Quarta-feira, 4 de Novembro de 2015

A mudança de regime está no horizonte

Eu que vivi metade da minha vida no Estado Novo e a outra metade já dentro desta tresloucada Democracia que me agradaria muito mais se Portugal estivesse bem e todo o povo vivesse sem problemas.

Precisamente porque Salazar tinha transformado uma nação miserável numa nação próspera e em crescimento sustentando, sem nunca dar um passo mais largo que a perna, o que não aconteceu nestes últimos 41 anos, ele soube cativar.

Desde muito jovem sempre me preocuparam as pessoas com poucas posses. Isso fez que escrevesse sempre o que sentia sem me preocupar com as consequências. Quem ler o “Tu cá, tu lá” publicado em 1961 ou 62 e colocado em www.cunhasimoes.net compreenderá isso perfeitamente. No entanto, com a Democracia entrei no Parlamento pelo CDS. Também o PS e o PPD tinham insistido comigo, só que o CDS não desistiu. Fui a contragosto. Sei que às vezes sou tremendamente desagradável e iria causar problemas ao Partido, como causei. O Freitas teve a ousadia de me fazer um processo disciplinar que perdeu, julgo que por sonolência e distração. Eram cinco e vinte da manhã e os deputados cabeceavam.

Não sou de esquerda, nem de direita. Sou por Portugal e pelos portugueses, pertençam eles aos Partidos que entenderem.

Marcello Caetano repetiu, várias vezes, que muitas vezes apontava para a direita e ia para a esquerda e vice-versa.

Antes do 25 de Abril fui a um país de Leste. Para lá entrar estive muitas horas à espera de autorização. Gostei. Os preços eram semelhantes aos praticados em Portugal. As vendedoras muito simpáticas até ao momento em que tentava uma incursão de cariz político. Aí a conversa mudava radicalmente e só não me viravam as costas ostensivamente porque eu pedia logo o artigo que estava a escolher.

Com o Partido Comunista chegava à ofensa. A Cunhal disse-lhe que entre ele e Al Capone ou havia cadeia ou havia diferença. Ao Veiga de Oliveira, que estava a defender a Reforma Agraria, fui tão violento que ainda hoje me arrependo do que disse. Freitas, nessa altura, repreendeu-me com toda a justiça acrescentando que o CDS era um Partido Democrata-Cristão etc.

Apesar do que referi simpatizo com a democracia e com tudo o que ela pode ter de bom, mas uma democracia fingida como esta onde o povo começa a viver bastante mal e vejo que os tempos mais próximos podem ser muito piores preocupa-me tremendamente quando os três Partidos na berra não encontrarem soluções de governabilidade e o povo, sempre o povo, seja o grande sacrificado.

Se não pensasse no povo, apoiava o Governo que viesse e quanto mais à esquerda melhor, para todos compreenderem como é governar à esquerda radical e sem rede.

Sempre gostei de experiências. Mas com o povo não se brinca.

 

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C.S

publicado por regalias às 06:34
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2015

Mourinho precisa, urgentemente, de um ano sabático

Raramente vejo ou oiço relatos de futebol. Sempre que posso fico atento aos comentários finais dos jogos, mas desligo sempre que os locutores fazem as traduções dos jogadores ou treinadores de língua espanhola. Para isso deviam fazer também as perguntas em espanhol e não as fazem. Querem mostrar mais algum saber e só causam aborrecimento.

O português deve aproveitar todas as oportunidades para espevitar. E o espanhol… como dizem os meus netos. É canja.

Tanto os treinadores e jogadores portugueses que pontificam nos clubes estrangeiros e aí se salientam têm a minha admiração. Quando acontece defrontarem-se fico sempre a torcer pelos dois lados. Aquilo que desejo é que os portugueses sejam os melhores.

O treinador José Mourinho acolhe a simpatia geral dos portugueses, enche-os de orgulho e muitas vezes serve de lenitivo a esta loucura política que só não arrasa os nervos ao pessoal porque há futebol caseiro e estrangeiro que levanta a alma e acalma os mais exaltados que insultam os políticos com a linguagem baixa que ouvidos ouvem e a língua diz sem se preocupar se estão crianças, mulheres ou tonsurados sem tonsura, que até esta e a vergonha caíram com o 25 de Abril.

As derrotas do Chelsea do José Mourinho doem mais do que o campeonato entre o Cavaco, a Catarina, o Costa, o Jerónimo e o Portas. O Passos já deita Governo pelos olhos, diz que quer ficar, mas está desejoso de se ir embora. O povo já o percebeu.

O Mourinho também deve entrar num ano sabático, descansar, resolver todos os problemas que tem, julgo que a nível familiar e isso desconcentra o Special one, torna-o irritadiço, contamina os jogadores e o desastre acontece.

O José Mourinho pode adoecer gravemente e ninguém quer isso.

Embora seja forte é difícil resistir a certos abalos e ingratidões quando sempre tentou fazer o melhor.

Treinadores e Jogadores que ganham somas anormais, muitas vezes não encaminham os filhos para as melhores escolas onde durante um ano ficam nelas e só nas férias regressam ao lar onde não devem ser estragados com mimos exagerados.

Já aqui contei que, a minha ida para a Mocidade Portuguesa, durante as férias em vez de as passar no estrangeiro e onde fazia tudo o que me apetecia foi precisamente para me obrigar a ser moderado, a ter ordem, a saber que tinha de obedecer, coisa a que raramente meus pais me obrigavam.

A Mocidade Portuguesa era o complemento escolar que a grande maioria dos jovens adorava porque todos tinham tarefas distribuídas e verificavam as suas capacidades.

Oxalá José Mourinho não esteja tão mal como penso. Ficarei descansado se fizer férias sabáticas ou se o Chelsea ganhar todos os jogos até ao fim do campeonato.

 

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C.S

publicado por regalias às 06:59
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2015

Catarina mastiga o Costa e come o Jerónimo

A rapariga anda saída. O Costa e o Jerónimo estão-lhe no pensamento e dificilmente escaparão ao apetite voraz da rechonchuda bloquista.

A ambição do Costa vai afundar-se nos olhos e na inteligência da Catarina.

Alarmado com as quebras do Costa e os requebros da Catarina e perante o olhar pasmado do Jerónimo, o camarada Francisco George, cujas afinidades são grandes com as possíveis vítimas e o congelamento imprevisto do Costa e do Jerónimo, determinou um Plano de contingência para o frio. A Catarina que brota calor por todos os poros, manda catar o George, descongela pensões e austeridade.

O George apela à vacinação rápida do Jerónimo que já zarpou dos 65 e, com todo o balouçar da catarina, ainda fica taralhouco o que não é nada conveniente para um servidor do contra.

Antes do 25 de Abril, a grande maioria dos estudantes era sempre do contra. Contra sem consequências, uma forma de rebeldia inconsequente. Depois do 25 de Abril tomaram a expressão à letra e alguns, filhos de pais riquíssimos, declaravam-se comunistas convictos.

Um dos homens que mais impressão me fez por mudar radicalmente foi Eduardo Prado Coelho, homem inteligentíssimo que por medo ou outro desígnio qualquer se juntou ao PC, ele que não perfilhava a ideia. Bem pelo contrário. Mas Prado Coelho dedilhava a palavra como os grandes compositores escrevem música. Contrariado modificou a partitura.

Julgo que morreu cedo devido à luta com as suas próprias contradições.

Mas o tema é a Catarina e os seus ferozes companheiros de jornada que ela deve já ter na mão até 31 de Março, altura em que termina o plano de vacinação do George.

Como Portugal é um país de inconscientes, onde eu me incluo porque não fujo às excelsas qualidades de todos, desde o fiel farrapo até ao mais ilustre intelectual que brotoeja esquerdismo puro e duro enquanto pela calada enche a burra, fico deliciado a ouvir a Catarina mastigar as leis, a gestão, os gestores e estes dois anjinhos, com ar de malandrecos, a desafiá-la para fazer uma perninha no Governo.

Cada mulher vale bem dois homens. A minha admiração pela mulher é ilimitada, mesmo quando não concordo com as suas ideias.

A Catarina sabe que, mesmo dizendo verdades, os homens não acreditam. Acham que exagera. Eu acho que ainda não diz tudo.

Nas próximas eleições veremos se estou certo ou não. Os dois pagarão à nova Cleópatra o tributo, há tanto devido às mulheres portuguesas.

 

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C.S

publicado por regalias às 06:11
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Domingo, 1 de Novembro de 2015

Contraditório luta entre a inteligência e a ignorância

Uma afirmação não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa ao mesmo tempo.

O Grande especialista em manipular estes conceitos foi Álvaro Cunhal.

A partir da sua chegada a Portugal as mentiras, tantas vezes repetidas tornaram-se verdades reproduzidas por historiadores fabricados no pós-25 de Abril depois de terem passado pelos conventos onde a falsificação tem frutificado.

Houve até uma atrasada mensal que insinuou que Salazar tinha dado ordens para matar o General Humberto Delgado.

É grave pela mentira e mais grave por a mulher ter um curso de história e tal como os médicos está sujeita à verdade e à honra.

O Cunhal baralhou de tal maneira estas minúsculas inteligências que a falta de hombridade anda a par com a idiotice.

Outro semovente semelhante veio afirmar que Marcello Caetano era cripto-comunista. Para justificar a afirmação disse que ela era de Jaime Nogueira Pinto. Para azar do falsificador, que deve saber tanto de cripto-comunismo como eu sei de lagares de azeite, o Dr. Jaime Nogueira Pinto leu a notícia, desmentiu-a e chamou-lhe básico, leviano e ignorante.

Já não falo do historiador de fartas banhas, baixo e falador do BE que escreve livros de história justificando sempre o erro, a bondade, a razão e os trabalhos das marionetes deste país, com o despudor dos falsários que mesmo conhecendo a obra ímpar do Estado Novo, depois da miséria atroz herdada da Primeira República e de ter tornado Portugal um país próspero e considerado em todo o mundo, se agarram a pequenos nadas como por ex. O “Orgulhosamente sós” sabendo que isso queria dizer que estando com todos os países, não fazíamos o que eles mandavam como acontece agora com Bruxelas a quem os Governos estão subservientemente subjugados.

Voltemos ao infame Cunhal.

Quando ele, para mostrar a força dos comunistas e a mentira das palavras, declara que para enganarem o povo, os anticomunistas afirmavam que “os comunistas comiam criancinhas ao pequeno-almoço”. A frase é de sua própria lavra, mas copiada do livro “EXODUS” de Leon Uris, quando um dos personagens diz para outro “Os judeus…comem homens como você ao pequeno-almoço”. O abjeto Cunhal substituiu homens por criancinhas e lançou a frase que os tolos tomam como verdadeira.

Que a ignorância dos que seguem a seita acredite em todas as parvoíces é natural. Fixam o mais fácil. Agora que gente, com dois dedos de testa, repita estes chavões de demagogia para suportar ideias é mais que exagero, é despudor, é ignorância!

Se o Contraditório saltar a quem ouve a falsidade, e mostrar que quem faz estas afirmações tem de estudar mais e saber o que diz, o "Contraditório" fica mais amolgado do que o Cavaco. Este, seja qual for a atitude que tomar, carregará sempre com as culpas. Nem a Esquerda nem a direita aceitarão o veredicto.

 

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C.S

publicado por regalias às 07:40
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