Segunda-feira, 31 de Março de 2014

Barroso e os histriões Marques e Sócrates

Dois cabotinos com palco montado nas televisões resolveram atacar Durão Barroso que trabalha mais num dia do que eles num mês.

Tirando esta diferença de esforço despendido e de resultados confirmados, Durão Barroso não anda para aí pendurado nas janelas, como as rameiras, a achincalhar a vizinha do lado porque a inveja, o mau feitio e ter conversa para passar o tempo as incitam a escolher as vítimas para as amesquinhar.

O histrião Marques ao ter oportunidade em falar de Barroso não se inibiu de o afastar da corrida a Belém dizendo que essa é a sua intenção. Quando Barroso diz não, quer dizer que sim.

O Marques mistura a corrida a Belém com as pensões e não fala nas reformas porque o pequeno já há vários anos recebe reforma embora não necessite e ganhe a vários carrinhos.

O Marques não fala nisso e não propõe que os reformados com montantes escandalosos, iníquos e injustos deviam abdicar dos milhares de euros que recebem por terem servido o Estado durante pouco tempo ou em Instituições que também concedem essas benesses.

Há milhões de portugueses que têm por mês 200 euros, coisa que o Mendes gasta numa refeição. Sobre isto, o Marques não fala nem se justifica. Não quer é que o Barroso se candidate a Presidente pois ele ainda não perdeu a esperança de aí fazer uma perninha.

Quanto ao outro histrião, o Sócrates, espanta-me o seu descaramento, a energia como ataca o Durão Barroso ao afirmar: esteve dez anos, como Presidente da Comissão Europeia, e não fez nada importante.

Durão Barroso devia ter consultado o Sócrates que é tipo sabido e poupado. Sócrates só esteve de 2005 a 2011 e rebentou Portugal, levou-o à bancarrota. Grande homem. Sócrates acusa Barroso de ter realizado um mandato medíocre e infeliz, opinião que não é partilhada pelos Governos da Europa, mas Sócrates é o génio da Bancarrota e isso tem de ser levado a seu crédito.

Sócrates sempre foi especialista em fazer e obrigar a fazer o que muito bem entendeu. E tanto obrigava os do Governo como os Deputados a votar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, como tenta obrigar a que todos acreditem nas suas teorias. A ligação de um homem a uma mulher não é para fazer filhos é para a bagunça. Pode ter alguma razão só que ao faltarem-lhe temas para a conversa na janela rameiral resolve atacar Durão Barroso sabendo que ele não tem nem pachorra nem tempo para lhe responder.

O Sócrates ganhou-o e gastou-o como quis. Pode fazer o que entende, que dinheiro não lhe falta e ideias ainda menos. O homem tem tudo menos decência. Qualquer dia até dirá bem do Seguro que ele detesta.

O Sócrates e o Marques estão sempre à espera que o povo, a um ache graça e a outro o considere um atrevido impenitente.

Sócrates e Marques estão bem um para o outro.

E que tal unirem os trapinhos e dividirem o bolo já que, começaram a desmembrar o Durão?

Força! Ao ataque. O circo ainda não terminou e o povo aguenta-se, mais uns anos, a pão e água.

C.S

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Domingo, 30 de Março de 2014

A qualificação da juventude na Europa

Os Centros de Qualificação e Ensino Profissional (CQEP) devem abrir no próximo mês de Abril, mas dia 28 ouvi, na Antena1, o Presidente Sérgio Rodrigues e alguns professores dizer que nem há dinheiro, nem recursos humanos que garantam a viabilidade dos cursos com a qualidade desejada.

A certificação e validação de competência é algo que a Europa quase nos implora há pelo menos 9 anos.

Não me admirava que qualquer dia nos suceda o mesmo que aconteceu com a TROIKA, que vem aqui dizer como se faz e obrigue o Governo a avançar urgentemente “através do reconhecimento da experiência obtida na vida profissional convertendo-a em créditos ao nível das habilitações literárias”, tal como fez Miguel Relvas, utilizando precisamente esse direito.

A Europa a 28 pode ser uma fonte enorme de riqueza para todos os países que a compõem se os seus ativos, ou seja aqueles que aí trabalham, sejam certificados pelas instituições indicadas especialmente para essas funções.

Tanto em Portugal como nos outros 27 países da União Europeia, onde os portugueses podem trabalhar como no seu próprio país, mas com ordenados muitíssimo mais altos, casos da Dinamarca, Alemanha, Suécia, Bélgica, Holanda etc.,

Todos os empresários sabem que um trabalhador com escolaridade elevada dá mais rendimento porque compreende melhor as tarefas que lhe são entregues e, se a isso acrescentar a experiência profissional numa fábrica de tubos em borracha para motores, pneus, montagem de automóveis, fábricas de sapatos, de têxteis ou no comércio de vendas a retalho ou por grosso, na manutenção de Stocks etc., muito melhor.

Todo este saber deve ser confirmado, e certificadas as competências.

O gravíssimo erro que se cometeu logo a seguir ao 25 de Abril de 1974 foi ter-se destruído tudo por estupidez.

O fecho abrupto das Escolas Industriais e Comerciais que lançavam no mundo de trabalho milhares de jovens, altamente especializados e que fizeram a riqueza de Portugal, foi um crime hediondo. Mais tarde começaram a fazer remendos. Agora têm de recorrer a estes Centros de Qualificação se queremos apanhar a Europa rica e desenvolvida.

Ao fecho das escolas Industriais e Comercias seguiu-se o fecho de empresas altamente rentáveis e que de um momento para o outro, devido às greves e às ocupações selvagens também fecharam. A economia veio por aí abaixo. O país encontra-se numa situação desesperada.

Quem sofre mais? Os trabalhadores que foram enganados.

Hoje Portugal tem a mesma dimensão que os 28 países juntos. Estes Centros de Qualificação e Ensino Profissional (CQEP) são fundamentais para responder às necessidades da Europa do trabalho, do dinheiro e do bem-estar.

Os profissionais do Ministério da Educação devem estar atentos à parte prática, aquela que realçará a qualidade de trabalho dos que serão capazes de desempenhar as suas tarefas com total competência.

C.S

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Sábado, 29 de Março de 2014

Eanes podia ser fuzilado, salvou-o o Bobo da Corte

Cunhal e os seus capangas tantas vezes forjaram intentonas que ao aproximar-se o 25 de Novembro tentou mais uma jogada funambular reunindo a Presidência da República, o Governo Provisório, o Conselho da Revolução, o COPCON, o grupo dos Nove e os Partidos políticos. Ninguém acreditou nele, não houve reunião e Cunhal não teve possibilidade de despejar a cassete que mudava sempre a cabeça do inconsequente Otelo e ludibriava a esquerda militar.

Melo Antunes, embora fosse muito amigo de Cunhal, já tinha cumprido a missão que lhe fora confiada, mas conhecia a desorganização existente nos apoiantes do PC na sociedade civil e não acreditava na fidelidade de Otelo que mudava de opinião e de ideias consoante o conselheiro que tivesse ao lado. A juntar a este cata-vento tinha o Presidente da República que sendo muito inteligente não era confiável, pendia sempre para o lado que lhe parecesse que ia ganhar.

Melo Antunes convence Cunhal a desistir apresentando-lhe fortes argumentos para evitar a derrota. Mas Cunhal está metido até ao pescoço no golpe e, até ao último minuto, não pensa recuar. Melo Antunes avisa-o das consequências e promete-lhe que protegerá sempre o Partido Comunista caso o golpe não resulte se alguma Unidade avançar no terreno.

Melo Antunes foi sempre considerado a Bête noire nos Governos em que participou. Besta negra é um indivíduo de que ninguém gosta, mas que, por qualquer motivo, se consegue impor.

Pires Veloso não o poupa e afirma liminarmente que ele e o Ramalho eram unha com carne e que foi Melo Antunes que decidiu fazer de Ramalho o herói do 25 de Novembro para ilibar o Partido Comunista do golpe e levá-lo a Presidente da República.

O posto de comando do 25 de Novembro é montado na Amadora onde ficam o Coronel Garcia dos Santos, os Tenentes-coronéis Tomé Pinto, Aurélio Trindade, Monteiro Pereira, coordenados pelo Tenente-coronel Ramalho Eanes, mais tarde graduado em General.

Entretanto os valorosos revolucionários, cientes de que a televisão seria uma mais-valia, encarregam o capitão Duran Clemente de, no pequeno ecrã, arengar ao povo. O rapaz falou sobre os benefícios da revolução.

A melhor maneira de combater os contra revolucionários era dar-lhes a resposta adequada. A resposta veio sem ele esperar. Foi substituído pelo Bobo da Corte.

Quando os pára-quedistas, o GDACI e os quarteis da Polícia Militar, do Ralis etc., se rendem e são presos, os comandantes e adjuntos seguem o mesmo caminho: General Pinho Freire, Capitão Faria Paulino, Marques Pinto, majores Campos Andrada, Mário Tomé, Cuco Rosa, Dinis de Almeida e vários elementos da Comissão Coordenadora de Sargentos da Força Aérea.

Os Generais Carlos Fabião e Otelo Saraiva de Carvalho são destituídos dos cargos de CEME e de comandante do COPCON além de serem demitidos do CR (Conselho da Revolução).

Ramalho Eanes em entrevista ao Expresso não tem dúvidas que seria fuzilado se os comunistas tivessem ganho.

Não fuzilaram o Eanes, pelo contrário aumentaram-lhe os rendimentos em 2008, mas esta Democracia libertária está a fuzilar quase três milhões de portugueses. Aquilo que recebem não lhes dá para comer, quanto mais para viver.

Alguns, que têm bons salários, ainda continuam a festa e a mentira do 25 de Abril e a escapadela do 25 de Novembro.

Os comunistas não desarmam. Continuam a fazer tudo quanto pretendem, mas sem que isso os denuncie como os fautores da instabilidade.

Esperam uma oportunidade que nunca mais virá. São filhos da subserviência e da persistência enquanto não compreenderem a ignorância e a estupidez que os enforma num mundo que sacudiu o comunismo como quem sacode sarna.

C.S

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Sexta-feira, 28 de Março de 2014

Melo Antunes, o 25 de Novembro e a mudança

O PREC, sigla que designa Processo revolucionário em Curso vai abrandar depois do 25 de Novembro de 1975.

Para o PC, para o Vasco Gonçalves e para os militares de esquerda que tinham perdido nas eleições as ilusões e os votos de um povo embrutecido por tanta demagogia e tanta libertinagem só havia uma solução: aquilo que tinham perdido democraticamente nas urnas ganhá-lo-iam através da força e da propaganda.

Mobilizaram os Meios de Comunicação Social, os SUV (Soldados Unidos Vencerão), a FUR (Frente de Unidade Revolucionária) que insistiam numa revolução armada depois do assalto à Embaixada de Espanha e do cerco à Assembleia Constituinte e tinham verificado que a reação a estes dois momentos tinha sido nula.

Mas aos militares radicais e aos movimentos esquerdistas faltava-lhes organização.

Quando o grupo dos nove passou a vinte e seis comecei a estudar melhor o papel de Melo Antunes. Aquilo que aconteceu com Melo Antunes foi que ele, logo a seguir ao 25 de Abril se prontificou a colocar Moçambique na esfera de influência da URSS, e apressar a descolonização.

Depois de ter cumprido o acordo resolveu redimir-se da traição cometida, da qual Spínola o acusa, e salvar Portugal da esfera comunista.

Julgo que para esta viragem terá contribuído o pai, fiel ao Estado Novo, de que era militar e comandante na Legião Portuguesa.

O golpe do 25 de Novembro começa quando os pára-quedistas radicais e os comunistas iniciam ações militares e ocupam várias bases.

Os militares do grupo dos 26 que antecipadamente esperavam o golpe, já tinham estudado o plano de contra-ataque com a autorização de Costa Gomes.

Como a correlação de forças militares indicava um número inferior ao dos revoltosos houve que silenciar ou desviar sinais televisivos da Lousã e do Porto Alto para que a população não fosse influenciada pelos radicais.

A seguir ocupam o GDACI (Grupo de Deteção, Alerta, e Conduta de Interceção) que era o centro do comando da Força Aérea e que estava ligado diretamente ao Ralis.

A operação era arriscada mas os militares do GDACI não obedeceram às ordens de atacarem os Comandos e de resistirem ao fogo dos contra revolucionários. Já o mesmo não aconteceu na Polícia Militar que recebeu os Comandos com uma barragem de fogo. Morreram o tenente Coimbra e o furriel Pires dos Comandos e o aspirante Bagagem da Polícia Militar. Quando Jaime Neves, furioso, se preparava para os punir, os valentes revolucionários renderam-se imediatamente.

Em Tancos e no Ralis aconteceu o mesmo. Os revolucionários não estavam talhados para heróis. Tinham mais garganta que coragem apesar dos civis os acirrarem e lhes prometerem ajuda. Felizmente não reagiram.

C.S

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Quinta-feira, 27 de Março de 2014

Dinis e a situação benévola de Ditadura Militar

O valoroso militar revolucionário Dinis de Almeida, numa daquelas tiradas próprias da inteligência de caserna, reconhece que Portugal estava numa situação benévola de Ditadura Militar.

Uma ditadura que sendo benévola era bem mais feroz e ameaçadora do que o Estado Novo, benevolamente autoritário e que os comunistas batizaram de Ditadura para confundirem os ainda mais ignorantes.

A Ditadura que o Dinis fala preparava os militares para o confronto que se adivinhava. É assim que aparecem os SUV (Soldados Unidos Vencerão) que tal como o Ku Klux Klan se apresentam de cara tapada nas entrevistas televisivas, sinal que as suas intenções não eram as mais apropriadas para uma Revolução de cravos. Ali havia gato escondido com rabo de fora como se provou nas eleições de 1999 em que Rosa Coutinho e Vasco Gonçalves surgem nas listas do PCP e o Dinis, mais tarde, fez o mesmo para uma Câmara Municipal.

A capear esta tropa-fandanga, na cintura industrial de Lisboa os comunistas criaram o sindicato da construção civil que sabendo manejar máquinas, picaretas, asneiras e com forte cabedal físico e voz tonitruante eram um reforço de peso e de medo para as populações.

Este Sindicato, em 12 de Novembro de 1975 resolveu cercar S. Bento. Pinheiro de Azevedo, Primeiro-Ministro, manda-os à merda, mas os Deputados acabam por ficar prisioneiros destes loucos que durante 36 horas não lhes permitiram receber alimentos com exceção do PCP, até que o Governo não aceitasse as reivindicações, o que acabaram por conseguir, incluindo uma nova tabela salarial.

Mais uma vez, gato escondido com rabo de fora.

A onda de contestação, de provocação e de leviandade foi de crescendo em crescendo.

Sartre veio de propósito a Portugal verificar as bens sucedidas experiências comunais, as ocupações de fábricas, casas e herdades. Foi até ao Ralis e viu como os majores, os coronéis e os brigadeiros comiam, lado a lado com praças e sargentos, tratando-se fraternalmente por tu.

Sartre que estava velho e incontinente não só teve que refazer algumas das suas teorias filosóficas como passou a urinar mais vezes nas calças e nos sofás, como Simone de Beauvoir relatou.

Aquilo que vai apressar a tomada de posição dos oficiais moderados e que sentem que têm urgentemente de se definir, sob pena de ficarem num regime comunista é, em 21 de Novembro, o juramento de bandeira de 170 recrutas do Ralis feito de braço estendido e punho cerrado e na presença do Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos Fabião, Brigadeiro Rodrigues da Costa, Coronel Leal Almeida, além de uma delegação de pára-quedistas e de elementos da coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Zona do Ralis.

Ao terminar o espectáculo Dinis de Almeida comanda e faz desfilar forças operacionais, orgulho do poder militar.

Melo Antunes corre a sossegar os camaradas moderados. Com a força que lhe conferia ter escrito o Documento dos Nove e a que vieram juntar-se mais 17 consegue adiar, por poucos dias, o confronto.

Acaba por convencer Cunhal a não ativar as forças que ele dominava, fazendo-lhe ver que perderia.

Melo Antunes, como fiel comunista sabia atirar a pedra e esconder a mão, garantiu a Cunhal que saberia defender o Partido Comunista, caso o PC fosse implicado e conotado com os defensores da Ditadura do proletariado.

Álvaro Cunhal chegou mesmo a arquitetar um plano de fuga tal como está escrito a páginas 301 e 302 do livro “Foi assim”.

Vamos saber o que acontece no 25 de Novembro.

C.S

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Quarta-feira, 26 de Março de 2014

A mais imunda vasa humana a vir à tona

Miguel Torga, que sempre fora considerado um homem de esquerda, ao ver o rumo que a revolução tomava, não hesita em escrever aquilo que tanto militares como políticos não queriam ouvir, mas que era a triste verdade que vivíamos e que iria gangrenar o país até aos dias de hoje:

“A mais imunda vasa humana a vir à tona, as invejas mais sórdidas vingadas, o lugar imerecido e cobiçado tomado de assalto, a retórica balofa a fazer de inteligência”.

O país está exangue. Tinham sido aprovados os tribunais revolucionários para que não existissem dúvidas sobre o que aconteceria àqueles que discordassem dos métodos adotados pelos militares do MFA e do seu tutor.

O povo sente que algo de grave se vai passar. O comércio das armas aumenta e cada um trata de arranjar a sua defesa sem que políticos e militares, envolvidos em polémicas e insultos se tenham apercebido que o terceiro elemento do país também teria uma palavra a dizer caso a situação desse para o torto e fosse desencadeada a guerra civil.

Depois do 11 de Março tudo se precipita.

A Junta de Salvação Nacional é substituída pelo Conselho da Revolução com o apoio do PC, que deste modo segura Vasco Gonçalves nos quarto e quinto Governos, mas cuja radicalização irá ser mais prejudicial do que benéfica o que permitiu que as forças moderadas se fossem organizando ao mesmo tempo que os civis do interior do país faziam o mesmo.

Mas Álvaro Cunhal não pára. Está em todas as frentes. Em Angola tinha conseguiu impor Rosa Coutinho para Presidir à Junta Governativa. De lá virão oficiais de grande capacidade e fidelidade ao PC e que tornaram o Verão Quente mais forte na área comunista: Arnão Metelo, Correia Jesuíno, Alfredo de Moura e José Emílio da Silva. 

O verdadeiro homem de mão de Cunhal é Melo Antunes. Sem nunca dar nas vistas, este foi sempre reportando a Cunhal tudo o que ele necessitava de saber para conseguir o seu grande objetivo: a independência das colónias para ficarem na área de influência da URSS.

Spínola é o único que descobre as intenções de Melo Antunes e as denuncia sem ir ao fundo de toda a estratégia.

Spínola no “País sem Rumo” escreve:

“Completando este quadro de alta traição a Portugal…Melo Antunes, então Ministro sem Pasta…e termina repisando as palavras alta traição.”

A verdade é que Spínola não tem coragem de denunciar o maquiavélico camarada de armas e os camaradas pagam-lhe elevando-o a Marechal.

Cunhal e os militares que lhe são afetos só não tomam conta do país porque as palavras inflamadas de Vasco Gonçalves ao acirrar à violência vai voltar contra eles os civis do Norte e Centro do país.

Melo Antunes, que estava informado dos movimentos dos civis e das intenções dos seus camaradas de armas se oporem a qualquer tentativa de tomada do poder de forma ilegal, conta as armas, junta-lhes os civis e vê que a situação é desfavorável para a Esquerda Comunista. Convence Cunhal a não reagir.

Melo Antunes antecipa-se aos moderados, escreve o chamado Documento dos Nove e fica com autoridade para proteger o Partido Comunista e evitar o seu desaparecimento.

Esta é minha leitura sobre o que aconteceu. Vivi esta época. Confesso que estava disposto a resistir a qualquer loucura que pusesse em causa a sobrevivência de Portugal e a esmagar ainda mais o Povo Português.

C.S

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Terça-feira, 25 de Março de 2014

As loucuras político-militares pagam-se caro

Entre o 11 de Março e o 25 de Novembro de 1975 Portugal foi um manicómio em autogestão como o referiram vários jornais estrangeiros e só não ficou pior do que hoje se encontra porque desde o Reino Unido até ao Japão tem um crédito ilimitado devido ao carácter dos portugueses, à sua capacidade de trabalho e de inteligência, sempre muito mal aproveitada em Portugal, e a terem sido os primeiros a dar novos mundos ao mundo numa globalização antecipada de quase cinco séculos, onde o Brasil é o símbolo da miscigenação mais perfeita à face da terra.

E onde povos como os guineenses, os Angolanos, os Moçambicanos, os Cabo-verdianos, os São-Tomenses e os Timorenses são suaves e doces nas suas relações com os povos de todas as raças.

Julgo que foi este crédito, que ainda hoje é válido, que fez que a Europa não nos tivesse virado as costas apesar dos graves erros cometidos, dos quais, e não o menor, o ataque, o assalto e a vandalização da Embaixada e Consulado de Espanha em 27 de Setembro, que a pesada herança pagou o que a Espanha entendeu para que o desacato não fosse parar aos tribunais internacionais.

Cunhal está em todo o lado e não se nota. Ele está em todos os Governos Provisórios e no 5º em força com militantes do PC, do MDP, com militares, e independentes que ele controlava como entendia.

Cunhal não se vê, mas ele não pára. Manipula o Governo e militares do MFA como se eles fossem marionetes, do mesmo modo que manipulava os invasores das grandes herdades agrícolas e os operários das fábricas a exigir o que os patrões não podiam pagar. Eles pagaram, mas pouco tempo depois fecharam as fábricas e aí se perderam os aumentos e os empregos.

Assim aconteceu na Covilhã onde fábricas com centenas de operários tiveram de fechar como a Ernesto Cruz, a Lanofabril, A Nova Penteadora, a Transformadora de Lãs, a Ninafil e dezenas de pequenas fábricas cujos trabalhadores passaram sérias dificuldades, muitas lágrimas e arrependimento por terem corrido a foguetes em vez de terem continuado a trabalhar terem ido para o pátio das fábricas onde conversavam sobre os benefícios da Revolução e sobre os malandros dos patrões que sempre lhes tinham pago o salário a tempo e horas.

Cunhal pouco se importou com a situação em que ficaram estes ingénuos que acreditaram no vendedor de ilusões

O Pacto de Agressão, de que o Jerónimo fala, começa neste tempo. E estas loucuras pagam-se caro. É certo que são sempre os mesmos a pagar, mas Cunhal, o Comité Central e os Deputados Comunistas recebem dividendos e tiveram e continuam a ter muitas culpas no que está a acontecer.

Depois dos prédios e das fábricas foram as grandes herdades, desde a herdade de Luís Correia da Silva à Torre Bela, a mais conhecida por ter sido feito um filme sobre o acontecimento.

Que ganhou esta gente? Ódio.

E Portugal caminhava para uma grave confrontação. Os militares não se inibem de começar a roubar armas onde elas se encontram. Em Santa Margarida roubam 21 G-3 e no Depósito de Material de Guerra de Beirolas mais 1000 para serem distribuídas pelo povo enlouqucido por promessas irrealizáveis.

É criado o Secretariado das Empresas da Cintura Industrial de Lisboa. 

Os Conselhos Revolucionários de Trabalhadores Soldados e Marinheiros gritam em todas as frentes:

“Viva o Comunismo e a ditadura do proletariado!”

Melo Antunes, homem de mão e de inteira confiança de Cunhal informa-o. Este, de quartéis só conhecia a Companhia Disciplinar de Penamacor onde o Capitão Milheiro lhe deu sempre inteira liberdade para andar pela vila, para falar com o seu amigo Petronilho e com as gentes da terra.

Melo Antunes tem de estudar o assunto. Vamos ver o que decide.

C.S

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Segunda-feira, 24 de Março de 2014

País de trabalhadores passa a coio de salteadores

Enquanto Salazar arranca o povo da miséria mais abjeta, em que a Primeira República (1910-1926) o tinha lançado, estimulando as qualidades dos Portugueses, Cunhal faz precisamente o contrário, quase destrói o País estimulando os defeitos e passando Portugal a um coio de salteadores.

Os videirinhos que nos têm governado, desde há quarenta anos, não têm sabido resolver o infame emaranhado em que o país se enrolou e por esse motivo tudo está complicado.

Para conseguir este desiderato, Cunhal quase não dormia a imaginar a estratégia do mal. É assim que, com muito menos gente do que os outros Partidos, consegue desestabilizar um país inteiro. Como? Infiltrando-se no seio dos militares através de Blanqui Teixeira que domina o MFA segundo as orientações de Cunhal e de outros militares para quem ele consegue promoções e lugares chave. Cunhal fez o mesmo nos roubos das propriedades agrícolas, a que chamou Reforma Agrária e onde o coordenador era António Gervásio que reportava diariamente tudo que era gizado e como e onde as ocupações de terras se iriam processar.

Em todos os sectores a desmantelar (fábricas, empresas, etc.,) para Cunhal bastava-lhe um ou dois elementos que seriam aumentados à medida que o Partido Comunista tivesse gente com o aval do chefe.

Cunhal estimula os defeitos e a degradação do povo aproveitando os acontecimentos e a reação instintiva de quem os vive, para isso aproveita-se dos Meios de Comunicação como nenhum outro o fez. E os “jornalistas” escreviam sobre conspirações iminentes mas inexistentes, contra capitalistas aterrados que era preciso prender ou abater, etc.,

É neste cenário que aparecem os mandados de captura em branco, assinados com a chancela do COPCON, pelo Otelo ou pela Quinta Divisão de Varela Gomes.

Alguns Meios de Comunicação são arautos das mais abjetas maquinações de Cunhal, que não hesitava em mandar tomar pela força aqueles que resistissem à divulgação do ódio e da mentira.

Um dos casos mais conhecidos é o do jornal República cujos trabalhadores comunistas ocupam e fazem que o PS, em protesto, saia do Governo.

Mas um dos atos mais indecorosos é cometido por José Saramago que em Agosto de 1975 saneia 24 jornalistas do Diário de Notícias.

Por estes escabrosos atos podem-se ajuizar as intenções “democráticas” do monstro que para saciar as suas frustrações mentais nunca se inibiu de destruir, peça a peça, o país que o viu nascer e colocar o povo de rastos e em tremendas dificuldades ao prometer-lhes um homem novo, tal como a URSS tinha feito e que só ao fim de mais de 70 anos confessou que tinha errado e acabou com o Comunismo.

Cunhal e os seus seguidores foram, e os sobreviventes (Comité Central, Deputados e organismos de direção) continuam a ser os grandes culpados pelas dificuldades e confrontações que todos estão a sofrer.

Ele é o grande culpado, mas os políticos das outras formações partidárias que nunca se opuseram ou opuseram timidamente ao incitamento ao erro, ou erraram para Governar e assim se governarem são também culpados.

Como vamos sair do imbróglio?

Por mim vou recordando os erros cometidos para não os voltarem a cometer.

C.S

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Domingo, 23 de Março de 2014

Entre a irreverência do MRPP e a sabujice do PC

Alguns jovens que não viveram os primeiros anos do 25 de Abril incitam-me a escrever para entenderem como é possível Portugal estar enterrado até ao pescoço no lodo da miséria quando a Revolução prometia prosperidade.

A revolução do 25 de Abril recebeu de herança do Estado Novo reservas de ouro excecionais, muitas divisas e cem milhões de contos, o que garantiria muitos anos de abastança.

Os II, III, IV e V Governos Provisórios, entre 18 de Julho de 1974 a 19 de Setembro de 1975 desbarataram tudo quanto tinha sido amealhado. Enquanto a herança durou foi uma festa e muita estupidez.

Em 1978, já com o Primeiro Governo Constitucional de Mário Soares entrámos em bancarrota. Em 1983 voltámos a entrar em bancarrota no IX Governo Constitucional, outra vez de Mário Soares, numa aliança PS+PSD, tendo sido salvos pelos empréstimos do FMI e cortes de benefícios já concedidos às pessoas.

Voltámos, de novo, ao fundo do poço quando a TROIKA tomou conta da insensatez e impôs regras de contenção, tal como se faz às crianças.

Além da pesada herança, a partir de 1990 começámos a receber milhões de euros de fundos comunitários todos os dias. Desbaratámos tudo em festas, estradas, viagens, reformas milionárias, estádios sem préstimo, barragens sem terminarem porque as pedras não podiam ficar debaixo de água, indeminizações milionárias por causa da Reforma Agrária e das nacionalizações, pagamento de bancos suspeitos e outras imbecilidades cuja vítima é sempre o Povo crédulo, que não estuda e por isso não entende o que acontece.

Tudo principia e se agudiza no II Governo do Vasco Gonçalves.

O terceiro, conhecido por Gonçalvismo, torna-se uma Ditadura Militar incitada pelo Partido Comunista. O começo dos roubos, as nacionalizações e as ocupações de terras foram um escândalo perpetrado pelo Comité Central que arrastou os trabalhadores para atos reprováveis.

Quem estraga os planos ao PC e ao Vasco louco é o MRPP que não tem medo nem dos militares, nem dos sociais-fascistas, como eles chamam aos do PC.

Enquanto o MRPP é constituído por jovens cultos, inteligentes e irreverentes, o Partido Comunista é formado por lacaios ignorantes e subservientes.

Tanto o PC como os militares viam-se aflitos com o MRPP.

Nessa altura eu dava aulas de Português e Francês em Tomar, num edifício antigo de três andares, junto aos Estaus, na Av. Cândido Madureira.

A minha sala era no último andar. Um dia em que que descia a escadaria por entre a miudagem aparece o Pocinho, o Marques e o Gomes em correria louca, afastando os colegas aos empurrões.

- Que é isso, ó cavalheiros? - Perguntei com ar meio sério, meio a brincar.

- Vêm aí os militares, querem prender-nos. Não os deixem passar!

Ainda não tinha acabado a frase, aparecem três militares afogueados: um sargento, um cabo e um soldado. O sargento vai afastando a miudagem enquanto os outros o seguem até que chega onde eu me encontrava, com um braço na parede e outro no gradeamento da escadaria.

- Isto é uma Escola, os senhores não podem entrar aqui armados.

O sargento, por querer ou sem querer, encostou-me a metralhadora ao estômago. Não me perturbou. Disse-lhe alto para que todos os jovens fossem testemunhas, e eram dezenas:

- Pode disparar. Só depois, por cima do meu cadáver, pode cevar a sua fúria.

O sargento olhou-me com ódio. Hesitou, voltou-me as costas e desceu as escadas.

A partir desse momento se a minha relação com os alunos já era boa, melhorou ainda mais.

Quando havia qualquer problema com os jovens do MRPP e ninguém lhes sustinha a euforia, tinha de aparecer. Bastava olhar para eles e a insistência em fazerem comícios dentro das aulas acabava.

Ainda hoje penso que a única elite que apareceu depois do 25 de Abril foram os jovens que militaram no MRPP e que em vários momentos serviram de aviso e equilíbrio às posições extremadas das multidões acéfalas e ululantes.

C.S

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Sábado, 22 de Março de 2014

"Não temos confiança nos Partidos" dizia o estratega

Com as Forças Armadas divididas, o Partido Comunista só tinha como opositores uma Esquerda hesitante, uma Direita medrosa e um MRPP aguerrido que fazia imenso barulho, lhe denunciava os golpes e lhe chamava social-fascista. Por esse motivo vai ver 430 militantes presos, espancados no Ralis e proibido de concorrer às primeiras eleições depois do 25 de Abril.

As eleições para a Constituinte estavam marcadas para um ano depois da Revolução ou seja para 25 de Abril de 1975.

O PC embora dissesse que queria as eleições fazia tudo para que não se realizassem.

Cunhal prevendo que algo pudesse correr mal tenta que o MFA concorresse como Partido. Não consegue.

Quando Spínola, em mais uma spinolada fez o 11 de Março e é derrotado, Cunhal vê aqui mais uma oportunidade para destabilizar os militares, incentivar as nacionalizações e a Reforma Agrária.

No Alentejo são ocupados mais de um milhão de hectares de terras e constituídas cerca de 500 cooperativas agrícolas com o nome de Unidades Coletivas de Produção (UCP).

Cunhal quase não dorme. Agora o seu desassossego são as eleições de onde iria sair a Constituição democrática que ele e o camarada Vasco Gonçalves tentavam impedir ou ganhar a qualquer preço. Num último esforço consegue que não sejam admitidos às eleições o PDC (Partido Democrático Cristão), a AOC (Aliança Operária Católica) e o MRPP (Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado), também conhecido por Partido Comunista dos trabalhadores Portugueses.

Em 7 de Abril de 1975, o MFA impõe a “Via socialista” para Portugal. É a ditadura democrática a funcionar

A 15 são aprovadas as Bases da Reforma Agrária.

A 16 são nacionalizadas as Sociedades Petrolíferas, as Companhias de transportes Marítimos, a TAP, a CP e a Siderurgia Nacional.

O tecido industrial é irresponsável e criminosamente destruído perante a apatia e a conivência do Governo.

Na Covilhã é o descalabro total da indústria de lanifícios. Os operários cavaram a sua própria desgraça ao ouvirem as promessas demagógicas do Partido Comunista e ao paralisarem a produção.

Vasco Gonçalves consegue que o MFA faça propaganda para o povo votar em branco para as eleições da Constituinte, mas nem isso chegou para enganar todos os portugueses. Os comunistas só conseguiram 12,5% dos votos.

O PS ganhou com 37, 9%, seguido do PPD com 26,4%; o CDS com 7,6%, o MDP com 4,1% e a UDP com 0,8%.

O estratega Otelo Saraiva de Carvalho afirma democraticamente:

“Não temos confiança nos Partidos”.

C.S

publicado por regalias às 07:06
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