Terça-feira, 5 de Novembro de 2013

O País do improviso, do deixa andar, do não te rales

O verdadeiro homem de Estado nem improvisa, nem desanima... A República assenta nas contingências da sorte. As duas frases são de Alfredo Pimenta em 1940.

Portugal tem estado desde 25 de Abril de 1974 ao sabor do improviso, da traição sórdida, da corrupção diária e do crime impune.

O estratega do 25 de Abril, o poderoso comandante do COPCON, Otelo Saraiva de Carvalho, é o exemplo mais firme que podemos apresentar do improvisador, do tonto que durante meses tem nas mãos, que empunham as armas, o destino dos portugueses.

Otelo, um menor mental, recebe dos seus companheiros de armas todo o poder que um improvisador, um ignaro nunca pode ter, a menos que um país e um povo fiquem sujeitos às atitudes mais discricionárias e aberrantes de alguém cujo perfil psicológico é instável e extremamente perigoso. 

Otelo Saraiva de Carvalho testa o seu poder ao entregar mandatos de detenção a quem os podia utilizar como se fosse papel higiénico. A seguir, numa atitude de tirano do posso, quero e mando, propõe-se meter, todos os que não obedeçam às suas ordens, no Campo Pequeno e fuzilá-los. 

Apesar destas atitudes aberrantes, o Otelo é candidato a Presidente da República e tem uma votação que não é despicienda.

Otelo Saraiva de Carvalho, estratega do 25 de Abril, comandante do COPCON, candidato a Presidente da República, aclamado por milhões de portugueses é o mesmo Otelo criminoso, chefe das FP 25 de Abril, com 18 crimes de sangue no curriculum, roubos de milhares de contos, condenado a 15 anos de cadeia, sem os cumprir na totalidade e promovido a coronel. 

Perante o desplante militar, não me admira o desplante político. 

Neste país só acontece aquilo que os portugueses não se importam que aconteça. É o país do improviso, do deixa andar, do não te rales.

Portugal é o país do teatro, da coscuvilhice, da conversa brejeira, e era o País da alegria, da boa disposição, da barriga ao sol, do trabalho, do emprego, da segurança.

Os portugueses estavam fartos de ser felizes. Não se importaram de virar a agulha, voltar à agitação, ao sufoco.

O Nuno Crato vem dizer que para pagar a dívida os portugueses teriam de passar um ano a trabalhar sem comer. Onde está o problema? Esta gente, pelo caminho que leva habitua-se a tudo.

E os militares que agora se insurgem pela extinção do Fundo de Pensões só têm que entregar o assunto ao camarada Lino Coelho que forma uma Comissão Liquidatária.

Como a República assenta nas contingências da sorte, o Lino encerra as contas, fecha o País e vai tudo para a Madeira e para os Açores. Bem apertadinhos havemos de lá caber todos.

C.S

publicado por regalias às 05:33
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