Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

História da Imigração ou história comunizada de Portugal

Tal como a cambada Cunhalista tentou destruir a história de Portugal enxovalhando navegadores, poetas, escritores, causando o caos nas escolas, difundindo a droga e a libertinagem, também arranjou uns “historiadores” de conveniência para inventar histórias, misturando 5 por cento de verdade com 95% de mentira.

Como a ignorância se espalha como a sarna, os “historiadores” encontraram logo gente a apoiar aquilo que não conheceram.

Eu fiz um estágio no Consulado de Paris em 1959 e fui duas vezes a Champigny; uma por causa de um imigrante do Sabugal, a quem tinha feito o passaporte e ele não o foi buscar. Aproveitei para matar a curiosidade do local. Como tinha o número da barraca e ele disse que nos domingos nunca saía: aproveitava para fazer pequenos arranjos na habitação provisória e ajudar outros colegas, lá o encontrei.

Naquela altura, Paris estava a enterrar tudo o que era cabos aéreos. A meta estabelecida era um metro de profundidade por dez de comprimento. Ele chegou, por várias vezes, a fazer um pouco mais de 33 metros. Contou-me que outros amigos andavam perto dessa medida. Enriqueceu em poucos anos e regressou a Portugal.

A sua barraca era bastante cómoda. Ficou lá mais tempo, cinco meses, até entender a vida francesa e dizer algumas palavras em francês.

Eram raros os portugueses que ali pernoitavam vários meses. Era campo de passagem. As disputas ou a violência não eram significativas.

Por isso falar da vida dos portugueses que iam a salto e que passaram por Champigny inventando historietas, como a do medo da PIDE, é de uma cretinice enorme e mais uma tentativa de borrar a história. Nem a PIDE ali se deslocava, nem o Governo Francês autorizava.

Fui lá, outra vez, com o Tarzan Taborda que conheci por acaso, quando o Vice-Cônsul, João Carvalho da Silva, me perguntou se queria conhecer um patrício famoso.

O Tarzan Taborda apareceu com uma orelha deitada abaixo depois de um renhido combate de luta com outro famoso, mas que agora não consigo recordar o nome.

O Tarzan era da Aldeia de Bispo. Fizemos amizade, falou-me que gostaria de ir a Champigny, ver gente lá da aldeia e saber se alguém estava interessado em trabalhar para um francês seu amigo, a viver para os lados do Museu do Louvre.

Enquanto esteve em Paris fui várias vezes almoçar com ele. As miúdas não o largavam e eu aproveitava a fama. Até uma jovem, que vivia no mesmo bloco onde ficava situado o Consulado, apesar das minhas tentativas de ataque nunca me deu bola, quando viu o Tarzan mudou de atitude. Felizmente ele partiu no dia seguinte e eu acabei por namorar com a Michele. Um dia que a beijava nos sete céus disse-lhe: Michele és um sonho, beijas tão bem. És tão suave. Ao que ela angelicamente respondeu:

- Lá na escola, todos os rapazes dizem o mesmo.

A partir desse momento, nunca mais senti ciúmes.

Fiquemos por aqui. Ainda bem que 500 ignorantes assinaram uma petição sem ter a mínima ideia do que aconteceu para os lados de Champigny.

Deram-me oportunidade de recordar um tempo feliz em que a vida era complicada em toda a Europa. Mas havia sempre trabalho. Ninguém se lamentava, fazia greves, ou conflitos de monta.

A Segunda Guerra Mundial tinha terminado há catorze anos e nada melhor para a esquecer do que a companhia de uma mulher bonita, embalada nos sonhos do amor.

 

Anterior “Madalena, o ritmo, a sensatez e a beleza da canção”

C.S

publicado por regalias às 07:30
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Fevereiro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

13
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28


.posts recentes

. Batalha Naval na Mocidade...

. O revolucionário Jerónimo...

. A seita judaica insiste e...

. O petróleo do Algarve é o...

. Bicharada parlamentar

. União Europeia e o crime ...

. Portugal não precisa de a...

. Salazar, Homem de conheci...

. Palavras leva-as o vento,...

. Esquerda e Direita têm de...

.arquivos

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

blogs SAPO

.subscrever feeds