Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Políticos, emprego e irresponsabilidade

Ainda não compreendi como é que havendo tanto para fazer há tanto desemprego em Portugal, na Espanha e no resto da Europa.

Nos anos cinquenta do século passado, revoltado com o número de pobres que existia, resolvi abandonar o País, saltar Espanha onde a situação era muito pior e procurar trabalho em Paris sem apoio dos pais ou de conhecidos. Cheguei num dia e no outro estava a trabalhar.

Depois de instalado e fora das horas de trabalho embrenhava-me por todos os recantos onde o Metro ou os Autocarros me levavam e…três meses depois tinha 26 bobines de gravador cheias, com pequenas descrições do que via no campo da indigência.

Só em Paris havia muito mais clochards (mendigos e vagabundos) do que em todo o Portugal.

Desiludido, por ter constatado que o vírus não era só português, fiz-me à vida, convencido que o erro está mais nos cidadãos do que nos governos.

Nos anos sessenta, do século passado, os pedintes tinham praticamente desaparecido de Portugal.

Esta abordagem, em espaço limitado, vem a propósito da situação em que Portugal se encontra e da maneira despudorada como os políticos abarbatam o dinheiro que podia ser aplicado na criação de empregos ou na concessão de bolsas a estudantes que na Bélgica, em Inglaterra, na Alemanha, Japão ou Estados Unidos da América possam aí estudar e aprender as regras do trabalho rentável.

O Jerónimo, o Semedo e o Seguro ao insistirem em eleições antecipadas ou o fazem por inconsciência ou porque julgam que elas não se vão realizar; isto, pela simples razão de que fosse qual fosse o resultado, o povo ficaria muito pior e, quem as ganhasse, teria de governar sob o calcanhar de Bruxelas e com princípios, certamente, bem mais duros.

Os políticos arriscam na roleta russa. Aquilo que acontecer logo se verá. Eles sabem que mesmo sem fazer nada, muitos deles irão juntar-se às centenas que já ganham subvenções vitalícias que, pensam eles, estão certas. Mas, cuidado. A vida dá muitas voltas.

Mais, continuam a manter Deputados em excesso, sem que nada o justifique, senão o seu interesse em mostrar que são mais do que valem.

Se há mais deputados do que os necessários, neste caso 230 em vez de 150, as minorias são favorecidas. É por isso que tanto o PC, o BE como o CDS se opõem à diminuição do número dos deputados parasitas, pouco se importando com isso em sacrificar o povo. O estupro é feito com a conivência do PS e do PSD.

Lembro-me que nas eleições para a Constituinte, em 25 de Abril de 1975, o democrata da Ditadura do proletariado, o Vasco Gonçalves, o tonto, e os videirinhos do MFA apelavam ao voto em branco para que o PC e o MDP/CDE ganhassem as eleições. Como nem assim conseguiram, veio o inconsequente e impetuoso Otelo afirmar: “não temos confiança nos partidos políticos existentes.”

Pois é Sr. Seguro, Sr. Jerónimo e Sr. Semedo, a coisa está preta.

E por que não trabalhar mais e falar menos? E por que não usarem a cabeça em vez da língua e da demagogia?

Alguns políticos da Primeira República pagaram com o corpo o seu voluntarismo, houve outros que encheram os bolsos e fugiram para longe.

Pensem no assunto. Deixem de ser garotos ignorantes e irresponsáveis.

C.S

publicado por regalias às 06:22
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