Quinta-feira, 17 de Outubro de 2013

Antena Aberta e o lodaçal onde o povo esperneia

Nem sempre oiço a “Antena Aberta, na RDP1,” entre as 11,10 e o meio-dia, umas vezes porque tenho mais afazeres e outras porque a demagogia e a parlapatice dos camaradas ultrapassa tudo quanto a paciência pode aguentar.

Ontem, na análise ao Orçamento, verifiquei a tristeza e a revolta que todos sentem, pela miserável situação a que chegámos, e que leva as pessoas a gritos de dor, mas também a certeza que temos possibilidade de resolver este martírio.

Os pobres desde há muito que estavam condenados, mas a classe média começou a desmoronar-se desde há meia dúzia de anos.

A situação tornou-se muito complicada porque a explicação que era dada, em vez de esclarecer confundiu ainda mais e nunca permitiu que as pessoas procurassem alternativas.

Uma das intervenientes da “Antena Aberta” apontou o dedo a quem mesmo não estando no Governo parece ser conivente com o caos reinante: os economistas.

“Os economistas existem para confundir as pessoas, não para resolver os problemas”.

A senhora terminou zurzindo o Governo: “ninguém está preocupado em criar riqueza, mas os políticos vivem num luxo asiático.”

E que luxo e que escândalo! Soube que os pobres, abaixo do limiar da pobreza, já ultrapassam os dois milhões cento e trinta mil.

Os intervenientes continuaram a insistir que se gastou o que havia e se deixou de produzir.

Miguel Couto ao criticar determinados cortes nos mais frágeis, pergunta e responde: onde estão os cortes nas PPP? Não há cortes porque nelas estão os boys do PS, do PSD e do CDS. Conclui dizendo que o Governo vai desmoronar-se, não conseguirá cumprir o mandato até ao fim e não culpa a TROIKA porque aquilo que ela pretendia era que se fizesse a Reforma do Estado. Não o conseguiu porque os intocáveis, o Mário Soares e os outros, tanto da Esquerda como da Direita sentem-se bem. O povo é que está mal porque este Governo é incompetente e incoerente.

Todos os intervenientes tiveram os seus desabafos de maneira natural, sem demagogia partidária.

As intervenções terminaram com uma viúva indignada que exclama ao defender os seus direitos:

“Tenho as minhas exigências sociais e eles estão a acabar com a classe média. A austeridade tem de ser para todos e não só para alguns. Para tal tem que se acabar com as mordomias dessa gente, cuja Ministra das Finanças aparece de semblante carregado e ar sinistro ao apresentar um Orçamento miserável e injusto.”

Gostei. Aumentou-me a esperança. No lodaçal onde o povo esperneia desesperado, ainda há gente disposta a lutar pelo Portugal que deu novos mundos ao Mundo.

Portugal nunca esperou que alguém lhe desse alguma coisa ou parasitasse o que quer que fosse.

Também nunca virou a cara à luta. Quanto mais difícil é a tarefa, muito mais gozo dá vencê-la.

C.S

publicado por regalias às 06:18
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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2013

A Ditadura que não era Ditadura no King´s College

No King’s College em Londres vai reunir-se a nata e lata dos historiadores portugueses que vão pensar no estrangeiro; talvez numa tentativa para se distanciarem dos seus pares que, segundo as circunstâncias do tempo dançam consoante a música e, por isso, não se incomodam de deturpar a veracidade da história, desde que daí tirem proveito.

Poderia demonstrar que mesmo nos Estados Democráticos se pratica a ditadura, se levarmos o significado da palavra a extremos, mas o espaço é limitado e a conversa não pode ser exaustiva.

O tema no King’s College tem por base “Porque durou a ditadura em Portugal tanto tempo?” A Ditadura durou tanto tempo porque não era uma verdadeira Ditadura.

A Ditadura em Portugal durou 7 anos. Foi a Ditadura Militar que o General Óscar Fragoso Carmona assumiu plenamente, tendo mesmo prefaciado o livro “Ditadura Militar” de Leopoldo Nunes, para que não subsistissem quaisquer dúvidas de quem era o Ditador.

A extensão que lhe foi acrescentada só o é porque acontece em todos os Governos democráticos que têm de ter autoridade para não serem violentos, como Salazar o declara num dos seus discursos.

A Ditadura em Portugal acaba com a Constituição de 1933 que, no artigo 8º é bem clara ao garantir todos os direitos e liberdades essenciais a um regime democrático. Só não o entendeu quem o não quis entender ou não o quis forçar a aplicar em toda a sua extensão.

Pelo que fica exposto a Ditadura durou tanto tempo porque não era Ditadura, foi Estado Novo desde 1933 a 1974 com as regras que todos os Governos Democráticos aplicam para o progresso, felicidade e segurança de todos os cidadãos.

Continuar a apelidar de Ditador Salazar, com aquela voz, e excepcional inteligência e honestidade ou Marcelo Caetano que era claro a dizer que tanto governava à esquerda como à direita, segundo as regras democráticas, estamos a misturar homens honestíssimos com ditadores como: Pol Pot, Idi Amin, Hitler, Saddam Hussein, Francisco Franco ou Mussolini.

Mais, se Portugal fosse uma Ditadura e não o Estado Novo, que funcionou com regras democráticas, nunca teria entrado em todas as Instituições Internacionais destinadas a Governos democráticos, nem os Governantes desses mesmos países aqui se teriam deslocado.

Se quisermos considerar ditadores Salazar e Marcelo Caetano teremos de colocar na mesma categoria Obama, Cameron e todos aqueles que querendo ter Governos democráticos sabem que não podem prescindir da autoridade para que não aconteça o mesmo que aconteceu em Portugal na Primeira República, (1910-1926) dita democrática, e que se desfez no caos e na miséria mais aviltantes que um país Europeu alguma vez sofreu. Ou aquilo que acontece em Portugal neste momento, cuja falta de autoridade desfez a escola e deixa o país em roda livre onde mais de dois milhões de cidadãos vivem abaixo do limiar da pobreza.

Se para justificar o termo Ditadura lhe juntamos a Censura e o impedimento de fazer greves, tanto um ato como outro serve para justificar a defesa do povo.

Com a censura as cenas de violência na Escola como existem nos Estados Unidos não podiam ser publicitadas e acabou de se verificar isso ontem em Portugal onde um aluno que esfaqueou dois colegas e uma auxiliar escolar afirmou que o fez só para imitar o que se faz nas Escolas dos Estados Unidos.

Quanto à proibição das greves. Num país que saiu desfeito da Primeira República, a continuar as greves, quem seria o grande prejudicado?

O povo. Não os historiadores que vão para Londres flautear e inventar umas historietas para justificar a viajem.

C.S

publicado por regalias às 05:43
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Terça-feira, 15 de Outubro de 2013

Soares, filho de padre e um sem vergonha

Se os padres a sabem toda, os filhos dos padres sabem muito mais.

Verdadeiro ditador do posso, quero e mando, o Mário impôs sempre a sua vontade e ordens aos camaradas, muito mais inteligentes do que ele, caso do Salgado Zenha ou enxovalhou outros, caso do Rui Mateus que desmontou este virtuoso malabarista político nos “Contos Proibidos”, editado pelas Publicações D. Quixote.

Mas o Mário fica indiferente, como se nada fosse com ele.

Tanto ele como o seu camarada e mestre, o monstruoso Cunhal peitaram de tal maneira a Comunicação Social, que o povo só sabia o que eles queriam que se soubesse e da maneira como entendiam dizê-lo.

Ao ler o “Diário de Notícias” de 13 deste mês, onde Mário Soares chama, várias vezes, delinquentes aos Ministros e apela a que sejam julgados, o Soares esquece quão criminoso foi ao fazer uma Descolonização criminosa muito mais grave para os povos das colónias do que para os portugueses que delas saíram.

As lutas em Angola e Moçambique, depois da apressada independência, provocaram mais de cinco milhões de mortos. Na Guiné foram chacinados os Flechas impedidos de virem para Portugal quando perceberam o que lhes ia suceder.

Mário Soares chamou-lhe “Descolonização exemplar”. Exemplar de inconsciência, de estupidez, de malvadez e empurrada com a insistência do seu amigo, o traidor Cunhal e o Melo Antunes que o General Spínola trata abaixo de cão, por se sentir traído.

Mas Soares sabe que dois dias depois do latrocínio “já ninguém pensa nisso em Portugal”.

Mário Soares fala deste Governo como se fosse uma corja de ladrões:

“E fui primeiro-ministro três vezes. Nunca ninguém me chamou ladrão, nunca ninguém me vaiou”.

O descaramento do Mário é infinito. Podia citar-lhe as muitas vezes que lhe chamaram ladrão do povo, as vaias, além das chapadas e pontapés que levou na Marinha Grande. Na inauguração do Monumento aos Combatentes do Ultramar é tratado do mais baixo e reles que alguém pode ouvir.

Mas este Mário é filho de padre. Não tem vergonha. Come e cala. Logo que sente as costas quentes é ditador e cobarde: insulta o polícia que lhe faz escolta e é obrigado a acompanhá-lo mesmo que lhe cuspam em cima. O Presidente da República tem de ser protegido mesmo que para mostrar coragem e parvoíce mental prescinda do polícia porque a televisão vai mostrar a cena do autocarro e o Mário julga que o povo vai gostar. Mas o povo não gosta, fica enojado. Passados dois dias esquece. O Mário sabe isso.

Também eu já estou farto do Mário, da desfaçatez com que diz, que estes ministros dizem agora uma coisa, logo outra, esquecendo que ele fazia isso constantemente quando foi Primeiro-ministro. E é fácil verificar o que afirmo, desde os documentos oficiais do Governo, aos Diários da Assembleia da República, tudo lá está para desmentir o Mário.

Na história, o Mário que critica Cavaco Silva por andar a viajar, ele que foi o Presidente da República que viajou mais e por onde quis e lhe apeteceu, sempre à conta do Povo Português que hoje passa fome, devido ao despesismo desenfreado dos governantes, este filho de padre desnaturado, não passará de um tipo vulgar, espertalhão, e que Marcelo Caetano, seu professor, classificava de medíocre.

C.S

publicado por regalias às 05:55
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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013

O direito dos comunistas da CGTP morrer na ponte

A ignorância e a estupidez são o sarro dos comunistas.

Cunhal usou e abusou da imbecilidade e da esperteza infantil desta gente oportunista que acreditou nas infames e mentirosas promessas da seita comunista, que chegou do Leste, para estoirar com os postos de trabalho fazendo fechar fábricas com milhares de trabalhadores e deixando estes com uma mão atrás e outra à frente, com excepção dos chefes dos sindicatos e seus ajudantes que souberam mentalizar os trabalhadores que tinham perdido o posto de trabalho. Eles saberiam encontrar uma situação melhor, mas primeiro tinham de acabar com os ricos. O certo é que os postos de trabalho foram desaparecendo. Hoje o desemprego está nos 19 por cento.

Terminado o primeiro ataque voltaram-se para a ocupação de casas e para as grandes herdades onde fizeram a Reforma agrária da apropriação do que puderam. Quando as propriedades ficavam exauridas de tudo o que lá havia abandonavam o local.

De esquema em esquema, o Partido Comunista apoiado nos sindicalistas e na Comunicação Social conseguiu endrominar de tal modo os trabalhadores que ainda hoje esta gente ignorante do que é o comunismo continua à espera das manhãs que cantam…mas só quando partirem para o lugar de onde se não volta.

O Partido Comunista nunca dá nem dará nunca nada a ninguém, a menos que receba um porco em troca de uma galinha.

A ignorância não lhes dá para entender mais. A CGTP comunista serve para protestar, reivindicar, insultar o poder instalado. Contra isso não há nada a dizer.

Agora, a CGTP quer arrastar para a ponte, 25 de Abril, milhares de pessoas, pondo em grave perigo aqueles que a atravessam e vão na manifestação, isso é que acho que é levar até ao limite a publicidade que é feita ao Partido Comunista e à CGTP. A menos que para mostrar a confiança total em que a voltagem eléctrica, que faz circular os comboios por baixo da ponte é totalmente segura, coloque todos os Deputados Comunistas, mais os do Comité Central, dirigentes e funcionários da CGTP à frente da manifestação, seguidos de todos aqueles que têm cartão de comunista, com as cotas em dia, mais os vadios de Lisboa, e deixem um espaço entre os amantes do Comunismo incoerente e a multidão dos descontentes de outras formações partidárias ou simples curiosos para que não sofram os efeitos das descargas eléctricas, caso aconteçam, e possam aproveitar o momento para gritar contra o Cavaco, o Passos, o Portas, o Machete e contra a TROIKA.

Além dos choques eléctricos há outros perigos. Não os repito aqui porque o Ministério da Administração Interna já foi suficientemente claro sobre o assunto. Agora só espero que também seja claro a dizer:

Se a CGTP teimar em organizar a marcha, na ponte, pode fazê-lo, mas o Governo não poderá nunca ser culpado do que venha a acontecer.

Claro que o CDS, o PSD e uma boa fatia do PS ao verem os comunistas arder como tochas, vão ficar muito tristes e emborcarão uns copos de despedida. Depois, de lágrima no olho, encomendam uma missa em Fátima ao beato e peralta desbocado, Bispo Torgal, que aproveitará a homilia para desancar nos incompetentes do Governo que não souberam impedir o churrasco de tão selecta elite de sargeta. Amém.

C.S

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Domingo, 13 de Outubro de 2013

Falta de pudor dos barriguistas sem vergonha

Portugal está na situação miserável em que se encontra porque a maioria dos Governantes e dos Deputados em vez de governarem, governaram-se.

Há mais de dois milhões de portugueses a morrer de fome. Não têm mais de dois euros por dia para sobreviver e aqueles que tiveram culpa pelo estado em que o país se encontra e que encheram os bolsos e continuam a receber escandalosamente dinheiro do Estado, através das subvenções vitalícias, dizem que é fruto ou furto pelos direitos adquiridos que eles próprios propuseram e aprovaram.

Vem um pavão anafado gritar contra a injustiça de ficar sem a subvenção, mas não fala sobre a injustiça de receber o que é escândalo. Depois barafusta porque foram eles que deram a Democracia e a liberdade ao povo. Com que verdade e a que preço?

 A liberdade foi de tal maneira mentirosa, que de liberdade teve a que havia, sobrou a libertinagem. A liberdade da Censura foi muito breve. Dou um exemplo. Antes do 25 de Abril cortaram-me onze artigos de jornal, mas ninguém me incomodou. A Censura Pós 25 de Abril, por um artigo onde alertava para o caminho da Revolução levou-me a tribunal e eram vários anos de cadeia. Liberdade ou demagogia libertária?

Quanto a Democracia, muito mais democrata e muitíssimo mais honesto que estes dominadores de jornais, rádios e uma televisão, foi Marcelo Caetano, que para explicar a sua isenção disse que tanto se encontrava à esquerda como à direita. O povo podia ser o que entendesse desde que trabalhasse e fizesse a sua vida normal.

Mas estes, podres de ricos e que continuam a encher o odre, a seguir ao 25 de Abril fizeram o que muito bem lhes apeteceu e disseram, na Comunicação Social, o que queriam que o povo metesse na cabeça.

Como o povo não sabe história e ninguém lhes diz que antes da Ditadura Militar de 1926-1933 e antes do Estado Novo que durou de 1933 a 1974 houve uma Primeira República (1910-1926) que deixou o país em pior estado do que aquele em que hoje Portugal se encontra e que só a Ditadura Militar, que o General Óscar Fragoso Carmona assumiu como chefe e a seguir, com a entrada em vigor da Constituição de 1933, se instituiu o Estado Novo com a figura predominante de Salazar, o homem mais inteligente e mais honesto que Portugal teve nestes últimos cento e três anos, Portugal se reergueu e progrediu a bem de todo o povo. A prová-lo esteve a votação para o maior Português de sempre que deu a vitória expressiva ao antigo Presidente do Conselho, apesar de todas as tentativas feitas pela mulher que conduziu a apresentação das sessões na RTP1 ao proporcionar, a gente de baixa condição e piores intuitos, que o Dr. Oliveira Salazar fosse amesquinhado. Ele, que valia mais numa unha do que aqueles monstros ululantes e ignorantes em todo o corpo.

Estes libertadores do País que tinha sido sempre livre, e a prova está na visita constante de Reis, Presidentes da República e muitas outras individualidades do mundo Democrático, mais a entrada de Portugal em todos os fóruns Internacionais como parceiro de pleno direito não deixa dúvidas à nossa liberdade e à honestidade de quem governava.

Já o mesmo não se pode dizer destes barriguistas que sem vergonha ou sem um mínimo de pudor se aprestam a reclamar o que não lhes faz falta e que eles próprios votaram em seu benefício.

C.S

publicado por regalias às 05:31
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Sábado, 12 de Outubro de 2013

A violência nas escolas e os tempos passados

É Complicado gerir os impulsos e as brincadeiras mais desastradas dos jovens. Agora, aos bofetões e aos empurrões chama-se bullying e são os pais que fazem queixas sobre o que acontece.

Antes do 25 de Abril às agressões mais violentas era o Reitor o juiz e o verdugo.

No jornal "i" de 11 de Out, vêm duas notícias, uma desenvolvida e outra encolhida que mostram que as regras da pancadaria democrática tanto funciona em Portugal como na Holanda.

No Colégio Militar, alguns alunos foram levados a julgamento, em tribunal a sério, porque maltrataram os colegas mais novos, segundo o hábito da casa, mas que, por azar, provocaram lesões.

Nas Universidades e nos Liceus acontecia o mesmo e os caloiros nem sempre aceitavam de bom grado as praxes.

Normalmente tudo se resolvia sem que alguém fosse levado a tribunal.

No Reino Unido, a violência dos alunos mais velhos sobre os mais novos era normal, mas a Democracia acha que a prepotência deve ser travada tanto nas escolas como na casa paterna.

Hoje, se os jovens fizerem queixa ao tribunal que levaram umas bofetadas em casa, os pais sofrem, pelo menos, o vexame de serem admoestados ou até castigados.

Foi o que aconteceu a um Diplomata Russo e a sua mulher que foram presos, na Holanda, por não respeitarem a integridade física dos filhos.

Sobre estes casos tenho a minha opinião. Tenho pensado se nas escolas Americanas, a violência de jovens sobre outros jovens não é motivada pelo recalcamento de pequenos desaguisados entre o jovem assassino e os seus colegas e pela falta de autoridade dos directores das escolas para colocar um ponto final no diferendo e, aquele que se considera vítima sentir-se compensado pelo castigo que o outro vai sofrer.

No liceu Nun'ÁLvares de Castelo Branco, o Reitor, o Dr. Sérvulo Correia tinha fama de pregar umas valentes bofetadas naqueles que ultrapassassem as regras.  

Estava eu no primeiro ano, hoje quinto e, nos intervalos, a cegueira da miudagem era o futebol. Saíamos disparados das aulas e o prélio começava imediatamente com algumas caneladas pelo meio. Eu teria dado uma, que o Zé Penha não tinha gostado e na subida das escadas ele ameaçava-me que as havia de pagar. Tantas vezes o repetiu que eu me voltei e lhe dei um pontapé que, esse sim o magoou. Desatou a chorar e a sangrar. Ao entrar na aula, o cónego João perguntou-lhe o que lhe tinha acontecido. Levou-me ao Reitor. O Dr. Sérvulo Correia perguntou ao Zé Penha o que tinha acontecido. Depois de o mandar embora. Virou-se para mim e disse: não devias ter agredido o teu colega. Tens de lhe pedir desculpa, mas eu tenho de te castigar. Dou-te três castigos à escolha: um dia de suspensão das aulas, um par de bofetadas e uma semana à porta da Reitoria, nos intervalos.

- Uma semana à porta da Reitoria.

- Começas amanhã. Vá. Põe-te a mexer e não voltes a magoar os teus colegas.

Foi o castigo de que ainda hoje sinto saudades. A Reitoria era junto do vestiário das alunas mais velhas. Nunca tantas me fizeram tantas festas e me deram tantos beijinhos. Já ia entrar na terceira semana daquele céu aberto quando o Dr. Sérvulo Correia reparou em mim.

- Que estás aqui a fazer?

- Estou de castigo.

- Ponha-se a mexer imediatamente, seu malandreco!

Pelo rabo do olho vi que ele sorria feliz. Do fundo do corredor, três miúdas faziam-me adeus. Os meus sonhos e os meus suspiros aumentaram.

Como eram diferentes e felizes os tempos de outrora.

C.S  

publicado por regalias às 10:19
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Sexta-feira, 11 de Outubro de 2013

As indecorosas subvenções vitalicias dos políticos

Dois milhões de portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza. Quer dizer que esta gente não tem mais de dois euros, por dia, para sobreviver. No entanto há 400 políticos que, tendo trabalhado muito menos, ganham muitíssimo mais em subvenções vitalícias, que eles próprios se concederam, do que os dois milhões que morrem por inação.

O escândalo é tão vergonhoso que custa escrevê-lo. Mas o Governo ainda hesita em lhes cortar 15 por cento temendo, se calhar, que ao Tribunal Constitucional lhe pareça mal e obrigue a devolver aos 400 pobres milionários que certamente irão espernear porque lhes tiram direitos adquiridos.

João de Almeida do CDS veio imediatamente dizer que o ideal era acabar com as subvenções que beneficiam pobretanas que vão desde o Almeida Santos à Ferreira Leite.

O António Filipe do PC, depois dos malabarismos costumeiros disse, em surdina, que o PC também aprovava a ideia.

O Zorrinho acha que cortar 15 por cento para defesa da imagem desta escandalosa, digo eu, política e dos políticos é razoável.

Este Zorrinho, deste socialismo para ricos, que os militares do MFA mais os políticos comunistas e socialistas impuseram e inscreveram na Constituição, feita à medida para encher os bolsos a uns poucos e enganar o povo, acha que é mais do que suficiente para mostrar a magnanimidade dos pobres Almeidas socialistas.

O Pedro Filipe do Bloco baralhou o assunto para nada acrescentar. Este bloquista socialista comunista ainda tem esperança de também, um dia, poder mamar na vaca.

Os do PSD não os ouvi, mas não devem andar longe das palavras avisadas do Zorrinho socialista, a quem o PSD paga cotas e de quem recebe dividendos.

Estes e os outros mencionados sabem-na toda. E também se sabem protegidos por uma Comunicação Social de videirinhos, a quem pagam bem para omitir a infâmia de alguns políticos e seus apaniguados receberem mais de cinco mil euros por dia, caso do Machete e dois milhões de portugueses serem obrigados a sobreviver com dois euros por dia.

Para juntar aos miseráveis exploradores do povo temos também um conjunto de ignorantes que faz greves, marchas e manifestações em vez de trabalhar e pensar como é enganado, mesmo por aqueles que o dizem defender, mas que são parte da pandilha que também está agarrada ao tacho.

C.S

publicado por regalias às 05:52
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Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013

Comunistas, sindicalistas e outro lixo

Parece incrível como a ignorância impede reconhecer a realidade do dia-a-dia mesmo àqueles que sofrem as consequências de uma revolução aparvalhada onde o cérebro foi cadastrado e chefe de ladrões e de assassinos.

Os do Metro, da Transtejo, da Soflusa fazem greves que os prejudicam e os levarão fatalmente ao desespero são comandados por Sindicatos dependentes do Partido Comunista que os trata como lixo e se serve deles para atingir os seus abjetos e criminosos fins: manter os privilégios dos Deputados comunistas e do comité central que até hoje nunca propuseram na Assembleia da República que os ordenados de Deputados e de Ministros fossem reduzidos para um terço e desse modo salvaguardassem dos cortes e aumentassem os trabalhadores que ganham miseravelmente.

O Partido Comunista insiste em seguir o método do facínora Cunhal para destruir o país através do caos e do desespero dos mais fracos. A finalidade, depois da queda do muro de Berlim e da Perestroika, nunca mais a compreendi, a não ser pelo ódio que Cunhal tinha a Portugal por qualquer deficiência mental que este canalha escondesse.

O Partido Comunista vê aqui nos grevistas ignorantes e inconscientes do sarilho em que estão metidos, o meio mais simples, mas bem criminoso de atingir os seus criminosos fins. E viram-se as tentativas para provocar greves gerais que foram verdadeiros fracassos porque o povo não foi na conversa.

Que fizeram então os comunistas? Formaram mais outro logro: as manifestações e as marchas nos fins de semana com a aparência de gente apartidária e descontente, muitos serão. O Partido Comunista colocou as suas lebres a formar as marchas e quando viu que as podia alargar não hesitou em o fazer, como as que estão programadas para as pontes em Lisboa e no Porto. E querem-nas fazer atravessando as pontes sabendo que isso iria causar polémica com o Governo e com a polémica vem a publicidade ao Partido Comunista que desta maneira consegue arregimentar mais uns milhares de ignorantes que no momento exacto sofrerão todas as consequências da sua ignorância política.

Veremos, em breve, os resultados das greves e da entrega ingénua nos braços do Partido Comunista que desde o 25 de Abril até aos dias de hoje tem sido o cancro dos portugueses.

C.S

publicado por regalias às 06:15
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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013

Pensemos como gente, não como cães com coleira

O mundo deixou de ser livre. Já não o é há muitos anos.

Se perguntarmos aos nossos emigrantes dos anos 60 do século passado, onde eram mais livres, se em Portugal do que na França, na Alemanha, na Inglaterra ou na Suíça, posso garantir-lhes que em Portugal.

Em cada 100 expatriados, 97 ou 98 diziam que em Portugal eram muito mais livres. Eu digo o mesmo porque vivi esse tempo e essas andanças.

Afirmo isto sem qualquer intenção de influenciar seja quem for. É só a maneira mais simples de dizer: informem-se com quem viveu esses tempos e acabemos de uma vez por todas com as mentiras que serviram para tapar todos os erros dos políticos e o avanço da subserviência ignorante e que hoje esbraceja confusa e desesperada para se livrar da fome e do parasitismo de um Parlamento pago a peso de oiro, que é relapso ao trabalho como se viu pela “Lei de Limitação de Mandatos”, que não esteve para gastar uma hora a emendar e clarificar a Lei e acabou por dar a embrulhada e o espetáculo indecoroso a que todos assistiram.

Os portugueses encontram-se entre baias.

Se apoiam o PS têm de se contentar com tudo o que o chefe diz; se apoiam o PSD, idem, aspas, aspas; se apoiam o CDS a história é a mesma; se apoiam o PC é o vira o disco e toca o mesmo. B.E e PEV não contam.

Se os chefes dos Partidos os mandarem deitar para um poço, ai vai o rebanho, de punho erguido ou de mão levantada, enfiar-se no buraco.

E é este buraco que é preciso evitar. Mais do que obedecer cegamente ao Partido pensemos em Portugal, nos filhos e nos familiares.

Se o Partido tiver razão e lutar por Portugal e pelos portugueses sigamo-lo, mas se ele falar, falar, falar e prometer o que sabemos impossível de concretizar tenhamos a coragem de não ser estúpidos.

Ninguém espere que os Partidos ou o Governo lhes venham dar seja o que for. O Governo está falido e os Partidos querem ainda mais do que recebem para gastar em carros de luxo e hotéis de cinco estrelas.

O dinheiro e os gastos monstruosos que os do Governo, os Deputados e os chefes dos Sindicatos gastam, bem gerido, daria para os vencimentos mais débeis serem aumentados e não mexer nas pensões de sobrevivência.

Sem dinheiro e com fome não é possível falar em liberdade e Democracia.

Só há uma maneira de sair desta situação: trabalhar e trabalhar muito e bem, sem estar à espera da ajuda destes coveiros que nos “governam” e da oposição que cacareja, mas que arrasta os cães com coleira.

A Alemanha e o Japão, que saíram totalmente destruídos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), tiveram uma reconstrução imediata porque todo o povo lançou mãos ao trabalho.

Chegavam a fazer 14 horas por dia, abdicaram de férias durante meia dúzia de anos. Hoje dão cartas porque foram bem administrados.

Infelizmente os Portugueses continuam a ser incitados a fazer greves e o Governo, que está falido, vai tirando aos poucos, o leite, o pão, o peixe, a carne através dos impostos, da diminuição dos vencimentos e das pensões porque Bruxelas obriga a tomar estas disposições.

Portugal que era o País mais livre e mais feliz da Europa passou a ser um pau-mandado e a viver de coleira ao pescoço.

Temos de pensar muito bem depois desta asfixia mental de 40 anos de folclore, mentiras e ameaças que fez dos artistas da revolução e dos políticos do amém, os mais ricos de Portugal e os outros nove milhões os mais pobres e os mais desgraçados da Europa.

C.S

publicado por regalias às 05:30
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Terça-feira, 8 de Outubro de 2013

A canalha inconsciente tenta suicídio coletivo

Arrastados pela demagogia dos sindicatos e da oposição acéfala dos Partidos e dos Deputados que berram contra tudo o que o Governo seja obrigado a fazer por ordem de Bruxelas, este país afunda-se na confusão, na miséria e na estupidez mais abjeta.

Mas nenhum chefe dos Sindicatos nem dos Partidos, e muito menos os Deputados abdicam de metade de quanto recebem mensalmente para socorrer reformados nas pensões de sobrevivência que dizem defender.

Esta canalha, sem vergonha e sem pudor, ignorantes e inconscientes ao não abdicarem dos seus escandalosos direitos e mordomias são parte dos culpados da situação gravíssima que o país atravessa.

O povo ingénuo foi enganado desde o 25 de Abril. Os Governos Provisórios fizeram tudo quanto lhes deu na cabeça, desde a entrega das colónias sem qualquer explicação ao povo, a queima de livros com a tentativa inquisitorial de apagar a memória do Estado Novo e atrasar a comparação entre a ordem, o progresso e a alegria com que as pessoas viviam, com o descalabro e o dinheiro que, pelos vistos, essa gentalha encheu os bolsos, e esbanjou o que estava amealhado para evitar que o povo voltasse às agruras e às violências da Primeira República (1910-1926) e que a Ditadura Militar (1926-1933) e o Estado Novo tinham conseguido fazer esquecer.

Os Governos Provisórios não impediram os roubos na Embaixada de Espanha, que tiveram de indemnizar com milhões de contos para não arranjar problemas diplomáticos. O roubo no Palácio da Ajuda, as ocupações de herdades e de casas, as greves que fecharam empresas com milhares de trabalhadores e outras bem mais pequenas. A roubalheira e o terror fizeram subir o desemprego, que no Estado Novo era residual.

Tudo feito com a bênção da canalha que começou o desgoverno do país, desde o primeiro dia de um golpe de Estado permitido por Marcelo Caetano, esse sim, um verdadeiro democrata e um homem honrado.

O povo foi na festa e nos foguetes empurrados por jornais e rádios dominados por comunistas: o “Diário de Notícias”, o “Diário de Lisboa” e O Século”, Emissora Nacional, Rádio Clube, que escondiam os atropelos e incitavam à esclerose mental. Ainda hoje há restos deste rebotalho na Antena1.

Os Governos Constitucionais formados a partir de 1976 não conseguiram reverter a situação. O seu interior estava minado como ainda hoje o país continua infiltrado pelo que de mais reles há no comunismo.

Encontramos esta corja nas Associações recreativas, nas empresas de transportes e em todos os lugares onde possam influenciar o povo e o levar ao suicídio coletivo.

Os Governos Constitucionais esbanjarem o dinheiro nos Estádios de Futebol, nas Scut (sem custo para o utilizador) que agora pagamos com sangue suor e lágrimas.

Os Governos tudo fizeram para tapar os olhos aos portugueses construindo obras de fachada, endividando o país até à raiz dos cabelos e agora, não sabendo por onde se voltar, agarraram-se à TROIKA.

Até uma barragem, o Soares da Fundação, da tenebrosa e criminosa Descolonização Exemplar, das muitas viagens e dos escandalosos gastos pagos pelo Estado fez que, o António Guterres das SCUT e dos Estádios, parasse. Foram milhões de contos deitados ao rio porque, o perdulário Soares, garantia que as gravuras que iam ser cobertas de água não sabiam nadar. Só não disse que elas não se afogavam.

E Portugal continua a ver-se confrontado com o roubo que os grevistas fazem a todos os utentes dos serviços que não podem utilizar e ainda com um Governo de videirinhos que teima em querer agradar a gregos e a troianos.

Portugal sujeita-se a desaparecer como país independente. Espero morrer antes que tal aconteça. A repulsa que sinto crescer dentro de mim não me deixa prever nada de bom. É melhor morrer do que cometer algum ato que no Céu, no Inferno ou no Espaço infinito me arrependa por toda a eternidade.

C.S

publicado por regalias às 05:32
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