Sexta-feira, 15 de Novembro de 2013

Papa Francisco nas mãos das máfias de Deus

Bem mais subtis que as máfias dos homens são as máfias de Deus. A estas, o Papa só escapará se o espírito do amor, da compreensão, da humildade, da missão da Igreja tocar a sensibilidade dos príncipes da Igreja e eles baixem as armas da vaidade, do poder e do dinheiro.

A Máfia, propriamente dita, está habituada a que a procurem, lhe vasculhem as contas, lhe encarcerem alguns membros, mas aceita o jogo. É um risco que lhe dá prazer, que a torna mais atenta, mais ágil na fuga à perseguição. A Máfia é persistente em corromper, explorar sociedades onde o campo é imenso e delirante. Muitos não sabem que fazer ao dinheiro. A Máfia alivia-os dessa angústia. A Igreja conta os cêntimos.      

O Papa merece-lhe respeito. Nunca lhe tocará. As multidões que inundam Roma e o Vaticano servem-lhe de capa para as suas rezas secretas, os pactos de silêncio e de sangue.

Quem sacrifica os Papas são os seus pares. O penúltimo foi João Paulo I.

Trinta e três dias de pontificado levados por morte estranha.

O último foi Bento XVI. Não aguentou a pressão de uma Cúria gananciosa e que não renuncia às mordomias e aos infinitos poderes.

Bento XVI abdicou para não ficar louco.

O Papa Francisco movimentou o interesse de milhões de fiéis e congregou a simpatia de muitos outros que seguem as religiões com curiosidade. Veem nelas a maneira de cada povo chegar a Deus pelo caminho que entende.

O Papa Francisco concitou o interesse de católicos e leigos.

A Máfia nunca arriscará uma perseguição sem precedentes, em troca dos milhões que vagueiam nas asas dos bancos ou dos cofres discretos da Igreja, e de que alguns príncipes são depositários e beneficiários em luxos escandalosos, impróprios de quem serve O mais desprendido do Espírito de Deus nas questões materiais.

O Papa Francisco veio dar um abanão violento no bezerro de ouro e pedras preciosas de que estão rodeados os príncipes e muitos dos padres que, por todo o mundo e, às vezes, em nações onde a pobreza é gritante. Eles esquecem que aquilo que recebem tem de ser entregue ou aplicado em favor das populações.

O Papa Francisco é frontal. É um pensador atuante. Não mastiga como Bento XVI, que burila o pensamento, mas não tem coragem de o transformar em atos e aplicá-lo sem se preocupar com a dor ou o desconforto causados. O Papa Francisco remexe a ferida, mostra que dói, mas a dor é muito maior se o dinheiro de Deus não for aplicado totalmente para o engrandecimento do ser humano através das escolas, dos hospitais ou da ajuda alimentar de quem a necessite.

O Papa Francisco é Jesuíta, conhece ao pormenor o sofrimento e pensamento humanos. Nunca o sacrificará em benefício da Cúria e dos seus príncipes, mesmo sabendo que a sua vida pode estar por um fio.

O aviso de um Procurador que ele corre perigo de morte, não lhe tira o sono.

A morte é o destino de todo o ser humano.

C.S

publicado por regalias às 05:29
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