Segunda-feira, 29 de Fevereiro de 2016

Quanto menos se tem mais a imaginação funciona

Venho de um tempo em que se partiu do nada e se teve tudo.

Estou num tempo em que se teve tudo e se voltou ao nada.

Mas não me lamento. O prazer de resolver as grandes dificuldades está nos genes dos portugueses. Nasceu com a nacionalidade, continuou com as descobertas dos Novos Mundos, aguçou-se com a curiosidade de os conhecer e explorar, até chegar à Primeira República que tudo ia deitando a perder, ao Estado Novo que tudo recuperou e engrandeceu, até que chegámos ao estado em que nos encontramos, dependentes dos humores de Bruxelas, cujo conglomerado de muitos países e opiniões encantou os que nunca trabalharam e julgaram encontrar ali uma nova Índia ou um novo Brasil.

O que dá mesmo prazer, imaginação, um gozo imenso é o trabalho e o carinho da mulher amada. Com estas duas forças não há casa sem recursos nem país pobre.

Salazar vindo da terra das dificuldades teve a perceção exata do que tinha de fazer quando convidado pela Ditadura Militar a assumir a pasta das Finanças, onde não havia nem um tostão para mandar cantar um cego.

Salazar só pediu confiança na sua inteligência e na sua honestidade para tirar Portugal da miséria em que se encontrava.

E o povo acreditou e cooperou quando ele perante a situação catastrófica em que o país se encontrava, com a voz embargada pela comoção, avisou: “Todos os sacrifícios são necessários”.

E que sacrifícios eram esses? Muito trabalho, tudo devia ser poupado e reutilizado até ao fio, investimento produtivo, obras, sempre terminadas nos prazos estabelecidos e grande qualidade em tudo quanto era fabricado.

Hoje, António Costa tem um país diferente, com outras possibilidades de ser recuperado mais rapidamente e ganhar um ritmo que nunca mais possa ser abrandado.

A rispidez e a dureza da Alemanha quando se zanga e questiona por que Portugal não tirou partido de todo o dinheiro enviado pela União Europeia, deve-se à maneira como sempre recuperou das duas guerras que perdeu e que ficou reduzida a escombros. O trabalho e o bom senso fizeram a Alemanha da abundância e do bem-estar.

António Costa, em vez de sangrar o Governo, e distribuir o que não tem, deve incitar ao trabalho, à qualidade, à calma e não à demagogia.

Sugiro-lhe que oiça no portal www.rtp.pt em Conversa Capital, de ontem, a entrevista da Antena1 e do Diário Económico a Abel Sequeira Ferreira.

 

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Domingo, 28 de Fevereiro de 2016

Os políticos têm sarna para se coçar e contagiar

A miserável Primeira República, 1910-1926, deixou como única herança à Ditadura Militar: muita sarna para se coçar, piolhos e respetivas lêndeas, lombrigas e dezenas de milhares de pobres.

A Ditadura Militar não conseguiu dinheiro para desparasitar as vítimas nem arredar os parasitas de duas pernas que teimavam em não largar o terreno que eles sugavam no meio da miséria e da sujidade do país.

Lembra-me perfeitamente que em 1942, desde o começo das aulas, o professor José Manuel Landeiro, quase todos os dias passava revista às orelhas, cabelos e unhas dos alunos.

Os piolhos e as lêndeas eram frequentes. Nesse ano houve um surto de lombrigas e nem eu escapei, apesar de todos os cuidados de minha mãe.

O Estado Novo foi incansável na luta por um País saudável. Havia hospitais em quase todas as sedes de Freguesia. A minha vila não fugiu à regra.

Quando li que nas escolas da Baixa da Banheira havia um surto de sarna não me admirei. Aquela zona foi das mais fustigadas pelos políticos que o sarnoso Cunhal e a seita acoplada infetaram.

A sarna trouxe a droga, o caos, a perversidade, a inquietação que quase destruiu todas as ambições dos portugueses e os tornou indiferentes aos acontecimentos. A reagirem, seria de maneira tão violenta, que o próprio país se poderia desintegrar.

Este Governo mirabolante do Costa é aceite como um desfastio. O Português tinha necessidade de rir, senão rebentava. Costa deu gozo.

Salazar foi o único que compreendeu bem o povo; primeiro, porque era extremamente inteligente e, segundo, porque tinha saído do povo e lhe conhecia as angústias e revoltas.

Salazar ao escolher António Ferro para o Secretariado da Propaganda Nacional deu-lhe carta-branca. Ferro foi até onde entendeu. Ele que na democrática Primeira República tinha sido censurado e a sua peça de teatro “Mar Alto” proibida de ser representada foi o escolhido por Salazar que o sabia um vanguardista. Nunca lhe cerceou a ousadia.

Os teatros enchiam-se e as revistas do Parque Mayer eram pródigas em críticas, chalaças e anedotas sobre o Primeiro-ministro.

Salazar, mesmo podendo não gostar, nunca proibiu que cada um se expressasse como entendesse. Ele sabia que o povo tinha necessidade de rir, de desabafar, de ganhar confiança.

O Costa tem também um povo que tem necessidade de acreditar nele.

Se o Costa não aproveitar a maré, sem demagogia e convencendo os sarnentos a comportarem-se como políticos competentes para cimentar, numa legislatura, a credibilidade da Esquerda acaba, e durante mais cinquenta anos alguém aparecerá para pôr ordem na casa.

 

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C.S

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Sábado, 27 de Fevereiro de 2016

A estupidificação do Bloco de Esquerda

Não foi só em Portugal que desembestou uma corja de imbecis que aproveitando as circunstâncias resolveram dar visibilidade a todos os prazeres e perversidades que a mente humana debita e que a bestialidade transforma em realidades que os mais sensatos, por medo, cobardia e por aproveitamento agarram pensando daí obter algum lucro.

É um erro crasso e que não durará muitos anos.

Julgo que foi o João Soares, quando Presidente da Câmara de Lisboa que ofereceu uma casa para convívio de homossexuais em Campo de Ourique.

As pessoas chamam-lhe a casa dos paneleiros.

Muita gente daquela área evita passar perto do local.

João Soares perdeu a Câmara devido à sua liberalidade.

José Sócrates em 2010 forçou os casamentos entre pessoas do mesmo sexo e perdeu inúmeros apoiantes que garantiam que ele tinha sido chantageado para que um facto sem qualquer relevância e onde essa gente de sexo perdido, segundo um investigador conhecido, não representa mais de O, 00001% da população portuguesa.

José Sócrates perdeu as eleições legislativas e era voz corrente que as tinha perdido pelo rabo.

Os direitos das minorias só são direitos, que até podem ser reconhecidos, quando essas minorias são significativas, a partir dos 5% dos países em que elas existem e não se envergonham de mostrar os defeitos com que a Natureza os marcou, ou por depravação, mas cujo número é expressivo.

Nunca ninguém ou muito poucos se preocuparam se este ou aquele gostava de homens ou se esta ou aquela preferia as mulheres. Só que isso não era publicitado em revistas e jornais para que a contaminação não se espalhasse através da pedofilia, sabendo-se como o aproveitamento da ingenuidade das crianças é o trampolim para a contaminação de muito mais pessoas.

A insistência que o Bloco de Esquerda coloca em espalhar o vírus tem de também os contaminar e fazer desaparecer.

Cunhal, sabendo até onde levam essas tendências, não esteve com meias medidas: expulsou do Partido Comunista, o paneleiro Júlio Fogaça, apesar de o Fogaça ser “o principal teórico e dirigente do Partido”.

A estupidificação do Bloco de Esquerda está patente no cartaz a saudar o fim da discriminação na Lei da adoção e a afirmar que Jesus tinha dois pais, esquecendo que o Bloco tem muitos mais pais que não conhece.

A UDP forneceu uma carrada de pais incógnitos que hoje são chamados pais de conveniência, por obrigatoriedade da Lei.

O Bloco já tinha mostrado a cambada de garotos que o compõem quando quis enxovalhar o Presidente da República ao aprovar estas leis abortivas.

Se é assim que os do Bloco pensam entrar no Governo e estrumar o país com a estupidificação natural que os carateriza, bem podem esperar por um rotundo chumbo nas próximas eleições.

 

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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016

A juventude é facilmente influenciada por outros jovens

Por muito que os pais se esforcem para proteger os filhos da influência nefasta de outros jovens, isso é extremamente complicado e raramente resulta.

Eles podem ter tudo: vida confortável e sem quaisquer dificuldades, mas basta um amigo meter-lhes na cabeça uma ideia em que o outro também acredita e aí vão eles sem preocupações com as consequências.

Há muito penso e escrevo sobre o assunto e trago-o, mais uma vez a terreiro, por causa de duas jovens, uma austríaca e outra sueca, que são o espelho dos milhares de jovens que correm para o sofrimento e para a morte.

A juventude parece só entender os perigos e os enganos vivendo-os e, muitas vezes, perdendo a vida de maneira trágica e desumana como aconteceu à encantadora austríaca, Sabra Kesinovic, que foi lapidada pelos jihadistas. Só não aconteceu o mesmo à sueca Marilyn Nivalainen porque os curdos a salvaram daquelas bestas humanas. Outros não escaparam.

Os amigos têm muito mais força que os pais.

A Internet que podia ser a solução para todos os problemas, afinal é parte deles ao tornar-se veículo dos crimes mais hediondos ao escondê-los em vez de os denunciar constantemente e todos os dias, falando, naturalmente, da maneira como são seduzidos rapazes e raparigas para entrarem nestas danças de fogo que são as ilusões, as guerras e a destruição do ser humano por seitas organizadas, que também não sabem para onde caminham. A sua vida não tem futuro.

Os que abraçam o Daesh vivem o soluço do dia-a-dia. Vivem a morte.

Neste espaço de escrita já falei como fui influenciado, sem qualquer razão válida para o fazer, para fugir para Lisboa porque o meu amigo Joaquim Vaz Antunes pensava reprovar e o pai, julgava ele, lhe daria uma sova que o partia todo; e eu, por solidariedade ia com ele, que nunca tinha estado na capital; ou o José Cabaço Neves que me levou para os cursos da Mocidade Portuguesa, quando eu tinha férias marcadas para Espanha. Ia por amizade. Também pensei que regressaria diferente pois aborrecia-me ser rebelde, mas não conseguia agir de outra maneira. Os meus pais por amor exagerado deixavam-me fazer tudo quanto me apetecia. Os cursos foram ótimos, mas não modificaram este feitio torcido que ainda hoje me acompanha.

A juventude funciona por amizade e solidariedade. Poucas vezes, racionalmente, precaução dos perigos ou de situações insólitas que possam suceder.

A vida devia começar aos cinquenta anos quando a experiência é suficiente para não se cometerem tantos erros como aqueles que a juventude nos obriga a cometer e dos quais, muitas vezes, nos arrependemos. Alguns, pensamos nós, por vergonha, são tão graves que até durante os sonhos nos perseguem e só a morte os pode apagar.

 

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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2016

Depois do Orçamento devem ter contenção nas promessas

A trupe de equilibristas desengonçados, que o Costa lidera, não conseguiu calar o Passos que lhes estragou a festa e continuará a estragar se continuarem com malabarismos de palhaços sem tino e sem vergonha.

É certo que embora muito poucos acreditem no Costa e no Centeno, todos desejamos que eles tenham razão e consigam resolver os graves problemas do país que se arrastam desde o 25 de Abril, que toda a gente aceitou sem quaisquer problemas, e que a estupidez do Cunhal desfez por ser um mentecapto arrogante, teimoso e anacrónico.

O espirrador de conceitos ultrapassados no tempo, eivados de violência, continuou a insistir na imagem obsoleta de uma revolução russa que não tinha vingado e que estava prestes a desfazer-se mal apareceram os primeiros sinais da Perestroika, da Glasnost e a queda do muro de Berlim seguido do fracasso do Comunismo que Cunhal continuou a defender, como um semovente teimoso e de orelhas compridas, que conseguiu arrastar seguidores como fazem as seitas, mas que entretanto contaminam todos os desgraçados que acreditaram na bestialidade da criatura.

Mas nem só dos comunistas é a culpa no louvor da mentira, porque ela lhes dá jeito. Muitas câmaras municipais, que não são comunistas, deram nome de ruas e avenidas ao monstro causador de tudo quanto aconteceu de mau neste país, pouco tempo depois de ele aqui pôr os pés, ao incitar os mais baixos instintos que provocaram roubos, paralisações contínuas dos trabalhadores de empresas que acabaram fechadas e na falência e deram depois origem às greves que destruíram milhões de euros sem qualquer benefício, bem pelo contrário, para aqueles que as fizeram a mando da CGTP.

Por este motivo, o Costa, que deu um golpe inesperado transformando uma derrota numa vitória tem de ter contenção na língua e não provocar quem ganhou e perdeu porque isso não lhe dá qualquer ganho e leva alguns Comissários do executivo Juncker a fazer avisos sérios, prevendo o desmoronamento das intenções e a possibilidade de atos falhados quando o Governo continua a insistir na receita Orçamental e menos na despesa. O Centeno acredita no ovo no cu da galinha.

Dou-lhes uma sugestão: leiam os discursos do Dr. Oliveira Salazar, que a Coimbra Editora LDA publicou e sem mais escarcéu podem conseguir endireitar aquilo que nasceu torto.

A arrogância não levará a lado nenhum nem manterá no galarim uma Esquerda que necessita de se afirmar com verdade, credibilidade e saber.

O que todos os portugueses querem é ser bem governados, seja com os da Esquerda ou da Direita.

Palavreado de gente tonta, num mundo de loucos e em chamas não augura nada de bom.

A Esquerda pense no assunto. Esta é a sua grande oportunidade em se afirmar.

 

Anterior “O ensino deve ter sempre uma componente lúdica”

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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016

O ensino deve ter sempre uma componente lúdica

O ensino pesado, massudo, maçador, cansativo nunca foi apelativo ou alcançou bons resultados.

Lembro-me de alguns bons professores que falharam redondamente e, por mais que soubessem, só cativavam os marrões, que eram sempre relativamente poucos.

O prazer do jovem está na descoberta, de como se atingem objetivos. Não é necessário que isso seja concretamente através das brincadeiras, basta saber dar à lição o toque da curiosidade.

Nisso, as Escolas Comerciais e Industriais levavam a palma. As primeiras porque ensinavam como fazer contas e orçamentos, mesmo sem ser barra em matemática, ou como vender e comprar feijão, farinha ou grão tendo sempre lucro. As segundas, porque o trabalho com ferramentas e máquinas despertam o prazer de qualquer jovem.

No Liceu, também não eram as salas de estudo que conseguiam estimular o apetite e aprender o que não tinha sido bem apreendido na aula. Eram uma ajuda, mas insuficiente.

Aquilo que empurrava os alunos para o conhecimento eram as tarefas lúdicas da Mocidade Portuguesa, sem lhes dizer que tinham um carácter educativo.

A Topografia entusiasmava tanto ou mais do que um jogo de voleibol.

Lembro o meu saudoso amigo José Pires Ramos, que nunca desistiu de estar descontente com estudos, professores e ministros e nunca faltou à MP porque era um apaixonado pela Topografia, ensinada pelo professor Morcela. O Zé Pires Ramos fez mais tarde a sua vida como topógrafo. Ou o José Cabaço Neves, outro saudoso amigo, a quem a aprendizagem com alguns professores eram um sacrifício tão grande como ir à missa.

O Zé Cabaço Neves, por causa do aeromodelismo tornou-se um dos primeiros pilotos de aviões a jacto da Força Aérea Portuguesa.

As jovens, menos cábulas que os rapazes, tinham na Mocidade Portuguesa diversas atividades que as deliciavam. Uma delas era a culinária onde aprendiam a medir, a pesar e a saborear aquilo que produziam descontraidamente, como brincadeira, que por vezes em casa rejeitavam.

Saber ensinar, aproveitar as disponibilidades dos jovens, no momento certo e no local próprio é o caminho mais fácil e mais rentável para este país que continua à sua procura depois de ter atingido no século XX patamares de progresso, riqueza e satisfação só comparáveis aos dos séculos XV, XVI e XVIII.

Temos tudo para reverter a situação miserável em que nos encontramos desde há 41 anos. Basta querer; não hesitando em enxovalhar e desmistificar os demagogos que mentem, e apoiar quem honesta e sabiamente coloque os seus conhecimentos e trabalho ao serviço de Portugal e de todos os portugueses sem exceção.

 

Anterior “O desastre dos quatro Governos Comunistas do Vasco”

C.S

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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016

O desastre dos quatro Governos Comunistas do Vasco

A política do desastre de que blasona o Jerónimo começa com o seu camarada Vasco Gonçalves e com o mefistofélico Álvaro Cunhal como ministro e mais um bando de outros comunistas menores que serviram como capachos em Ministérios e Secretarias de Estado nestes quatro Governos, de que os seguintes nunca mais conseguiram recuperar os erros, as infâmias, os roubos, as destruições de grandes e pequenas empresas e as nacionalizações forçadas, tudo feito com o amparo do MFA.

Mas o Jerónimo insiste no logro para continuar a querer enganar o povo que já não enfia o barrete.

As últimas eleições são prova disso. Mesmo com um ex-padre na pregação e todo o apoio prestado pelo Comité Central e pelos Deputados e outros alienados, o Partido Comunista não conseguiu chegar aos 4 por cento de votantes, sinal que o povo deixou de ir em conversas e promessas.

O Jerónimo, antes de largar a alcateia, tem de se encostar à Catarina e juntar-se ao Costa se quiser sair de cena para a reforma dourada que o espera e que ele não rejeita, mesmo estando contra o capital.

O desastre de que o Jerónimo acusa os outros, mas cuja base e profundidade é comunista; por incrível que pareça é também motivado por uma inexplicável contradição de reputados economistas que têm feito em água a cabeça dos Portugueses. Eles conseguem divergir em soluções de problemas que partem de dados idênticos.

Uns mostram a política exata para recuperar Portugal, outros mostram o seu contrário partindo das mesmas premissas.

Ao ouvir-se o Ministro das Finanças, o Centeno, dizer que vamos viver no melhor dos mundos e ao escutarmos João Salgueiro, ex-Ministro, ou João César das Neves, reputado economista, afirmarem que Portugal, ao seguir a via do Centeno volta a ter que pedir um novo resgate de nova e mais acutilante austeridade, ficamos preocupados.

O povo não sabe em quem acreditar e, se os economistas percebem alguma coisa do que dizem ou se não passam de meros publicistas.

Com estas contradições entre especialistas, a política económica do país, sem estratégia, mais parece uma política de alcatruzes que tanto vão para cima como para baixo, sem o povo perceber quem tem razão.

Com estas indefinições de subidas e descidas, Portugal contínua o desastre que o Jerónimo trauteia, mas de que os quatro Governos comunistas entre 1974 e 1975 foram os grandes culpados.

 

Anterior “Confundir criminosos e patriotas na Síria não é sério”

C.S

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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016

Confundir criminosos e patriotas na Síria não é sério

A insistência americana e europeia em acabar com a guerra na Síria é uma falácia, um logro que teima em tratar algo acidental e provocado por ocidentais que os criminosos do Daesh aproveitaram para avançar no terreno com a cumplicidade de traidores vendidos aos interessados em derrubar Bashar Al-Assad e fazer o mesmo que tinha sido executado na Líbia, onde ficaram instalados o caos e esconderijos de terroristas.

Vladimir Putin se for na conversa do Obama verificará que o Daesh voltará a ganhar os 30 por cento de terreno que já tinha ocupado com a ajuda dos chamados rebeldes que conhecem cidades e populações.

Isto é o essencial que tem de ser entendido para que a estupidez não só acabe por destruir um país organizado e feliz, e termine colocando em risco a Europa e a Rússia.

A Turquia ao atacar os curdos do norte da Síria abre a brecha para a Rússia ser infiltrada pelos loucos enraivecidos por aquilo que aconteceu no Iraque e a mortandade de familiares do Daesh inicial, que começou o pretenso Califado do Estado Islâmico, precisamente no Iraque depois dos ataques dos EUA, e que o alargou à Síria quando Obama, apoiou os rebeldes e disse que Bashar Al-Assad os perseguia e matava, quase o mesmo que acontece nos Estados Unidos da América onde os ataques são diários, umas vezes por jovens ou adultos desvairados, outras por polícias cientes que nunca são castigados pela morte de pretos e brancos.

Os EUA sabem que o Daesh utiliza crianças e jovens ignorantes que pensam que morrem e ressuscitam mais felizes. São bombas humanas disponíveis para destruir onde entenderem.

John Kerry veio ontem afirmar que um acordo está quase concluído para acabar a guerra. Os EUA querem um acordo de cessar-fogo, com quem? Com o Daesh? Estes, se apanham o Kerry, degolam-no.

Mal o homem acabou de falar, o Daesh aproveitou a pequena trégua para com os seus suicidas de aspeto inocente, e os fazer explodir. Em Ohms morreram cinquenta sem saber porquê e em outros quatro locais morreram mais oitenta porque a conversa os deixou descuidados e à mercê da canalha criminosa, apadrinhada pelas nações que, consciente ou inconscientemente os apadrinham.

Misturar guerra com terroristas é um jogo perigoso que o povo americano pode vir a pagar a um preço muito alto.

Obama teve todas as condições para ser um dos Presidentes mais amados em todo o mundo. Até lhe foi concedido o Prémio Nobel da Paz. Acaba por destruir a Líbia de maneira inqualificável e não descansa enquanto não fizer o mesmo à Síria.

Entre George W. Bush e Obama, não sei qual dos dois ficará a ser o mais odiado nos compêndios de história.

 

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C.S

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Domingo, 21 de Fevereiro de 2016

Terroristas experimentam o seu próprio veneno

Depois de terem ateado os fogos, os Estados Unidos da América veem-se na contingência de ter de os apagar eliminando os criminosos vingadores de um Iraque desfeito, de uma Líbia onde ninguém manda e cada um pode fazer o que quer, e de uma Síria que esteve prestes a desmantelar-se e foi salva, no último momento, por Vladimir Putin.

Mas a Síria continuará um barril de pólvora se Putin voltar a ser embarrilado pelo Obama e pelos bonifrates europeus que o seguem como animais adestrados.

Espero que nem Putin nem Bashar Al-Assad cedam a insensatos, que mesmo vendo o que está a acontecer teimam no erro, no crime, na infâmia em atacar países sem mesmo se preocuparem em ir ao fundo da questão e saber o porquê deste destempero de destruições e que deram como resultado a invasão da Europa pelos refugiados que, mais cedo ou mais tarde, muitos deles explodirão vingando a vida de sofrimento.

Bashar Al-Assad tem feito tudo para que o país não desapareça como Estado independente; ocupado por vândalos tal como acontece na Líbia depois dos seus benfeitores o terem desorganizado totalmente e dessa maneira o entregarem a terroristas que fazem dele campo de treino e morte.

O Presidente Sírio já concedeu o indulto a todos os opositores que queiram viver no seu país e discutir, olhos nos olhos, tudo quanto entenderem. Mas o Daesh que os conquistou com o dinheiro roubado irá tentar segurar os seus apaniguados que ainda lhe podem servir de moeda de troca quando se virem de corda ao pescoço.

Aquilo que é estranho e indecoroso é que os Estados Unidos da América, que há muito poderiam ter dado por finda a guerra, não o fizeram, por interesse próprio, e só agora estão a compreender que eles permanecem na mira dos seus próprios amigos árabes.

A França que alargou o estado de emergência até 26 de Maio sabe que isso, além de lhe custar milhões, sacrifica toda a população.

Por que não pede a França ao seu amigo americano que ponha fim à guerra já que ele conhece os recantos onde se escondem todos os que clamam vingança?

Num dos raides aéreos de há três dias, eles foram ao local onde estava Noureddine Chouchane, o criminoso da praia de Sousse, na Tunísia, onde morreram 38 turistas e, mesmo a grande distância, fizeram-lhe o mesmo; a ele e a mais 40 comparsas.

O Daesh está a experimentar o gosto do seu próprio veneno mas, se os EUA quiserem, tudo acaba rapidamente, antes de inventarem o veneno que o vento espalha e que entra pelas portas abertas de todos os países.

 

Anterior “História de graça e de trabalho”

C.S

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Sábado, 20 de Fevereiro de 2016

História de graça e de trabalho

Antes do 25 de Abril a maioria dos portugueses eram viciados no trabalho.

Salazar, apoiado em gente inteligente e ávida de tirar o País do marasmo e da miséria onde a Primeira República o tinha afundado teve uma plêiade de ministros e de secretários que nunca regatearam esforços.

Duarte Pacheco e António Ferro ultrapassaram em trabalho e imaginação todas as metas.

António Ferro, além de todas as extraordinárias iniciativas levadas a cabo, conseguiu, com os poucos meios que existiam na altura, mostrar ao povo, através de filmes e dos jornais, todas as obras que o Estado Novo empreendia para que a felicidade regressasse aos portugueses.

Também sucumbi ao trabalho. E no momento de aflição que atravessamos não resisto também a contar uma história de graça.

Tinha entrado de férias grandes. Minha mulher decidiu passá-las no Algarve, mas aproveitou o trajeto para ficar dois dias com a mãe em Lisboa. Minha sogra era adorável e os meus sete cunhados, impecáveis.

Eu gostava de estar com eles, mas passaram oito dias e não seguíamos viagem. Depois de almoço sentei-me a ler o Diário de Notícias. Quando minha mulher passou perto perguntei-lhe: quando saíamos? Ela olhou para mim e respondeu “Estás sempre com pressa. Temos tempo.”

Calei-me. Com mulheres nunca se discute. Continuei a ler o DN e vi um anúncio da Agência de viagens Rodarte. Pedia um guia turístico. Levantei-me, fui até à Rua da Palma. Perguntei pelo gerente. Disse ao que ia.

Fui enviado para o patrão, o Sr. Quirino, homem bem-disposto.

Perguntou-me se eu conhecia bem Portugal. Respondi: como a palma das minhas mãos. “E a Europa?”. Conheço-a quase toda. “Fala línguas?” Inglês, Francês, Alemão. “Chega. Quanto quer ganhar?” O que o senhor me quiser dar. “Quando quer começar a trabalhar?” Já.

E, nesse mesmo dia, juntei-me aos empregados de balcão para conhecer os meandros da casa. Foram dois meses de trabalho intenso que me deram muito gozo. O Senhor Quirino bem tentou que lá continuasse. Pagava-me mais de quatro vezes o que ganhava na Escola. Não aceitei.

Mas não resisto a contar uma das muitas histórias insólitas, mas engraçadas, que se passavam neste País descontraído e muito feliz.

Num dos dias em que estava ao balcão e em conversa com o Sr. Quirino e um médico, seu grande amigo, entra como um furacão uma mulher, já de certa idade e bastante avantajada. No meio do compartimento faz um xixi, monumental, seguido de um traque, quase um trovão.

Eu e o médico riamos às gargalhadas porque a mulher desfazia-se em desculpas, não saía do meio do lago e só pedia um pano e um balde.

O patrão continuava sério, e disse para a mulher: “a senhora não tem vergonha?” “Meu senhor desculpe, desculpe, eu vinha tão aflitinha” “Pedia para ir à casa de banho” - insistiu o chefe da casa.

“O mais grave, depois desse lago, foi a senhora dar um traque, que quase ia deitando o prédio abaixo”.

A simpática velhota pensa uns segundos e diz, ”eu explico, eu explico”.

“Não vejo a explicação, mas diga.”

“ Os senhores, quando vão à casa de banho e fazem xixi, logo que acabam, não dão uma abanadela?”

“Sim.”

“Nós, como não temos nada para abanar, damos uma assopradela”

 

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C.S

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