Segunda-feira, 20 de Junho de 2016

PIDE. O medo e o respeito guardavam a vinha

Até 1978 eu nunca tinha conhecido um pide.

Estava na Assembleia da República quando o Frederico, que já não via há mais de 29 ou trinta anos me procurou. Disse-me que tinha trabalhado na PIDE e orgulhava-se do trabalho que aí tinha feito ao serviço de Portugal.

A seguir ao 25 de Abril sofrera toda a casta de vexames como se fosse um vulgar ratoneiro em vez de ser tratado como um polícia que fazia o seu trabalho a bem de Portugal e dos Portugueses.

Garantiu-me que 90 ou 92 por cento do que diziam sobre a PIDE era redonda mentira.

Os comunistas espalhavam o medo, falando de torturas que não passavam de simples interrogatórios, mais demorados para os vencer pelo cansaço, e assim facilmente denunciarem camaradas e movimentos, o que acontecia frequentemente.

A Organização escusava-se a desmentir os factos, a menos que fosse chamada a tribunal. E não os desmentia porque era lema dos chefes que o medo e o respeito guardam a vinha. A segurança em Portugal era evidente e confirmada por todos os países com quem mantínhamos relações.

Não era com menos de 5 centenas de agentes que podíamos estar em todo o lado, continuava o Frederico.

Se verificarem todos os Documentos que estavam na sede e onde ficava registado tudo quanto se passava nos interrogatórios e denúncias que eram recebidas, a maioria do que aconteceu era semelhante ao trabalho de qualquer polícia normal.

As agressões físicas de alguns agentes aos detidos eram punidas com suspensão de funções, idas a tribunal e prisão.

Mesmo depois de camaradas meus terem ido aos Estados Unidos, a pedido destes, para aplicarem métodos mais eficazes para controlarem os comunistas, na altura da Guerra Fria entre os EUA e a URSS, eles contavam-me que esses métodos nunca foram aplicados por serem violentos. Quando sucedia era porque um mais exaltado perdia a cabeça.

O Fradique, em jovem era um pachola. Não parecia ter mudado muito. Tratei do que me pediu. Falei com mais 23 seus colegas para entender o que era a "feroz" PIDE.

Escrevi umas centenas de páginas que nunca pude confrontar com as fichas da Pide. Milhares delas desapareceram para esconder a podridão de muitos que, gritando contra o Estado Novo, viviam das próprias acusações.

Estas lembranças vieram-me ao ler que o Ciberespaço vai ser considerado zona de Guerra pela NATO e interpretar o que se passa no adiposo cérebro das chefias militares. Há dezenas de anos que os EUA vivem obcecados pela segurança mundial, cujo excesso tem efeitos contrários.

 

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C.S

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Domingo, 19 de Junho de 2016

Russos não acreditam nas intenções dos EUA

Os relatórios de Robert F. Kennedy e “ Por que os árabes não nos querem na Síria”, posteriores a um apelo aos EUA feito pelo senador John F. Kennedy com o pedido dos EUA porem fim à intromissão nos países árabes, mais os documentos da Wikileaks onde se apresentavam as provas dos subornos da CIA para fomentar a oposição a Bashar Al-Assad, desmascaram e desmontam a perfídia dos EUA e não deixam margem para dúvidas sobre as suas intenções.

Os Russos tendo verificado todos estes relatos e depois do que se passou na Líbia em que os Russos foram completamente enganados pelos EUA, nunca mais voltaram a engolir as patranhas, as falinhas mansas do Kerry ou as ameaças veladas da NATO.

Neste momento, para que eles não façam o mesmo à Síria e tanto a Europa como a Rússia fiquem à mercê dos ataques esporádicos dos terroristas, que terão campo aberto nestes territórios para os manter em estado de alerta permanente e desgastante, a Rússia sabe o que fazer.

Os EUA já não têm hipótese de enganar mais ninguém, nem podem obrigar a Rússia a ceder à chantagem. Só responderá quando for atacada.

Tal como os EUA monitorizam os outros países, também eles são monitorizados e desnudados palmo a palmo. A Wikileaks é o exemplo mais cabal e mais evidente das fraquezas dos EUA. Se não o entenderem assim, todo o mundo pode sofrer o cretinismo dos adiposos guerreiros.

Os EUA ou se convencem que não podem dominar o mundo por birras acriançadas ou acabarão por atirar o mundo para a catástrofe final envolvendo todos os países, tenham ou não tenham armas nucleares.

Quando Ashton Carter vem lamentar que a Rússia tenha bombardeado e morto dois combatentes apoiados pelos Estados Unidos no Sul da Síria, em AL-Tanaf, se calhar eram dois dos vendidos para continuarem a insurreição promovida pelos EUA.

Perante o estado calamitoso em que vivem os refugiados que estão na Turquia, a quem a Europa paga para aí os conter e seguramente os deixar morrer nas mais iníquas condições, é urgente parar a guerra na Síria e devolver essa gente ao seu país.

E o único país que está em condições de o fazer em segurança é a Rússia e o Governo democraticamente eleito.

Só os Sírios podem decidir do seu destino. Nada melhor do que as próximas eleições, vigiadas internacionalmente, para saber quem deve ou não Governar o país.

 

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C.S

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Sábado, 18 de Junho de 2016

Abençoado empate. Agora queremos vitórias

Para desacreditar o Estado Novo, muitos dos que depois do 25 de Abril desgovernaram Portugal afirmavam que o país vivia dos três F: Futebol, Fátima e Fado.

Hoje, incomensuravelmente mais do que antes, Portugal passou ao país do Futebol, Futebol, Futebol, dos falhados, dos falidos e dos falsos.

O povo vê com os próprios olhos e sente na própria pele tudo quanto os oportunistas e os políticos fizeram e fazem para se guindar ao poder sem se importar com os resultados que vão recair sempre sobre o povo que corre mais a foguetes do que para a escola onde aprende a distinguir a verdade da mentira.

Passemos adiante, voltemos ao futebol.

Para distrair o povo das grandes dificuldades nada melhor do que aproveitar este evento para, desde o Presidente da República ao Primeiro-Ministro correrem atrás dos craques como os cachopos atrás das bolas. Depois suados, estafados, atrasados mas contentes como as galinhas apressadas que partem os ovos, aí temos os dois tentando equilibrar o infortúnio das contas levando a esperança aos desesperados.

O Marcelo não resistiu em jogar na sorte garantindo a vitória que os empatas desmentiram. Calma, Presidente!

Esperemos que a partir deste sábado a Seleção Nacional não deixe ficar mal o Presidente e o Primeiro-Ministro e, os de Bruxelas pensem duas vezes antes de aplicar reguadas nos equilibristas financeiros portugueses, mas sejam equidistantes nos avisos a todos os 28.

Alemanha e França foram os primeiros a meter o pé no buraco e, por mais que os inteligentes que têm a vara na mão, tentem desculpar uns e castigar os outros, com os portugueses não dá. Estão habituados a comer o pão que o diabo amassou. A bem são capazes de tudo, a mal voltam as costas a Bruxelas e não se importam com as consequências.

Também a Sociedade das Nações, em !927, esticou a corda e os militares, em muito pior situação do que hoje Portugal se encontra, não transigiram perante as imposições vexatórias para receber um empréstimo. Sinel de Cordes recusou terminantemente ceder. Em 1928, contrariados, foram buscar Salazar e, ele, com muito trabalho e muitos sacrifícios, colocou o país no são e o escudo que valia zero, passados alguns anos tornou-se uma das moedas mais fortes do mundo.

Futebol sim, mas com peso, conta e medida.

Através do trabalho e sacrifício a vitória está garantida. Esperemos que os futebolistas façam o mesmo.

 

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C.S

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Sexta-feira, 17 de Junho de 2016

Monstruosidade do ser humano agrava-se dia a dia

Indiferente ao que acontece, o mundo fica apático à monstruosidade do ser humano que mata por ódio, prazer e perturbação mental.

Na Grã-Bretanha desfaz-se uma Deputada, defensora dos Direitos Humanos, como se fosse um monte de lixo.

Na Síria os EUA, que incendiaram o Médio Oriente continuam a insistir com a Rússia para que deixe cair Bashar-Al Assad para depois fazerem o mesmo que fizeram no Iraque e na Líbia onde a morte dos Presidentes transformou países prósperos em choro, caos e miséria.

O Egipto conseguiu travar a benemérita Democracia Americana e estancar a morte e os massacres pré-determinados. Os militares não foram na conversa. Deixaram-se de rezas. Os EUA aguardam melhor oportunidade.

Quem ler as cartas de Salazar aos Governantes Europeus e aos seus Embaixadores, durante a Segunda Guerra Mundial, e principalmente a Armindo Monteiro, Embaixador em Londres, verificará a inteligência de um Homem, que não sendo militar, previa os acontecimentos.

Quando os Aliados insistiram em defender Timor, sem a sua autorização, imediatamente lhes demonstrou que cometiam um grave erro. Os Japoneses ocuparam o território e escreveram a Salazar que não tinham nada contra Portugal. O próprio Governador foi mantido no posto.

O cínico Cunhal ao obrigar os comunistas a propalar todas as idiotices que lhe vinham à cabeça, propagandeou que Portugal era um país isolado. Nada mais falso, mas que os oportunistas dos tempos de hoje continuam a matraquear na mentira como ainda há dias li num pequeno e útil livro, mas com esta informação errada, de propósito ou por ignorância, de quem o escreveu e vive no estrangeiro.

Portugal nunca foi um país isolado nem excluído; basta ver a quantidade de chefes de Estado que vieram a Portugal e ler a correspondência entre Salazar e os outros Governantes.

Mas a degradação do país, em quase todos os domínios, nestes últimos 42 anos é tão deprimente, que já ninguém liga às mentiras e leviandades.

No mundo, e especialmente em Portugal, ninguém acredita em ninguém.

Esperemos que o mal seja passageiro e que, em Portugal, os políticos saibam poupar e não se continuem a aumentar para que Bruxelas não exija que os trabalhadores passem a ser sustentados a pão-e-água.

 

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C.S

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Quinta-feira, 16 de Junho de 2016

Moda, infortúnio dos voluntariosos e dos familiares

Um jovem invertido, ufano da sua irreverência, resolve expor as suas mazelas escrevendo sobre os apetites.

Tornou-se moda escancarar os vícios para que os outros os acompanhem.

Graças ao bisavô, do voluntarioso invertido, aprendi inglês.

O Dr. Moura Pinheiro soube incutir naquela turma do 4º ano, hoje 8º, um gosto tão grande pela língua que eu consegui ler ainda nesse ano, o livro os “Sete Pilares da Sabedoria” de Lawrence da Arábia, escritor, arqueólogo e aventureiro, que ao colocar-se ao lado dos Árabes contra os Turcos ganhou o ódio destes. Ao ser capturado pelos turcos foi violado sexualmente e várias vezes vergastado no rabo.

Os turcos espalharam o que lhe fizeram e prometeram fazer o mesmo a todos os ingleses que conseguissem prender.

Isso transtornou imenso Sir Edward Lawrence; escreveu sobre o sucedido, ficou bastante traumatizado. Morreu muito jovem num desastre de moto.

Há filmes e livros sobre esta figura lendária, mas verdadeira.

Ao expor, sem aparente vergonha, o que é do foro íntimo, pederastas ou lésbicas sofrem mais cedo ou mais tarde as sequelas daquilo que é antinatural. O cérebro funciona de modo imprevisível e as suas atitudes deixam muito a desejar. O corpo toma formas desagradáveis, na maioria destes arautos do prazer. Muitos deles chegam mesmo a ser repelentes, caso não morram cedo.

No livro “Sexo e magia desencadearam a II Guerra Mundial” que pode ser lido na Internet (basta colocar o título no Google), na segunda ou terceira página do livro descrevo como Hitler foi violado por judeus, que ele e outros garotos provocavam.

Na pesquisa que fiz para o escrever há uma referência sobre o assunto e o primeiro capítulo deixa em aberto os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial e o porquê do ódio aos judeus.

Recordo, aqui há anos, já não sei se li numa revista ou se ouvi na televisão, uma senhora e mãe de uma figura pública, controversa, mas muito inteligente, reprovar a filha porque ela tinha feito um aborto e o havia declarado. Isto é do foro íntimo, não há que revelar. Por melhores intenções que a bonita jovem tivesse para o afirmar ninguém agradece esta coragem reprovada por milhões de pessoas e praticada por milhares.

O mundo precisa de motivos que o levantem não afirmações imprudentes que o desencantem e o derrubem.

A moda destes costumes, trauteada ao ar livre, não serve a ninguém e muito menos a quem a divulga através das redes sociais.

 

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C.S

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Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

O Mundo cheira a podre e caminha para o fim

Depois de ter atingido o ponto mais alto do conhecimento, o Mundo está prestes a desmoronar-se.

O homem perdeu a noção da dignidade, da honra, do decoro; insiste em regressar ao animal primitivo desnudando-se e mostrando, sem pudor, os detritos com que foi contaminando apetites e paixões que são expostas de modo gratuito, sem sentido e execráveis em cheiro e pestilência.

Depois dos monstruosos crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial, todos se convenceram que o Mundo tinha interiorizado o caminho do bom senso, da ponderação, do altruísmo. Os Direitos humanos seriam levados à letra e foi criada a ONU, com a finalidade de unir todos os povos numa ideia de paz e fraternidade.

O homem tinha, finalmente, compreendido que o mundo é património de todos e tinha de ser respeitado.

Os mais avançados no conhecimento ajudavam os mais atrasados e o Mundo cresceria de forma harmónica.

O sistema democrático, aquele que que poderia garantir maior estabilidade e segurança aos povos falha porque as armas começam a ser fabricadas como brinquedos e distribuídas a esmo.

Aos fabricantes só lhes interessa o lucro, não estão preocupados com as consequências.

À humilhação dos povos segue-se a degradação mais torpe e mais infame; na fuga dos refugiados e na situação miserável em que se encontram.

Nos campos onde vivem os jovens, estes são aliciados a prostituírem-se para sobreviverem. Sobre eles esvoaçam os pederastas sem pejo.

Idiotas e depravados exultam e mostram-se como animais de cio podre.

A partir desta vicissitude, sempre cada vez mais degradante, o ser humano perde o sentido da vida e principia o regresso à animalidade. Esquece todos os valores deste mundo e apressa-se a emigrar para outro, a milhões de anos de luz fugindo do Paraíso que a estupidez, a ignorância e a infâmia contaminam, conspurca e destrói em cada dia que passa.

 

Anterior “ Casais do mesmo sexo evitam exposição mediática”

C.S

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Terça-feira, 14 de Junho de 2016

Casais do mesmo sexo evitam exposição mediática

Nunca concordei com ostentações desnecessárias de minorias exibicionistas das tendências sexuais. Sempre tenho escrito que é um erro grave insistir na provocação quando sabem que há mais de seis mil e novecentos biliões de pessoas que respeitam, mas não aprovam.

Cada um é livre de dispor do corpo desde que o faça com recato.

As paradas dos transexuais e complementares são um perigo enorme para os saltitantes mesmo quando mascarados com pinturas e disfarces, sinal que eles próprios se sentem inseguros até quando vão em grandes grupos.

Algumas vezes escrevi sobre o assunto para alertar no perigo em que recorrem estando em clubes, ajuntamentos ou simples reuniões.

Não sou homofóbico embora me façam impressão certos comportamentos quando os intervenientes persistem em mostrar ao público os desvios sexuais. O hediondo crime cometido em Orlando, pela sua dimensão vem mostrar que estas minorias são seguidas, estudadas e localizadas ao pormenor ou por indivíduos que foram abusados sexualmente sem o desejarem e guardam um ódio mortal a todos os que gostam de pessoas do mesmo sexo, ou ainda por aqueles em que nos seus países, estes hábitos são punidos severamente, não sendo raro a lapidação de quem tenha esta tendência.

A juntar à bestialidade das guerras, junta-se a bestialidade homofóbica.

O massacre de invertidos na cidade de Orlando nos EUA prova que o criminoso conhecia bem o local para, sozinho, ter morto 49 e ferido mais 53. O seu ódio, incentivado pelos terroristas árabes, que são contra as práticas do lesbianismo e da pederastia, só não causou mais vítimas porque lhe terão faltado munições.

Este caso vai servir para todos os envolvidos nestas festas e pensando que o podem fazer em segurança, repensar as atitudes públicas e as passem a fazer em privado como quaisquer outras pessoas.

Os EUA, em vez de continuarem a acirrar a Rússia enviando batalhões da NATO para os países Bálticos faziam bem melhor em se preocupar com a segurança interna.

Vai ser por dentro, que o simpático e crente nos políticos, que o povo americano pode ser dilacerado quando menos se espere.

O ódio causado pelas últimas guerras desencadeadas pelos EUA pode unir os descontentes internos àqueles que as sofreram. Tudo é possível. Continuar a passear pelo Médio Oriente e pela Europa pode dar origem não a um massacre de 50, mas de alguns milhões de inocentes.

 

Anterior “Perdi os ciúmes em França e Paris é perdição”

C.S

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Segunda-feira, 13 de Junho de 2016

Perdi os ciúmes em França e Paris é perdição

Saborear Paris é tão fabuloso como saborear a namorada com quem trocamos loucos beijos de sonho, prazer e encantamento.

Fui trabalhar para o Consulado de Paris, com a ideia de mergulhar na cidade Luz e de conhecimento, perder-me em museus e bibliotecas.

Mas a grande perdição são as mulheres Parisienses, cheias de charme e surpresas.

Tinha 24 anos, Michelle 17, era lindíssima. A partir de um encontro fortuito nas escadas do edifício onde se encontrava o Consulado. Eu via-a do outro lado do pátio e fazia-lhe adeus, sem ela se dignar corresponder.

Na escada disse-lhe: tu vives no canto oposto. Ela olhou-me e respondeu: tu és o louco do Consulado. A partir daí nunca mais nos largámos.

Um dia, no êxtase daquele enlace, disse-lhe: Michelle, tu beijas tão bem.

Ao que ela naturalmente me respondeu: “lá na Escola, todos os meus colegas dizem o mesmo”.

Ia caindo das nuvens. Tinha saído de Portugal para esquecer a Elizabete por quem morria de ciúmes. A Michelle, num segundo, deitou-os por terra e, enquanto estive em Paris foi a minha alma, a minha grande alegria.

Estávamos em 1959, De Gaulle no poder. A cidade fervilhava de trabalho e o Consulado de movimento. Desde o Tarzan Taborda, que um dia ali apareceu com uma orelha deitada abaixo e o Vice-Cônsul, João Carvalho da Silva, homem extraordinário, o levou à minha presença, porque viu que ele era de uma aldeia do meu concelho, até aos trabalhadores da região do Sabugal fui conhecendo aqueles que emigravam, não por falta de trabalho, mas porque ganhavam muito mais.

Naquele tempo abriam-se valas para enterrar tudo o que fosse fios aéreos. O mínimo estabelecido eram dez metros de comprimento por um metro de profundidade. Muitos franceses não conseguiam fazer os dez metros, conheci três portugueses que a média eram trinta e três metros. Disseram-me que os portugueses ultrapassavam sempre os dez metros. Cada metro a mais era pago quase ao dobro. Saia-lhes do corpo. Valia a pena. Logo que tinham o suficiente, regressavam a Portugal.

Os que viviam nos Bidonville faziam-no sempre de passagem. Até arranjar trabalho. Acontecia que chegava todos os dias muita gente e o local, por vezes, parecia caótico. De repente esvaziava para logo voltar a encher.

Portugal que desde 1950 tinha implementado a industrialização do País, se por um lado lhe sabia bem as remessas dos emigrantes, por outro faltavam-lhe braços para um maior desenvolvimento e por isso a pesada herança se acumulou e o desemprego desapareceu.

Do mesmo mal já no século XVI, Sá de Miranda, se queixava ao rei:

Não me temo de Castela// Donde guerra inda não soa// Mas temo-me de Lisboa// Que ao cheiro desta canela// O reino nos despovoa.

 

Anterior “Os crimes de honra e os Governantes da desonra”

C.S

publicado por regalias às 06:17
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Domingo, 12 de Junho de 2016

Os crimes de honra e os Governantes da desonra

Os homens já deram o que tinham a dar. Há barreiras que eles não conseguem ultrapassar ou por fanatismo ou por interesse em manter os cargos que ocupam.

O homem precisa de ser bem abanado. Acomodou-se ao despudor.

O homem já não dá mais. Os Partidos não têm seres humanos, têm robots que obedecem cegamente às ordens do chefe. E o chefe incha de arrogância. Fica surdo a quem não quer ouvir. Não acha que valha a pena perder tempo com quem vive entre o povo, fala e reage como o povo.

E o povo verifica que o chefe, que ele adorava, afinal é uma besta. Vira-lhe as costas e faz-lhe perder eleições.

No Paquistão, na Índia e por esse mundo fora os direitos humanos estão escritos, mas quem os deve fazer cumprir vai-os protelando indefinidamente, em conivência com a ignorância e com a brutalidade dos assassinos que praticam impunemente, crimes de honra.

Todos se lembram da jovem paquistanesa, Malala, que foi baleada num autocarro porque os talibãs proíbem as jovens de ir à escola.

Malala em estado crítico foi transferida para um hospital em Birmingham e conseguiu salvar-se.

O mês passado Ambreen Riasat foi morta porque ajudou outra rapariga a fugir e, há dias, Zeenat Bibi foi queimada viva, pela mãe, com querosene porque tinha casado com um jovem sem sua autorização.

Perante os gritos lancinantes da infeliz, os vizinhos acorreram para a salvar, mas foram impedidos pelos familiares de o fazer.

As mulheres servem de pasto à ignorância humana, elas que são o bem mais precioso ao cimo da Terra. Sem a mulher nada existe.

O Paquistão tem as quartas maiores Forças Armadas do Mundo e é uma potência Nuclear o que impede os outros países de lhes impor sanções pelas barbaridades cometidas constantemente.

As mulheres são as grandes vítimas e nem Benazir Bhutto escapou à chacina.

O islamismo paquistanês vai ser a grande preocupação dos ocidentais, logo que todas as nações árabes se resolvam juntar e impor as suas leis.

O opróbrio humano será fatal ao mundo se estes crimes continuarem a ser permitidos por calões com forma de gente e cabeças de toutinegra.

 

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C.S

publicado por regalias às 05:29
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Sábado, 11 de Junho de 2016

Bill Gates e Salazar, honestidade e naturalidade

Oitenta e oito anos depois de Salazar, Bill Gates utiliza o mesmo método que Salazar aplicou em Portugal para dar imediatamente de comer a uma população faminta e acrescentar-lhe algum rendimento.

Os galinheiros eram comuns em Portugal. Nos jardins de S. Bento, Salazar tinha um que fornecia ovos e graças aos artistas do Parque Mayer.

Tanto Salazar como Bill fizeram-no, com a dignidade e honestidade que distingue os grandes Homens, que mostram como, de ideias simples, se podem tirar largos benefícios, sem se preocuparem com os motejos.

Salazar, perante o escândalo dos economistas, disse que para equilibrar as finanças bastava aplicar os processos de qualquer boa dona de casa. E demonstrou-o. Em 40 anos nunca falhou. Marcello seguiu-lhe o exemplo.

Bill Gates ficará na história do mundo como um Homem generoso, sempre preocupado em suprir as carências humanas, a que os Governantes, por insuficiência, não resolvem.

No tempo em que não havia dinheiro, mas havia confiança em quem governava, a imaginação e a boa disposição ultrapassavam as dificuldades.

No livro “Doenças que as plantas curam” conto um episódio sobre galináceos.

Apesar de ser filho único gostava imenso de ir para casa de meus avós paternos. Adorava lá almoçar para comer do pão centeio dos empregados.

Mas o Galinheiro era a minha perdição. O espaço ao ar livre ligava para uma sala ampla para onde eu levava uma a uma as galinhas e me entretinha a hipnotizar. Umas eram mais difíceis que outras. Eu esquecia as adormecidas, que ficavam de pé. Uma delas, que devia se ter divertido com os meus passes mágicos, logo que me apanhou concentrado noutra companheira, tratou de debicar o herbário que o Professor José Manuel Landeiro exigia para sabermos o nome das plantas, respeitar a Natureza.

A atrevida foi-me ao herbário e até se deu ao luxo de esgravatar as folhas debicando os exemplares mais agradáveis à vista e ao bico. Perdi a cabeça e, se a minha avó não tem aparecido, a desgraçada tinha sofrido tratos de polé. Eu é que acabei por ouvir a minha avó que me demonstrou que a galinha não tinha culpa de eu ser descuidado.

Bill Gates resolveu oferecer 100 mil galinhas às famílias da África subsariana (Países ao sul do Saara) para que as criem e as vendam.

Bill Gates explica que as galinhas são um investimento barato, mas bastante rentável. E declara: “é fácil e barato tomar conta delas. Comem o que encontram no chão”. E continua de maneira simples, a mostrar as vantagens: os ovos podem tornar-se a base da alimentação das famílias. Cada camponês pode passar de 5 galinhas para 40 a cada três meses. Assim tem a possibilidade de ganhar mais de mil dólares ano”.

Só Homens de génio como Oliveira Salazar e Bill Gates têm a coragem de divulgar e apoiar ideias simples, que os Governantes querem complicadas, para justificar os seus erros e a sua incompetência.

 

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C.S

publicado por regalias às 05:43
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