Sábado, 30 de Novembro de 2013

Portugal navega no desconhecido

Afonso IV (1325-1357) tinha um feitio muito diferente do pai. Fervia em pouca água. Mas era inteligente, amava o povo e a ordem.

Apoiado na Ordem de Cristo faz várias viagens às Canárias e a zonas do mundo desconhecido que só a Ordem detinha o segredo.

Em 1331 instituiu os juízes de fora, para que, qualquer julgamento fosse sempre justo.

Envolve-se em guerras com o genro, o rei de Castela porque este tratava mal a mulher, que era sua filha. Mas quando o genro lhe pede ajuda porque os árabes o levavam de vencida, vai socorrê-lo. D. Afonso IV enfrenta os poderosos reis de Marrocos e de Granada e destroça-os na batalha do Salado. Todas as riquezas, que deixam em campo, dá-as ao genro.

O português é assim. A bem dá a camisa, a mal discute e agride por um cêntimo.

A peste negra desertificou o país. O rei promulgou leis a reprimir a mendicidade e a ociosidade e recruta no estrangeiro colonos para o amanho das terras.

A sua impulsividade e a insistência dos seus conselheiros, Álvaro Gonçalves, Pêro Coelho, e Diogo Lopes Pacheco, em lhe mostrar o perigo de Portugal perder a independência porque o filho, D. Pedro vivia com Inês de Castro, de famílias nobres da Galiza e de Castela, e de quem tinha quatro filhos, fez que o rei autorizasse a morte, "triste e mesquinha" da bela Inês, que depois de morta foi rainha.

Sucedeu a Afonso IV, o filho D. Pedro I (1357-1367). Pouco tempo depois mandou desenterrar a bela Inês que tinha sido assassinada na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, e levou-a, em cortejo, para o Mosteiro de Alcobaça onde já tinha preparado dois fabulosos túmulos. Para aqueles que lá não podem ir, aconselho a vê-los na página do Google.

D. Pedro manda procurar os brutos matadores. Mata-os com um ódio inaudito. A um tira o coração pelo peito e a outro pelas costas. Só escapou o Pacheco, cujos descendentes, ainda hoje, continuam a fazer política.

Os dez anos de reinado foram de paz, tristeza, saudade, desenvolvimento.

D. Pedro conseguiu fomentar a economia e a riqueza de Portugal.

Sucede a D. Pedro o filho D. Fernando (1367-1383). Envolve-se em guerras com Castela, sem necessidade. Despreza a filha do rei de Castela, com quem tinha prometido casar. Casa com uma mulher casada, D. Leonor Teles, o que irrita o povo. Apesar da inconstância amorosa era inteligente, trabalhador e bom administrador.

D. Fernando negoceia e firma a Aliança Luso-Britânica em junho de 1373. A mais antiga aliança do mundo.

Em 1375 instalou na Torre do Tombo o Arquivo Nacional Português. Foi-lhe dado este nome porque estava sediado numa das torres do Castelo de São Jorge, em Lisboa. Tombo ou tombar significa lançar em livro, inventariar, registar todos os documentos importantes. Hoje encontra-se num edifício da Cidade Universitária, construído de propósito para o efeito.

A marinha mercante teve um grande incremento. Cria a Companhia das Naus, que funciona como Companhia de Seguros.

Determinou, pela Lei das Sesmarias, que todas as terras fossem lavradas e cultivadas, quem não o fizesse era obrigado a deixá-las cultivar por outros. Aos agricultores com mais dificuldades era-lhes fornecido sementes e gado.

Os vadios e os falsos religiosos eram obrigados a trabalhar na agricultura.

Em 1383 Lisboa passa a ser iluminada com candeeiros de azeite.

Apesar das guerras insensatas, com estas medidas, fez que o País se autoabastecesse e houvesse mantimentos para todos.

As guerras e as disputas sem sentido sempre foram as grandes causadoras do sacrifício e da miséria dos povos.

C.S

publicado por regalias às 07:19
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