Domingo, 30 de Novembro de 2014

Braço-de-ferro entre Políticos e Juízes

Pelo que é conhecido de José Sócrates e Duarte Lima os juízes não vão ter vida fácil.

São dois homens de muito traquejo e com uma fila interminável de apoiantes na área socialista. Um no Partido Socialista, propriamente dito, e o outro no Partido Social Democrata, que é praticamente a mesma coisa. Partem da mesma origem, os meneios é que são diferentes.

Os juízes têm sido constantemente acusados de estar com o poder, raras são as exceções. O povo não acredita nem em uns nem em outros.

O caso de Manuel Godinho, o sucateiro de Ovar, condenado a largos anos de cadeia no processo Face Oculta, mostrou que o único visível foi um homem do povo que subiu a pulso na vida e que aproveitou as sugestões que outros mais conhecedores dos meandros da corrupção o empurraram para a fortuna que ele pensou ter-lhe caído inesperadamente do céu. Saiu-lhe um presente envenenado que, enquanto durou, não se cansou de distribuir por toda a gente carenciada da região de Ovar e de Esmoriz.

Ainda hoje as pessoas e as Instituições beneficiadas pela benemerência do homem andam tristes, lamentam-se, não sabem com o hão de ajudar, segundo o relato de uma amiga minha.

O Manuel Godinho foi Benemérito dos Bombeiros de Esmoriz, da Misericórdia de Ovar e do Clube Desportivo de Esmoriz. Foram grandes beneficiados da sua ajuda desinteressada, além de largas centenas de pessoas que lhe pediam ajuda e a que ele nunca dizia não.

Haverá sempre os invejosos que o poderão criticar, mas esses contam-se pelos dedos de uma só mão.

Os juízes foram, mais uma vez acusados de defender os poderosos e estarem conluiados com os políticos e com o grande capital.

O Paulo Pedroso foi pescado no Parlamento e mais tarde ilibado.

Vamos ver como o Juiz Carlos Alexandre vai esgrimir contra a grande muralha, antes e depois do PS chegar ao poder. Para já o seu colega e ex-Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, grande amigo de Sócrates já veio esclarecer que não tem nada a ver com o assunto.

Se eu tivesse alguma coisa a sugerir ao Juiz Carlos Alexandre dir-lhe-ia que não facilitasse a sua própria segurança. Lembro-lhe que na Democrática Primeira República,1910-1926, quando os juízes começaram a mexer com os Políticos, vários foram assassinados e outros feridos com gravidade.

Recordo-me dos Juízes Pedro de Matos, Félix da Costa, Luís Ferreira de Sousa e pelo menos mais uns quatro ou cinco.

Cuidado e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

C.S

publicado por regalias às 06:39
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Sábado, 29 de Novembro de 2014

Sic transit gloria mundi, Portugal incluído

Aquilo que primeiro me apaixonou no latim foram os provérbios. Lia-os e culpava-me dos meus erros, mas voltava a errar porque o volúvel espírito do homem voa mais depressa que as suas intenções.

O “Sic transit gloria mundi”, assim passa a glória do mundo; várias vezes o recordei quando tinha mais do que necessitava, depois lembrava-me das “aves do céu que não semeiam nem segam nem fazem provimentos nos celeiros e contudo o pai celestial as sustenta”.

Estes pensamentos e outros semelhantes travaram, muitas vezes, a loucura da posse exagerada, mas também me levaram a dificuldades que rapidamente ultrapassava não exagerando na contenção e não ultrapassando as marcas das possibilidades que poderia aproveitar. Quando tal acontecia reprovava o meu comportamento.

A dificuldade disto tudo é que vivemos no mundo. Só voamos em pensamento. As aves contam com o amor celestial, nós temos de contar com o conhecimento dos homens, com as suas ambições, ganância e cegueira que os faz ser capazes de todas as vilanias sem se preocuparem pela sua prática e consequências que daí possam advir.

Nunca como hoje assistimos à subida vertiginosa de banqueiros e homens das finanças e à sua queda estrondosa.

Nunca como hoje assistimos à subida vertiginosa de políticos e à sua queda vergonhosa.

Nunca como hoje assistimos à subida vertiginosa de dirigentes de futebol e à sua queda desastrosa.

E poderíamos continuar até ao mais inócuo bípede para concluir que a fraqueza humana é mais frágil do que o mais franzino dos insetos.

Sic transit gloria mundi.

Aos do poder ninguém regateia honras, palmas e simpatias.

Se agarrarmos nos jornais e a RTP 1, entre 1958 e 1974, verificamos as multidões que acorriam a ver e ouvir o Presidente da República, Américo Thomaz, e o Primeiro-Ministro, Marcello Caetano, desde 1968 até 1974. Poucos dias antes do 25 de Abril Marcello Caetano foi ovacionado, de pé, por milhares de pessoas que assistiam ao jogo de futebol, no estádio Alvalade, entre o Sporting e o Benfica. É interessante estudar estas últimas imagens onde encontramos muitos que depois o apuparam, e antes o aplaudiram freneticamente.

Salazar era mais contido. Quando aparecia em público ultrapassava as centenas de milhares dos outros políticos.

O ex-Presidente da Câmara de Lisboa Nuno Abecasis era um homem bom, inteligente e muito trabalhador, que congregava à sua volta centenas de amigos. Quando deixou a Câmara o, Sr. Sousa, dono do Café Martinho, famoso por ser o local onde Fernando Pessoa bebia a sua aguardente, convidou-o para lá ir fazer uma palestra. Quando esperava uma enchente, as únicas pessoas que lá estavam para o ouvir era eu, uma simpática e querida amiga e quatro jornalistas. “Sic transit gloria mundi”.

C.S

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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Sousa Veloso no Portugal de antigamente

Vinte e quatro anos depois da miserável e catastrófica Primeira República ter acabado, Portugal lança-se a caminho da Europa do desenvolvimento e da riqueza.

O crescimento de Portugal é o maior de toda a Europa em 1950 e em 1960, ano em que o Engenheiro Sousa Veloso começa o programa “TV Rural” sempre com uma audiência superior a um milhão de espetadores, Portugal tem um crescimento a mais de 6, 5%, o que era espantoso para um País em que, muitas pessoas, durante os anos, 1914-1928 tiveram de recorrer às ervas do campo para sobreviver.

Desde a Revolução de 28 de Maio de 1926, que a Ditadura Militar tentou ajudar o povo, mas era impossível porque não havia dinheiro nem quem o emprestasse.

Salazar, quanto entrou para o Governo em 1928 conseguiu resolver o problema, embora com muitas dificuldades ao princípio. Como o povo acreditou nele toda a gente lançou mãos ao trabalho com indicações do que cada um devia fazer e como tirar maior rendimento do seu esforço.

Desde início Salazar tem a preocupação de elevar o povo ensinando-o, mas começa primeiro por lhe assegurar a alimentação ou através dos quartéis onde o rancho sobrava sempre para os mais pobres, ou através das Misericórdias onde havia cantinas ou através do trabalho pago em géneros ou em numerário.

Com fome e com grandes dificuldades ninguém aprende nada. Sujeita-se ao que os outros querem que ele faça.

Na segunda fase deu-lhes entretenimento, apareceu a FNAT, Fundação Nacional para Alegria no Trabalho, tendo atividades culturais, desportivas e recreativas dos trabalhadores e suas famílias. O cinema fixo e o cinema ambulante, o teatro, o bailado de que se destaca o Bailado Verde-Gaio. As bibliotecas, o estímulo ao estudo e, dessa maneira consegue preparar os trabalhadores e os quadros para o desenvolvimento do País.

Sousa Veloso é um dos elementos que o Governo se serve para ensinar, de maneira natural e simpática, o povo a trabalhar na agricultura, em que terreno deve semear as diferentes espécies, como tratar a pecuária, quais os cuidados a ter com as doenças e os Organismos onde deve recorrer para obviar às suas dificuldades.

Era o tempo em que a honestidade e o trabalho dignificavam os homens.

Quando se ouve a matilha dos nossos dias defender o roubo e a corrupção dos seus próceres só podemos compreender porque o fazem, porque eles próprios estão cheios de dinheiro através dos lugares que ocuparam ou dos roubos que também praticaram.

O povo ainda não entendeu que não é aos berros e fazendo greves que consegue os seus objetivos.

C.S

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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Portugal e os malandros maquiavélicos

Um dos muitos capitães-coronéis que o 25 de Abril pariu foi Varela Gomes e é dele o epíteto que pespega a Costa Gomes que foi o Presidente da República escolhido para substituir Spínola.

Costa Gomes era conhecido pelo rolha. Flutuava ao sabor das suas intuições. Eram raras as pessoas que gostavam dele. Eu detestava o homem. Quando falava ninguém entendia o que dizia porque a sua rouquidão tornava incompreensíveis as suas palavras.

Com este vício de ler tudo o que me cheira a conhecimento, quando foram publicados os discursos de Costa Gomes fiquei deslumbrado, o homem sabia o que dizia, era brilhante e inteligente.

Mas o Varela tinha razão em o classificar tão depreciativamente.

Às suas qualidades juntava a falta de escrúpulos e a traição desde que tivesse a certeza que a vítima estava de boa-fé e que nada haveria a temer.

Spínola foi o seu ingénuo cavalo. Com ele assegurou a Marcello Caetano que a guerra no Ultramar devia continuar. Apoiou Spínola no livro “Portugal e o futuro” e depois da tentativa de golpe do 16 de Março, ou o golpe das Caldas e que facilmente o Governo dominou sem qualquer espalhafato, Spínola e Costa Gomes foram avisados por Marcello Caetano que se houvesse outro Golpe semelhante ele entregaria o Governo.

Spínola duvidou, mas Costa Gomes tinha a certeza que Marcello Caetano cumpriria a palavra porque já por três ou quatro vezes pedira a exoneração ao Presidente da República, Américo Thomaz e ele recusara dar-lha.

Marcello estava cansado, doente e muito desapontado com antigos alunos e amigos de muito valor que convidava para o Governo e sistematicamente recusavam.

Tudo ponderado, este “malandro maquiavélico”, sabia que podia mostrar simpatia pelos capitães que daí só lhe poderiam resultar proveitos.

A Costa Gomes e ao seu maquiavelismo podia juntar centenas de outros que procederam diferentemente como Melo Antunes, a quem Spínola apelida de traidor no “País sem Rumo”, assim como a todos os militares que desgraçaram desde a primeira hora Portugal e que a Comunicação Social endeusava e lhes chamava heróis. Ainda nesta celebração dos quarenta anos do 25 de Abril, a Antena 1, através do programa “os heróis do 25” da Flor Pedroso se ilude e continua a enganar o povo.

Os maquiavélicos são um Mário Soares, que a cair aos bocados, continua a defender todos aqueles que ainda lhe podem ser úteis para esconder até à hora da morte todas as malandrices e o maquiavelismo de que é estruturalmente formado. Veja-se o que fez a Rui Mateus e a Salgado Zenha.

É por este motivo que Portugal se encontra neste estado. Infelizmente os Sindicatos estão apostados em prejudicar os trabalhadores obrigando-os a fazer greves.

Pobre país e desgraçada gente que teima em não entender o que entende só para não dar o braço a torcer.

C.S

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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

O mais inteligente e honesto de todos os portugueses

Nestes quarenta anos de flauteada democracia conheci gente muito inteligente que, se o fosse verdadeiramente nunca tinha deixado que o país resvalasse para o lodaçal onde se encontra.

O político inteligente sabe conduzir o seu país sejam quais forem as procelas que enfrente e nunca tira partido para si.

O político inteligente tem de ser estruturalmente honesto e, embora me custe dizê-lo foi aquilo que não aconteceu nestes últimos quarenta anos.

Ao falharem ou por ideologia ou por interesses económicos, a sua inteligência tem lacunas indesculpáveis para gente que tem tudo e continua a querer sempre mais sem se preocupar em se servir do cargo que ocupa para encobrir trabalho com sonegação e não perceber que o erro sai caro aos governados e acaba por não aproveitar aos governantes.

Salazar foi respeitadíssimo em todo o mundo não só pela sua fabulosa e natural inteligência e a sua impoluta honestidade.

Salazar sempre separou o que era do Estado e os seus gastos diários. Desde que entrou para ministro das Finanças foi um exemplo para todo o povo. Isso fez que o povo acreditasse naquele homem modestíssimo, que lhes falava sem rodriguinhos e lhes dizia o que era necessário fazer para sair da miséria em que a infeliz Primeira República tinha deixado Portugal.

Os Ministros e Secretários de Estado seguiram-lhe as pisadas.

Depois do 25 de Abril, com gente inteligente, sucede precisamente o contrário embora repitam que estão ali para servir o povo.

O I Governo não teve expressão. O Primeiro-ministro Palma Carlos, um dos arautos da Oposição e homem inteligente, que antes se julgava capaz de governar melhor o país do que Marcello Caetano, foi um falhanço total. Deixou Spínola pendurado. Palma Carlos reconheceu o erro. Era mais fácil dizer que fazer. Conheci-o no restaurante Mónaco do Shegundo Galarza.

Os seguintes quatro Governos Comunistas de Vasco Gonçalves foram os responsáveis de tudo quanto aconteceu de mal nos anos seguintes.

O Vasco minou os alicerces de Portugal, desbaratou a pesada herança, semeou a insânia num País que tinha encontrado a paz, a segurança e o caminho para a prosperidade com muitos sacrifícios.

Os Governos Constitucionais claudicaram por falta de autoridade. Abriram as portas aos oportunistas. Eles aproveitaram os cargos para enriquecer.

Até os Deputados foram apanhados nas viagens de avião.

Almeida Santos, homem riquíssimo também aproveitou a oportunidade. Quando descobertos, a Comunicação Social, sempre subserviente ao poder, tentou esconder o destino de quem tem muito e ainda quer mais.

Esperemos que a procissão termine em Sócrates, homem inteligente por um lado, mas a que, aparentemente falta a honestidade pelo outro.

C.S

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Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Um palhaço solta o grito de guerra, outro substitui-o

A 25 de Novembro de 1975 o país esteve à beira da guerra civil.

Ramalho Eanes não tem dúvidas. Se os militares que reagiram à Frente de Unidade Revolucionária, FUR, e à ocupação das bases pelos paraquedistas tivessem perdido, eles seriam fuzilados.

Álvaro Cunhal hesitou durante algum tempo no que devia fazer apesar de pressionado pelo seu amigo Melo Antunes que lhe garantia que dificilmente Comunistas, militares esquerdistas, cintura industrial, operários agrícolas e outros aderentes, ganhariam apesar de serem em maior número porque do outro lado estava Jaime Neves e os Comandos da Amadora.

Enquanto hesita, o seu apaniguado capitão Duran Clemente ocupa a RTP e começa a arengar ao povo sobre a maneira como deveria reagir. Militares contra revolucionários conseguiram substituí-lo pelo Bobo da Corte, filme com Danny Kaye e que era bastante parecido com ele, mas sem barba.

Por seu lado, Jaime Neves vai a Monsanto e recebe a rendição dos homens que tinham o centro de Comando da Força Aérea. Sabiam que qualquer resistência teria como resposta o ataque brutal dos comandos.

A Polícia Militar, cuja fanfarronice era grande e da qual Álvaro Cunhal esperaria maior voluntarismo e sacrifício, ainda tentou fazer frente aos Comandos de Jaime Neves. Deu-se mesmo ao desplante de lhe matar dois homens, Jaime Neves rebentou com um tanque os portões do quartel, matou um dos homens da polícia e tê-los-ia morto a todos se não se rendessem imediatamente, o que eles fizeram, alguns de joelhos e outros a chorar como crianças, segundo me contou um ex-aluno meu, que estava na polícia militar e onde apanhou um enorme susto.

A brincar é tudo muito bonito, mas a sério as armas substituem as palavras e matam.

Cunhal dá ordem de desmobilização geral, mas os contra revolucionários do 25 de Novembro tiveram de garantir que movimentos como aqueles nunca mais poderiam acontecer porque isso punha em perigo toda a estabilidade do país e a sua própria autonomia como país independente.

Cunhal conversa, agitado, com Melo Antunes e este garante-lhe que salva o Partido Comunista da ilegalização o que aconteceu para mal deste país que evitou a guerra civil, mas cujos Governantes ao não quererem enfrentar a esquerda incapaz e de propostas irracionais se aproveitaram das suas cedências para não serem contestados nos seus faustosos gastos e nas suas escandalosas e secretas sinecuras que aos poucos vêm ao de cimo e que tanto têm perturbado a vida nacional de há alguns anos a esta parte e que 2014 tem sido fértil.

O 25 de Novembro de 1975 terminou com a gabarolice comunista, mas não evitou que os sindicatos continuem a enterrar os ingénuos comunistas obrigando-os a greves que eles sabem que só os prejudicam e que não os levam a lado nenhum.

C.S

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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Desorganização e cobardia evitaram banho de sangue

A infiltração dos comunistas nos quartéis fez disparar as promoções de todos aqueles que já estavam há muitos anos no mesmo posto e que por incompetência aí acabariam. Através dos chefes militares comunistas todas essas situações foram rapidamente resolvidas desde que dessem a garantia que sempre defenderiam a esquerda e o Partido Comunista.

O resultado destes atropelos foi uma completa desorganização, de que o próprio Cunhal se lamentava pois, nem os militantes comunistas nem os militares comunistas dialogavam com Partidos revolucionários para gizarem uma estratégia comum em Novembro de 1975.

O radicalismo do comunista e ex-primeiro-ministro Vasco Gonçalves tinha posto todos os portugueses de sobreaviso e nem a criação e junção de grupos armados e de Partidos na FUR (Frente de Unidade Revolucionária), tais como a UDP, hoje, Bloco de Esquerda, do MES, PRP/BR, LUAR, LCI, MDP-CDE, FSP e os caricatos SUV, nada lhes parou a compra de armas que esgotaram em todos os armeiros.

O versátil Otelo Saraiva de Carvalho que passou de herói (dos pequenitos) a bandalho, chefe de bandoleiros, que roubaram e mataram 18 inocentes e que ainda se candidatou a Presidente da República. Em 24 de Novembro de 1975, tenta aligeirar as culpas de umas Forças Armadas esfrangalhadas e onde todos davam palpites, que os comandantes tinham democrática e pacientemente de ouvir, embora a maior parte das vezes as sugestões não passassem de ideias sem pés nem cabeça.

Otelo, através dos meios de Comunicação Social, lança o seu último grito de grande Comandante Graduado do COPCON:

“Os Partidos políticos têm esfrangalhado a nação, esfrangalhado as Forças Armadas: tudo isto que acontece é um reflexo da luta partidária.”

Já aqui escrevi que tinha avisado que eles estavam a ser comidos pelos Partidos. O que fizeram? Como tinham uma Censura muito mais violenta do que a do Regime anterior, levaram-me a Tribunal para me calarem.

Eu sou da Beira. Só morto. E continuei a fazer o mesmo que fazia no regime anterior, a escrever o que entendia para defender o povo dos tubarões tanto militares como políticos.

O país está ao rubro. Tudo se prepara para o dia seguinte. Mas Cunhal conhece o povo. A bem, o Povo Português dá a camisa, a mal, mata e morre sem pensar duas vezes.

Cunhal só é herói Russo, em Portugal é um canalha e um cobarde que hesita, treme e não arrisca, mas ainda há patetas a fazer greves.

Vamos ver o que acontece a 25 de Novembro.

C.S

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Domingo, 23 de Novembro de 2014

Portugal passou de paraíso a lameiro

Às gravíssimas dificuldades em que a Primeira República deixou Portugal e da Guerra Civil de Espanha, 1936-1939, quando o Governo teve de dividir o pouco que tinha e que fazia falta, seguiu-se a Grande Guerra, 1939-1945.

Portugal viu-se invadido por dezenas de milhares de judeus que Salazar acolheu de tal maneira que eles consideravam Portugal um porto seguro e um verdadeiro paraíso de bem-estar e de simpatia.

O correspondente do New York Times, em Lisboa, James Reston, realça com admiração toda a generosa cooperação do Governo Português.

Salazar com o pouco que tinha fez milagres. Aos demagogos, que dizem que não havia liberdade, lembro-lhes que mesmo havendo censura e proibição de fazer greves, houve greves dos trabalhadores têxteis, dos estudantes e outras sem quaisquer consequências.

Ao povo, aquilo que lhe interessa é que os governantes governem. Não lhes importa que sejam Comunistas, Socialistas, Bloquistas, Centristas ou Social-Democratas. O que interessa é que governem bem.

Isso nunca aconteceu. Todos lá estiveram menos o Bloco.

Quando Deputado votei três vezes com o Partido Comunista porque ele tinha razão. Claro que o meu Partido não gostava. Freitas, por causa do Primeiro-ministro, Nobre da Costa, fez-me um processo disciplinar em que me acusava, e com razão, que eu votava sem respeitar as regras partidárias. O meu único interesse continua a ser Portugal.

Esta lengalenga vem a propósito da tristeza que sinto quando alguém que eu considero inteligente, comete algum erro grave ou é humilhado.

Ao ouvir, ontem, às 5 horas na Antena 1 que José Sócrates tinha sido preso fiquei apreensivo. Este país nunca desceu tão baixo.

Têm sido quarenta anos de demagogia, enganos, aproveitamento de lugares. 

Se Sócrates é acusado, é bom que políticos, militares e banqueiros sejam escrutinados até às últimas consequências e em vez de os prenderem, os façam devolver o que receberam, tiraram em excesso ou desviaram para outros países.

Como tenho repetido muitas vezes, esta Terceira República começou mal, com os quatro Governos Comunistas do Vasco Gonçalves. Mas logo nos Governos Constitucionais, Francisco Sousa Tavares, o Tareco, que era ministro foi apanhado numa fuga de capitais. Alguma vez foi condenado?

Eu ataquei violentamente José Sócrates, por ter imposto, é o termo, os casamentos entre indivíduos do mesmo sexo. Fui grosseiro. Ofendi o Governo e Deputados porque acho que esse assunto é do foro particular. Só prejudica aqueles que alardeiam os seus desvios e não beneficia a juventude. Quanto aos Governos de Sócrates houve medidas muito válidas, também alguns erros, mas considero-o um homem inteligente.

Temos de sacudir o lamaçal que a todos cobre e colocar nos Governos homens impolutos que salvem Portugal da inveja e da solerte ganância que não serve para nada e que leva a situações como esta.

C.S

publicado por regalias às 05:14
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Sábado, 22 de Novembro de 2014

A tentativa de impor uma Ditadura Socialista

O radicalismo patético de um louco, o general Vasco Gonçalves, filho de um cambista, fiel e grande admirador de Salazar, virou 360 graus e tornou-se um feroz comunista que fez tudo para cativar a arraia-miúda, à maneira de como Fernão Lopes a descrevia nas suas crónicas e assim apagar qualquer simpatia pelo anterior regime que tinha servido com prazer e subservientemente.

Melo Antunes fez o mesmo. O pai era um considerado dirigente da Legião Portuguesa, mas o Melo já antes da revolução mostrara tendências comunistas ou para as infiltrar ou para as apoiar. O sujeito jogou nos dois lados e, quando teve a certeza que os comunistas perderiam se o país fosse para uma guerra civil, fez sair o documento dos nove, assinado por oficiais moderados dos quais se destaca o Vasco Lourenço que declara que assinou o documento sem o ler, donde se conclui a sua incapacidade para o entender.

Melo Antunes, sempre com um pé num lado e no outro, não fosse o diabo tecê-las, convence Cunhal a não ir para a luta levando atrás de si a cintura industrial de Lisboa, os trabalhadores agrícolas do sul, mais as unidades militares e a impossibilidade de impor uma Ditadura Socialista.

Melo Antunes sabia que não tendo sido possível afastar Jaime Neves da chefia dos Comandos da Amadora, a carnificina estava assegurada. Ele tinha a certeza que os comandos preferiam morrer em combate do que se render.

Nem o juramento de bandeira, em 21 de Novembro de 1975, de braço estendido e punho cerrado dos valorosos e patetas soldados do Ralis convenceram Melo Antunes que os comunistas pudessem vencer, apesar dos rapazolas terem gritado bem alto:

“Nós soldados, juramos ser fiéis à Pátria e lutar pela sua liberdade e independência. Juramos estar sempre, sempre ao lado do povo, ao serviço da classe operária, dos camponeses e do povo trabalhador. Juramos lutar com todas as nossas forças, com voluntária aceitação da disciplina revolucionária, contra o fascismo, contra o imperialismo, pela democracia e poder para o povo, pela vitória da revolução socialista.”

A esta cegada assistiu o novel democrata, Carlos Fabião, rodeado por pára-quedistas, que empossado como chefe do Estado-Maior do Exército, nunca pensou chegar a tal lugar e por isso concordava com tudo, mesmo aceitando que os taratas o tratassem por tu para que o regabofe atingisse o auge e os soldados, caso houvesse luta, dessem o corpo ao manifesto e morressem como heróis de mais uma infâmia.

A coroar toda esta preparação para a luta que se avizinhava, o Partido Comunista suspendeu a Direção do Sindicato de Jornalistas, para ter a certeza que a propaganda em jornais, rádios e televisão seria aquela que ele entendia melhor para enganar o povo.

Veremos o que sucedeu. Aqueles que nasceram depois do 25 de Abril ou tenham nascido poucos anos antes têm de conhecer toda a verdade de como começou toda esta miséria que assola Portugal.

NOTA: enquanto estava a escrever este Blogue ouvi na Antena 1, às 5 horas, que Sócrates tinha sido preso por lavagem de dinheiro. Quase fiquei em estado de choque. Não sou socialista, mas também não quero acreditar na total degradação de Portugal.

C.S

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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Governo "verdadeiramente revolucionário" em 1975

O mês de novembro de 1975 vai ser o mais abrasador do ano e aquele do vai ou racha.

As forças autoapelidadas de esquerda, ou seja aquelas que professam a doutrina socialista ou comunista determinaram derrubar o VI Governo do Almirante Pinheiro de Azevedo, apesar de ele se dizer também desta esquerda, mas que veio travar a sucessão dos quatro caóticos Governos Comunistas do destrambelhado Vasco Gonçalves.

A 20 e a 21 de Novembro de 1975 a Intersindical, o PC e o MDP/CDE resolveram protestar em força e agressivamente contra o VI Governo porque o Primeiro-ministro Pinheiro de Azevedo tentava por ordem na casa, coisa que não interessava à esquerda que continua a servir-se dos trabalhadores para alcançar os melhores lugares para os seus dirigentes.

À Intersindical, ao Partido Comunista e ao caricato MDP/CDE, pindérico adereço do PC, juntaram-se os façanhudos operários da cintura industrial de Lisboa, os trabalhadores agrícolas do Alentejo, mais umas centenas de operários de Setúbal, Santarém e Leiria que largavam inconscientemente os locais de trabalho para exigirem um Governo "Verdadeiramente Revolucionário".

Por todo o país havia a sensação que a guerra civil iria rebentar mais dia, menos dia. Nunca se venderam e transacionaram tantas armas, principalmente de caça e algumas armas de Guerra ou sonegadas dos depósitos militares, no caso das mil metralhadoras G3 que o capitão Álvaro Fernandes teve o desplante de declarar que eram para distribuir pelo povo, seguido pelo manifesto dos soldados e marinheiros onde se afirmava que o poder popular nunca seria verdadeiramente poder se não fosse armado para fazer frente à burguesia e ao imperialismo.

Os militares assinam este manifesto, pouco lhes importando se o podiam fazer ou não. E não podiam porque os militares têm de ser isentos. Os capitães Duran Clemente, Sobral Costa, Cabral da Silva, Santos Silva, Matos Gomes e os majores Tomé e Borrega pespegam-lhe as assinaturas.

Havia ainda outra via mais eficiente, e com menos espalhafato, em que um dos recetores, Edmundo Pedro, algum tempo depois daquilo que veio suceder foi preso e acusou Ramalho Eanes de não o ter defendido, pois sabia quem lhas entregara e qual era o destino das armas com que foi encontrado.

Tudo se preparava para um Novembro sangrento. O país estava ao rubro e mesmo aqueles que sempre detestaram armas as compravam e treinavam o tiro, fingindo que andavam à caça dos tordos.

O facínora Álvaro Cunhal insiste no derrube do Governo. O VI Governo, segundo ele, só podia aplicar uma política de Direita. A solução, insistia o canalha que desgraçou Portugal, passava pelo reforço das posições de esquerda a nível de Governo e dos órgãos de poder, além do afastamento do PPD, agora PSD, do aparelho governativo.

A música continua a mesma. A CGTP mais o Partido Comunista insistem na desagregação do país e no ódio entre os Portugueses.

O povo é o marido enganado e o bombo da festa.

C.S

publicado por regalias às 05:32
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