Terça-feira, 30 de Junho de 2015

Terceiro Acto de uma tragédia Grega

Jorge Jesus coçaria a cabeça antes de responder no Portugalex e, meio hesitante, diria: bem, como diz o Tratado Ortopédico, com este acto não sei se ato nem desato o que os gregos desejam, se calhar ainda não entenderam o que os prestamistas querem: as calças ou a vida.

Só sei é que este nó górglio (górdio, emenda o Portugalex). Não, não; diz o Jesus. É górglio porque eles estão presos pelos gorgomilos e com o baraço ao pescoço, os gregos têm de dar tudo àquela da fámi (FMI, emenda o Portugalex), não, não; fámi porque vão passar fome de cão. Eu sei que é fámi, famine. No Tratado Ortopédico vem lá tudo do confusio (Confúcio, emenda o paciente Portugalex). Não, não; insiste Jesus. É confusio porque aquilo é uma confusão do camandro, mas os sábios é que sabem, e eu vou sempre com quem saber mais que eu.

Pelo extrato que ouvimos, lendo o sábio que encontrei mais à mão; a situação é mais grave do que a tragédia grega preparada pelos dois trágicos dos nossos dias, Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis.

Tenho seguido com interesse e preocupação a luta destes dois gigantes, contra dezoito monstros que defendem a caverna, com uma capacidade dialética invulgar para salvar o povo das grandes dificuldades que se adivinham.

Tsipras e Varoufakis mostram bem o génio de Ésquilo ou de Sófocles que há mil e quinhentos anos fixaram o teatro grego e deram ao mundo peças magistrais como “Os sete contra Tebas”, “Agamemnon”; “Édipo rei” “Antígona” e outras de igual força, magistrais, e de quem estes dois lutadores, em defesa do povo, herdaram os genes.

Mais do que esta insistência dos usurários imporem regras inadmissíveis, em oposição a outras apresentadas por Tsipras e Varoufakis aquilo que também me preocupa é que a Europa e o FMI ao ficarem obcecados com a dívida grega estão a descurar totalmente a sua defesa perante o Estado Islâmico que depois de todos os erros cometidos pela Europa e pelos Estados Unidos ao atacarem e desorganizarem Estados estabilizados como o Iraque, a Líbia e a Síria, o EI avança, salta o Norte de África ataca no coração da Europa, dá sinais do que pretende fazer e os Governantes Europeus e o FMI, quais avarentos sem ideias alternativas, aprontam-se a morrer agarrados à cobiça.

Este vai ser também o terceiro ato da tragédia Europeia.

C.S

publicado por regalias às 05:36
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2015

Júlio Dantas "Arte de Amar" em Portugal

Quando vejo nos programas escolares as chuchadeiras aí colocadas como autores nacionais de leitura obrigatória para as vítimas da imbecilidade, penso muitas vezes porque acontece isto.

Criar o gosto pela leitura, que é o mesmo que abrir as portas do saber e do conhecimento tem de ser feito sempre com livros de conteúdo interessante, claros na escrita e perfeitos na forma.

Júlio Dantas teve desde sempre essa preocupação fossem livros em prosa, romances, ensaios, livros de poesia ou de teatro.

Uma das peças que mais foi representada em Portugal e em outros países foi “A Ceia dos Cardeais”. É uma peça pequena, de uma extrema suavidade que empolga o leitor ou o espetador.

Júlio Dantas tem o dom da escrita e excessivo amor por Portugal.

Nasce em 1876 em plena monarquia e morre em 1962 em pleno Estado Novo.

Na Monarquia escreve os primeiros livros e é eleito deputado.

Na Primeira República continua a escrever. É várias vezes Ministro e Deputado.

No Estado Novo preside à Comissão executiva dos Centenários e dirige a Exposição do Mundo Português que congrega todos os homens notáveis daquela época sem a preocupação se um pensava de uma maneira e outro de outra. Portugal estava acima de todas as dissensões.

A prová-lo está a atitude de Júlio Dantas para com Almada Negreiros que tinha sido de uma grosseria e violência escrita, distribuída, vendida, falada e representada no seu “Manifesto Anti Dantas” e a que ninguém ficou indiferente.

Júlio Dantas mostra a sua grandeza ao convidar Almada Negreiros para trabalhar na Exposição do Mundo Português.

Para ele a humilhação que tinha sofrido do multidimensional Almada Negreiros, que também era um génio, mas de carácter diferente. Era um espalha brasas com muitíssimo talento. Gostava de chamar a atenção sobre si.

Quem lê a “Arte de Amar” sente a suavidade do português, a sua inteligência, a sua delicadeza ao tratar da natureza humana.

Àqueles que gostam de escrever sugiro que leiam Júlio Dantas. Façam-no devagar, como quem saboreia o beijo da mulher amada; devagar, num prazer divino e inigualável onde todos os pontos e vírgulas estão no sítio e a alma sente-se marulhar no coração e nos braços da sensibilidade do mundo.

C.S

publicado por regalias às 05:51
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Domingo, 28 de Junho de 2015

Acabou a liberdade em Portugal e na Europa

Desde sempre fui livre em Portugal. Mesmo quando os loucos de Abril me puseram um processo em tribunal por ter escrito um texto em que avisava os militares de que estavam a ser enganados pelos políticos.

Eram vários anos de cadeia, mas nunca senti falta de liberdade. A partir desse momento fiz pior. Na Assembleia da República acusei os políticos de que os seus erros era o povo que os pagaria.

No Estado Novo depois de me terem cortado onze artigos sem qualquer ameaça, comecei a escrever livros onde disse tudo quanto quis.

Contrariamente ao propalado, Portugal era o país mais livre da Europa, e o chefe do Governo, Salazar, o mais inteligente e ponderado. A história, que não os histriões que hoje a fabricam como lhes mandam, se encarregará de demonstrar aquilo que hoje está à vista para quem queira comparar os 36 anos de Governo de Salazar como Primeiro-Ministro e os 41 anos que vamos levando de demagogia e dificuldades.

Descontando a Censura do 25 de Abril, que não me cortou o artigo mas me levou a tribunal e a outra Censura inócua dos Coronéis e capitães do Estado Novo, nunca considerei ter falta de liberdade. A censura no Estado Novo era preventiva, a do 25 de Abril era punitiva. Senti isso por comparação com os vários países por onde andei, trabalhei, olhei, estudei e me diverti, mas onde as regras eram para cumprir e, se não havia prisão, havia multas pesadas para os prevaricadores da liberdade condicionada.

Todo este arrazoado vem a propósito dos atentados que sucederam mais uma vez na Europa, no Norte de África e um pouco pelo mundo.

Tinha assentado arraiais em Paris em 1986 para daí visitar os outros países da Europa e entrevistar Embaixadores e Cônsules Portugueses, além de Presidentes de Câmara dos países visitados.

Pedi um cartão de Imprensa Estrangeira ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e esperei pela resposta. Entretanto começaram atentados com corpos e pernas despedaçados. Pensei no assunto, andei por todo o lado sem qualquer receio. Sempre fui muito inconsciente. E escrevi, julgo para o Ministério do Interior dizendo como era possível travar a barbárie. Passados três dias recebi o meu cartão de PRESSE ÉTRANGÈRE.

De hoje até daqui a muitos anos, os Governos de todos os países têm de pedir a colaboração de toda a população. Cada pessoa tem de vigiar o desconhecido que entra no metro, no comboio, no autocarro, num centro de culto, num museu, em lugares onde haja multidões. Deve fazê-lo naturalmente, tornar isso um hábito, para avisar de imediato as autoridades, caso contrário esta loucura islâmica não vai parar.

Portugal, que até agora tem sido poupado, não pode arriscar nem mais um dia. Ou avisa a população do que deve fazer, ou coloca polícias por todo o lado.

Precisamos dos turistas como do pão para a boca e, sem segurança, ninguém arrisca sair de casa.

C.S

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Sábado, 27 de Junho de 2015

O mandarim Crato e o mandarim chinês

 O mandarim Crato que não deve saber nada de mandarim chinês resolve em fim de mandato e de atribulada missão ministerial abrir as portas à língua chinesa e mostrar quanto nos é cara essa civilização de paciência, ponderação e inteligência.

Com esta decisão estou totalmente de acordo. Gosto dos chineses, admiro a sua dedicação ao trabalho e sinto grande satisfação quando vejo aquela enorme nação prosperar e viver em cada ano mais desafogadamente.

O Crato ao dizer que vai trazer professores da China não faz qualquer ideia sobre o sucesso ou insucesso de tal decisão. Julgo que fará igual aos cursos dos “Centros para a Qualificação e Ensino Profissional” que nunca arrancaram.

Mas se o mandarim não tiver a mesma sorte, eu dou-lhe a sugestão para o arranque da língua chinesa que toda a gente acha dificílima de aprender. Não é.

Qualquer língua é de grande simplicidade se a aprendizagem começar só pela oralidade, ou seja, os alunos, durante o primeiro ano só ouvem falar e repetem a palavra ou palavras que o professor disser usando o mesmo critério que os pais usam com os filhos de um, dois ou três anos. Ele pode escrever no quadro os caracteres, mas os alunos não copiam.

No primeiro ano, o Crato, escusa de incomodar os professores chineses. Em Portugal vai encontrar centenas de jovens chineses que falam perfeitamente o português, que estudaram nas escolas portuguesas e frequentam ou frequentaram as Universidades portuguesas.

Seguindo este método, no fim do primeiro ano tem todos os alunos a entender chinês. Quinhentas palavras, máximo.

No segundo ano pode então, se quiser, pedir ajuda a professores vindos da China que orientarão a escrita e as formas gramaticais absorvidas de maneira acessível.

O Crato, sempre hesitante como Ministro, pode agora querer apresentar serviço e fazê-lo sem cuidado. Espero que não aconteça o mesmo, quando foi lançada a disciplina de Jornalismo nas escolas, por outro aprendiz de ministro. Para a ensinar foram escolhidos professores que ou raramente liam jornais ou até mesmo nunca tinham lido e eram chamados a ensinar o que não sabiam a jovens bastante interessados no tema.

Não digo isto de cor. Gravei, num seminário dado pelo Professor Anselmo, para os professores que iam ministrar a disciplina. Duas professoras que estavam no meu grupo de trabalho, declararam o que mencionei.

Os Portugueses são um povo estranho e inteligente, mas às vezes abusam das suas capacidades.

C.S

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Sexta-feira, 26 de Junho de 2015

Licenciados ignorantes ou competências rejeitadas?

A primeira pergunta que me vem à cabeça é: qual é preferível ter um médico com uma licenciatura sem saber nada de medicina ou ter licenciados que tendo recorridos aos créditos que alcançaram através da experiência profissional e que o Decreto-Lei nº 107/2008 de 25 de junho dá permissão a que as Instituições do Ensino Superior podem atribuir?

Lembro-me que na altura em que foi levantado o caso Relvas, os demagogos profissionais, caso Mário Soares e outros da mesma laia fizeram um escarcéu medonho sabendo que esta determinação é praticada na Europa e outros lugares do mundo, com total aceitação.

Mas aquilo que interessava nem era o Relvas, era atacar o Governo que acabou por ir na conversa destes tipos que nunca deram nada a ninguém.

Esta malta prefere um mundo estático para não lhes melindrarem as mordomias. Eles esquecem que o mundo evolui e que a evolução nem sempre está na escola. Está no QI de cada um e isso causa engulho a muito mentecapto diplomado.

Foi no tempo do Vasco Gonçalves e do Mário Soares que saíram licenciados em medicina, de diploma passado e em regra, que de medicina sabiam tanto como qualquer ignorante da vida.

E posso-o provar com gente que sofreu na pele os erros desses médicos que não tiveram a coragem de reaprender sem saber receitar porque desconheciam qual o resultado da medicação.

Só um, dos que tendo frequentado a faculdade de medicina, teve a honestidade de dizer ao pai que não voltava à Universidade.

- Mas porquê? - pergunta-lhe o pai, espantado com aquela decisão – Tu estás no terceiro ano.

- Estou no terceiro ano sem abrir um livro e sem ter aprendido nada.

Este jovem consciente é um homem inteligentíssimo e imediatamente subiu nos lugares onde concorreu.

A situação porque estamos a passar é devida em grande culpa aos políticos de fancaria que usando da torpe demagogia preocupam-se menos com o desenvolvimento do país do que em atacarem como cães raivosos desde que estejam na oposição. Pouco lhes interessam as consequências, aquilo que pretendem é abocanhar o poleiro.

Que o Miguel Relvas tenha sido nos lugares que desempenhou, um homem esforçado e capaz, isso não lhes importa. Deliciam-se com a chicana que nunca levará ninguém a lado nenhum, mas que serve para muitos, esconderem o que sugaram a Portugal.

C.S

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Quinta-feira, 25 de Junho de 2015

A Europa quer comprar sarna para se coçar

Farta de estar em paz, a Europa tem andado a cheirar a sarna para se esfregar e sangrar.

Nem as revelações dos espiões com provas concretas através do WIKILEAKS convencem a Merkel e o Hollande que o Obama não é confiável por ingenuidade, incompetência, hereditariedade. Mas os Governantes Europeus também não divergem do homem.

Os Norte-Americanos estão sedentos de guerra porque precisam de vender armamentos e os Europeus estão sedentos de guerra porque a paz é uma chatice que não dá pica.

E quem é que estes anjos escolheram para experimentar forças e destruir países? A Rússia porque recuperou a Crimeia que nunca devia ter sido entregue à Ucrânia.

Em qualquer desaguisado, entre as potências nucleares, o Mar Negro seria invadido pelas esquadras em litígio e a Rússia teria um grave problema na sua defesa.

Fez muito bem a Rússia prevenir e avisar, sem a bazófia americana, que qualquer ataque será respondido com alta destruição estejam os países a poucas milhas de distância ou a dezenas de milhares.

Mas os Governantes Americanos enquanto não provarem do veneno que eles espalharam no Vietname e nas catástrofes provocadas no Iraque, na Síria e na Líbia, não descansam.

Tanto a Europa como os Estados Unidos da América empurraram a Rússia para os braços da China e vice-versa porque ambas já perceberam que tanto uma como outra nunca estarão seguras, se separadas.

Os States insistem e a Europa prepara-se para receber todo o armamento que os americanos já testaram e substituíram por outro muito mais eficaz e que anulará sempre o vendido caso a sarna dê para o torto. Nem a coceira da Merkel nem as paixões do Hollande consigarão parar o urso Russo à falta de alimentos e de sanções.

E tantas vezes vai a Merkel e o Hollande à fonte, mais os países que nunca foram fartos de porrada, como diz a minha amiga Catarina, que é alentejana de gema e não tem papas na língua, que mais uma vez a Polónia, a Roménia, a Bulgária, a Estónia, a Lituânia e a Letónia podem preparar um inverno bem quente se continuarem a insistir que querem armas para se proteger.

Para que lhes servem as armas e os assassinos profissionais da NATO? Para nada. A Rússia não é a Líbia e a resposta aos da NATO e ao molho dos outros tolos será tão forte que até eu, que não tenho nada com o assunto, se a guerra eclodir vou assar para o Inferno porque o meu Governo acha de bom-tom, e por solidariedade com patetas, ser da NATO.

C.S

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Quarta-feira, 24 de Junho de 2015

Os Homens no Estado Novo e os portugueses de hoje

Perceber como foi possível sair do atoleiro impossível em que a Primeira República, 1910-1926, tinha lançado Portugal tornou-se complicado porque o chorrilho de mentiras foi tanto e tão grande que só a evidência da pobreza em que nos encontramos, que atingiu dois milhões de pobres onde ainda estão grudados ao mesmo tempo que outros sete milhões vivem de credo na boca, fez destapar esta mentira execrável que os meios de Comunicação Social, com exceção de um ou dois tem tentado manter escondidos.

Os arrivistas que chegaram do estrangeiro, apoiados pelos gritos da ralé, escarneceram o trabalho do povo honesto e o valor dos Governantes do Estado Novo para encher a boca de insultos enroupados com falsas promessas.

Para o conseguir Cunhal e os outros abortos mentais e físicos usaram de duas palavras: Fascistas e Ditadura.

Fascistas só os comunistas que violentaram e mataram pessoas nos territórios ocupados pela antiga URSS. E Ditadura só a Ditadura do proletariado que Cunhal estava decidido a implantar em Portugal e que foi forçado a encolher as unhas tal como Zita Seabra confessa na página 238 do seu livro “Foi Assim”, Editora Alêtheia.

Ao tentar comparar Salazar, Duarte Pacheco, António Ferro, Almada Negreiros; Júlio Dantas, Augusto de Castro, uns no Governo, outros na escrita, nas artes e em tantos outros campos que souberam dar em conjunto a força, a esperança e o conhecimento a um país que necessitava de tudo e aqueles que apareceram neste desastrado 25 de Abril verificamos que só um, inteligente, brilhante e honesto, Amaro da Costa se compara àquela plêiade de homens que em conjunto levantaram Portugal em todos os campos e nos mais diversos domínios.

Sem qualquer necessidade, a cambada que veio chupar Portugal conseguiu iludir os militares, fazer deles gato-sapato, torná-los coniventes com todos os erros cometidos.

Além de Amaro da Costa, muito inteligente, muito honesto e frontal também esta gentalha que voltou a atirar para a lama o país que tinha conseguido sacudir o opróbrio da Primeira República, tiveram homens que por interesses mesquinhos, e protegidos por uma democracia sem qualquer sentido a não ser o nome que nunca vale nada se os atos não corresponderem aos factos, deixaram que Portugal continue a espernear e, já lá vão quarenta e um anos de promessas, ilusões e mentiras.

Se um Almeida Santos, um Costa Gomes, um Freitas do Amaral, um Vital Moreira, um Jorge Miranda, uma Ferreira Leite, um Pacheco Pereira tivessem colocado a inteligência ao serviço de Portugal e minimizassem os interesses em vez de ceder à ralé e à demagogia, de certeza que outro galo cantaria e ninguém contestava o 25 de Abril, facilitado por Marcello Caetano, na esperança que a continuidade só poderia ser progresso e riqueza.

C.S

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Terça-feira, 23 de Junho de 2015

O sucesso português do Estado Novo

A Exposição do Mundo Português a 23 de Junho de 1940 é bem a mostra da capacidade e vontade dos portugueses quando dirigidos por Homens que colocam o bem de Portugal acima de quaisquer outros interesses.

Em oito anos, Salazar transformou um país miserável, desalentado destruído, totalmente descapitalizado, com o escudo sem cotação internacional, num país de rápida recuperação.

Como foi possível este facto extraordinário, quando a Sociedade das Nações tinha recusado emprestar dinheiro a Portugal, a menos que viesse dizer onde ele devia ser aplicado.

A Ditadura Militar achou essa exigência escandalosa e achou por bem enviar Duarte Pacheco a Coimbra convencer Oliveira Salazar a tomar conta da pasta das finanças, o verdadeiro motor de qualquer Governo.

Mesmo antes de ter posto as contas em dia incita o ministro do Comércio, Indústria e Agricultura a falar com agricultores de maneira a que todos os campos sejam cultivados e irrigados. Em todos os locais pede ajuda social, caso das Misericórdias e conventos para que os famintos sejam ajudados na medida das possibilidades. Ao Ministro da Guerra sugere-lhe que o rancho dos quartéis tenha sempre sobras para os milhares de pobres ao passar pudessem aquecer o estômago e assim diminuírem os roubos que tantos problemas causavam num país onde todos tinham dificuldades.

Em 1932 é-lhe oferecida a Presidência do Conselho (Primeiro-Ministro) e um país, que não tem estradas, portos dignos desse nome, habitações, hospitais, fábricas, embarcações de pesca de mar alto, desperta. Começam a aparecer os bairros sociais de Alvalade, Encarnação, Madredeus etc., rasgam-se novas vias de comunicação, combate-se o desemprego e as escolas constroem-se nas aldeias mais recônditas.

Chama empresários que já tinham dado provas, mas que devido à situação do país tinham desanimado, dá-lhes forças, convence-os a criar mais empresas, cujos produtos sejam bons e mais baratos do que os importados.

Com Salazar está um homem de imaginação febril e um trabalhador incansável, António Ferro.

Tanto um como outro sabem que só mostrando trabalho e obra o povo acredita, para isso é necessário publicitar as obras.

Ao trabalho manual junta a distração: o cinema, o teatro gratuitos, as bibliotecas ambulantes. Aparecem os prémios literários. Em 1938 há mesmo um prémio de literatura infantil.

Em 1934 há a Exposição Colonial do Porto, no Palácio de Cristal; em 1937 a exposição histórica de Lisboa e em 1940 a Exposição do Mundo Português que assombrou os outros países e os convenceu que Portugal era um país credível e tão democrático como os mais democráticos, por esse motivo foi sempre convidado e aceite em todas as Organizações Internacionais.

C.S

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Segunda-feira, 22 de Junho de 2015

Votos no BE e degradação dos frouxos portugueses

Agora que as eleições se aproximam vamos assistir ao que mais degradante existe nos Partidos para caçar algumas dezenas de votos, não se importando em poder contaminar umas centenas com ideias e doenças que os fragilizarão para sempre.

Ao observar a marcha dos invertidos entusiasmados verifiquei que o número era diminuto.

Na frente da banda vejo uma destacada dirigente do Bloco de Esquerda vendendo a sua proteção à minoria e tentando com a sua atitude receber trinta ou quarenta votos, se tanto.

O grave da marcha está em que o número de infetados com o HIV tem aumentado assustadoramente em Portugal e a morte por sofrimento é inimaginável.

Outro dos erros dos marchantes, e aqui a palavra toma o significado pejorativo, é que o Bloco de Esquerda se assemelha ao dos marchantes que vendem a carne para os talhos.

Os insensatos ao serem filmados ficam nos ficheiros de todos os países onde as ligações sexuais de dois seres com o mesmo sexo, além de serem proibidas, muitas das pessoas desaparecem, são presas e mortas.

A vantagem que tiram da exposição mediática para cativar parceiros também não me parece resultar, mais de metade de quem ia no cortejo ou é gente que já está contaminada ou então são gente pouco atraente, escanzelados e disformes.

Claro que eu podia não me incomodar com o degradante espetáculo, mas não resisto a evitar que as pessoas sofram depois de um tempo de gozo, que é naturalmente curto.

A ideia que cada um faz do corpo o que entende é aceitável, mas não é justo que outros se aproveitem das fragilidades mentais e sexuais de cada um para daí tirar proveito como é o caso do Bloco de Esquerda, paladino das causas fraturantes e dos resultados frustrantes que sempre obtiveram depois de as terem assumido como suas.

Em todos os tempos sempre houve gente com estes comportamentos.

No antigo Regime, a censura evitava que os casais do mesmo sexo causassem escândalo para não haver propagação do ato, caso contrário não se metia no assunto.

Um dos mais conhecidos paneleiros, por volta de 1950, era o Toninho de Viseu, mas não me consta que alguma vez tivesse sido incomodado. Segundo parece tinha aquele vício, mas sabia conviver e entrava nas graças que as pessoas lhe dirigiam.

C.S

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Domingo, 21 de Junho de 2015

Portugal o melhor país do mundo e gente de exceção

Não me considero chauvinista, mas pelo conheço do mundo e dos homens não me custa afirmar que Portugal é um dos melhores países do mundo quando comparado no seu todo.

Um clima fabuloso, um solo produtivo, rios, montes e montanhas num enquadramento harmonioso e colocados ao serviço do ser humano, envolvidos a oeste e a sul pelo mar que reflete o azul do céu.

A Natureza delicia-se no corpo elegante que a veste.

O ser humano com quem muitas vezes me zango é do melhor que existe.

Se pensarmos um pouco e verificarmos a evolução de Portugal chegamos à conclusão que só homens de craveira superior conseguiriam fazer de um naco de terreno e aparentemente pobre, um país que ao fim dos dois primeiros séculos de existência já conseguia ajudar a poderosa Castela.

Quando tudo parecia faltar e os piratas assaltavam as nossas costas, a calma e os brandos costumes deste povo, resolve acabar com o desaforo dos piratas, contra ataca, instala-se no norte de África e começa a aventura marítima onde a maioria dos navegadores eram analfabetos, mas tinham uma perceção do mundo e dos seres com quem contactavam muito para além das suas próprias capacidades e saberes. Isto queria significar algo.

O português tem o discernimento natural de um povo que é bom por natureza, o que muitas vezes se confunde com ingenuidade.

É esta calma que, no tempo da República, foi tomada pelos brandos costumes que afinal sempre foram assim.

O valor dos portugueses vem sempre ao de cima quando é estritamente necessário.

A Primeira República, 1910-1926, fez bater o navio no fundo. A miséria era tanta que o país deixou de ser considerado pelas outras nações. Portugal acorda quando Salazar chama os homens à liça, homens que já vêm da Primeira República e que os políticos não tinham sabido aproveitar. Muitos deles, a maioria não tinham cursos superiores, mas tinham a superior inteligência que nasce com os portugueses porque todos absorvem a força e a imaginação deste solo mágico.

Ao observarmos um a um estes homens fabulosos verificamos que só não vivemos sempre bem e desafogadamente porque somos mais do pensamento do que da fortuna.

Se pensarmos em António Ferro, Almada Negreiros, Fernando Pessoa e muitos outros verificamos que a sua genialidade é mais resultado do entendimento, das leituras e da observação do que da escolástica que não necessitam porque o gene português é o do saber sem mestre.

C.S

publicado por regalias às 05:56
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