Sábado, 30 de Abril de 2016

O prazer do trabalho. O que não havia inventava-se

Nasci poucos anos depois de terminar a Primeira República. As dificuldades eram muitas e os pobres de pedir eram enxames de mãos estendidas, descalços e esfarrapados.

Uma das primeiras preocupações de Salazar foi alimentar as pessoas e, para isso, recorreu sempre ao rancho dos quarteis que era feito em quantidade, para que sobrasse da comida dos militares. As outras preocupações eram o trabalho e as crianças em idade escolar.

A solidariedade foi extraordinária. João Pereira da Rosa, Diretor de o jornal “O Século”, encerrado depois do 25 de Abril por Manuel Alegre, em conflito com os trabalhadores, criou a Colónia Balnear Infantil de “O Século”. A partir de 1928, as crianças carenciadas passaram a ter 15 dias de férias numa praia, com os custos suportados pelo Jornal que, para atingir as verbas necessárias, fazia campanhas no jornal e aí colocava a lista das pessoas que enviavam os donativos.

Incutindo sempre a ideia que, através do trabalho, Portugal sairia da pobreza em que se encontrava, consegue, em 1935, criar a Fundação para a Alegria no Trabalho (FNAT. Depois do 25 de Abril passou a INATEL), a que juntou as Casas do Povo e as Casas dos Pescadores de maneira a proporcionar, aos trabalhadores, espaços de lazer recreativos, atividades culturais, viagens pelo País e estrangeiro, competições desportivas etc.

Pensando sempre no bem do povo, que correspondia com trabalho, fazia a divulgação de tudo quanto era concretizado, para quem quisesse poder recorrer aos benefícios proporcionados. Foi, por esse motivo, criado o Secretariado da Propaganda Nacional (SPN), em 1933,mais tarde tomou o nome de Secretariado Nacional da Informação (SNI).

O Secretariado foi dirigido por um Homem excecional, António Ferro, chefe da propaganda, hoje dizemos divulgação, publicidade, para que todos beneficiassem do cinema, teatro, bailado, turismo etc.

Empenhou-se, a fundo, na Exposição do Mundo Português, 1940. Fundou o Museu de Arte Popular, a Companhia de Bailado Verde Gaio, foi Presidente da Emissora Nacional, hoje Antena1, e lançou as Pousadas de Portugal, elogiadas por todos devido à sua qualidade.

Trabalho, trabalho, trabalho. Muito trabalho, arrancaram este País da miséria. Não havia quase nada. Se não havia inventava-se.

Lembro-me da falta de pneus nos carros e nas camionetas. Andavam com eles todos remendados. Não havia gasolina, trabalhavam a gasogénio, com grandes panelas na parte traseira dos autocarros. Muitas peças para os automóveis não eram importadas porque o dinheiro fazia falta para o Governo se orientar. Apareceram sempre artistas, que faziam por prazer e na perfeição aquilo que Portugal necessitava.

Era assim Portugal, seguia o apelo “Produzir e poupar.”

Hoje, com slogan idêntico, adaptado aos novos tempos, Portugal precisa de trabalhar e poupar. Com demagogia e fanfarronadas não resulta.

O Costa pense bem no assunto.

 

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C.S

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Sexta-feira, 29 de Abril de 2016

Greves nem servem socialismo nem Democracia

Foram as greves que deitaram abaixo a Primeira República.

Os políticos para ganhar a confiança do povo prometeram tudo: desde o abaixamento dos preços das subsistências (os alimentos) às greves.

Em vez de beneficiarem o povo, o resultado foi o contrário.

O Governo de Afonso Costa teve de proibir as greves. Os Sindicatos partiram para o confronto. Várias vezes as Forças de Ordem foram sovadas. A retaliação não se fazia esperar. As prisões eram aos milhares.

Entre 10 de Outubro de 1910, data do derrube da Monarquia e da mudança de regime e finais de 1911 foram registadas 237 greves.

Os assaltos a lojas e padarias eram diários. O Governo teve de recorrer ao Batalhão de Voluntários saídos da Carbonária para impedir os roubos.

A Carbonária era uma sociedade secreta revolucionária, muito violenta.

A República tentou tudo para solucionar os problemas, mas a estupidez e a ignorância dos grevistas não entendia que o prejuízo era seu e do povo. Nem servem o socialismo nem a Democracia.

Os do Governo, com greves ou sem greves aumentavam os próprios salários, comiam, bebiam e vestiam do bom e do melhor.

Um dos exemplos mais conhecidos é o do padre João Lopes Soares, pai de Mário Soares, que aderindo à Primeira República foi Governador Civil de Santarém e Ministro das Colónias em 1919.

João Soares, aprendeu toda a lábia patrística. Salazar, tendo também sido seminarista conhecia a escola por dentro. Devido à astúcia dos tonsurados afirmava que os padres dizem uma coisa e pensam outra.

O Padre João Soares por esse motivo não se deu mal com o Estado Novo. No Colégio Moderno, a bandeira de Portugal ombreava com a da Mocidade Portuguesa, para não ter problemas com o regime.

O povo foi sempre o grande sacrificado, mais por culpa de gente que pensa só nos seus interesses, caso dos Estivadores do Porto de Lisboa, pagos muito acima de quaisquer outros trabalhadores, mas que não hesitam em sacrificar todo o país às suas exigências.

Aquilo que pode acontecer, caso não cheguem a entendimento, é o Porto de Lisboa perder todos os seus clientes portugueses e estrangeiros e milhares de milhões de euros se volatilizarem como tem acontecido com as greves até aqui realizadas por inaptos sem tino e tutela sem força.

Espero que o Costa saiba travar quem caminha para a desgraça.

Sugiro que ele leia no DN, de ontem, “Corporações” de Nuno Saraiva.

 

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C.S

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

Como sair do caos e da miséria para a abundância

Quando a Revolução do 28 de Maio de 1926 pôs fim à Primeira República, a miséria atingia quase 80% dos portugueses, hoje o número de pobres está nos 25%, ou seja dois milhões e quinhentos mil.

Salazar entrou para o Governo em 1928 com 39 anos, feitos a 28 de Abril.

A Ditadura Militar não conseguira melhorar a situação e chamou-o.

Salazar resolveu o problema a contento de 90% de Portugueses, menos os 10 % que tinham beneficiado dos rendimentos do Estado na Primeira República e pouco se importavam com o sofrimento do povo.

Salazar recebeu um Estado exangue, de cofres totalmente vazios. Em alguns anos, com muito trabalho, muita inteligência, muita serenidade, força de vontade, ordem e segurança, Portugal voltou a erguer-se.

Aquilo que aconteceu em 1974 foi precisamente o contrário. Os cofres estavam cheios. Havia em reservas 847 toneladas de ouro. O povo só poderia caminhar para maior riqueza e mais progresso devido às espantosas descobertas no campo da Informática e que tiveram reflexos positivos em grande parte do mundo, menos em Portugal.

O que aconteceu foi que a partir de Salazar, o caos transformou-se em trabalho e segurança. Com o 25 de Abril e a entrada de Vasco Gonçalves para Primeiro-Ministro, a segurança e o trabalho passaram a caos, recusa ao trabalho, paralisações constantes e descontrolo total das contas públicas.

Hoje, milhões de portugueses sofrem por terem acreditado nas mentiras de autênticos canalhas que para as esconder tinham de caluniar o Homem que deu tudo a Portugal e que ao contrário dos Governantes de agora, quanto mais riqueza têm mais se aumentam e mais se lamentam da exiguidade. Salazar morreu pobre, deixou o país rico.

Todos aqueles que se desculpam, através de escabrosas mentiras, contra Salazar só o fazem para encobrir os erros e atingir os objetivos miseráveis que, defraudando o povo, o deixaram no estado em que se encontra.

Que queriam estes fantasmas da miséria? Que Salazar procedesse como eles? Que fizesse como os Governantes da Primeira República, que todos morreram ricos e deixaram o povo a morrer de fome pelos caminhos de lama, onde os assaltos eram diários, ou gaguejar asneiras como a bafienta Paula?

Digam, como queriam que Salazar governasse de modo a reerguer todo o país, abrir escolas, bairros, hospitais, portos sem descurar os territórios ultramarinos e os seus naturais e no final deixar a pesada herança, que Marcello Caetano não gastou, apesar da Guerra do Ultramar, mas que o Vasco, o Cunhal, o Soares, o Almeida Santos e outros delapidaram.

Contínuo a confiar no Costa e no Marcelo.

Com trabalho, ponderação e sem demagogia, os portugueses podem mostrar à Europa, que mais forte do que o seu descrédito está a vontade de todos os portugueses.

 

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C.S

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Quarta-feira, 27 de Abril de 2016

Fascismo que nunca existiu e Ditadura que era ordem

Todas as vezes que por ignorância ou interesses políticos-demagógicos alguém acusa o Estado Novo de fascista, não resisto a desmontar os energúmenos e reduzi-los à inferioridade mental que os encaderna.

Foi Cunhal que pôs a arraia-miúda comunista a insultar todos os portugueses chamando-lhes fascistas por não apoiarem os roubos e as ocupações de empresas e de fábricas.

Ao Cunhal, que eu sempre considerei um cobarde, devido aos atos praticados pelos comunistas, mas de quem ele era o mentor e responsável, em plena Assembleia da República disse-lhe, cara a cara, de que ou havia diferença entre ele e Al Capone ou havia cadeia. A afronta, a que ele não deu resposta porque sabia que a partir daí lhe apontaria toda a violência cometida sem justificação, pode ser consultada no Diário da Assembleia da República da Primeira Assembleia Legislativa.

Tanto Salazar como Marcello Caetano nunca foram nem fascistas nem Ditadores.

Marcello, que era mais sensível e se melindrava pelos zunzuns, muitas vezes disse na televisão que umas vezes apontava para a Direita e ia para a Esquerda ou vice-versa.

Salazar não dava importância ao assunto. Ele sabia que o País só poderia recuperar da inqualificável pobreza em que a Primeira República o tinha lançado, com ordem e concomitantemente com autoridade, que Cunhal cunhou de Ditadura, mas que é desmentido por todos os países democráticos que tratavam Portugal em pé de igualdade, o que não acontecia com as ditaduras.

O regime tinha começado, na verdade, por uma Ditadura Militar, a que Salazar foi alheio e, quando em 1932 é convidado para Presidente do Conselho (Primeiro-Ministro) imediatamente fez sair a Constituição de 1933, onde no artigo 8º estão bem explícitos os Direitos, Liberdades e Garantias de todos os cidadãos, tal como num regime Democrático.

A PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado) era isso mesmo, uma polícia Internacional e de Defesa do Estado, sucedânea da PVDE (Polícia de Vigilância do Estado) que não distinguia as duas funções.

Nos Documentos Classificados, considerados secretos e só agora disponibilizados pelos EUA podemos ver e aquilatar a feroz PIDE qualificada como a mais benevolente de todas as polícias políticas e aponta mesmo o caso de Cunhal condenado a cadeia por três anos quando deveriam ser muitíssimos mais.

Como evito alargar este blogue, fico por aqui, mas continuarei sempre a demolir a ignorância e a demagogia, para que o país consiga sair do atoleiro em que se encontra, mesmo que seja a Esquerda a fazê-lo.

Para mim nunca existiu Esquerda ou Direita. Existe Portugal.

 

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C.S

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Terça-feira, 26 de Abril de 2016

Os festejos do 25 de Abril prestam-se às insanidades

Portugal regrediu bem mais de trinta anos depois desta xaropada que foi o Golpe autorizado por Marcello Caetano e que até a ele enganou quando não impediu que fosse levado avante.

Salgueiro Maia, em casa de Hermínio Martinho, garantiu-me que essa era a verdade. Ele próprio esteve sempre à espera de ser impedido de chegar a Lisboa.

Ninguém se preocupou com o Golpe. Todos esperavam que a mudança de regime trouxesse ainda mais progresso ao país. A liberdade que havia, com pequenas regras, não magoava ninguém. Eu tive onze artigos cortados pela censura, mas nunca me incomodaram.

A seguir ao 25 de Abril, quando a Ditadura mostrou os dentes e a Censura funcionou, por um artigo que eu pensei inócuo fui levado a tribunal e eram vários anos de cadeia, se não me tivesse sabido defender.

Antes do 25 de Abril escrevi livros que, segundo os vigaristas profissionais pós 25 de Abril, seriam censurados. Estão na Internet e segundo o padrão dos ilusionistas, não escapariam “A Revolta e o Homem” e “Tu cá, Tu lá”.

Ontem, quando ouvi os discursos da Assembleia da República, de uma coisa tive a certeza, os jovens não são gagos e o Presidente da República não defraudou as expectativas.

José Luís Ferreira, social-fascista dos Verdes-Vermelhos insistiu em enterrar o fascismo que nunca existiu e elogiou os corajosos capitães de Abril de cujos restos, ouvi que estavam presentes o Otelo Saraiva de Carvalho, estratega da revolução do 25 e cabecilha da corja de assassinos das FP25, com dezoito mortes no cadastro.

O Vasco Lourenço, cabeça pouco letrada, mas de língua afiada, segundo diz assinou o documento dos Nove sem o ler, bolça tantas insanidades, como correr os Governantes à paulada, e outros mimos democráticos, estava ainda mais inchado do que de costume. Tinham-lhe permitido estar presente.

A Rato, do inefável Partido Comunista debitou um chorrilho de desgraças que aconteceram à Reforma Agrária e às nacionalizações.

O João Torres do PS não andou mal, só meteu a pata na poça quando chamou Ditador a Marcello Caetano. Marcello Caetano era muito mais democrata e honesto do que todos os do PS juntos, inclusive o Torres. Se não fosse democrata não tinha deixado fazer a Revolução que garante ao João Torres aquilo que não ganharia a bater com os costados no duro e a ganhar o ordenado mínimo nacional.

Proponha o Torres a diminuição de 50% do ordenado dos Deputados e sugira o aumento de mais 10 % aos do ordenado mínimo sem se importar com o espernear dos coxinhos mentais de Bruxelas.

Por hoje ficamos por aqui. O blogue toca segundo a letra dos músicos.

 

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C.S

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Segunda-feira, 25 de Abril de 2016

O 25 de Abril foi a última experiência falhada

Por muito que todos os que beneficiaram com os desvarios insistam em cantar loas ao 25 de Abril, este foi um enorme engano e sacrifício para o povo.

Iludidos com incitamentos sem nexo, os trabalhadores, inconscientes da imprudência que cometiam, lutaram contra os seus próprios postos de trabalho e consequentemente o fecho das empresas e o desemprego.

Empurrados para o desemprego são aproveitados para outra ação irrefletida: ocupação de mais de um milhão e duzentos mil hectares de terras, convencidos que o roubo, a mando da Esquerda, era um direito.

As propriedades roubadas, com o rótulo de Reforma Agrária, acabaram por ser devolvidas aos legítimos donos.

A Europa obrigou o Governo a indemnizar os proprietários.

Com as indústrias sucedeu o mesmo, com a agravante de muitas delas nunca mais terem recuperado do vandalismo praticado.

A juntar a este descalabro a Agricultura e as Pescas foram enroladas em Tratados subvencionados com milhões de euros enviados pela Europa para que os desenvolvimentos fossem mais racionais e mais rentáveis.

O dinheiro que chegou aos milhões, em vez de ser aplicado e rentabilizado foi metido em autoestradas sem movimento, fizeram-se dez estádios monumentais, criaram-se cursos de fachada que nada ensinaram, salas de música com escandalosas derrapagens.

Neste viver de mentiras e ilusões só lucraram os Abrilistas que ganham várias vezes o suor do povo. Em vez do país do progresso, do bem-estar prometidos e dos lugares cimeiros, continua vergonhosamente na cauda da Europa e o povo a caminhar sempre para a miséria total pela disparidade que opõe a classe minoritária dos mais ricos que juntou aos militares e políticos os plutocratas que de tanto dinheiro que possuem já não têm onde os esconder. As offshore estão a rebentar de tão inchadas.

Com o 25 de Abril, o povo, pouco mais recebeu que ilusões e mentiras.

Apesar dos avisos da UE e da Oposição continuar a insistir em atarraxar mais o povo, o novo Governo aposta numa melhoria de vida através do corte de despesas e trabalho.

É possível reverter a situação se a estes intentos, se evitarem as greves enquanto o país não recuperar. Elas foram um dos cancros que comeu a riqueza sem dela os trabalhadores aproveitarem um cêntimo .

Julgo que o 25 de Abril ao falhar os propósitos democráticos foi a última revolução do século anterior e dos próximos, mais virados para o estudo, para a investigação e para o trabalho produtivo do que para experiências de incapazes armados e de demagogos políticos.

Dificilmente, Marcelo, não cederá também à demagogia. Vamos esperar.

Portugal, depois de todos os erros e avisos, pode finalmente levantar voo e salvar os milhões de portugueses que o 25 de Abril lançou na miséria.

 

Anterior “Povo português quer acreditar que ainda há futuro”

C.S

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Domingo, 24 de Abril de 2016

Povo português quer acreditar que ainda há futuro

Depois de ter visto e sentido no corpo e nos bolsos todas as promessas vãs que militares e políticos bolçavam sem se rir e sem rebuço, após uma revolução autorizada por Marcello Caetano e compreendido que liberdade e Democracia todos tinham, mas com ordem e decência, coisas que desapareceram para dar lugar à libertinagem e à droga que assolou o país e atirou os menos cultos para a miséria em que se encontram, a candura guindou os cantores oportunistas a lugares nunca imaginados por estes parasitas.

Depois de 42 anos aos trambolhões, todos compreenderam o logro que festejaram no 25 de Abril. Têm-no pago com muitos sacrifícios e poucos resultados.

A entrada inesperada do Costa para Primeiro-Ministro e a chegada de Marcelo a Presidente da República, com a oposição acirrada dos três primeiros Presidentes pós o desfastio e capitaneados por um capitão valentaço de barriga descomunal e língua viperina, vieram mudar todo o desespero que Portugal ressumava.

Tanto um como o outro conseguiram trazer uma alegria que há muito tinha desaparecido do rosto dos portugueses, o que pressagiava mau sinal.

O Costa trouxe a surpresa, o inesperado, e o gozo, tão do gosto dos portugueses, mas que tinha deixado de existir e dado lugar à revolta.

O Marcelo trouxe a descontração inteligente e raramente vista em qualquer Presidente da República, tanto português como mundial.

O Homem cativou mesmo. Todos fazemos votos para que não derrape.

O banho de multidão, nunca alcançado pelos anteriores Presidentes depois do 25 de Abril, no Alentejo veio demonstrar a vontade e o querer mudar o rumo do desnorteado país e regressar de novo ao progresso, à alegria e à serena fraternidade vivida no Estado Novo.

Quatro factos bastam para desmentir as aleivosias dos militares do golpe autorizado acerca do regime anterior.

Primeiro: não havia desemprego.

Segundo: os pobres de pedir tinham desaparecido de todo o País.

Terceiro: a Previdência Social estava instituída.

Quarto: a segurança era total. As casas tinham as chaves nas portas.

E poderia juntar muitos mais motivos para mostrar que o ser humano nunca está satisfeito com aquilo que tem e que a pressa, a imbecilidade e a traição nunca deram bom resultado.

A chegada de Costa e Marcelo ao poder, incentivando ao trabalho e à ponderação pode mostrar à UE que Portugal é um país digno de confiança. Os desvarios destes 42 anos é já passado. Portugal entrou no futuro.

 

Anterior “ Livros RTP. A ideia é boa. O preço parece excessivo".

C.S

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Sábado, 23 de Abril de 2016

Livros RTP. A ideia é boa, o preço parece excessivo

A primeira edição dos livros RTP saiu em 1970 ou 71 ao preço de 15 escudos ou seja, sete cêntimos e meio. Ao lançar esta segunda revoada a 10 euros cada, verificamos que o preço aumentou 133 vezes.

Não pretendo ser desmancha-prazeres, bem pelo contrário gostaria que esta nova coleção de 20 volumes chegue a uma quantidade significativa de leitores, o que não me parece possível.

O preço é excessivo e as bolsas estão vazias.

Os 100 livros da primeira coleção foram um sucesso. Neles encontramos escritores de todos os quadrantes. Desde Augusto de Castro com “As mulheres e as cidades”, Bernardo Gomes de Brito com a História Trágico-Marítima ou Bernard Shaw com “Pigmalião”

O Ministério da Educação Nacional e a Direção-Geral da Educação Permanente tinham antes e em paralelo publicado a Coleção Educativa que era composta por várias séries.

No chamado Plano de Educação Popular estava integrada a Campanha Nacional de Educação de Adultos.

Os temas, com vários volumes, versavam sobre Instrução Complementar; Educação Familiar; Educação Moral e Cívica; Educação física e Desportos; Aperfeiçoamento Profissional; Organização Corporativa; Previdência Social e Segurança no Trabalho; Agricultura e Pecuária; Recreio; Economia; Grandes Portugueses; Educação Sanitária.

Todos os temas tinham diversos livros com múltiplas edições. Eram enviados para escolas e Bibliotecas Públicas e vendidos em livrarias a um preço simbólico

Com a chegada do 25 de Abril, um dos muitos abortos que a Revolução produziu e que era Secretário de Estado mandou queimar todos os livros que possuíam as bibliotecas das Escolas porque em alguns deles havia uma frase de Salazar de incitamento ao trabalho ou de amor a Portugal e à sua fabulosa história.

O abrutalhado, que não valia um cabelo de Salazar, resolveu apagar quatro ou cinco linhas fazendo autos de fé de todos os livros. Aqueles que se salvaram, desaparecem imediatamente dos alfarrabistas e o preço tem oscilado entre os 5 e os 10 euros.

A ideia de uma segunda série de livros RTP é boa, o preço é exagerado quando uma das finalidades será incentivar o povo à leitura.

É bom não esquecer que entre o ler e o comer, a opção é a mais óbvia.

 

Anterior “A Constituição não passa de uma aberração”

C.S

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Sexta-feira, 22 de Abril de 2016

A Constituição não passa de uma aberração imposta

Todas as vezes que aqueles que vivem às costas dos que trabalham os ludibriam não faço mais do que o meu dever senão desmontar o embuste.

A Constituição é um amontoado de ideologia que em vez de proteger os que trabalham, os enganam concedendo-lhes todos os direitos e nenhuns deveres, ao mesmo tempo que separa filhos e enteados.

Os infelizes deviam ter desconfiado da fartura, mas naquela época valia tudo, menos ser consciente e honesto. Depois da destruição das empresas, dos roubos e de toda a casta de disparates de que hoje quase todos se arrependem, porque a vida é dura e dois milhões comem o pão que o Diabo amassou. Todos compreendem o logro de uma Constituição delineada por irresponsáveis que alinharam nas imposições absurdas de um MFA de incapazes, que proferiam ameaças e possuíam as armas.

A Juventude dos que militavam no Partido Comunista e a juventude de outros que, no PPD e no PS, viam na Constituição um meio de se afirmar e mostrar como é fácil fazer Leis e dizer tudo o que a inteligência é capaz de manipular, fizeram da Constituição uma manta que rasga facilmente.

Para deitar remendo sobre remendo os constitucionalistas foram obrigados pelo MFA a substituir o Conselho da Revolução pelo Tribunal Constitucional, que funciona como protetor de tudo quanto interesse a uma Esquerda inapta e que espalha ilusões, mas que é paga a preço do bom vil metal que os engorda, degrada, amarfanha, ridiculariza, mas a que eles não dão importância porque o dinheiro os cega. Depois de mortos não ouvem as injúrias. Enquanto cá andam fazem as promessas que lhes vêm à cabeça, tendo a certeza que não são para cumprir. Para cumprir é a Constituição irresponsável que votaram e que debita direitos, direitos, direitos, sem um único dever.

Como resultado, desta espampanante Constituição, por três vezes os Governos foram de queixos às bancarrotas e a Constituição foi servindo Cunhal e Melo Antunes, os pais da Exemplar descolonização, das Exemplares ocupações de herdades, do Exemplar PREC e dos Exemplares assassinatos de 18 inocentes que as FP25 cometeram e cujo pai, Mário Soares, de toda a exemplar confusão, amnistiou os criminosos.

A Constituição não passa de uma aberração imposta a que o Ferro Rodrigues quis amarrar todos os Deputados da Constituinte.

O golpe foi tão engenhoso que dois ou três exemplares do CDS, que tinham votado escandalizados contra a iníqua Constituição, se apressaram a receber o Diploma de Deputados honorários da Constituinte.

 

Anterior “Altos salários dos trabalhadores Portugueses e a UE”

C.S

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Quinta-feira, 21 de Abril de 2016

Altos salários dos trabalhadores portugueses e a UE

Habituados a ganhar num dia o que os trabalhadores portugueses ganham num mês, os inefáveis plutocratas que vivem amesendados em Bruxelas ainda não perceberam que não podem matar um povo por inação.

O preço dos alimentos em Portugal é semelhante ou maior do que em Bruxelas ou Estrasburgo, mas os ordenados têm diferenças abissais.

Portugal sempre entrou em todos os Organismos Europeus. Quanto à entrada na CEE, Salazar e Caetano não se mostraram interessados por várias razões, mas principalmente por saber das graves consequências que poderiam advir para o país, a seguir à festa, aos foguetes e ao dinheiro oferecido, mas que seria pago com língua de palmo, como está a acontecer com imposições inaceitáveis como esta de diminuir salários quando eles já são tão baixos que não dão para viver.

Os da CEE, agora UE, utilizam a mesma prepotência tal como “Franklin D. Roosevelt usou com a Carta do Atlântico em 1941, como precondição para que os EUA apoiassem a guerra na Europa contra o Fascismo.” E “a promessa formal que todas as ex-colónias europeias teriam o direito à autodeterminação depois da 2ª Guerra Mundial”.

A entrada na CEE, apressada e mal negociada pelo Soares foi o corolário de duas bancarrotas mal curadas.

Desde então Portugal ficou com o pé no pescoço e, por mais que se espaneje, os da UE encontram sempre pó.

Diminuir o que já de si é diminuto, o salário mínimo, revela bem os braços onde o artista Mário Soares e todos os outros comparsas meteram o país.

Se não fosse dramático, eu que sou um saudosista do tempo simples, feliz livre e de progresso, estaria radiante por ouvir os galos cantar depois das cinco e meia da manhã e, por quase todos os quintais junto das casas, em vez de flores ver as alfaces, as cebolas, as ervilhas, favas e outros vegetais crescerem sombreados pelas laranjeiras.

Mas é com estas pequenas ajudas que os trabalhadores, com o alto salário mínimo, conseguem sobreviver.

Se a inteligência de Bruxelas não acredita, aproveite as férias de Verão para gozar em Portugal os ares do país, a afabilidade das pessoas, os banhos em praias de água amena, areia finíssima e vinho de estalo.

Se a UE quer ter o paraíso na parte mais ocidental da Europa não mate a galinha dos ovos de oiro.

 

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C.S

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