 é eleito, Presidente da República, Teixeira Gomes.

Os assassinatos, a sangue frio, tornam-se vulgares. A GNR mata cinco revolucionários na Aldeia da Ponte.

O incremento das greves atinge o inconcebível e os trabalhadores e o povo em geral são sempre os mais atingidos. Uns porque lhes cortam os salários e outros para quem a fome e o desemprego faz deles desgraçados sem eira nem beira.

Há a greve por causa do aumento do pão, a greve dos ferroviários, dos marítimos do Porto, dos marítimos de longo curso, das minas de São Pedro da Cova. Há greves por tudo e por nada e as cadeias enchem-se de contestatários.

António Sérgio e Afonso Lopes Vieira propõem uma Ditadura de salvação nacional de modo a congregar a esquerda e a direita.

O comunista Carlos Rates defende uma Ditadura das esquerdas. Mas Carlos Rates conhece o povo e sabe que não é fiável. Tem uma frase que resume bem o que ele pensa do povo: “essa massa apática e indiferente, que num dia dão vivas aos vencedores e no outro aplaudem aqueles que os substituem, mesmo que as políticas sejam totalmente antagónicas”.

A 15 de Novembro, Ginestal Machado, toma posse do trigésimo oitavo Governo e manda soltar centenas de presos pois não havia comida para lhes dar.

O povo começou a compreender que por detrás de tantos Ministérios e de tantos Golpes havia jogos de conveniência. Passou a chamar-lhes Golpadas. A fome só lhes deixava um pensamento: “como arranjar comida.”

Cunha Leal também pede uma Ditadura salvadora para Portugal e apela à intervenção das Forças Armadas. Com ele estão Ginestal Machado e Júlio Dantas.

É nomeado comandante da Polícia o Tenente-Coronel Ferreira do Amaral.

No Congresso das Associações Comerciais e industriais, presidido por Moisés Amzalak, o jovem e ainda desconhecido Professor Oliveira Salazar faz um discurso em que defende uma política de contenção de despesas, como uma das medidas urgentes para resolver as dificuldades em que o país se encontra.

Mas os políticos não têm vergonha e tentam mais um Golpe que falha. Agatão Lança, José Manuel de Carvalho e Nunes Simões são presos. Prisões sem consequências.

Em Janeiro de 1924 os tanoeiros e os refinadores de açúcar fazem greve e despoletam confrontos violentíssimos entre a polícia e a CGT.

Devido às condições sanitárias serem muito deficientes há um surto de sífilis que preocupa o Governo e obriga as prostitutas a uma inspeção sanitária regular.

Os funcionários das finanças entram em greve.

A polícia entra em violentos confrontos com a Confederação Geral de Trabalhadores (CGT), a qual era acusada de fomentar e incrementar greves, com grave prejuízo para os trabalhadores que enganava e para o restante povo que sofria as consequências daqueles atos.

C.S

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Sábado, 25 de Janeiro de 2014

Governo Português taxa as maiores fortunas

Em 1922 a polícia de Segurança do Estado passa a designar-se Polícia de Defesa Social (PDS).

Lisboa enche-se de militares para evitarem greves e conflitos.

Mas o povo, desempregado e mal alimentado, insiste nos atos de sabotagem. A GNR corre a tiro e à espadeirada, aqueles que são apanhados em flagrante.

O Chefe do Estado, António José de Almeida e o Governo prevendo o pior transferem os serviços para a Cidadela de Cascais, onde a GNR os protege.

Os atos de sabotagem são cada vez mais violentos e numerosos. As bombas e as greves aumentam e o Deputado Cunha Leal pede, no Parlamento, o restabelecimento da pena de morte.

Sacadura Cabral e Gago Coutinho efetuam a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, Lisboa-Rio de Janeiro.

O mês de Maio começa com um peditório a favor dos famintos russos. Por lá a miséria era ainda bem maior que em Portugal.

Os políticos e militares como Liberato Pinto, Feliciano Costa, Xavier Pereira vivem das ameaças e das revoluções caseiras e pouco perigosas são deportados para os Açores.

É aberto o Parque Mayer onde se concentram um número significativo de Cafés, Cervejarias, Casas de Fado, Barracas de feira e o Teatro Maria Vitória.

Os conflitos não param. As prisões e os mortos são inúmeros.

O Governo declara o estado de sítio, com suspensão de todas as garantias constitucionais.

Para fazer face às grandes dificuldades de tesouraria, o Governo suspende a entrada de pessoal na Função Pública, durante cinco anos, e cria um quadro de adidos (funcionários auxiliares).

Ninguém consegue travar a loucura, as greves, os assaltos, os assassinatos são diários.

Em Agosto, mais uma vez são suspensas todas as garantias constitucionais e declarado o estado de sítio em Lisboa e nos concelhos circundantes.

O Governo, tal como os anteriores deporta para as colónias centenas de operários.

Para se financiar, o Governo deita mão a tudo.

A 21 de Outubro faz sair um Decreto em que taxa os lucros excessivos das maiores fortunas.

Os trabalhadores advogam a Ditadura do Proletariado para se resolverem as dificuldades. Mas um proletariado sem estudos e nas mãos de demagogos é sempre uma solução falhada.

1923 Vai ser pior que os anos anteriores.

Desde Janeiro a Dezembro não houve um único mês sem manifestações contra o Governo, bombas e muitas vítimas. A situação do país é caótica. Os pedintes enxameiam as ruas. Os assaltos violentos são constantes e morre o industrial Lambert D’Argent, um dos gerentes da Companhia União Fabril e dois Juízes, além de dezenas, de gente indiscriminada.

Cinco bancos vão à falência.

O trabalho infantil é comum no pequeno comércio e nas fábricas. Muitos trabalham só pela comida e dormida.

Alguns para aprender um ofício tinham de pagar.

A peça de teatro “Mar Alto” de António Ferro é censurada e proibida de ser representada.

C.S

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Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

Portugal governado por uma Ditadura de Arruaceiros

Logo em Janeiro de 1921 o Ministro da Marinha e Ultramar, Dr. Júlio Martins, demite-se. Confessa que a marinha não tem um único navio capaz de dar um tiro e possui 23 almirantes.

Acrescenta: “em Portugal todos mandam, menos o Governo.”

Leote do Rego confirma que tinha havido um aumento excessivo de oficiais sem que nada o justificasse.

Em Maio é exonerado o major Marreiros, Diretor da Polícia de Segurança do Estado, PSE, que era a polícia política, o que fragiliza imenso o Governo.

A insegurança é geral. Em Maio a GNR revolta-se contra o Governo.

Barros Queirós diz que a Pátria está sobre um vulcão.

Em outubro o país enlouquece. A Marinha e a GNR revoltam-se. A insânia atinge o auge. Todos parecem ter perdido a cabeça. Ninguém se importa com as consequências. E a tragédia dá-se:

António Granjo, Primeiro-Ministro demissionário, Machado Santos, a quem os portugueses devem a República e José Carlos da Maia, Coronel Botelho de Vasconcelos e o motorista Carlos Jorge Gentil são mortos com uma selvajaria invulgar.

António Granjo é esquartejado por um corneteiro da GNR.

As famílias de António Granjo e Carlos da Maia afirmam que nos membros do Governo estavam os mandantes dos crimes.

Liberato Pinto que tinha sido chefe de Governo de mais de um Governo Democrático é julgado e condenado com outros do mesmo jaez.

O Governo de Manuel Maria Coelho é acusado de ser um Governo de assassinos. Muitos ministros não tomam posse. O Governo não chega a durar um mês.

Cunha Leal ao discursar nos funerais confessa: todos nós temos culpa! É esta maldita política. Mas os jornais tinham também muita culpa pelo que acontecia. Os seus escritos em vez de acalmar o povo, excitavam-no.

Os outros países consideravam Portugal governado por uma Ditadura de arruaceiros e rufias.

Depois do massacre de 19 de Outubro os Partidos fazem um pacto propondo: “ordem na rua, ordem nos quartéis, ordem nos serviços e ordem nos espíritos para que os portugueses possam trabalhar”. Mas o povo não acredita nas boas intenções.

A Europa para prevenir males maiores coloca no Tejo três navios de guerra de Inglaterra, França e Espanha.

O empobrecimento e embrutecimento são gerais. Ninguém sabe o que fazer. Os Governos caem uns a seguir aos outros.

Na juventude Sindicalista explodem várias bombas. Os mortos e feridos são jovens que manuseavam os artefactos

Por falta de azeite fecham as fábricas de conservas do Algarve.

C.S

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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

Carcel, Presidente da Associação dos oficiais das FA

Acabei de ouvir, na Antena 1 das 20 horas, um tipo, Coronel de papo para o ar, chorando o dinheiro que o Governo lhe retira, depois de certamente lhe ter dado a mais.

O homenzinho ainda não compreendeu que não é justo um Coronel andar a esfregar as esquinas e as cadeiras dos cafés e receba seis vezes mais que um trabalhador no ativo.

O Coronel, segundo me apercebi tem de ir comer o rancho a um quartel para os lados do Montijo para não fazer despesa em casa. A seguir, o Carcel e os colegas levam os restos do rancho para as famílias não morrerem à fome.

Este desgraçado faz parte das centenas de Tenentes-coronéis e Coronéis que o 25 de Abril pariu e cujo rombo nos cofres do Estado só é comparável àquele que os quatro mil mendicantes que fizeram petições na Assembleia da República, mais os outros 25 pobres reunidos em Coimbra em defesa da Constituição, da democracia, do Estado Social e da pouca-vergonha que esta gentalha tem, apesar de se ufanar de pergaminhos pagos, a peso de ouro pelo Povo que alomba tudo.

Todos estes coronéis, com farda e sem farda querem “despertar a consciência nacional” não a favor do Povo, mas a favor dos seus interesses e dos seus fartos rendimentos em comparação com aquilo que o povo recebe.

Se o Povo despertar a consciência bem podem os cobardes ameaçar fazer uma nova revolução ou contra revolução como o Carcel diz e outro da mesma igualha que apela ao direito à resistência. Só que agora, o Carcel, e os outros não têm um Marcelo Caetano para lhes entregar o país e evitar confrontações.

O Carcel, se não é cobarde e se não for roubar armas aos depósitos militares pode desafiar os portugueses para umas sessões de murro e traques.

O Carcel, que fala ao jeito comunista escusa de incitar os Portugueses à revolta, o que é uma infâmia para quem recebeu durante todos estes anos centenas de milhares de euros e lamenta o que lhe reduzem sabendo que esse pouco é para beneficiar os que têm menos.

Quando o Carcel e os camaradas comunistas saírem dos curros, veremos o que acontece.

Escusa o Carcel, o Jerónimo, o Januário, o Soares e toda a escumalha que o 25 de Abril produziu, continuar a ameaçar com revoluções. O povo com a fome que anda já compreendeu o logro em que caiu e come tudo o que apareça.

Dou-lhe uma sugestão, se quer levar a revolução por diante: convide o atrasado mental Coronel Otelo Saraiva de Carvalho para encabeçar o bando tal como fez com as FP 25. Este já tem experiência de assaltos e de 18 mortes de inocentes pelas quais foi condenado.

O Otelo, o Carcel, o Jerónimo, o Januário e o Soares são todos dignos uns dos outros e indignos do povo que desgraçaram e do Portugal que destruiram.

C.S

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Salários escandalosos na Primeira República (1910-1926)

Na Primeira República, os políticos e amigos aumentavam os salários tentando não dar nas vistas, mas em 1920 o Governo quis voltar a aumentar os vencimentos.

O povo soube, faz grandes manifestações, mostra-lhes as mãos vazias enquanto eles enchem os bolsos.

A situação é idêntica à dos dias de hoje em que depois de os políticos se terem aumentado como entenderam e permitido que gestores das empresas do Estado recebessem quatro e cinco vezes mais do que o Presidente da República, este Governo chegue a taxar a 40 por cento as pensões acima dos 7150 euros, o que leva que quatro mil e vinte e cinco desses milionários tente impedir o Governo de o fazer dizendo que defende o povo, que é taxado a 3,8 por cento. Na verdade, eles só estão a defender as suas próprias mordomias.

Em 1920 os sindicatos da CGT e da USO (União Socialista Operária) preferem o caos e a desordem gritando que o poder devia estar nas mãos dos trabalhadores.

O problema é que a maioria dos trabalhadores era inculta e os chefes sindicalistas pouco mais sabiam.

Sem estudos funcionam sempre mais a nível de braços do que de cabeças.

Só o estudo e o conhecimento aumentam a inteligência e fazem funcionar o raciocínio.

Fazer compreender isto aos trabalhadores tem sido difícil.

Os sindicalistas enfrentam a GNR a tiro, mas barcos ingleses aproximam-se da costa e mostram-se decididos a não permitir que os comunistas tomassem o poder. Imediatamente a CGT é encerrada.

O Presidente da República e o Governo lançam uma campanha patriótica com o mote “Trabalhar, Economizar, produzir”, mas os trabalhadores, influenciados pelos sindicatos não seguem o apelo porque os do Governo não davam o exemplo.

Em Abril entram em greve o pessoal dos Arsenais do Exército de Terra e Mar, os corticeiros, os estucadores e decoradores, os metalúrgicos e os da Companhia de Carris de Lisboa.

É lançada a primeira pedra para uma fábrica de cimentos em Maceira-Liz e a Casa de Lotarias de José Maria do Espírito Santo e Silva passa a Banco com o nome de Banco Espírito Santo (BES).

Como o Governo não tem suporte para imprimir dinheiro, autoriza que as Câmaras Municipais, Misericórdias e algumas associações ponham em circulação dinheiro em cédulas, ou seja, a fazer emissões fiduciárias sem a respetiva cobertura em ouro.

A Legião Vermelha incita à greve e às bombas. As desordens são diárias. São assassinados vários juízes.

António Granjo, depois de muito pressionado aceita formar Governo.

Em Agosto dá-se a revolta da fome. É um sério aviso para os Governantes.

O Governo está tremendamente endividado. A Inglaterra é o maior credor. Não há dinheiro para pagar dívidas, nem coragem e sensatez para encontrar soluções.

A tragédia paira no ar.

O Jornal comunista “Bandeira Vermelha” continua a incitar à revolta.

Em Dezembro rebentam bombas por todo o lado. Ninguém andava seguro fora de casa.

No meio do caos e da miséria há alguns que enriquecem rapidamente. São os comerciantes açambarcadores e os protegidos dos políticos.

Neste ano de 1920, o Governo muda oito vezes.

A bancarrota está à porta.

C.S

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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014

Criação de um protetorado sobre Portugal

A seguir ao assassinato de Sidónio Pais, Portugal voltou ao caos anterior e mais agravado. O Povo compreendera que aos políticos não lhes interessava que o povo subisse na vida ou fosse protegido.

O Contra-Almirante Canto e Castro, que tinha substituído Sidónio Pais, e Tamagnini Barbosa, que presidia ao Governo, viram-se confrontados com greves e revoltas e ainda a tentativa de implantação da Monarquia no Porto, em Janeiro de 1919, durante 25 dias.

A situação é tão grave que o Coronel Thomas Birch, que era Ministro Plenipotenciário americano, propõe aos aliados a criação de um Protetorado sobre Portugal.

As greves são proibidas, mas ninguém respeita quaisquer ordens. Abrem-se inscrições para batalhões de Voluntários de maneira a parar as insurreições diárias. Escusado. Ninguém trava a loucura empurrada pela fome, pelo desemprego e pela desconfiança nos políticos.

As greves dos estofadores, decoradores, corticeiros, metalúrgicos, da Carris, dos alfaiates, do Gás, das Águas e pessoal do Município de Lisboa, mais afundam o país.

É criada a Polícia de Segurança do Estado P.S.E.

O Governo apela aos sindicatos para convencerem os trabalhadores a que as greves só os prejudicam, mas aos sindicalistas interessa-lhes a contestação.

O Batalhão de Sapadores dos Caminho-de-ferro, comandado pelo Tenente-coronel Raul Esteves, substitui os maquinistas e coloca os comboios com um vagão, à frente da locomotiva, carregado de grevistas para evitar mais tentativas de sabotagem e descarrilamentos.

Neste ano é criada a Confederação Geral de Trabalhadores (CGT).

O povo culpa os Partidos das dificuldades por que estavam a passar e as últimas eleições só tiveram a participação de 7 por cento dos eleitores.

Canto e Castro recusa-se terminantemente a continuar como Presidente da República e é eleito António José de Almeida.

Sai o primeiro número do jornal “ Bandeira Vermelha”, intitulado semanário comunista. Como a escrita que utiliza serve para acicatar ódios, a polícia assalta e encerra o Jornal.

Os comunistas não desarmam e aparece a “Legião Vermelha” onde se alberga toda a escória que ajudará ao enterro da Primeira República.

Em Dezembro são afastados pelo Governo, os professores da Universidade de Coimbra: Carneiro Pacheco, Oliveira Salazar, Magalhães Colaço, Gonçalves Cerejeira e Fezas Vital.

Em 15 de Janeiro de 1920 toma posse do cargo de Presidente do Conselho, Francisco José Fernandes Costa.

A polícia irregular, Formiga-branca, manifesta-se contra, e o Governo cai. É o conhecido Governo de cinco minutos.

A situação é gravíssima. O povo está cada vez mais desesperado. As greves são diárias e nem o estado de emergência, decretado pelo Governo, as consegue travar.

C.S

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