Domingo, 27 de Maio de 2012

"O mais bonito dos Ditadores"

O Jornal i tem conseguido fixar os seus leitores não só pela apresentação como veste a publicação, mas pela qualidade da informação dos textos de opinião e de entretenimento quase sempre com justa medida.

O Jornal de sábado, dia 26 de Maio, traz dois textos de muito boa qualidade; um sobre Lisboa. Cidade branca dos espiões de Luísa Ribeiro Soares e outro sobre Eduardo Lourenço de Maria Ramos da Silva.

Só vou falar sobre o primeiro, embora o segundo mereça destaque pelo que uma pergunta e o outro responde. Sente-se prazer na leitura.

No primeiro texto, Luísa Ribeiro Soares soube condensar com rara mestria a vida na Lisboa dos anos quarenta e o espanto do milhão de estrangeiros que aqui beneficiava de paz, de alegria e da abundância em tempo de guerra.

Se Luísa Ribeiro Soares tivesse mais espaço para texto e fotografias, certamente que falaria nos milhares de judeus que por aqui passaram e onde alguns acabaram por ficar.

Ortega y Gasset, pensador, filósofo e homem íntegro, diz em 1942: "Portugal é o único oásis deste mundo de loucura".

Nestes anos em que os homens ultrapassaram a bestialidade das feras, em Portugal, há um Homem que mantém a lucidez e a ponderação que devia estar sempre presente no ser humano. Salazar, "o mais bonito ditador".

São pois os judeus, os grandes beneficiários da protecção dada por Salazar. Portugal serviu-lhes de abrigo e de placa giratória.

Os Judeus foram instalados nos lugares mais aprazíveis até ao momento da abalada para Israel, para os Estados Unidos ou para um país da América do Sul onde eles se sentiam mais seguros e longe dos campos infernais da Europa. O único país que os tratou com dignidade foi Portugal. Os outros meterem-nos em campos de concentração até os despacharem dali para fora. Saíam de um inferno e entravam num desespero.

Os judeus e todos os outros povos do mundo que por aqui passaram, com espiões, reis, escritores, bailarinas, todos em quantidade sentiam Portugal como um novo Paraíso.

A venda do volfrâmio, o trabalho, o incentivo ao desenvolvimento do comércio, da agricultura e da indústria, a urbanidade do povo tornaram Portugal o oásis de que muitos estrangeiros falam.

Por aqui passaram mais de 150 mil judeus, com toda a outra avalanche que por aqui entrou. Era gente demais para País tão pequeno e com estruturas incipientes devido a terem passados poucos anos da desgraçada Primeira República onde tudo tinha sido destruído e onde foi necessário primeiro salvar o povo da fome e sem trabalho e só depois se pensou nas obras públicas.

Felicito a Luísa Ribeiros Soares e o Jornal i, que tenho lido com prazer. Faço votos que o público reconheça este trabalho válido e já tão raro nos órgãos de informação.

C.S

publicado por regalias às 06:06
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