Sábado, 21 de Setembro de 2013

Qualidade apesar da austeridade

Enquanto trabalhava fui ouvindo, na ANTENA1, os fadistas que por Alfama cativavam os apaixonados pela canção Nacional. Quando dei por mim eram duas da matina e estava a ouvir o noticiário das duas da manhã.

Tinha recomeçado às 21 e resolvi por termo ao prazer que o trabalho proporciona.

Revendo agora o que fui ouvindo e me embalava a vontade para não me cansar, nem adormecer verifico que os fados apesar de serem agradáveis podiam ter muito mais qualidade.

Digo isto sem querer ofender os artistas. Faço-o só para insistir na seguinte ideia: a austeridade não pode fazer que a qualidade dos nossos produtos diminua. Bem pelo contrário, quanto mais atenção pusermos em tudo o que fazemos, o tempo difícil em que vivemos passa mais rápido e com menos sacrifício porque estamos concentrados naquilo que estamos a idealizar ou a produzir.

Quando lemos os sermões do padre António Vieira, os discursos do Professor Oliveira Salazar ou observamos uma peça de Siza Vieira verificamos que ali existe qualidade, perfeição e uma força de ideias que aponta para o futuro e a expressão que nos garante a prosperidade.

Quando ouvimos Amália Rodrigues sentimos que ali há uma força cuja qualidade invade o mundo, encanta quem a ouve mesmo sem compreender a letra. Os milhões de discos vendidos em todo o mundo significam divisas e prosperidade para Portugal.

Estes exemplos pretendem chamar a atenção para o seguinte: a qualidade do que produzimos acaba sempre por dar bons frutos e recupera qualquer família ou qualquer país que tenha batido no fundo como acontece, presentemente, em Portugal. Chegado aqui termino com uma sugestão e dois exemplos:

Quanto à sugestão diria aos decididos fadistas que as letras dos fados podem ser melhoradas e que a dicção dos mesmos deve seguir o exemplo de Amália, para que todos entendam o que sai das cordas vocais.

Quanto aos exemplos aponto os casos da Alemanha e do Japão que saíram totalmente destruídos, humilhados e arruinados da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e cuja qualidade dos produtos fabricados, tanto para consumo interno, como para exportação os reergueram e fizeram deles, novamente, duas potências prósperas e os seus povos felizes.

A espartana austeridade em que viveram cerca de vinte anos nunca os inibiu de produzirem com qualidade e assim conseguiram levantar a cabeça e voltar a ser admirados e respeitados em todo o mundo.

Se os portugueses, em vez de perderem tempo a ouvir os vendedores de banha de cobra, que vendem ilusões e fazem promessas, que nunca conseguiriam cumprir se fossem Governo, se lançarem ao trabalho produtivo e de qualidade acabarão por verificar que esta crise só nos tornará mais fortes, mais capazes e mais prudentes.

C.S

publicado por regalias às 05:36
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