Sábado, 26 de Maio de 2012

A inutilidade dos Deputados portugueses

O caso Miguel Relvas veio demonstrar como os abutres esperam pelas presas para saltar sobre elas no momento mais conveniente.

Na Primeira República, o Deputado Nuno Simões informava ser aquele, um Parlamento de gatunos. Nunca o compadrio fora tão grande nem a corrupção tão profunda, reforçava Cunha Leal. O deputado Tavares de Carvalho dizia na Câmara que nem todos os deputados, ali presentes, eram honestos.

Quem estudou a Assembleia da República desde 1976 chega à mesmíssima conclusão. O povo português tem sido roubado, vilipendiado e escarnecido por aqueles que o deviam defender. Os deputados têm gasto ao país aquilo que hoje lhe falta.

Desde as viagens ao estrangeiro para receberem ajudas de custo, e dinheiro de bolso, que ninguém nunca devolve o que sobra, a viagens de avião extras, a horas e horas de telefonemas para empresas estrangeiras, a aumentos salariais a gosto, a protecção de amigos, ao tal compadrio e usufruto bem conhecido por várias figuras que passaram pelos corredores de S. Bento que foram abençoadas com milhões e amaldiçoados durante gerações. Tudo isso acontece naquela tasca de S. Bento como o General Humberto Delgado lhe chamava.

O sr. Louçã, que nunca fez nada de útil a bem do povo português, ao afirmar e se esganiçar contra o Ministro Miguel Relvas, o que ele quer é que não lhe lembrem o absurdo de quanto ganha em comparação do povo que morre de fome.

Diga o Louçã, o Jerónimo e toda a camarilha da esquerda sem rumo e sem nexo, que abdique de três quintos do salário, e convide todos os outros deputados a fazê-lo. "É o fazes! Toma!" Grita o Louçã, de gesto torcido.

É a Reforma Administrativa que querem travar ao Relvas. É o vender papel a qualquer custo que tentam os jornais. É retirar ao Passos um escudo que morre pelo chefe se for preciso. É o confundir o povo sem o defender que esta gente pretende. E nada lhes faz parar a insensatez porque os insensatos não vêem para além das suas ânsias.

A inutilidade dos deputados portugueses não vem de agora, Alexandre Herculano tinha a mesma opinião. Esta maleita vem de 1820 e não foi bem curada.

A palhaçada infame a que estamos a assistir afunda ainda mais o País, quando o País precisa urgentemente de trabalhar calma e inteligentemente para sair da situação em que se encontra. 

O Louçã preocupa-se em saber se temos um ou dois espiões. O Louçã quer pelo menos um por cada olho. Se o amigo do amigo e do outro amigo tem agenda onde o Ministro também possa lançar o olho que o denuncie. No olho Louçã, no olho, para si deve ser um descanso e um prazer depois do dever incumprido no Parlamento e de ser posto na rua pelos seus colegas de Partido.

C.S 

publicado por regalias às 07:42
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