Quarta-feira, 20 de Abril de 2016

A ONU e a Oposição síria formada por criminosos

A obsessão dos EUA em teimarem no erro de perseguir Bashar Al-Assad e forçarem-no a deixar um Governo para que foi eleito, leva a que a ONU tente negociar a criação de um Governo de transição de modo a proteger todos os grupos Jihadistas e os empurrar para o poder.

Robert F. Kennedy Jr, no seu depoimento “Por que os árabes não nos querem na Síria” chama-lhe uma história imunda. E tem várias provas:

Em 1949 a CIA começou a sua intromissão clandestina na Síria.

São enviados dois especialistas em golpes, Kim Roosevelt e Rocky Stone.

Para minar a estabilidade do país parte Rocky Stone. Com 3 milhões de dólares suborna militares e políticos sírios e incita militantes islamitas até derrubarem o regime democraticamente eleito. Junta aos facínoras a Fraternidade Muçulmana. Prepara assassinatos de vários dirigentes sírios e imputa-os aos Ba’athistas sírios de modo a que a Síria fosse invadida pelo Iraque e pela Jordânia. Mas alguns não se deixam subornar e informam o Governo do Partido Ba’ath que prendeu Stone. O valente confessou tudo. Stone foi expulso de Damasco, com dois funcionários da Embaixada Americana e executaram por traição os sírios corruptos.

Os EUA mandaram a VI Frota para o Mediterrâneo, conspiraram com o MI6 britânico, formam a “Comissão Síria Livre” e armam criminosos.

Em 2009, segundo a Wikileaks, a CIA subsidia a oposição Síria. Apesar de Assad liberalizar o país, ter Internet, jornais, caixas automáticas, aproximava-se do Ocidente e entrega arquivos de informação sobre radicais Jihadistas que Assad considerava inimigos da Síria e do Ocidente.

Em 2011, os EUA, a França, o Reino Unido, o Qatar, a Arábia Saudita e a Turquia uniram-se na “Coligação Amigos da Síria” para derrubarem Assad.

A Comunicação Social, paga a peso de ouro, ajuda ao estupro.

Apesar de toda esta infâmia e sabendo que Obama pagou 500 milhões de dólares à Oposição síria formada pelos Jihadistas, Al Qaeda, pela al-Nusra e por todos aqueles que formam o sanguinário Estado Islâmico, mesmo assim, a ONU continua a pretender dar a bênção à violação de todas as regras internacionais apesar de ter a consciência do erro por subserviência à caturrice dos EUA, da França e do Reino Unido e sabendo que nenhum dos outros aliados da Coligação tem credibilidade.

Continuar com a ignomínia é empurrar outro milhão de refugiados para a Europa e, pelos vistos, enviar os europeus para os EUA enquanto o vírus da loucura, da estupidez e da insanidade não chegar àquelas bandas.

 

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C.S

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Terça-feira, 19 de Abril de 2016

Maneira útil e simples de ouvir os espíritos

Com a morte na alma pela barbaridade que tem ceifado milhões de inocentes em adoração do bezerro negro que brota das veias da terra e intumesce o bestunto da besta humana, em vez de chorar de raiva e de impotência por nada mais poder fazer que escrever, mergulhei no passado e ouvi as vozes que continuam o futuro pela sensatez como desenrolaram a vida e os seus acontecimentos.

Recordei Vitorino Nemésio. “Se bem me lembro” todas as suas charlas são passatempos agradáveis de conhecimento, prazer e serenidade.

Do mesmo modo, Agostinho da Silva, em “Conversas Vadias” era um deleite de saber e atração. Ninguém fugia do pequeno ecrã enquanto não terminasse a palestra.

Perante a revolta e a dor com mais uns naufrágios de barcos estranhos, a cair aos bocados e de gente que não desiste de alcançar a felicidade, ouvi Agostinho e Nemésio. Os náufragos encontram-na no fundo lodoso do Mediterrâneo ou no mar Egeu e aí largam os espíritos que amaldiçoarão a vida dos egoísmos e entram, chorosos, no esquecimento eterno.

A RTP1 tem um acervo fabuloso de charlas e palestras de Vitorino Nemésio e de Agostinho da Silva que pode, nestes tempos conturbados por gente louca, ir apresentando os temas, ainda atuais, destas duas fabulosas personalidades.

Muitas vezes evito ouvir programas, que gostaria de seguir, inclusive na rádio, porque a dicção é desastrosa. Não compreendo mesmo como para as emissões seguintes os intervenientes não melhorem a pronúncia sabendo que a manter uma linguagem cerrada, os ouvintes fogem por não compreender a maior parte do que dizem.

E já não falo dos Locutores. No Estado Novo, a boa dicção era condição essencial para ocupar o lugar. A seguir ao 25 de Abril foram colocados, ao molho, locutores do engano e do Partido.

A dicção, de Agostinho da Silva e de Vitorino Nemésio, era interessante. Tanto um como o outro tinha uma dicção especial, encantatória. Aquilo que poderia parecer obstáculo auditivo tornava ainda mais apelativas as palavras. O tempo passava tão rápido que todos desejavam sempre mais.

A RTP, em vez de gastar o que não tem em programas sem sumo, bem poderia dar voz a estes espíritos do pensamento, do saber e dos afetos.

 

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C.S

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Segunda-feira, 18 de Abril de 2016

A fúria da Natureza e o rugido do mar

No Universo, o ser humano não passa de inseto pensante e arrogante.

Ao lado de descobertas espantosas comete erros colossais e crimes inimagináveis para o ser que se considera o mais inteligente do Universo.

Os conflitos mundiais sempre me atraíram na procura de que os motivou; o seu desenvolvimento e as conclusões.

Foi por esse motivo que há vinte anos escrevi o livro “Sexo e magia desencadearam a segunda guerra mundial” que pode ser lido na internet. Basta colocar o título no Google, que ele se encarregará de disponibilizar.

Os conflitos no Iraque, na Líbia e na Síria além de me agitarem o sono e fazerem saltar da cama quando ainda devia estar mergulhado nos sonhos levam-me a relacionar factos e verificar consequências.

A ligação do Universo infinito ao microcosmos finito, que é o ser humano, é tão real que me espanta como os cientistas ainda não estudaram os avisos que o macrocosmos emite e os políticos continuarem as erradas decisões que vão desde os ataques à Natureza, às guerras e ao lixo que entulha os oceanos.

A quantidade de sismos que em Março e Abril têm acontecido são avisos que desde o Japão, o Equador e México podem chegar a S. Francisco.

Nos últimos 20 anos, mais de seiscentas mil pessoas morreram em catástrofes naturais que o ser humano não controla. No entanto, os EUA estudam a maneira de desviar um asteroide, que é um pequeno planeta, como quem desvia um avião, o que não é nem de perto nem de longe o mesmo. Mas os cientistas dizem que sim e estão entretidos com o assunto sem se preocuparem com os avisos dos sismos e dos maremotos que fazem desaparecer habitantes e ilhas ou costas densamente habitadas, mas que incomodam a Natureza.

O Tsunami na Tailândia em 26 de Dezembro de 2004 provocou mais de 230 mil mortos. No Japão o Tsunami de Março de 2011 provocou 19 mil mortos e estragos consideráveis na Central Nuclear de Fukushima. A única solução que o Japão encontrou foi construir um muro de 12,5 metros de altura e de 400 quilómetros de extensão.

Quanto a mim o Universo está aborrecido com o inseto pensante e ingrato por possuir tudo quanto é necessário para viver feliz e contínua a insistir em guerras de atrasados mentais, pouco mais evoluídos em sentimentos do que os homens das cavernas, e que teimam em se autodestruir sem ouvir a Natureza e o rugido do mar

 

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 C.S

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Domingo, 17 de Abril de 2016

O fluxo contínuo de refugiados não é normal

Desgosta-me profundamente atacar os EUA ao apontar-lhes os erros tremendos que cometem, não por solidariedade, não por Direitos humanos, não, não, não, mas sim por insensatez, por ganância, por, por, por… e nunca mais acabaria de acusações recheadas de dor e sofrimento.

Os EUA têm o azar de encontrar videirinhos que desde o Papa aos Governantes Europeus todos lhes dizem amém ou se calam perante violações absurdas, criminosas como foi a invasão da Líbia a que um Papa, apesar de um seu Cardeal, que vivia no centro do conflito, o ter alertado para a catástrofe provocada e injustificada, não se ter insurgido.

Os Governantes Europeus fizeram pior. Sarkozy e Cameron acirraram o Obama para o massacre.

Ontem ao ouvir as pieguices inconsequentes do Santo Padre num campo miserável de refugiados o meu estômago passou mal. Hoje vomita.

É certo que os grandes culpados são os EUA que desencadearam, nestas zonas, os conflitos, e que, Robert F. Kennedy Jr, em “Por que os árabes não nos querem na Síria” desdobra os acontecimentos.

O senador John F. Kennedy já tinha pedido “fim à intromissão imperialista dos EUA em países árabes”. Mas a insensatez não tem ouvidos.

Robert F. Kennedy Jr lembra que os pais fundadores dos EUA alertaram os EUA contra manter exércitos gigantes, contra imiscuir-se em questões de outros povos. ”

Tudo inútil para quem vive obcecado em produzir armas, vender e comprar guerras até tornarem os EUA uma prisão dourada e policiada, cidadão a cidadão, 24 horas por dia.

A chegada descontrolada, caótica e excessiva de refugiados não é normal, provoca um sofrimento inacreditável naqueles que arriscam a chegar à Europa e um perigo enorme para a Europa, que não tem disponibilidade de verificar a bondade de cada um que abriga e recebe.

A solução é simples, desde que bem pensada.

Em primeiro lugar há que travar a saída nos países de origem. Se os Estados Unidos começaram a hecatombe é fundamental que sejam eles, a França e o Reino Unido a saber como parar o que começaram.

A Rússia e o Governo Sírio estão prestes a controlar todo o território, por esse motivo os sírios podem voltar ao país onde a civilização aconteceu.

Continuar com palavras doces ou com a arrogância dos militares levará ao desastre total na Zona do Médio Oriente e na Europa.

Quem não acreditar que isto é assim, resta-lhe esperar até que a carnificina chegue, por qualquer meio invisível, aos EUA.

 

Anterior “Honorários encastoados numa Constituição imposta”

C.S

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Sábado, 16 de Abril de 2016

Honorários encastoados numa Constituição imposta

A Constituição só se cumpre se os portugueses viverem melhor, disse o Presidente da República. Acrescentou: “os portugueses só perceberão a importância da Constituição se isso significar alguma coisa nas suas vidas, se viverem melhor em termos económicos, sociais e culturais” e remata: “não vale a pena falar-se nos 40 anos da Constituição, só por si, se não houver condições para dar vida à Constituição e à Democracia”.

O Ferro ao querer encastoar os artistas a este desconchavo, oito vezes maior que a Constituição americana, amarfanha o país e a dignidade de gente livre.

Ferro achou que devia agarrar os deputados ao título de honorários.

Segundo consta encontrou 114. Muitos, por delicadeza, aceitaram receber aquilo que não os nobilita, bem pelo contrário, desacredita.

A Constituição foi delineada debaixo da Ditadura do MFA que obrigou os Partidos a assinar o Pacto MFA-Partidos e que dizia taxativamente isto: o MFA acompanhará os trabalhos. A Constituição é aprovada pelo PR, ouvido o Conselho da Revolução (CR). A Constituição não porá em causa a institucionalização do MFA. O Conselho da Revolução decide orientações de política interna e externa e a Constitucionalidade das Leis.

Adriano Moreira imediata e corajosamente afirmou, e depois escreveu, que o contrato prévio com o MFA retirava natureza soberana à Assembleia eleita em 1975 para elaborar a nova Constituição Portuguesa.

Vital Moreira, um dos Deputados comunistas estrebucha na frase bombástica: “a Constituição deve ser um elemento da marcha revolucionária”, hoje deve estar arrependido. Mais tarde fugiu e foi cair nos braços do PS que Mário Soares classificava de Marxista até ao dia em que a besta que veio do frio, o traidor à Pátria e a todos os portugueses, lhe pregou um chuto tão certeiro que o Soares acordou e desligou-se do Cunhal que, ao afastar o amigo, nunca mais conseguiu impor a Ditadura do proletariado.

Bem pode o Ferro alimentar o folclore. O resultado será o inverso.

Todos querem esquecer os erros cometidos desde há 42 anos, mas se os que têm sugado a revolução falhada teimam em recordar o que deve ser esquecido, façamos-lhes a vontade e recordemo-la para rejeitar toda a infâmia dos tempos, em que a perversidade não teve limites.

 

Anterior “Todos iguais mas com línguas diferentes”

C.S

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Sexta-feira, 15 de Abril de 2016

Todos iguais mas com línguas diferentes

Anatomicamente os seres humanos são iguais: brancos, pretos, amarelos, mas a fala, de muitos destes povos, é diferente. Para se entenderem; ou arranjam uma língua comum ou cada povo estuda a língua da outra nação.

Hoje, o Inglês tem sido a língua escolhida para os entendimentos políticos e comerciais. No século dezasseis, o Português serviu de intermediário. Muito antes o Latim foi o intercâmbio entre os povos.

Dito de maneira simples e sem muitos pormenores para os blogues não se tornarem extensos e ao mesmo tempo dizer por que são escritos.

Este pretende dizer que falar qualquer língua é muito fácil. Quem precisa de contactar outros povos através da Internet ou viajar para o estrangeiro, desde que dedique uma hora por dia à língua, ao fim de três meses fala e compreende qualquer interlocutor.

Um professor é a maneira mais simples.A mais prática é a Internet.

O Google tradutor reproduz a palavra, a frase, a palavra e o texto, ao mesmo tempo que ao clicar na tradução ela é audível tantas vezes quantas quisermos.

Este é um dos meios. Claro que começamos sempre palavra a palavra, a seguir formamos pequenas frases, continuamos nas palavras sobre o assunto que nos interessa, ao mesmo tempo que vamos juntando as normais do dia-a-dia.

Sempre sem medo e sem pressa. Três meses são o suficiente para falar e entender.

A internet é um professor fabuloso. Basta colocar o que pretende e ela satisfaz-lhe os desejos.

Quando não entra diretamente pode-o fazer através do Google. Escreve por ex.: LanguageGuide.org verifica se o L e o G estão maiúsculos e o de org está minúsculo. Clica e escolhe a língua que pretende com quadros, imagens e sons à medida que clica em cada uma.

De vez em quando chamo a atenção para esta ferramenta. Os portugueses não devem esquecer que Portugal não diminuiu o seu espaço quando concedeu a independência ao Ultramar. Portugal alargou-se por mais 27 países onde direitos e deveres são iguais, só que as línguas são diferentes.

Que fazer? Aprender a do país onde gostaríamos de viver e trabalhar.

Acreditem que é muito agradável e proveitoso falar a língua do país onde vamos viver uns meses ou anos e por que estamos apaixonados, até regressarmos ao País onde, com proveta idade, morremos de saudade.

 

Anterior “Marcelo um Presidente às direitas”

C.S

publicado por regalias às 05:35
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2016

Marcelo, um Presidente às direitas

Portugal pode finalmente ter encontrado a paz e o caminho para a recuperação nacional.

Costa ao dar a volta ao resultado das eleições deu muito gozo aos eleitores de todos os quadrantes políticos que já não sabiam o que fazer. Votar votavam, mas sem convicção.

Costa ao mostrar o ridículo dos convencidos fez rir, mesmo os mais desprevenidos, que há muito andavam macambúzios por não ver qualquer luz no fundo das promessas.

Costa deu o primeiro golpe. Marcelo deu o segundo quando venceu tudo e todos os que tentaram destruir a descontração que sempre demonstrou durante toda a campanha Presidencial. Engoliu três Presidentes: o Eanes, o Soares, o Sampaio, mais a infantaria do Vasco e o outro Sampaio, concorrente bem apetrechado de apoiantes e dialética subtil para o cargo.

Ontem voltei a pensar nestes episódios depois de ter encontrado os meus amigos; o Dr. Francisco e esposa, a D. Ermelinda, fervorosa admiradora do Presidente da República.

Depois dos cumprimentos perguntou-me imediatamente se também acreditava no Marcelo e, sem esperar a resposta disse-me:

- Todos os dias rezo para que não lhe aconteça nada de mal. Tenho a certeza que ele vai salvar Portugal. É um Homem às direitas, com uma inteligência e simplicidade fora do normal. Só lhe interessa o bem do País.

O marido pisca-me o olho.

- Já viste o martírio que passo. – Disse-me ele. Ao que ela retorquiu:

- Cala-te descrente! Só porque eu e mais umas amigas nos reunimos lá em casa a rezar para que o Presidente diga e faça tudo certo, ele acha que o país não tem concerto e que não vai lá com rezas, nem com benzeduras.

- Se o Costa não quiser... Isto, nem com água benta.

Despediram-se. Reparei que discutiam enquanto se afastavam.

Quarenta e dois anos de caos e incerteza tornaram quase toda a gente cética. Mas a união dos dois principais atores é fundamental para que o país mude de rumo e de miséria. Ninguém consegue viver, todo o tempo, em sobressalto permanente.

O discurso no Parlamento Europeu é notável. Vale a pena reler.

Marcelo, dentro e fora de portas, é aceite como um Homem superior.

Portugal e a Europa podem beneficiar da sua fabulosa inteligência.

Bem faz a D. Ermelinda em suplicar, com insistência, para que a vaidade e o bom senso não lhe embotem o entendimento.

 

Anterior “Dinheiro, fonte de vida e perdição

C.S

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Quarta-feira, 13 de Abril de 2016

Dinheiro, fonte de vida e de perdição

Em Portugal, o único povo, que aqui viveu mais tempo e mais valorizou o dinheiro, foi o judeu.

O autóctone, o povo menos misturado, o Lusitano puro nunca lhe deu grande importância. Recebia para viver.

No Estado Novo era raro aceitar-se pagamento por pequenos serviços.

Salazar, conhecedor desta maneira de ser, incitava a que o trabalho feito, casual ou não, devia ter uma compensação. Mas o povo parecia que se envergonhava de receber por trabalho esporádico.

Ele, sabendo as carências, insistia: “grão a grão enche a galinha o papo”.

A relutância dos portugueses, das classes com menos recursos, julgarem que era proibido ganhar dinheiro com tarefas simples, provinha-lhes da religião. Achavam um escândalo Judas ter vendido Jesus.

A partir do primeiro século D.C (Depois de Cristo), o dinheiro foi sempre maldito nos conflitos, que por ele, o homem provoca, se torna ganancioso.

De tempos-a-tempos surge a indignação sobre as offshore ou as rusgas anti corrupção que tentam assustar corruptos passivos e ativos. Ou seja corruptos e corruptores. Passada a fúria, tudo volta ao mesmo. O cheiro do dinheiro é bem mais apelativo do que a canela da Índia.

Dos poetas que melhor definiram as propriedades do vil metal está João de Deus; o da Cartilha Maternal, dos Jardins Escola João de Deus, do livro Campo de Flores, das traduções. É homem de inspiração e intuição genial.

Sugiro que através do Google, escreva: João de Deus Nogueira Ramos, leia na Wikipédia, em síntese, a vida e a obra. Tem imenso interesse a vida de um homem simples, despojado de tudo menos de talento.

Termino deixando-lhe o poema “Dinheiro”, que também encontra na Internet. Coloco só os quatro primeiros versos:

“O Dinheiro” O dinheiro é tão bonito,// tão bonito o maganão! //Tem tanta graça, o maldito,//Tem tanto chiste, o ladrão//…

Tal como Salazar, João De Deus frequentou o seminário de Coimbra, maneira dos jovens de fracos recursos estudarem. Aos dezanove anos, também largou o cenóbio e entrou na faculdade de Direito, onde o curso durou o mesmo tempo que a guerra de Troia.

Tanto um como outro tiraram das dificuldades de vida o saber e o conhecimento que entregaram a favor do povo de onde tinham saído.

João de Deus está no Panteão Nacional. Salazar em campa rasa no Vimeiro.

 

Anterior “ Portugal devia recordar a sua história”

C.S

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Terça-feira, 12 de Abril de 2016

Portugal deve recordar a sua história

A história de Portugal está recheada de factos que nos orgulham. São muitos mais aqueles que nos enobrecem do que aqueles que nos envergonhamos de haver cometido.

Desde o nascimento, ainda como Condado Portucalense em 1096 com Henrique de Borgonha casado com D. Teresa de Leão, filha bastarda do rei Afonso VI, até Abril de 1974 com Marcello Caetano, toda a história deve ser recordada para termos confiança nos genes que venceram todos os desaires e superaram todas as dificuldades.

Os 42 anos de caos, incerteza e fragilidade, desde a revolução de Abril até hoje são um episódio lamentável, mas superável.

Depois da Segunda Grande Guerra, 1939-1945, os países envolvidos, nesta monstruosa carnificina, resolveram criar um Organismo que evitasse conflitos deste género. Fundaram a ONU em 24 de Outubro de 1945.

Estabeleceram que o regime que mais se coadunava com a organização dos povos era a Democracia, nascida em Atenas no século V, mas que fora sempre um sistema político que protegia mais as elites do que o povo, apesar de ser um regime em que todos os cidadãos são elegíveis.

Em Portugal a República Democrática foi um verdadeiro fracasso.

Depois da Ditadura Militar, quando Salazar é chamado para o Governo, em 1928, como Ministro das Finanças e a seguir em 1932 ao ser convidado para Presidente do Conselho (Primeiro-Ministro), ele imediatamente pensa numa Constituição democrática. O artigo 8º não oferece dúvidas. Mas em vez de chamar ao Governo uma Democracia, chamou-lhe Estado Novo para não sofrer a contestação daqueles que tinham vivido na caótica Primeira República.

O Estado Novo, foi sempre considerado um Estado de Direito pelos Estados Democráticos, vencedores da Segunda Guerra Mundial. Portugal fez sempre parte de todos os Organismos que entendeu, o que não aconteceu com a Espanha de Franco, essa sim, considerada uma Ditadura.

A Oposição que veio a seguir ao 25 de Abril de 1974 sempre tentou ocultar estas verdades para fazer aquilo que está à vista de toda a gente.

Com estas ações beneficiaram e continuam a beneficiar as elites. O povo vive arrastando-se com dificuldade.

Mas, como diz o ditado: “não há mal que sempre dure”.

Os demagogos têm os dias contados porque o conhecimento aumenta com a experiência e com os sacrifícios pedidos a quem trabalha.

 

Anterior “Trempe infernal: guerra, refugiados, offshore”

C.S

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Segunda-feira, 11 de Abril de 2016

A trempe infernal: guerra, refugiados, offshore

Os governantes, que têm dificuldade em assumir os erros, lançam mão de todos os meios para desviar as atenções até ao esquecimento.

O esquecimento é impossível de apagar.

Veja-se o caso português: ninguém esquece os erros que se cometeram por mais que a Comunicação Social e os calhordas que os praticaram tentem iludir o que aconteceu.

Ao princípio ainda apareceu um historiador balofo e ondulado, mais um passador de armas a gritar para não apagarem a memória. Boa ideia. Não podemos esquecer o fecho de centenas de empresas e correspondente desemprego, a ocupação de herdades, o roubo e incendio de palácios, os 18 assassinatos cometidos pelas FP25, dirigidas pelo ex-comandante do COPCON e dirigente máximo da revolução de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho, senhor absoluto das Forças Armadas, com intenções de meter no Campo Pequeno quem discordasse do desmoronar do País organizado.

Tal como isto aconteceu em Portugal e por isso a situação é péssima, assim os países que invadiram o Iraque, a Líbia e a Síria, melhor dizendo os EUA, o Reino Unido e a França, tentam esconder as maiores infâmias do século XXI e provocaram, uma não menor catástrofe, ao forçar a fuga de milhares de homens, mulheres e crianças dos territórios antes mencionados e a que se juntaram emigrantes de outros países que aproveitaram o caos, para dessa maneira entrarem mais facilmente na Europa, considerada El dourado e segura.

Erro de avaliação que hoje pagam em campos de concentração miseráveis segundo o testemunho da Deputada Ana Gomes, que os acabou de visitar.

A isto juntaram os EUA os Offshore para apontar baterias à Rússia e à China, escamotear as próprias culpas e ganhar clientes..

Não vale a pena esforçarem-se para esconder o que todos conhecem, mas que seraficamente fingem ignorar, com uma hipocrisia que, cada vez mais os desacredita.

Com offshore ou testas de ferro, os beneméritos do engano são aos milhares.

Os EUA têm portas dentro as maiores offshore do mundo no Estado de Delaware.

A trempe, acima mencionada, tem a mesma proteção do que as vacas sagradas. Ninguém as pode contrariar ou ir ao bife.

 

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C.S

publicado por regalias às 05:30
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