Sexta-feira, 11 de Março de 2011

À rasca, sem ideias e confusos

Aquilo que aconteceu com a juventude que nasceu e cresceu depois do levantamento do 25 de Abril é fruto da situação vivida a seguir àquilo que seria uma mudança de Governo e de regime e que tinha todas as condições para se fazer com toda a naturalidade e sem sobressaltos, tal como fazia prever o movimento a que Marcelo Caetano não se tinha oposto, onde não houve mortos e os cravos simbolizavam o amor e a união.

O sinistro Cunhal entendeu o contrário. Era a ocasião para aproveitar o acontecimento, a ingenuidade e a pouca cultura dos militares. De um momento para o outro tudo se alterou e radicalizou.

A revolução do amor virou em revolução de confusão, de engano, da mentira sórdida, da ignorância mais vil e mais atroz: são fechadas as escolas comerciais e industriais que deram ao País homens de grande valor, como um ministro das finanças, Ernâni Lopes, e um Presidente da República como Cavaco Silva, além de muitíssimos outros, tudo gente de sucesso porque a escola os tinha ensinado a vencer os desafios da vida.

O PC influenciou de tal modo a política negativista dos Governos que um Secretário de Estado, de nome Grácio, mandou queimar, em todas as bibliotecas das escolas, os livros de cultura que o Estado Novo lhes tinha entregue.

Pior do que estes atrasados mentais só a Inquisição quando fazia o mesmo aos livros e às pessoas! Mais grave ainda, faziam-no em nome da democracia. Que canalha! Aquilo nunca podia ser um acto democrático, mas sim um acto horrível e asqueroso de ditadura obscurantista, a perfilhada por Cunhal.

Foi com estes actos, ligados aos roubos de propriedades, às ocupações de casas, às destruições, ao "povo é quem mais ordena" e ao é "proibido proibir" que os jovens cresceram. Agora, eles são vistos como uma geração rasca e que está à rasca.

Lamento o que lhes está a acontecer. Desde o 25 de Abril, e logo que Abril se transformou em péssima abrilada comecei a insurgir-me com o que estava a acontecer. Isso valeu-me alguns amargos de boca que aumentaram o desespero e a escrita com a finalidade de alertar a juventude. Mas é muito complicado fazer entender algo quando a maioria dos jornais, rádios e televisões iludiam tudo e todos com a vida fácil que usufruíam. O resultado está à vista. A geração "à rasca" está na rua.

Dar a volta àquilo que está a acontecer pode parecer complicado, mas não é impossível. Não lhes digo, tenham esperança, mas digo-lhes tenham ideias. Tirem do pensamento e da inteligência a solução para as dificuldades e verificarão que a geração "à rasca" rapidamente se transformará na geração do sucesso, do bem-estar, da prosperidade e de a alegria de viver no melhor País do mundo.

C.S

publicado por regalias às 08:31
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Quinta-feira, 10 de Março de 2011

A pressa e a Flor

Segui com muita atenção, na Antena 1, a tomada de posse do Presidente da República. O seu discurso, frontal e arrojado mostra bem como o país está mal e Cavaco se acha determinado a acabar com hipocrisias e faz-de-conta.

Julgo que 80% do País gostou e acreditou. Todos estão conscientes da grave situação em que nos encontramos. Só os Assis, os Césares, os Jerónimos, os Louçãs, a verde-vermelha, de que não me lembro o nome, e outros que vivem das mordomias e das palavras que os protegem estão contentes e por isso o discurso de Cavaco Silva tanto lhes desagradou.

Mas hoje não me debruçarei sobre as aventesmas que tanto têm sugado Portugal e que tão pouco lhe têm dado. Hoje vou falar sobre os três símbolos mais sagrados de uma nação: a bandeira, o hino e o Presidente.

A bandeira e o Presidente são símbolos de união, de força, de amor a um território onde nascemos e que devemos respeitar porque eles, a todos representam.

O hino é o cântico de amor e de esperança em louvor de um País que se quer forte no progresso e no bem-estar de todos os portugueses. Ouvi-lo em silêncio. Beber o seu grito de força e interiorizar o seu alerta é o dever de todos os que amam o seu País.

Ontem a flor murchou o hino ao preferir ouvir a análise do comentarista, Raul Vaz, sobre assuntos políticos, em vez de esperar o fim da cerimónia ou então ir para local diferente.

Tenho de dizer, em abono da verdade, que todos os comentários do Raul Vaz, antes e depois, foram pertinentes e úteis. A Flor é que ainda tem muito para andar embora esteja metida em todas e, com tanto manipulador no caminho, a jovem, cheia de vontade em apresentar serviço, "vai formosa e não segura".

Aqui há muitos anos, quando Salazar andava pelo mundo, todos aprendemos a respeitar a bandeira.

Nas terras onde havia um quartel, mal se ouvia o toque de clarim para o arriar da bandeira, e a fanfarra tocava ou só o clarim dava todos os acordes do recolher da bandeira, toda a gente nas ruas circundantes parava. Quem tivesse chapéus ou boinas descobria-se e só depois de terminar o evento tudo voltava ao normal.

A visita do Presidente da República ou os seus discursos eram sempre ouvidos com respeito e atenção.

O Hino Português era ouvido em silêncio. Lembro-me, quando era miúdo, de ao terminarem as emissões da Emissora Nacional, com o hino, eu levantava-me sempre. Meus pais nunca me tinham ensinado a fazê-lo. Aprendera isso na escola e fazia-o porque me sentia bem. Era o abraço de amor que dava à minha Pátria que amava e amo mais do que a mim próprio.

A Flor não tem culpa dos tempos que correm, mas pode fazer alguma coisa para que eles não piorem. Deixo-lhe só um provérbio para meditar: "abelha-mestra não tem pressa, e se tem, pouco lhe presta".

Portugal precisa de todos nós. O Presidente da República não exclui ninguém. As suas palavras são o toque a rebate para salvar a Pátria em perigo. Obrigado Cavaco Silva.

C.S

publicado por regalias às 08:50
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