Terça-feira, 24 de Novembro de 2015

O Daesh entronca na Turquia e o terrorismo une-os

Só a ingenuidade dos Estados Unidos da América e a Europa ainda não tinha compreendido que a trapaça árabe ia mais fundo do que os terroristas do Daesh.

Bashar Al-Assad bem gritava que a Turquia era o grande suporte do Daesh e do Al-Nosra, mas os EUA e a UE, como crianças obcecadas em destruir um brinquedo, a Síria, não ouviram os apelos desesperados de um Presidente eleito nem pretendiam que houvesse eleições, como se os garotos fossem donos do mundo. Não são. Mas em incompetência não há quaisquer dúvidas que são peritos.

O derrube do avião russo pelos Turcos, mais não é do que forçar o holocausto entre os países Ocidentais e a Rússia e dessa maneira o califa Erdogan de uma assentada não matar 130 pessoas, mas 400 ou 500 milhões de infiéis para finalmente o verdadeiro Estado Islâmico se instalar nos territórios conquistados através da intriga, do cinismo e da crueldade própria da maldade e da estupidez.

Se eu fosse militar propunha que do conflito com o Daesh só se ocupasse a Rússia e, provado que o avião russo não tinha atravessado os céus Turcos, se fizessem pagar pesadas indeminizações ao Erdogan, continuando com ele sempre debaixo de olho ao verificar as afirmações de Bashar Al-Assad.

Pensem depressa nas decisões a tomar para o mundo ficar descansado.

 

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C.S

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O poder popular substituirá a democracia representativa

A 41 anos de distância, a recordação de todas as ameaças, roubos, mortes, injustiças e enganos ainda não são suficientes para cada um viver descansado e acreditar nestes políticos de opereta e de gasganete que falam do que não sabem e insultam como alarves.

Tiago Barbosa do PS chama gangster ao Presidente da República. A Canavilhas, do mesmo grupo, aplaude o epíteto de múmia que o abstruso insistiu contra o Presidente. A Catarina Bloco reforça as injúrias acusando o Presidente da República de líder de seita e o inacreditável Vasco Lourenço acusa o Presidente da República de chefe de fação.

Cavaco Silva mais, Presidente da República, do que cidadão paciente já os teria mandado a todos abaixo de Braga.

Como Presidente da República, recebeu o Costa Poucochinho, deu-lhe os últimos conselhos para o poder indigitar Primeiro-Ministro a contragosto. Ao mandá-lo embora devia ter-lhe dito:

Ó homem despache-se. Eu quero entronizá-lo antes do 25 de Novembro.

Foi também a raspar o 25 de Novembro de 1975 que Otelo, o herói, o comandante supremo das Forças Militares, quase Presidente da República e bandido, condenado a quinze anos de prisão, dos quais cumpriu cinco e amnistiado pelo grande democrata e descolonizador exemplar, o filho do padre Soares e ele, Soares também.

O Otelo, perto do 25 de Novembro, tem mais uma frase lapidar “O poder popular substituirá a democracia representativa”.

Os putativos revolucionários e contra revolucionários não lhe prestam atenção. Um tipo incoerente, e altamente volúvel, não é crível.

Em fins de Outubro a Rádio Renascença é ocupada pelos radicais. O PRP//BR garante que não devolverá as armas de guerra roubadas. A FUR ocupa o Governo civil de Faro. No Tribunal da Boa Hora realizam-se julgamentos populares.

A falta de autoridade é evidente. Alguém tem de pôr cobro à insanidade.

Pinheiro de Azevedo cala a Rádio Renascença à bomba.

Depois da independência de Angola em 11 de Novembro, perto de 320 mil operários da construção civil entram em greve para mostrar a força do Partido Comunista.

Otelo, mais uma vez dispara um dos seus disparates: “julgo ser viável a Revolução proletária no nosso país”.

Portugal estava prestes a ser entregue a um amontoado de loucos perigosos, incompetentes e totalmente subservientes a Cunhal.

Meto aqui um duplo parêntese para aconselhar a ler no “Observador” o texto de José Milhazes, “Meias verdades” e, no “Diário Económico” do dia 23, ou ouvir na Antena1 a entrevista com João Salgueiro.

Passadas quatro décadas, Cavaco ainda tem pesadelos. Não tenha, confie o embrulho ao flexível Poucochinho. Se lhe rebentar nas mãos a culpa não é sua e o povo ficará a saber que de promessas está o Inferno cheio. Se o Costa reerguer o País todos lhe ficarão agradecidos, acaba a brincadeira e todos deitarão mãos ao trabalho.

 

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C.S

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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2015

A caminho da Ditadura do proletariado

A FUR – Frente de Unidade Revolucionária – não acredita na tomada do poder pela via pacífica. Os SUV – Soldados Unidos Vencerão – desdobram-se em avisos e ameaças.

O Major Dinis de Almeida, o inventor dos Golpes contra as Forças Revolucionárias esforça-se por espalhar o medo e o caos.

A FUR sai imediatamente para a rua para apoiar o camarada e dar consistência e veracidade às aldrabices do Dinis.

O país está em polvorosa.

Como os comunistas consideram o Sul seguro, viram-se para Norte.

Os SUV e a FUR provocam vários atos de insubordinação no Centro de Instrução de Condutores Auto – CICA – no Porto, de maneira a desafiar as chefias militares.

Pires Veloso, que tinha substituído o esquerdista Brigadeiro Corvacho no Comando da Região Militar do Norte, manda encerrar a Unidade.

Era o que os comunistas pretendiam. A FUR e os SUV entram em confrontação com os apoiantes de Pires Veloso. Há várias dezenas de feridos graves.

O Conselho de Ministros anuncia que os culpados vão ser punidos. Como resposta a FUR e os SUV voltam a atacar e há mais feridos.

Sá Carneiro denuncia a perigosa subversão militar em que o país vive.

Os chefes militares dividem-se. Uns apoiam os comunistas e os radicais. Os outros preferem a Ordem e a Autoridade necessárias ao Governo de qualquer país.

O Primeiro-Ministro, Pinheiro de Azevedo, garante firmeza e segurança, mas o General Fabião a quem os galões e a ambição lhe tinham subido à cabeça resolve exasperar os superiores hierárquicos, vai ao Porto e reabre o Centro de Instrução de Condutores Auto, mostrando que o Primeiro-Ministro nada valia perante as Forças Revolucionárias.

Rosa Coutinho, comunista assumido e odiado pela maior parte da população, apoia Fabião e esforça-se para que a Ditadura do proletariado seja uma realidade sem se preocupar com as consequências de um ato experimentado e falhado em outros países onde o povo tinha sido sempre o grande prejudicado.

No Alfeite, o canalha, mentaliza os militares mais jovens dizendo-lhes que as praças são a garantia de qualquer revolução e que por esse motivo deviam defender a revolução em curso.

Todos se preparam para o conflito, tendo a certeza que ao serem disparados os primeiros tiros, a carnificina não pouparia nem vencedores nem vencidos.

 

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C.S

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Domingo, 22 de Novembro de 2015

Depois de um Verão quente Portugal começa a ferver

A caminhada até ao 25 de Novembro vai ser complicada. A FUR – Frente de Unidade revolucionária, vai armar-se até aos dentes e os SUV – Soldados Unidos Vencerão - fazem uma manifestação com mais de cinquenta mil pessoas. Juntam-se aos SUV todos os grupos que já mencionei no blogue “A homilia de Cavaco e os passos até ao 25 de Novembro” o que imediatamente mostra que todos estes bandos têm a mão do Partido Comunista e do seu chefe, o cobarde Álvaro Cunhal, que na altura de pedir meças encolheu as unhas e não enfrentou Jaime Neves, o verdadeiro vencedor deste novo 25, que hoje os radicais ainda rejeitam.

Depois desta manifestação de força segue-se o roubo de milhares de metralhadoras para serem distribuídas pelo povo ignorante e radical.

A loucura e a infantilidade perigosa são cada vez mais evidentes. O país é um barril de pólvora e adivinha-se pior que o do Miguelista de 1832-1834.

A 21 de Setembro rebenta uma granada perto do Primeiro- Ministro Pinheiro de Azevedo. No dia seguinte os Deficientes das Forças Armadas –DFA – fazem uma grande manifestação. A 25 os SUV assaltam a prisão militar da Trafaria e soltam os presos que ali se encontravam. A 27 é assaltada e incendiada a Embaixada de Espanha depois de a terem esvaziado do que de valioso possuía e que os impolutos revolucionários puderam roubar, sem que as Forças da Ordem interviessem.

Conscientes da impunidade, os Deficientes das Forças Armadas cercam a residência do Primeiro-Ministro e exigem o que lhes vem à cabeça. A FUR e a UDP apoiam.

Com o Primeiro-Ministro e Ministros sequestrados, a FUR ocupa a Radiotelevisão Portuguesa. Alguns Órgãos de Comunicação Social incitam os manifestantes a forçar a cedência do Governo.

Todos pretendem a queda do VI Governo do Contra-Almirante Pinheiro de Azevedo.

Aproveitando a ida de Costa Gomes à URSS, Pinheiro de Azevedo ficou com todos os poderes. Imediatamente mandou silenciar os Órgãos de Comunicação Social mais extremistas e disse a Jaime Neves que limpasse toda a escumalha que se encontrava ao redor de São Bento.

Os valentes meteram o rabo entre as pernas e desapareceram.

Como nenhum país funciona sem autoridade e segurança, as Forças Armadas e a polícia são essenciais para garantir o bem-estar das populações.

No Verão quente de 1975 o calor tinha enlouquecido até aqueles que nunca podem enlouquecer.

 

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C.S

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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2015

O esplendor de Portugal e o esguicho da asneira

A Antena1 é a chaleira que tenho sempre em lume brando e oiço amiudadas vezes.

O Esplendor de Portugal é normalmente uma xaropada de banalidades, onde um dos intervenientes, que julga ser inteligente e provido de graça, sempre que pode ofende Portugal, os portugueses e bolça o que não sabe porque não viveu no tempo do Estado Novo e muito menos no tempo da Ditadura Militar. Como o homenzinho confunde tudo e pensa, com pequenas citações, prestar algum serviço aos comunistas de sargeta, diz aquilo num português azamboado que poucos devem ouvir e perceber.

Eu, que me esforço por compreender o ser humano, resisto ao atabalhoado, oiço e fico sempre a pensar, mal-empregado tempo e dinheiro gasto com este servidor de um serviço público, que de pouco serve.

Ao ouvi-lo ontem, na emissão das quintas-feiras, depois do Jornal das 19 horas, o ignorante, no final do programa e depois do chefe da orquestra ter perguntado o que mais lhes tinha desagradado durante a semana, deu a sua opinião.

O Ronaldo, nome do artista, disse que ficou revoltado com uma situação passada em Ribeira de Pena onde uma mulher faleceu a dois passos de um Centro de Saúde porque a funcionária do atendimento não chamou um dos dois médicos que estavam nas consultas e preferiu telefonar para o 112.

O Ronaldo criticou a burocracia, e com toda a razão, depois acrescentou: é a ideocia (Palavra não utilizada em português, mas que aparece em alguns figurantes dos cartoons) de alguns funcionários públicos que acham que têm algum poder.

E remata: eu acho que não estou a pensar que esta é a herança de demasiados anos de Ditadura na qual quem tinha poder dava ordens também irracionais e o povo devia obedecer sem questionar.

Se o esplendoroso tagarela conhecesse minimamente o Estado Novo saberia que era o Estado onde a fraternidade, a solidariedade e a ajuda entre pessoas era evidente e Salazar incitava a que isso acontecesse. Muitos polícias foram castigados por ultrapassarem as suas funções.

As duas guerras: a Espanhola e a Segunda Guerra Mundial fizeram que a segurança servisse para todos disfrutarem de liberdade. Os relatos dos milhares de refugiados que por aqui passaram é bem a mostra do que era Portugal, que o homenzito classifica de viver em Ditadura porque a maioria dos mentecaptos diz o mesmo sem ler a Constituição de 1933 onde no artigo oitavo estão expressos os Direitos, Liberdades e Garantias.

Tal como oiço o arrazoado dos comentadores de hoje, também naquele tempo testei o Governo ao escrever e publicar livros, onde entendi escrever o que devia dizer.

Senhor Ronaldo, valia mais um pintelho de Salazar do que toda a cambada que diz chorrilhos de idiotices para conservar os lugares que abicharam.

 

Anterior “A homilia de Cavaco e os passos até ao 25 de Novembro”

C.S

publicado por regalias às 15:07
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A homilia de Cavaco e os passos até ao 25 de Novembro

Já vai longa a pregação do orador e a paciência dos curiosos apressados.

Esperneie por onde espernear Cavaco não tem como fugir ao destino que o Poucochinho ardilosamente lhe traçou.

Sejam quais forem as objeções do Presidente da República, Cavaco esbarra sempre com a Constituição que o tempo revolucionário armadilhou e que só o CDS teve a coragem de votar contra.

A bicha tem feito mais mal ao povo do que bem, apesar de lhe oferecer todos os direitos. Dá-lhe um bolo para lhe comer as papas na cabeça.

Se Cavaco não tem outra saída, por que espera?

Veja se consegue que o Poucochinho obrigue o PC a entrar no Governo e aí colocar muitas mulheres. Têm mais genica, dão outra cor ao Governo e pedem meças no campo de inteligência aos homens. Sugira-lhe a mistura:

Catarina Martins, Ana Gomes, Mariana Mortágua, Isabel Moreira, Marisa Matias, Joana Mortágua, Heloísa Apolónio e a Helena Roseta, esta como vice-primeiro-ministro.

Se não conseguir nada disto, vá a pé a Fátima, reze a Santa Quitéria, que é a padroeira dos parvos e faça figas para que tudo corra bem.

Cavaco tem razão em estar preocupado. Ele lembra-se dos antecedentes do 25 de Novembro que só por uma unha negra não deram em guerra civil que podia suplantar os mortos da Primeira República, 1910-1926. Agora os três da vida airada nem o comemoram.

E Cavaco recorda, primeiro, o ataque às sedes do PPD, do PS e do CDS pelos militantes do Partido Comunista, seguidas, passado pouco tempo, por uma violência brutal contra as sedes do PCP e do MDLP/CDE, com incendio e destruição de tudo quanto encontravam e que só a fuga dos militantes não causou nesse momento uma catástrofe.

O Partido Comunista fingiu de morto. Cunhal resolveu preparar-se para a desforra e a conquista do poder criando um Governo de unidade revolucionária e um exército popular utilizando células secretas.

É assim que consegue congregar grupos como a LUAR – Liga de Unidade e Ação Revolucionária. FUR – Frente de Unidade Revolucionária. LCI – Liga Comunista Internacional. FSP Frente Socialista Popular (dissidente do PS). MES – Movimento da Esquerda Socialista. PRP/BR – Partido Revolucionário do Proletariado/ Brigadas Revolucionárias; e Grupo 1º de Maio – grupo de extrema-esquerda que originou a UDP e que mais tarde passou a Bloco de Esquerda.

É este o medo de Cavaco Silva. Ao verificar a mistura explosiva Partido Comunista – Bloco de Esquerda que atacou, mas não explodiu no momento previsto, teme agora que isso possa acontecer.

Não tema Presidente. Os últimos quatro abéculas presidenciais que ouvi garantem a seriedade do Poucochinho. Não há que ter receio. Emposse. Para os desapossar está o povo, caso se sinta enganado.

 

Anterior ”Ou estou louco, ou já morri, ou é verdade o que li”

C.S

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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2015

Ou estou louco, ou já morri, ou é verdade o que li e vi

Um terrorista assumido, Hakim Elouassaki, ferido na Síria quando lutava e matava sob as ordens da al-Nosra, regressou à Bélgica para aí ser tratado a expensas do Estado a quem o seu advogado Abdersahim Lahlale pede ainda uma indeminização de 100 mil euros por encontrar uma falha na Lei. Ele aproveitou-a sem estar preocupado em quaisquer represálias para o cliente.

A Democracia Europeia é pródiga em esbanjar o que não faz falta a quem Governa.

Se não lesse o relato na revista “Valeurs Actuelles” e não visse as fotografias do monstro de metralhadora na mão sorridente e depois deitado numa maca não acreditava. Ainda pensei: devo estar louco.

O grave é que isto vem relatado a 10 de Novembro e a 13 há o massacre no Bataclan com terroristas Belgas que vão à Síria e voltam para a Bélgica com um desplante inacreditável e uma inconsciência das autoridades que não é compreensível.

A Europa se não pensar bem no que está a acontecer pode viver permanentemente sobre um barril de pólvora onde ninguém mais se sentirá seguro.

Culpados? A ignorância e o laxismo.

A abundância de dinheiro que enche a barriga, os bolsos e as contas bancárias dos Legisladores e dos Governantes esvazia-lhes as cabeças enquanto os filhos e outros familiares não forem vítimas da incúria de quem governa os países e se embebeda da importância e arrogância de quem nunca sentiu dificuldades.

 

Anterior “Eanes desmontou a cabala contra Bashar Al-Assad”

C.S

publicado por regalias às 17:43
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Eanes desmontou a cabala contra Bashar Al-Assad

Ramalho Eanes sintetizou a tragédia em que a Europa está envolvida.

Como político e antigo chefe de Estado repugnou-lhe apontar os nomes dos culpados. Eu já os repeti várias vezes, mas insisto para ver se ganham vergonha, juízo e medo de poderem ser julgados pelos crimes cometidos.

George W. Bush e Tony Blair humilharam os Iraquianos e destruíram, com base em mentiras infames, um país próspero e progressivo.

Cameron, Sarkozy e Obama, a propósito de pequenos atritos na Líbia invadiram um dos países mais ricos e bem organizados de África e mataram, destruíram e criaram um caos tão grande que o Mediterrâneo encheu-se de mortos e a Europa foi invadida por centenas de milhares de refugiados.

O drama e a tragédia são maiores do que a imaginação alcança.

Obama, incapaz de compreender a gravidade do erro cometido, resolve continuar o massacre na Síria tomando como desculpa, mais uma vez, a proteção de rebeldes contra o regime de Bashar Al-Assad e a imposição da destituição deste, como se Obama se tivesse transformado em Obama-mania ou se pense Deus do mal a quem todos devem obedecer ou morrer.

Ramalho Eanes em declarações à jornalista Luísa Meireles do “Expresso” faz uma análise curta e precisa:

“Naquela área não há uma guerra mas várias: a Turquia quer reduzir o poder dos curdos, os EUA querem que o Hezbollah se fixe naquela área para impedir que crie problemas a Israel através do Líbano, o Irão quer manter a hegemonia sobre o Iraque (xiita) com uma relação privilegiada à Síria para manter a ligação com o Hezbollah e, a Arábia Saudita pretende que haja um confronto entre sunitas e xiitas de maneira que a supremacia territorial daquela área pelo Irão não se torne um facto consumado”.

Yves de Kerdrel, diretor da revista “Valeurs actuelles” ouviu do Presidente da Síria, Bashar Al-Assad o seguinte: “a França não poderá lutar contra o terrorismo enquanto ela continuar aliada do Qatar e à Arábia Saudita. Por outro lado acusa o Ocidente de cegueira quanto à Turquia que apoia os grupos Al-Nosra e o Daech (EI) e ao mesmo tempo empurra para a Europa milhares de emigrantes.

O Al-Nosra é o grupo rebelde jihadista, com ligações à Al-Qaeda e que tem a bênção dos EUA porque combatem Bashar Al-Assad. O Daech é o outro grupo terrorista que tomou o nome de Estado Islâmico sem ter qualquer Estado, mas sim territórios ocupados onde vive, mata e morre à conta do petróleo que vende ao preço dos chícharos aos benfeitores que estão contra Bashar Al-Assad e que por portas travessas lhe fornecem armas para combaterem na Síria e morrerem com a bênção de Alá.

Quando perguntam a Bashar Al-Assad quando sai do Governo, ele responde tranquilamente que isso depende da vontade do povo e do Parlamento Sírio.

O único em que Bashar Al-Assad confia é em Putin. E faz bem. Os outros, os da Europa e dos Estados Unidos são um molho de tontos que agora andam aterrorizados fechando estádios, casas de espetáculos e até praças públicas sempre que alguém dá um traque e põe todos os valentes em debandada.

 

Anterior “O mistério do assassinato de Humberto Delgado”

C.S

publicado por regalias às 06:12
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015

O mistério do assassinato de Humberto Delgado

Agora que o Panteão Nacional está a apresentar, ainda lá não fui, até Abril de 2016, uma retrospetiva da vida e feitos de Humberto Delgado não deve escamotear nada da vida do intrépido do General, para que a história se escreva com a verdade que os vindouros merecem.

Humberto Delgado tinha uma paixão quase obsessiva por Salazar e pela sua obra. O livro que escreveu em 1933 “Da Pulhice do Homo Sapiens” de ataque ao reviralho e em defesa de todas as medidas já levadas a cabo pelo Ministro das Finanças é um libelo contra a insânia que ainda grassava em Portugal e contra a qual Salazar, paulatinamente, respondia com toda a calma e moderação de quem trabalha em favor dos portugueses e não procura agradecimentos.

Humberto Delgado não, achava que os políticos do reviralho eram uma caterva de ingratos que só pensavam neles e se estavam marimbando para o povo.

Humberto Delgado, homem inteligente, extrovertido e por vezes violento, subiu na hierarquia militar por mérito, montou os transportes aéreos civis, foi comandante da Legião Portuguesa e seria tudo quanto quisesse se não tem a célebre e infeliz frase sobre Salazar “obviamente, demito-o”.

Salazar que era Presidente do Conselho em 1958, no momento em que Humberto Delgado se dispôs a concorrer à Presidência da República, achou natural a sua vontade pois reconhecia-lhe grandes capacidades. O pior foi a frase, dita num momento de exaltação.

Em 1968, depois de uma volta pela Europa onde entrevistei Embaixadores e Cônsules portugueses e vários Presidentes de Câmara dos países onde me encontrava e o número de portugueses aí radicados era significativo, cheguei a Badajoz e resolvi aí parar dois ou três meses para descansar numa das terras que mais gratas recordações me batem na memória. Depois de entrevistar o Cônsul Manuel Pires Eduardo, solicitei uma entrevista ao Alcaide de Badajoz, D. Manuel Rojas Torres. Tanto uma como outra estão em “A Província” de 24 de Outubro de 1968.

Depois do trabalho feito resolvi descansar naquele paraíso de amizade, saudade e cavaqueira.

Encontrei gente que já não via há 22 anos. Esses foram-me apresentando os pais e amigos muito mais velhos. Foi com estes últimos que passava mais tempo, comia umas tapas e beberricava o que eles sugeriam.

Um deles, um dia antes de eu regressar a Portugal, garantiu-me que não tinha sido a polícia portuguesa que tinha morto o General e a Secretária.

“Os portugueses não matam mulheres. É preciso a indiferença dos habituados ao sangue. Mas se tivessem sido os polícias portugueses a fazer aquele serviço escondiam todos os indícios.

Os polícias portugueses ficaram com a fama para não levantar um grave problema internacional. Admiro muito os meus colegas portugueses.

Um dia conto-lhe a história verdadeira”.

 

Anterior “Vivemos num mundo de criminosos inconscientes”

C.S

publicado por regalias às 06:24
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2015

Vivemos num mundo de criminosos inconscientes

Ao ouvir, na última “Visão Global” da Antena1, o comentador Bernardo Pires de Lima dizer que os terroristas do Estado Islâmico são financiados pelos roubos, também eu há três ou quatro meses tinha alertado para a maneira sui generis como a coligação os atacava e por outro lado deixava que fossem subsidiados por países amigos que lhes compravam o crude a preço de roubo e em troca lhes vendiam armas a preço inflacionado.

Os recetores dos roubos são tão ou mais culpados do que estes criminosos que mais do que criar um Estado no Médio Oriente estão apostados em destruir os países Ocidentais que abriram a caixa de Pandora.

Não se compreende que David Cameron insista com Vladimir Putin para ajudar a derrubar Bashar-Al- Assad quando o que deve estar em causa são os terroristas do Estado Islâmico.

Cameron, Sarkozy e Obama sabem perfeitamente que foram culpados de todas as tragédias que estão a suceder na Europa, invadida por centenas de milhares de refugiados e assolada por ataques sucessivos a gente que não teve nada a ver com os crimes cometidos pelos três.

Cameron, Sarkozy e Obama atacaram a Líbia com a desculpa que tinham de proteger a oposição a Muammar Khadafi e substituí-lo, o resultado salta à vista. Não substituíram ninguém, roubaram o que puderam e a Líbia está num caos onde cada fantoche faz o que quer.

É isto que o Cameron e o Obama querem fazer à Síria sem se importarem com as consequências. Espero que Vladimir Putin não vá na cantiga destes dois para que o estômago do mundo não entre em revolução.

O mesmo já tinha acontecido com George W. Bush e Tony Blair. Destruíram o Iraque usando um chorrilho de mentiras. Fizeram matar Saddam Hussein e foram os grandes inspiradores do Estado Islâmico que ficou com milhares de soldados desempregados para depois da derrota ajudarem ao caos e a formar um califado de terra queimada e própria para enganar quem os atacou, que lhes matou mulheres e filhos e os deixou doidos de ódio e capazes de morrer aos milhares como bombistas suicidas para matarem milhões.

Cameron fala na impiedosa brutalidade de Bashar. Qual é a classificação, que ele se atribui a si próprio pelas centenas de milhares mortos na invasão da Líbia e aqueles que morreram em fuga no Mediterrâneo e os outros que na Síria deseja proteger, para fazer o quê? Alargar terreno para Israel ocupar e dar uma nesga de terreno aos Palestinianos?

Cameron e o Obama devem estar passados da cabeça. A história provará que que tanto um como outro são os culpados dos graves sofrimentos por que a Europa, o Norte de África e o Médio Oriente estão a passar.

 

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C.S

publicado por regalias às 07:15
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