Quarta-feira, 2 de Março de 2016

A falta de produtividade em Portugal e a União Europeia

Bruxelas avisa Portugal que é erro grave aumentar os salários quando a produtividade dos trabalhadores portugueses é a mais baixa da União Europeia e, a continuar assim, o desemprego tenderá a aumentar.

Terão certamente razão as ilustres e altamente pagas cabeças governantes desta associação de países, mas a verdade é que 530 euros pouco mais dão do que para umas solas de sapatos e pão e água para um agregado familiar com quatro pessoas.

Quanto à produtividade, Bruxelas é capaz de ter razão. Há muitas fábricas em que a organização do trabalho sofre de graves deficiências e os trabalhadores só são culpados porque a permissividade de Diretores e chefes de secção autorizam que os trabalhadores conversem enquanto trabalham e muitas vezes até oiçam relatos de futebol ou discutam assuntos que não têm nada a ver com a produção.

Estes são alguns dos motivos porque a produtividade Portuguesa é 53 ou 54 por cento da média da União Europeia.

Mas, segundo aquilo que penso, há ainda outro fator determinante que é preciso ter em conta. Muitas das máquinas, com que trabalham, já foram ultrapassadas pelas da Europa rica e evoluída que estão up-to-date (atualizadas). Isso conta muito.

O trabalhador português não é calaceiro. É mal orientado. E verificamos isso quando ele vai para o estrangeiro e supera todos os outros trabalhadores em empenho, produtividade e assiduidade.

A culpa não é do trabalhador mas de quem o orienta.

A União Europeia não tem culpa de que isto seja assim e não está disposta a pagar para subsidiar quem não se sabe governar desde há 42 anos.

A Europa cansou e está com outros problemas a que tem de deitar a mão.

A solução é simples, embora haja sempre quem discorde. Mas isso também é de português.

Eu próprio me confesso: somos os maiores anarcas do mundo.

Mas sabemos reerguer-nos e superar, sempre que atingimos os limites.

 

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C.S

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Terça-feira, 1 de Março de 2016

Portugal assiste à barbárie a pensar nas consequências

É difícil ficar indiferente à saga dos refugiados. Se por um lado nos horroriza e comove, por outro tememos que por detrás esteja uma ideia muito mais trágica e engendrada por aqueles que aproveitaram a invasão do Iraque pelo George W. Bush e pelo Tony Blair.

Depois de terem derrubado o Governo, assassinado Saddam Hussein e afastado do Governo e das Forças Armadas os Sunitas, eles organizaram-se congregando outras fações, resolveram criar um grande califado, a que deram o nome de Estado Islâmico. Primeiro começaram com ataques terroristas e a seguir ocuparam grandes regiões do Iraque com a cooperação da maioria Sunita. Os ataques mortíferos contra os Xiitas são constantes. A seguir avançaram Síria dentro com o apoio dos rebeldes e o suporte da Arábia Saudita e Turquia que lhes ficam com o produto dos roubos por tuta e meia.

O avanço extremamente rápido como alargaram território só se compreende pela barbaridade como tratam as populações forçando-as a fugir em direção à Europa com a ideia de a ocupar com a sua gente e territórios que mais tarde lhes ficarão à mercê porque aí têm com quem se entendem para morrer em nome de Alá.

O assunto é complicado, mas quando se veem milhares de inocentes a morrer debaixo da metralha que os expulsa ou à fome, ao frio, no mar com parte de culpa nos países civilizados é difícil decidir.

Por mim, acabada a guerra devolvia-os à Síria onde fazem falta e onde eram felizes.

Bashar al-Assad já marcou eleições para 13 de Abril, o que significa que não está agarrado ao poder e que os sírios podem escolher o governante que entenderem.

No início da nacionalidade, Portugal, minguado de gente, teve de recorrer às fontes. D. Teresa oferece a D. Hugo, Bispo do Porto, o Burgo e o Couto para que ele o defendesse e impedisse ataques vindos da Galiza, Castela, Leão e Aragão. O filho, D. Afonso Henriques, muda a capital de Guimarães, em 1131, para Coimbra, funda o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e protege a construção do Mosteiro de Alcobaça. Dessa maneira fixava gente nesses lugares e assegurava o sustento da população. Sancho I, cognominado o Povoador, envia Guilherme, Deão de Silves, Europa fora arregimentar gente da França e da Flandres para povoar o país.

Os reis aproveitavam os árabes, também conhecidos por mouros ou muçulmanos, sempre com muitas cautelas, sabendo que guardá-los no seu seio era viver sempre em sobressalto.

Os Árabes nunca esqueceram a Península Ibérica e o sonho de mais tarde aqui se voltarem a fixar.

É por este motivo que entre civilizações diferentes, cada um deve ficar em sua casa para não incomodar o outro.

 

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C.S

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