Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015

Avaliem médicos, enfermeiros e incitadores ao caos

Portugal é um dos países da Europa que mais médicos e enfermeiros tem por doente, mas isso não quer dizer que a saúde está bem em Portugal. Ela nunca esteve tão em baixo. Quando nas urgências morrem indivíduos com mais de oitenta e cinco anos e um, ontem, com mais de 92, é sinal que vêm do tempo passado em que haveria um décimo dos médicos e enfermeiros que há hoje e que ainda sobravam muitos que deitavam mãos a outros empregos porque os doentes não eram contaminados por estes propagandistas de tudo o que é dor de barriga para fazer milhentos exames até o doente se sentir mesmo mal e começar a ser tratado.

Mais grave ainda é que destes tratadores encartados, muitos deles pouco ou nada sabem do que estão a fazer e por esse motivo, não porque morre alguém que tem 92 anos e já não aguenta a velhice, mas por aqueles que têm trinta e seis e ficam cegos porque foram mal operados ou então e muito mais grave por aqueles que tendo sido contaminados pela Legionella não são tratados por gente que está de greve e se recusa a salvar vidas. Estes é que são os causadores da verdadeira catástrofe.

É sobre esta gente que o Ministério da Saúde deve fazer avaliações em vez de ir na conversa de médicos e enfermeiros que propagandeiam as falhas quando eles estão dentro do sistema e não atuam com a diligência devida.

A impulsionar estes altamente pagos, de mais trabalho no Inverno sem nunca mencionarem o pouco trabalho nas outras estações temos as rádios ligadas aos sindicalistas comunistas que fazem uma propaganda de tal maneira abjeta que até parece que o país está a morrer. E está se os Governantes forem na conversa e continuarem a despejar milhões em sujeitos que pelo seu comportamento não valem tostões.

Façam-se comparações com os outros países da Europa. Já não digo para fazerem o confronto com os cuidados no Estado Novo porque a gente vivia saudavelmente com poucos médicos e enfermeiros. Portugal é um dos países mais envelhecidos da Europa.

Acabe-se, de uma vez por todas, com os falsos alarmismos que esses sim são mais eficazes em provocar o medo a pessoas predispostas a acreditar em tudo. O Ministério mande inspetores disfarçados de pacientes e saberá com toda a certeza do exagero dos gastos e da fragilidade de muitos clínicos e auxiliares que receitam por receitar sem ter a noção do mal que causam ao paciente e ao sistema.

Enquanto os incitadores ao caos não alcançarem os resultados pretendidos com as greves e não pararem de espalhar o medo e a ignorância, o país não conseguirá levantar a cabeça.

C.S

publicado por regalias às 07:06
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015

Stultorum infinitus est numerus

O número dos tolos é infinito e o mais grave é que não são as pessoas com menos estudos que levam a palma a esta garotada que governa o mundo com uma lábia imensa e que usa todas as espécies de manipulação para atingir o lugar que lhe dá acesso a cometer todas as barbaridades desde difundir erros monumentais de informação até desencadear guerras contra países que vivendo descansados são mastigados por antropófagos do século XXI.

A ignorância dos Presidentes americanos é abissal, mas a do Hollande não lhe fica atrás.

A sobranceria desta gente é tal que nem se preocupam, antes de falar, em saber se aquilo que dizem está certo ou está errado.

Lembram-se da garantia do falso Bush quando jurava a pés juntos que o Saddam tinha armas de destruição maciça, que nunca ninguém encontrou mas que serviu para matar centenas de milhares, humilhar árabes e destruir um país?

Agora o Hollande felicita o BCE por ter uma inflação de 0% quando o devia incitar a sair dessa posição, se quisesse dizer alguma coisa.

Mais, o Hollande em vez de aconselhar ponderação ao jornal Charlie Hebdo junta a malta dos Presidentes e seus apêndices para mostrar que eram muitos, fortes e estavam unidos.

Resultado: agravou a situação. Há manifestações de sinal contrário, já houve mais mortes e muitas mais haverá, com estes bombeiros suicidas e incendiários loucos.

No meio destes poucos que mandam em milhões fica o povo que tal como a bola de ping-pong não pára de levar cacetadas de um lado e do outro e acaba por ficar mais parvo do que estes dirigentes mundiais que ainda não interiorizaram que têm de ser os melhores de todos e em todos os casos.

Mas não. Esta garotada em vez de proteger o povo, o seu e o de outras nações, acirra os combates tal como estamos a assistir entre as misses Universo de Israel e do Líbano por aparecerem juntas numa fotografia, que os chefes repudiaram porque não querem fazer amizades. Preferem a guerra e a morte.

Ou o deslavado Cameron que critica o Papa Francisco por apelar à ponderação. O Cameron prefere a confrontação com os mais fracos e o roubo do petróleo dos Líbios.

O número dos tolos sabidos é infinito. Os Governantes estão cada vez mais loucos e mais estúpidos.

C.S

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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

Pederastas e casais do mesmo sexo são lapidados

O problema dos pederastas e dos que casam com pessoas do mesmo sexo é chamarem a atenção e darem nas vistas como se fossem putas a chamar clientes.

Homossexuais, quanto a mim, são tipos que têm uma relação casual e que não ficam obcecados pelo que aconteceu e esquecem. Foi uma relação de festa, de copos e de droga e tudo passa porque a Natureza não tem piedade para quem não se reproduz.

A Natureza exige que os homens e as mulheres preparem e alindem o mundo em que vivem para não acontecer o mesmo que aos dinossauros.

Quando li e vi no jornal digital “Observador”, o que o Estado Islâmico está a fazer aos pederastas e aos que eles apelidam de homossexuais fiquei indignado.

As pessoas são atiradas de grandes alturas ou são lapidadas à vista de multidões que não hesitam em colaborar no macabro festim.

Eu sou contra estas práticas. Cada um pode fazer o que entender, mas não deve divulgar os seus vícios e os seus disfuncionais apetites chamo a atenção para o que acontece. Fazer o mesmo que os do Charlie Hebdo que continuam a provocar fanáticos é de uma estupidez inimaginável.

Quando indivíduos, como o que foi morto com um saca-rolhas nos Estados Unidos da América apareceu numa revista do semanário “Sol” a gabar os seus dotes de rabo, imediatamente pressenti que não iria longe. Nunca mais comprei o jornal e o rapaz que o matou sofre na prisão a vontade de subir rapidamente na vida.

A juventude não pensa nas consequências quando a sua tendência não é satisfazer paneleiros senão atingir as passerelles da moda. O resultado é tão desagradável, que escrevi um blogue a favor do rapaz.

Também quando o Sócrates arrastou o Governo e os Deputados a aprovarem o casamento entre pessoas do mesmo sexo fui frontal e desagradavelmente contra. Por várias razões:

O repúdio de muita gente é tremendo. Qualquer problema faz do casal um saco de traumas, por mais que digam que não. Por outro lado, em muitos países do mundo, se por acaso duas pessoas do mesmo sexo são vistas em posições de fornicação, o mínimo que lhes acontece é serem colocadas na fronteira, mas muitas vezes antes de o fazer chicoteiam-nos, cospem-lhes e obrigam-nos a sair rapidamente dos países. O mais grave é matarem-nos com a desculpa que foram assaltados.

C.S

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Domingo, 18 de Janeiro de 2015

Miguel Torga um Homem íntegro de outro tempo

No Estado Novo era frequente aparecer nos livros das escolas gente que servia de exemplo nas mais variadas ações.

O 25 de Abril não teve essas preocupações e tinha em Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, um Homem completo e que depois do seu desaparecimento há vinte anos poderia ser mencionado como exemplo do ser humano perfeito ou a rondar a perfeição.

Miguel Torga nasce pobre. É forçado a trabalhar desde novo, mas não se conforma com a subalternidade a que está sujeito. Os patrões dispensam-no ao fim de um ano, não pelo que fazia, mas pela insatisfação que demonstrava. Ele sabia que era capaz de fazer outros serviços mais difíceis e não se sentia contente.

Como tem um tio no Brasil é para lá que vai. O tio também devia ser de boa têmpera. Observa-o e admira-o. Ao fim de cinco anos pergunta-lhe se quer estudar e Adolfo Correia da Rocha forma-se em Medicina.

O estudo do ser humano é o que o apaixona e liga à natureza. A escrita sai-lhe natural, colabora na revista Presença onde encontra José Régio, Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca.

Quando vê que o caminho é outro, muda e escreve sempre.

Em 1940 tem um pequeno percalço depois do Embaixador de Espanha o ter acusado de grave ofensa ao Estado Espanhol.

A Espanha tinha saído da desumana e crudelíssima guerra civil Espanhola, 1936-1939, e arranjar um problema entre os dois países era complicado. Miguel Torga é preso, durante pouco tempo, e nunca culpou o Governo Português pelo sucedido. O momento da escrita contra o Governo de Franco não era o mais apropriado.

Depois deste episódio, Miguel Torga, começou a ser visto como alguém da oposição, a que ele não dava importância. O que escrevia fê-lo sempre com o à vontade de quem o faz sem medo e certo de que aquilo que diz pode ser aproveitado para se corrigirem mazelas.

A seguir ao 25 de Abril bem o tentaram com milhentas promessas, com a ideia que apoiaria todos os desmandos cometidos com a capa da democracia. Em 20 de Junho de 1975, para desfazer ilusões escreve:

“Estranha revolução esta, que desilude e humilha quem sempre ardentemente a desejou. A mais imunda vasa humana a vir à tona, as invejas mais sórdidas vingadas, o lugar imerecido e cobiçado tomado de assalto, a retórica balofa a fazer de inteligência.”

Assim era Miguel Torga. Íntegro da cabeça aos pés.

É tempo dos livros escolares o escolherem como símbolo da verticalidade do homem português.

C.S

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Sábado, 17 de Janeiro de 2015

A Europa em pé de guerra

À inevitabilidade de colocar um cinto de segurança não só na Europa mas em todo o mundo ocidental parece-me urgente.

É estranho como pessoas cultas e portanto conhecedoras das ações a que os fanáticos são capazes de chegar se divertem a fazer provocações continuadas sobre os símbolos sagrados mesmo que os consideremos fantasias próprias de gente a viver no século XIII.

Na França vivem milhões de muçulmanos. Os redatores do Charlie Hebdo sabiam que estavam no olho do furacão e espicaçaram-no. O resultado foi aquele que todos conhecemos e que continuará em várias direções matando e morrendo em nome de Alá.

O mundo ocidental ou se arma até aos dentes, o que não é provável, ou coloca escutas em todos os lugares o que não é razoável ou então faz uma coisa muito simples que é pedir a todas as pessoas que estejam vigilantes.

Mas têm de o fazer em todos os países, mesmo naqueles que pensam que nada lhes sucederá porque sempre respeitaram as crenças e os vícios de cada um.

Ninguém esteja certo disso. Amanhã será um banqueiro, no outro dia um grupo de pederastas que fazem a propaganda dos prazeres através de jornais de referência e assim sucessivamente. E quando não houver motivos para atacar, atacam na mesma.

O Estado Islâmico, estranhamente sediado em parte do Iraque e da Síria aproveitou a fraqueza destes países provocada pelos ocidentais. Com a cumplicidade das populações criaram um califado. A partir daí vão à conquista de outros territórios usando o último grito da tecnologia para cativar a juventude sempre insatisfeita e recetiva a novas aventuras.

Muito mais perigosas do que as sofisticadíssimas armas que a NATO usou para invadir o Iraque, a Líbia e para andar por locais que não sabemos vão ser as tecnologias digitais que sem darem um tiro destruirão aviões e tanques onde tudo funciona por modo computorizado.

Vai ser com estas armas, caso estes fanáticos não sejam travados a tempo, que eles poderão derrotar qualquer força militarizada.

É fundamental que televisões, rádios e jornais avisem as pessoas para estarem sempre em alerta. Os atentados podem continuar porque eles têm necessidade de avançar tanto no Médio Oriente como em África onde o Boko Haram também já estabeleceu um califado. Os fios são visíveis e se os especialistas nesses jogos de guerra ainda não o entenderam, esperemos que pelo menos oiçam um paisano e se ponham em movimento.

C.S

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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015

Portugal era o País mais livre e seguro da Europa

Talvez agora compreendam melhor a minha afirmação, já aqui repetida várias vezes, de que Portugal era o país mais livre da Europa.

A começar pela segurança e a estender-se por tudo quanto hoje é proibido fazer no país livre de inteligência e forte em Demagogia.

Um país é tanto mais livre quanto maior for a sua educação, e uma das preocupações de Salazar foi que nas escolas os professores insistissem nas regras de convivência.

Leia o livro da Primeira Classe (Primeiro ano do ciclo Básico). “Sabeis, meus meninos, como podeis agradar ao vosso professor? Não façais barulho na aula. Não deiteis papéis para o chão. Não risqueis as carteiras nem sujeis as paredes. Tende os livros e cadernos sempre limpos e em ordem. Estai com atenção. Sede amigos uns dos outros. Os alunos de uma escola devem ser como irmãos”. E noutro texto. “Respeitai as autoridades. O pai é a autoridade na família. Os filhos são obrigados a ter-lhe amor, respeito e obediência. O professor é a autoridade na escola. Todos os meninos devem obedecer às suas ordens e estar com atenção às suas lições”.

Este era o Estado Novo autoritário que Comunistas, Socialistas e Sociais-democratas apelidaram de Ditadura.

Ditadura que praticou a Democracia sem a hipocrisia democrática que permite tudo e que Soares já diz que não é Democracia porque está a vasculhar as contas do Sócrates e tem receio que chegue às dele e de outros governantes que enriqueceram excessivamente enquanto o povo empobreceu na mesma proporção.

Esta contradição está à vista de todos, mas ninguém a quer ver. É proibido insistir no erro da democrática democracia quando para a impor se matam negros nos Estados Unidos por dá cá aquela palha. Ainda há um mês, mais ou menos, vi matar um negro gordo com os polícias apertando-lhe o pescoço como se fosse uma galinha.

Em Portugal nada de semelhante se podia passar.

Ontem saiu um Decreto-lei a aplicar multas entre 50 e 250 euros a quem apoiar os pés nos estofos dos autocarros, fizer barulho, peditórios etc., uma Luísa Ramos vem falar em repressão como se isto fosse só apanágio do Governo português, não é. É da Europa.

No Estado Novo nada disto era necessário. Havia educação ensinada nas escolas. A liberdade era total. Quando alguma coisa era proibida, se o povo achava que não a devia cumprir não cumpria.

Portugal era um País interessantíssimo. Eu que nunca respeitei regras quando achava que eram estúpidas, argumentava com a Autoridade e nunca fui chamado a tribunal como aconteceu com esta democrática e desmiolada Terceira República.

Por muito mal que pareça a estes “democratas” continuo a afirmar e posso demonstrar que Portugal era o País mais livre da Europa.

Os casos que os demagogos apresentam como autoritarismo são idênticos ou menores aos dos Estados apelidados de democráticos.

C.S

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

Deputados e sindicalistas, promotores da indisciplina

Perdeu-se a vergonha em Portugal. E quem a tiver, perde.

Salvo raras exceções os deputados portugueses são broncos, feios e escangalhados de corpo e de ideias.

Quando ouvi a Isabel Moreira insultar a Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, que só ela vale mais que todos os Deputados socialistas e comunistas juntos, pensei para mim: a rapariga não se enxerga. Ela bem tenta chamar a atenção, mas coitada vive às costas do pai, o Professor Adriano Moreira que é um homem inteligente e considerado e a rapariga pensa que vale o mesmo porque lhe abrem portas que deviam estar fechadas.

A Isabel atirou-se à ministra, como fazem os jihadistas. Não lhe interessa verificar se tem ou não tem razão. É para atacar, ataca.

A Isabel é o protótipo dos Deputados que vivem do sopro: falam sem pensar e logo se vê o que acontece.

Se a Isabel fosse ministra e um ou mais funcionários lhe garantissem que os seus ficheiros estavam em ordem para colocar em funcionamento um novo serviço e ele falhasse redondamente, a Isabel era a culpada? Não. Os chefes dos sectores são os responsáveis pelos erros. De outra maneira não valeria a pena ter gente bem paga e altamente qualificada, substituía-se por robots.

Esta Isabel não é única. Desde há 38 anos que dezenas de Deputados se puseram ao lado dos prevaricadores e os Governos nunca conseguiram levar a melhor.

O Estado miserável em que o país se encontra é fruto dos videirinhos que defendem só os direitos dos trabalhadores quando estão na oposição, esquecendo que quando são Governo lhes acontece o mesmo. E nesta dança de idiotia e de fealdade, quem acaba por perder é sempre o povo que contra si bate palmas porque a demagogia é prato pesado para os seus fracos neurónios.

A esta fauna juntam-se os sindicalistas, com destaque para a CGTP que o infame Álvaro Cunhal artilhou desde que pisou solo português.

Este sindicato Comunista conseguiu transformar trabalhadores honrados em destruidores das próprias empresas, assaltantes de herdades e de casas.

A CGTP tenta arruinar Portugal e os trabalhadores ao incentivar greves, que lhes provocam a redução dos salários.

A indisciplina gerada pelos parlamentares e pelos síndicos masoquistas é a causa de todos os males nacionais.

C.S

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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2015

Limpeza e qualidade em Portugal

O Alentejo sempre primou pelo asseio das ruas, a brancura das casas e a naturalidade das pessoas.

Quantas vezes, para descansar do movimento e da balbúrdia citadina entrava pelo Alentejo, saboreava as casas e os monumentos, respirava fundo aquele ar puro e acabava a incursão na extraordinária comida alentejana e sempre que possível numa boa sopa de cação que pede meças aos manjares do céu.

Também o resto de Portugal tem primado pela limpeza só que ainda se encontram muitos prédios ao abandono, com ar desleixado e que não abonam em nada as aldeias, as vilas e as cidades em que isso acontece.

Portugal é essencialmente um país de turismo e se, por esse motivo, temos, sempre que isso seja possível, preservar o antigo que tenha valor, não podemos deixar que a construção passe a monturo.

O turista, tanto o estrangeiro como o português, sente o impulso da recordação. O passado deixa-o a sonhar, faz-lhe bem, adoça-lhe o espírito.

Para mim o Alentejo conseguiu sempre preservar a memória.

A minha paixão por este recanto de Portugal tornou-se maior quando comecei a ler Florbela Espanca. Muitas vezes me encontrei em Évora a sonhar com esta mulher que dedilhava as cordas alentejanas com a naturalidade de quem ama o amante.

Um dia, com Deputados portugueses e Deputados coreanos, que estavam de visita a Portugal, num impulso irresistível, de um dos púlpitos no interior da Pousada dos Loios, recitei em inglês o soneto Évora, que aqui deixo só as duas primeiras quadras:

 

“Évora! Ruas ermas sob os céus

Cor de violetas roxas…Ruas frades

Pedindo em triste penitência a Deus

Que nos perdoe as míseras vaidades!

 

Tenho corrido em vão tantas cidades!

E só aqui recordo os beijos teus,

E só aqui eu sinto que são meus

Os sonhos que sonhei noutras idades!”

 

Se a esta força sensível que nos une pelo amor juntarmos a qualidade dos nossos produtos, tenho a certeza que Portugal será capaz de suplantar todas as dificuldades.

O aviso, destes despropositados e últimos quarenta anos, fará que a prudência e a inteligência portuguesa abram o futuro entrando na prosperidade e felicidade a que os portugueses têm direito.

C.S

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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2015

Preto continua carne para canhão

Eu gostava de ser simpático, dizer coisas que todos gostassem de ouvir, mas neste mundo de contradições, enganos, hipocrisia e traições à verdade e ao decoro tenho de dizer o que sinto. Se não o disser minto, finjo que estou com este rebanho emaranhado de gente muito poderosa e influente a quem nunca prestei reverência quando outro ser humano, mesmo de raça ou credo diferente seja humilhado, morto, vilipendiado.

No Estado Novo, apesar de saber que havia Censura e em escritos de jornais ter sido sujeito ao lápis azul sem quaisquer outras consequências, resolvi escrever um livro “Tu cá, tu lá”, está disponível online, onde começo, logo na primeira página, por defender o trabalhador e ofender gravemente o Governo. O livro esgotou e nunca a Censura me incomodou.

A seguir ao 25 de Abril, com um texto bem menos gravoso, publicado no jornal “O Templário”, que tinha escrito a pensar que ia abrir os olhos aos militares, levaram-me a Tribunal e seriam vários anos de cadeia se não me tivesse sabido defender.

Por aqui já podemos inferir da Censura do Estado Novo e da Censura do Estado Democrático em que nos encontramos, para meditarmos nas mentiras monumentais que muitos Estados praticam para atingir determinados fins.

Toda esta conversa vem a propósito dos bárbaros assassinatos ocorridos em França e como os governos se movimentaram para repudiar tais atos e mostrar solidariedade na defesa dos direitos dos seres humanos.

Infelizmente estes atos são o reflexo de uma barbaridade mil vezes maior quando se destruiu o Iraque e a Líbia, com a agravante de o terem feito para justificarem o roubo de petróleo e ainda receberem pelas balas gastas com que os infelizes foram mortos.

Na Síria o pensamento foi o mesmo. Só que o Estado Islâmico, formado por mentecaptos semelhantes aos supracitados, baralharam todo o esquema e vamos ver até onde a bestialidade vai chegar.

Por muito estranho que pareça, na Nigéria, onde os massacres dos selvagens do Boko Haram têm provocado centenas de milhares de vítimas, os benfeitores da humanidade e que ficaram horrorizados com a morte de duas dezenas de gente branca, com toda a razão, mas que alguns tinham sido coniventes com os ataques ao Iraque e à Líbia porque os direitos democráticos não estavam a ser cumpridos, pouco se têm importado que os negros sejam mortos por outros negros.

Ao negro do petróleo a Nigéria junta a negritude esmagada às centenas de milhares até que o coração compassivo do branco vá acabar o trabalho e recolher o ouro negro que pareça suficiente para lhes pagar a empreitada e satisfazer a concupiscência, porque preto ainda é carne para canhão.

C.S

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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2015

Afonso Dhlakama e a paz e prosperidade de Moçambique

Preocupado com Portugal não o sou menos com os ex-territórios ultramarinos cuja ligação afetiva foi bem expressa pelo Coronel Alcides Sakala, em entrevista que me concedeu em 13 de Outubro de 1988, para o semanário “A Província” de que era Diretor.

O ponderado Alcides Sakala foi bem claro ao afirmar “São os portugueses que nos conhecem. Misturámo-nos 500 anos sem perdermos a identidade.”

Melhor que quaisquer outras afirmações, esta diz bem do caráter português e da sua maneira de ser em Portugal ou nas partes do mundo por onde andámos e por vezes nos fixámos.

Ao ouvir e ler que Afonso Dhlakama, líder da Renamo, pretende criar uma República no Norte e centro de Moçambique não fico preocupado, fico preocupadíssimo com todas as consequências que daí possam advir e cujos sacrificados sejam as doces populações moçambicanas que já tiveram, depois da independência, entre 1976-1992, a sua dose de terror e morte.

Ao recordar a entrevista ao ponderado coronel Alcides Sakala e a preocupação com as atitudes de Savimbi, cujo patriotismo não é posto em causa, mas cujos métodos desembocariam em milhares de mortes inocentes e num provável desfecho da morte do líder carismático, tal como veio suceder.

Dhlakama que tem este exemplo, que não levou a lado nenhum, sacrificou populações por teimosia e vaidade, por que não dizê-lo, sabe que Maputo só é rico e próspero se o seu todo estiver unido e a trabalhar para o bem de todos os moçambicanos que, como já afirmei, são de uma doçura e candura notáveis.

Dhlakama tem ainda como exemplo de paciência e inteligência Mandela. O tempo de reflexão, enquanto prisioneiro, levou-o a concluir que mais que as vaidades e os orgulhos pessoais estão os povos. O líder só é verdadeiramente líder se compreender isto. Se não o fizer pode sujeitar milhões de pessoas a sacrifícios tremendos sem qualquer proveito para o seu próprio país.

Ao recordar a entrevista a Alcides Sakala ponho em relevo a sua aflição em querer servir o chefe e a amizade e admiração que lhe dedicava e ao mesmo tempo tentar dissuadi-lo a utilizar métodos, que levariam mais tempo a atingir os objetivos, mas que eram aqueles que salvaguardariam as populações a novos sofrimentos.

Apelo ao bom senso de Afonso Dhlakama e de Daviz Simango a raciocinar como gente inteligente e adulta, que recusa os movimentos violentos dos incultos extremistas, e farão de Moçambique um país de paz e prosperidade.

C.S

publicado por regalias às 07:14
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