Domingo, 18 de Agosto de 2013

Pior que os portugueses só a garotada americana

A garotada que vive e se rebola no Parlamento português, não levantou um dedo para clarificar a lei de limitação de mandatos.

Esta preguiça mental é mais uma das razões que nos levam e levarão a insistir que 230 deputados são um número excessivo para representar um minúsculo país como Portugal.

Esta gente é demais. Não trabalha e não deixa trabalhar porque nada tem para fazer. Gasta o tempo na conversa e na farra. Quando são apanhados com um grão na asa tentam servir-se do cargo, só não se safam da vergonha, quando aparece um guarda que não se verga a mordomias e ao poder relativo do cargo. Essas benesses e essa pouca vergonha só são dadas a tipos como o Soares que até pode voar a 199 quilómetros hora, que o Estado, essa confraria de peralvilhos engravatados, paga tudo.

Mas piores, muito piores do que estes estatizados garotos portugueses, são os garotos americanos, que de há uns anos a esta parte resolveram testar as suas armas em alvos reais, em gente que vivia, pacatamente, em grandes aglomerados populacionais.

Começaram no Iraque com a maior infâmia e mentira destes últimos dois séculos. Caçaram e bombardearam, seletivamente, um povo que foi génese de grandes civilizações. Não o destruíram totalmente porque não calhou. Mas deixaram o país em estado de loucura. Todos os dias os árabes se matam uns aos outros sem saber porquê. Dá para pensar se as armas usadas não estavam impregnadas de um produto tóxico e de efeitos agressivos, com a duração de anos.

A seguir passaram para a Líbia, onde a propósito da repressão pelo Estado de um simples protesto, as tropas da NATO, municiadas pela garotada americana, francesa e inglesa invadiram o país, mataram e roubaram o que lhes interessava em nome do humanitarismo assassino desta trempe de loucos, cujas armas não fizeram destrinça entre os bons e os maus.

Deixaram um país próspero, calmo e de gente feliz, em farrapos. Depois voltaram as costas, incumbiram os capangas de distribuir equitativamente o petróleo por estes beneméritos assassinos, lavaram as mãos e desandaram.

Não contentes com estes fatos, a CIA encheu os rebeldes sírios de armas. A Síria ainda não implodiu porque a Rússia se opôs. Vamos ver como a garotada descalça a bota.

Agora no Egito, onde tudo começou de modo violentíssimo, a garotada americana diz que é preciso continuar a vender-lhe armas. E vão engordar os militares egípcios para depois os acusarem de se servirem desse material bélico. Invadem o Egito para manter a ordem e roubam os últimos tesouros de uma civilização milenária.

Se os franceses descobriram a Pedra de Roseta e os ingleses lhe ficaram com ela porque é que os americanos não hão de levar uma das Pirâmides?

Mubarak quando foi apeado do Governo imediatamente avisou que, em breve, iriam cair sobre o Egito as novas pragas: os falsos amigos, as falsas verdades, a excessiva ganância e a cegueira da ambição humana.

Aquilo que vai acontecer é que a retaliação árabe irá surgir quando menos se esperar. A nação americana tem muito mais fragilidades do que os garotos imaginam.

Nunca mais ninguém estará seguro, por mais escudos antimísseis que consigam colocar à volta do país.

O mundo está a ser governado por gente inculta, balofa e insensata.

C.S

publicado por regalias às 05:40
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Sábado, 17 de Agosto de 2013

Rosalía Mera, galega e multimilionária

Quando andei por Lisboa em estudos, na política ou em trabalho mais produtivo, conheci bastante gente da Galiza em todos os ramos de comércio. Sobressaíam, pelo número, as tascas e as saborosas iscas.

Comia-se por pouco dinheiro. O sabor era de cinco estrelas.

Os galegos, sempre simpáticos, muito conversadores e muito trabalhadores. Fiz amizade com muitos deles.

Neste vício de conhecer a vida e porque teimamos em cometer tantos erros, quis saber por que havia tanto galego em Lisboa e porque todos diziam maravilhas de Portugal, embora fossem todos os anos à Galiza investir parte do dinheiro que aqui ganhavam.

Os mais velhos tinham vindo para Portugal fugidos da Guerra civil Espanhola (1936-1939). Chegaram aqui sem nada. Nem pesetas, nem escudos, nem amigos.

Muitas vezes ouvi a frase: ”trabalhas como um galego”. Em vez de me ofender, isso honrava-me. Aquilo que me torna saudável e feliz agradeço ao trabalho.

Os galegos olharam para as mãos e para as faltas dos portugueses. Nesse tempo a água canalizada ainda não estava em todas as casas e a que havia era salobra. Foram batendo às portas para saber quem queria água do Chafariz d’el Rei, em Alfama, foi construído no século XIII e abastecia não só a população como as armadas que saíam do Tejo. A água era puríssima.

Em poucos dias resolveram o problema de dinheiro. Os galegos não tinham mãos a medir e passaram também a transportar móveis de um lado para o outro.

Serviram-se da cabeça, das mãos, dos ombros e da muita água, de que as fontes de Lisboa eram férteis, e que só lhes custava o esforço. Em 1960 toda essa gente estava bem na vida. Os filhos e netos continuam por cá e pela Galiza.

Ao saber que Rosalía Mera Goyenechea tinha falecido na quinta-feira fiquei triste. Voltou-me ao pensamento a Espanha do seu nascimento.

A família de Rosalía era bastante pobre e vida em Espanha tremendamente difícil. Caso Salazar não tivesse autorizado o envio de mantimentos para os nossos vizinhos, a catástrofe duraria muito mais tempo. Sacrificou um pouco os portugueses, que ainda viviam as dificuldades provocadas pela Primeira República (1910-1926), mas salvou milhares de espanhóis da fome, da miséria, e da morte.

A partir de 1946 ia passar as minhas férias grandes a Espanha, onde tinha um tio que era chefe de Estação dos Caminhos de Ferro Portugueses.

Era dramático: casas a cair aos bocados, portas dos autocarros seguras com arames, tudo de alpargatas, mulheres todas vestidas de preto. Luto carregado, semblante triste.

Deixemos isto. Celebremos Rosalía. Ela conseguiu sacudir o fardo da pobreza a que estava destinada. Tornou-se a mulher mais rica de Espanha. Tudo feito à custa do trabalho da perseverança e da inteligência.

Onde estiver, Rosalía: muchas gracias por su ejemplo.

C.S  

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Sexta-feira, 16 de Agosto de 2013

O trabalho a prazo é uma consequência das greves

Depois do 25 de Abril, os operários começaram com as greves que destruíram empresas. Desde essa altura que houve gente a gritar-lhes o erro em que estavam a cair. A resposta era chamarem-lhes fascistas.

Mas as reivindicações nunca podem ser feitas através das greves.

As greves de 1911, no começo da Primeira República (1910-1926), já estavam ultrapassadas.

A Primeira República tornou os trabalhadores pedintes, miseráveis e assassinos.

A Ditadura Militar de 28 de Maio de 1926 acabou com as greves e com os distúrbios. Dois anos depois, Salazar chegou ao Governo, e, com o país sossegado, conseguiu dar trabalho a toda a gente, mesmo aos analfabetos que se comprometiam a aprender a ler.

Os políticos desta terceira República, em vez de avisarem os trabalhadores do erro a que as greves os levariam, fizeram o contrário, alimentaram-nas e apoiaram-nas sem se importar com as consequências.

Em Novembro de 1975, podia ter acontecido uma grande tragédia. Os trabalhadores cercaram S. Bento. Durante quase dois dias, os Deputados da Assembleia Constituinte estiveram sem comer, com exceção dos Deputados do Partido Comunista que alarvemente se banqueteavam com o que os grevistas lhes levaram.

Dois Deputados tiveram de ser assistidos num hospital e um deles, devido a esta situação veio falecer alguns meses depois.

O cerco só foi levantado quando o almirante Pinheiro de Azevedo assinou o que os vândalos pretendiam. Foi o começo dos chamados direitos adquiridos, à força.

Perante toda esta loucura, imediatamente começou a faltar o trabalho. Umas empresas fecharam devido ao excesso das reivindicações, outras, os patrões foram-nas deixando cair, outros preferiam ganhar menos, mas não meter trabalhadores. E trabalhadores efetivos, nem pensar.

As grandes superfícies comerciais têm sempre aplicado este sistema e os trabalhadores têm de se sujeitar porque não têm sabido utilizar a inteligência, e continuam a não o fazer.

Trabalhadores só a prazo, a contrato ou a termo, de modo a poder prescindir deles sempre que levantem ondas. Esta é a liberdade apregoada pelos políticos de todos os quadrantes e de salário garantido.

Trabalhar a prazo, a contrato, ou a termo instável, vai tudo dar ao mesmo.

Em resumo: os problemas dos trabalhadores são consequência das greves.

Os problemas do país agravam-se por causa desta gente que, em pleno século XXI, continuam a não saber reivindicar de outra forma.

C.S

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Quinta-feira, 15 de Agosto de 2013

Bombeiros portugueses reclamam mas obedecem

De todas as instituições portuguesas destacam-se as Corporações de Bombeiros pelo aprumo, saber, diligência e voluntarismo.

O Bombeiro entrega-se de alma e coração ao serviço de toda a comunidade, ele não faz diferenças entre rico e pobre, entre esquerdistas ou direitistas. 

Para os bombeiros aquilo que lhes interessa é o ser humano e a proteção de vidas e bens. A gratidão dos portugueses para com estes homens da paz e do esforço é infinita.

O bombeiro é um homem completo. Puro de corpo e alma, ele obedece aos chefes que lhes proporcionam mais conhecimento e lhes indicam as melhores e mais avançadas formas de combate aos incêndios ou como estar atentos às chamadas dos doentes que necessitam de ser encaminhados, urgentemente, para os hospitais ou para os Centros de Saúde.

Ao ouvir Marta Soares dizer que os Bombeiros se não responderem imediatamente a um pedido de auxílio, e os doentes sofrerem por isso, eles ficarão com o odioso da situação, compreendemos perfeitamente o estado de espírito destes homens de exceção.

A Liga dos Bombeiros culpará o INEM se a segurança e a vida das pessoas forem colocadas em perigo devido a terem, a partir do inicio deste mês, de comunicar ao INEM todas as chamadas de emergência que receberem e com isso se perderem minutos preciosos para salvar quem os solicita.

A Liga dos Bombeiros obedece porque sabe que o País está em situação difícil e que há regras diferentes para melhor rentabilizar os dinheiros públicos e a proteção dos cidadãos. Vamos ver se é assim.

Passado os meses dos testes, os bombeiros voltarão a dizer de sua justiça. Eles sabem que contam com todo o apoio da população portuguesa.

C.S

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Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

Groundforce, os trabalhadores querem suicidar-se

Inacreditável o que consegue a ignorância. Num momento em que toda a gente guarda ciosamente o seu posto de trabalho, os da Groundforce preferem fazer greves.

Os da Groundforce, que fazem greves, são estrangeiros ou portugueses? Se são estrangeiros pouco lhes interessa o bem do país. Aproveitam a permissiva democracia que os deixa fazer o que lhes apetece. Perdem uns dias de trabalho, mas não perdem milhões de euros e estão-se nas tintas para os turistas que chegam ou partem. O país não é o deles e a Groundforce paga-lhes o suficiente para viverem à larga. Se por acaso são portugueses, então estes são os últimos burros do país que ainda não perceberam que já estão com a corda na garganta apesar do ordenado que lhes chega pelo favor, de alguém, que lhes utiliza os braços. À primeira hipótese de irem para o olho da rua, com uma mão à frente e outra atrás, aí vão os desgraçados a dizer mal da vida que eles rejeitaram.

A greve e as greves programadas por estes mentecaptos, que ninguém se devia preocupar com eles, porque eles não querem ouvir, têm de ter um fim. A Europa não vai continuar a deitar milhões de euros para cestos rotos.

Os da Groundforce ou percebem que trabalhar é um ato de sobrevivência ou afundam-se.

Os trabalhadores da Groundforce querem suicidar-se ou pensar pelas suas próprias cabeças, pelo bem-estar familiar e pela educação e formação dos filhos? Será isto, assim tão difícil de compreender?

Há empresas que têm aumentado os trabalhadores sempre que os lucros aumentam e lhes garantam a sustentabilidade para o futuro. Cito a Auto Europa e deve ser mencionada para que se possa comprovar o que digo.

Portugal está num ponto alto do turismo mundial devido a vários fatores: simpatia do povo, Sol, praias de areia finíssima, comida saudável, segurança, beleza e cultura.

Querem os da Groundforce dar cabo deles próprios e inviabilizar a vinda de quem deseja aqui passar uns dias de descanso e de sonho?

Querem os grevistas da Groundforce fazer perder terreno (to lose ground on), ou fortalecer o local de trabalho e beneficiarem da capacidade de gestão e organização para a própria melhoria de vida?

Embora esteja convencido que lavar a cabeça a burros é perder tempo, paciência e dinheiro, ainda não perdi a esperança que os grevistas reconheçam que é o seu próprio futuro que eles estão a destruir.

Oxalá os grevistas compreendam esta verdade comezinha.

C.S

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A subserviência ao novo regime

Só na Primeira República o povo não baixou a guarda aos novos senhores, deram-lhes alguns meses de esperança e sossego. Como não viram resultados e as dificuldades aumentaram, o povo disparatou:

Primeiro, com o enfrentamento da polícia e dos militares, e a seguir fazendo vítimas nos juízes que os mandavam castigar. Por esse motivo, muitos juízes pagaram com a vida, as condenações ditadas.

Em todos os tempos existiram os lambe-botas, mas nenhum outro superou esta miserável terceira República em que vivemos. A praga excedeu tudo quanto se pode imaginar.

A que se deveu o fato? A uma estratégia montada pelo Partido Comunista e que surtiu o efeito esperado pelo vampiro do inferno, o mentor da destruição de Portugal.

Arregimentaram-se todos os jornalistas possíveis de serem peitados, juntaram-se-lhes os artistas de Teatro e os cantores e, de repente, toda esta gente virou progressista e capaz de propalar todas as mentiras que o infame Cunhal ordenava que fossem difundidas em jornais, revistas, rádios e televisão.

O jornal “República”, o único considerado da oposição, antes do 25 de Abril, foi um dos alvos do Partido Comunista. Raúl Rego recusou-se a colaborar na mentira sórdida que o canalha queria difundir e difundiu.

O jornal “República”, foi obrigado a encerrar portas devido à total impossibilidade de contar com os seus trabalhadores que obedeciam às ordens do energúmeno chegado do estrangeiro, e não a quem lhes pagava, e sempre tivera uma boa relação com eles.

Salazar governou com autoridade e saber, Cunhal queria governar em Ditadura, sem cuidar dos interesses dos portugueses. O facínora convenceu os desgraçados que o Partido Comunista era o Partido dos trabalhadores.

Ainda hoje, a subserviência destes trabalhadores progressistas da escrita, se nota no que debitam. Se escrevem algo relacionado com o passado têm sempre de lhe encontrar defeitos.

Veja-se o que aconteceu à estátua do cónego Melo. O que seria uma homenagem normal em democracia, os comunistas resolveram conspurcar o monumento com a passividade das autoridades, mas se fosse alguém de esquerda, imediatamente atuariam porque os jornalistas e os outros artistas fariam a chinfrineira habitual.

Com invertebrados que têm voz na Comunicação Social e subservientes ao novo regime, este país vai ter muita dificuldade em levantar a cabeça.

C.S

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Terça-feira, 13 de Agosto de 2013

O cónego Melo e o grunhir do sociólogo

Li no jornal “Público” que um tipo de nome Manuel Carlos Silva incita os bracarenses a cuspir para o monumento erguido, como ato de gratidão e amizade de milhares de verdadeiros Bracarenses, a um homem, como o Cónego Melo, que ajudou centenas e centenas de pessoas com dificuldades.

Em resposta a este porco que cospe para o ar e incita os outros a fazê-lo para cima do monumento, eu sugiro que os bracarenses, sempre que tenham algo que fazer na Universidade do Minho, onde o jornal diz que ele trabalha, sempre que o virem lhe escarrem no focinho para ele não voltar a dizer asneiras.

Que grande professor deve ser um gajo destes, que não merece outra linguagem do que a que aplico para os reacionários de esquerda e de inteligência.

Quando há tempos o Relvas foi empurrado pelo Crato para fora do barco por causa das competências, o Crato devia ter a coragem de agarrar nos doutorados pelos outros doutorados comunistas e fazer-lhes um exame tal como quer obrigar os professores a serem sujeitos a novas provas de verificação.

Segundo o Crato, aquilo não custa nada, é um pró-forma, mesmo assim ninguém quer arriscar.

Ó Crato deixe lá os professores do Básico e do Secundário e passe para os Doutorados à comuna. Tenho a certeza que cai para o lado. Comece aqui por este sociólogo, mais o Carvalho da Silva.

Portugal está no estado em que se encontra pelo vírus comunista que tanta vez Salazar tentou evitar, mas que a Comunicação Social e os artistas seduzidos pelas promessas de proteção imediata espalharam entre o povo que inocentemente aderiu à sua própria desgraça.

Veja-se a fotografia com que o “Público” ilustra o texto do Samuel e imediatamente verificamos que é feita de maneira a se esconder o rosto daquela enorme multidão que não chegaria a mais de oitenta gatos- pingados, arregimentados na valeta e amassados com o estrume dos bem vestidos e bem comidos onde estava gente importante como o Carlos Almeida, a Paula Nogueira, o António Lopes, figura histórica do lixo comunista e mais dois vira-latas que mijaram nas pernas de tão seleta berraria.

A Comunicação Social ainda continua a mistificar o povo. Se apresenta o texto porque não apresenta as caras?

Mas isto está assim apesar das ofensas sobre todo o povo português acusado de fascista, dos roubos e das tentativas de tomada do poder pelos comunistas.

Os militares no poder, tratavam-nos sempre por “aquele partido” mostrando terem medo, e não por comunistas que lhes queriam comer as papas na cabeça e muitas vezes comeram.

A Zita Seabra destapou-lhes a careca quando fugiu do nojo daquela "escola" de mentecaptos.

Para verificarem o que afirmo leiam os livros da Zita Seabra, e “A Resistência” do comandante Gomes Mota, como o Ramalho tratava o seu camarada.

C.S

publicado por regalias às 11:08
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Rúbrica de David Ferreira na Antena1

Quando ouvi Milú cantar, por volta das 7h35 de ontem, parei para ouvir a mulher que rapidamente reconheci pela harmonia, pela melodia da canção e pela beleza nos deixava a sonhar a felicidade.

Muitas vezes tenho vontade de ser desagradável com a Antena1 por apresentar cantores que não cantam, e letras que são verdadeiras desgraças. Outras vezes, cantores cuja voz é boa, mas as letras são péssimas. Verdadeiros atentados que vão afetar gente pouco culta e que podem imitar o erro das letras vulgares e sem conteúdo.

Tudo seria mais simples, mais agradável e mais rentável se esses cantores pedissem a bons poetas que lhes escrevessem as letras. Tenho a certeza que o fariam de bom grado e sem qualquer estipêndio.

Depois do 25 de Abril, alguns cantores queixavam-se que não podiam cantar porque havia a censura. A grande verdade é que, muito tempo depois, eles não apresentavam nada de jeito e ninguém lhes pôs a mão na boca.

Em cantigas, e em muitíssimos outros aspetos, a Segunda República leva grande vantagem à terceira.

A rúbrica, do David Ferreira a contar, tem muito interesse. Engloba, no tempo disponível, um artista de quem fala, situa-o no tempo e enquadra-o com outros intérpretes.

O escolhido foi o Solnado em 1956 que, com muita graça, desancava Lisboa por causa das Avenidas Novas, do Areeiro, do Bairro Azul, onde a modernidade tinha tirado a graça à Lisboa antiga cuja sujidade lhe dava patine.

Um dia, julgo que foi nas Caldas, onde o Raúl Solnado tinha um teatro de sociedade, já não me lembro com quem, encontrei-o no café. Conversa puxa conversa, vi que ele gaguejava bastante. Com este à vontade que me leva a falar com toda a gente e a dizer o que penso, para tentar descobrir o que os outros pensam ou as suas reações, disse-lhe:

- Ó Raúl, você no teatro não gagueja.

Ao que ele rapidamente, e sem gaguejar, respondeu:

- Pois não. Estou distraído.

O Raúl Solnado que o David Ferreira apresentou foi o de uma peça da Revista à Portuguesa, no antigo teatro Variedades. O Compère do Raúl era o Carlos Coelho que brincava com grande facilidade com a política portuguesa. Salazar era uma das vítimas. Conta-se que ele achava imensa graça àquilo que os autores das revistas inventavam e que os atores acrescentavam como muito bem entendiam.

Obrigado David Ferreira. Com o Solnado ri e com a Milú veio a saudade. Com eles recordei um País onde valia a pena viver.

C.S

publicado por regalias às 06:25
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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2013

"Finanças e Política"

“Nunca houve época tão difícil para a sociedade portuguesa, tão cheia de perigos, como a que estamos atravessando”

“A este doloroso estado da nação correspondem os políticos do nosso país entretendo-se numa luta de ambições e de ódios.”

Nem o título nem os dois parágrafos supra são da minha lavra. Eles pertencem ao Jornal “O Ovarense” de 28 de Novembro de 1909. Teixeira de Sousa, que assina o texto, devia estar tão preocupado, como nós estamos, com a situação do país e o rumo que levava, por idêntica corja de imbecis e de ignorantes, que em alguns determinados momentos se preocupam mais com os seus interesses do que com a situação gravíssima em que Portugal vive.

Em Novembro de 1909, o rei era D. Manuel II. Sucedeu ao pai, D. Carlos, assassinado a tiro.

O regicida foi Manuel Buíça, filho do padre Abílio, pároco em Vinhais.

Buíça chegou a sargento do exército. Na altura do regicídio era professor primário e também ensinava música.

A situação do país era de pré bancarrota. Todos acusavam a Casa Real de avultados gastos e das grandes dificuldades porque os portugueses passavam. O rei acabou por ser vítima da péssima governação dos seus ministros e do incitamento à violência por parte dos políticos da oposição.

O rei tinha sido avisado dos perigos que corria, mas convencido da bonomia do povo português nem tomou as cautelas devidas para se proteger nem quis interferir na governação.

Em 1 de Fevereiro de 1908, ele e o outro filho, Luís, que devia ser rei, tombam às balas assassinas do Buíça.

Sucedeu a D. Carlos, o rei D. Manuel II, como já referi. O jovem não estava preparado para reinar.

Pelos parágrafos iniciais percebemos que os políticos continuaram como se nada tivesse acontecido. As picardias, tanto de um lado como do outro, eram constantes. Os Republicanos, apesar de serem uma minoria, souberam aproveitar as dissensões e em 5 de Outubro de 1910 proclamaram a República.

A Primeira República (1910-1926), apesar de todas as boas intenções que os revolucionários pudessem ter, foi um desastre total. Ela declarou-se democrática, mas de democrática pouco mais teve do que o nome. As prisões encheram, as mortes foram aos milhares e nem um Presidente, Sidónio Pais, nem o Primeiro-ministro, António Granjo, escaparam à fúria do povo enganado. Até Machado Santos, a quem os republicanos devem a República foi barbaramente assassinado.

A segunda República começa em 1926 com uma Ditadura militar. Salazar é chamado para o Governo, como Ministro das Finanças, em 1928. Recupera Portugal da miséria em que tinha caído. Portugal volta a ser um País altamente considerado e admirado em todo o mundo.

Vamos ver o que acontece a esta terceira República que, pelo caminho que leva, poucas garantias dá a todos os portugueses.

Oxalá que estes políticos revejam e meditem na história passada. De literatura e finanças, estamos falados.

C.S

publicado por regalias às 05:08
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Domingo, 11 de Agosto de 2013

Garotos continuam a brincar aos políticos

Se a garotada politiqueira quer continuar a brincar porque tem muito dinheiro para o fazer, pode continuar, mas não se admire se ficar de cuecas na mão e a gritar pela Democracia, que a eles permite destruir o país, e aos outros os proíbe de o defender.

Acabou. Chega de férias de estupidez e ignorância mentais.

Ou os garotos se portam como gente adulta e culta ou se teimam em continuar a ser os maiores epígonos da bestialidade vão ter de se esforçar para tapar todas as infâmias que os seus pares, desde o desgraçado 25 de Abril de 1974, tanto a Direita sonsa, como a Esquerda libertina cometeram.

A infâmia da Comunicação Social que tentou esconder ou adocicar roubos, ocupações e delapidações do Património, continua ainda a misturar a mentira com gramas de verdade, de maneira a manter um público enganado com o mexerico e a fonte de rendimento.

A infâmia de pais que enganaram os filhos mentindo-lhes, e criando-os como pequenos abortos de fraco entendimento é um escândalo.

Andaram todos a gritar fascismo enlameando-se com a palavra.

Se houve fascismo, todos os que serviam o Estado e os cidadãos, em geral, eram fascistas. Desde o  Pide, aos chefes de repartição, ao trabalhador industrial, aos sargentos e aos Generais, tudo era fascista.

Eles viveram onde? Na Lua? Deixaram o tacho ou comeram e viveram dele?

São uns pobres dementes. Os pais foram na ladainha da infâmia fascista e do infame que desembarcou do país do Sol na terra onde tinham tombado mais de 50 milhões de infelizes que também acreditaram nas manhãs que cantam.

Hoje, estas supinas bestialidades são tudo gente de vanguarda, antes eram todos da retaguarda, menos a besta branca e de dentes vampíricos que chegou do frio.

Estes fascistas que já não são fascistas, são todos muito valentes, muito boçais, muito cobardes e muito burros. Os políticos agarotados têm a quem sair.

Ou os políticos, que ganham dez vezes o ordenado mínimo, vinte vezes a reforma de um trabalhador ou trezentas vezes quanto recebe o desgraçado da inserção social, ou terminam com as acusações idiotas entre uns e outros só para empatar o Governo e este vai na conversa e lhe sucede o mesmo que ao Santana, despejado pelo cínico Sampaio, ou eu também não pouparei o que disser desde que tenha provas do que afirmo, como sempre tenho procurado fazer.

Garotos, cuidado. Portugal vale bem o sacrifício total.

Como é possível, o ser humano continuar tão trôpego, tão egoísta e tão insensível depois de mais de dez mil anos de estudo, de pensamento e de convivência entre uns e outros?

Sempre pensei que os portugueses faziam a diferença. Estes idiotas deram cabo das minhas ilusões.

C.S

publicado por regalias às 06:15
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