Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

As tentações dos santos padres e o Vaticano

O Papa Francisco vê a casa de Deus desmoronar-se mas, como todos o que o antecederam, acredita que é possível salvá-la.

Os que não acreditaram, pouco tempo se aguentaram no trono do Senhor.

Fortes, determinados, inteligentes, os Papas tanto se distinguiram pelo muito bom, como pelo excessivamente mau.

Quase todos foram cimentando o Império Papal ao colocarem padres em todas as regiões do mundo. Ao princípio sem escola, depois com muita escola foram os divulgadores da fé em Cristo; do amor pelos pobres e de parábolas que eram facilmente assimiláveis por qualquer analfabeto.

O despertar da inquietação dá-se com Alexandre VI, Rodrigo Bórgia, que além de libertino, cometeu vários atos indignos e que podem ser compulsados em livros, Internet e revistas.

Ao proteger os judeus, expulsos de Espanha em 1492, e alguns de Portugal que aproveitaram a abertura, Alexandre Bórgia, ganhou conselheiros de grande gabarito e muita astucia.

Nos menores pecados estão os 7 filhos que gerou em diferentes mulheres.

Digo menores pecados porque a Igreja verificou, teve a certeza, que todos os homens, incluindo os santos Papas e os santos padres não conseguem ficar imunes às tentações da carne.

Pouco depois, entre 1495 e 1500, o holandês Jerónimo Bosch, pintou as "Tentações de Santo Antão", como advertência à Igreja. Ela manteve-se igual. A sua força e o seu poder ditatorial não diminuíram.

O Tríptico das Tentações vale uma fortuna imensa que o rei D. Manuel II reclamou para si.

Em 1937, o Presidente do Conselho, Oliveira Salazar, chamou o Diretor do Museu das Janelas Verde, José de Figueiredo, que demonstrou ao ex-Rei e a sua mãe D. Amélia que o quadro era propriedade do Estado Português.

Feito este esclarecimento, espero que aprecie a pintura. É uma tentação.

Voltando ao tema, todos entendem onde quero chegar. Os santos padres têm de ter permissão para casar. De outra maneira ninguém vive descansado. Os homens têm de meter o cacete em qualquer lado. As grandes vítimas serão sempre os mais jovens. Mas os outros e as outras também não escapam.

E não lembro aqui o padre Francisco Costa, de Trancoso, com quase duas centenas de filhos que foi condenado à morte por se aproveitar de mulheres de todas as condições. D. João II salvou-o do garrote. O reino tinha falta de gente.

Papa Francisco, os tempos mudaram, a Igreja não é estática. Se a quiser salvar, reúna o Concílio, deixe casar os padres e os bispos. Se conseguir encontrar, neste palheiro mundano, um santo sem tentações, indique-o como próximo Papa.

 

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C.S

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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

EUA lideram o crime. Judeus têm as costas quentes

Assassinos fardados ao serviço dos EUA, da Arábia Saudita e de Israel semeiam a guerra e a carnificina.

O massacre cometido contra um autocarro cheio de crianças no Iémen é mais uma prova destes bárbaros que, mais cedo ou mais tarde, acabarão por sofrer os efeitos das suas próprias ações.

A bomba lançada por um avião e guiada por laser foi fabricada nos EUA e vendida aos árabes para se matarem uns aos outros.

Os judeus, protegidos pelos EUA, já têm saudades dos seus martírios. Estes fornecem os do Daesh para destabilizarem a Síria, cuja destruição está contabilizada em 345 mil milhões de euros e mais de 700 mil mortos.

António Guterres conhecedor de tudo quanto se passa, veio dourar a pilula oferecendo aos mártires de gaza, agasalhos e tropas da ONU que nunca chegarão.

Os Judeus não permitem e os EUA boicotarão todas as tentativas morigeradoras do Secretário-Geral da ONU que não terá outro remédio senão meter a viola no saco.

A Natureza tem feito avisos constantes sobre o que se passa neste mundo de loucos e de assassinos.

Com terramotos constantes, mudanças extremas de clima, fogos imensos, tudo num curto espaço de tempo.

A Natureza concluiu que o ser humano se desinteressou pela vida.

Se a querem terminar, ela dá uma ajuda.

Por isso os EUA procuram desesperadamente encontrar outro Planeta onde tudo possa ser começado de novo e os seres humanos se entendam.

Duvido. Estes países Democráticos comentem os mais execrandos crimes.

A Democracia permite estas chacinas? Não permite. Então não é Democracia, coisíssima nenhuma.

Deixem-se de enganar os povos!

 

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C.S

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Domingo, 19 de Agosto de 2018

Santanetes e santanices, mais uma experiência

Não me admirava nada se as próximas eleições averbassem a maior abstenção de sempre.

O povo português está mais que saturado. Está desesperado. Já deita Democracia de sargeta pelos olhos.

Ainda me convenci que Marcelo e Costa conseguissem a ressurreição, mas falta-lhes a coragem para enfrentar os desafios que as minorias impõem.

Com as Santanetes isto vai agravar-se. Não acredito que o PSD se divida, é mais fácil desinteressar-se e esperar nem sabe o quê. Ninguém sabe.

Centeno foi também uma esperança. A ida para Bruxelas tornou-o impotente.

Entre o Marcelo das selfies e o Costa das hesitações, Centeno tinha ganhado credibilidade. Desistiu?

As santanices não vão a lado nenhum, a menos que as do BE se fundam com o novo Partido, o que é bem possível depois dos vários tiros na água.

Neste país tudo é possível. Os portugueses deixaram de acreditar neste regime falhado que dura há 44 anos e mantém dois milhões de pobres que subsidia em vez de lhes dar trabalho e lhes pagar devidamente.

Se juntarmos aos dois milhões mais cinco milhões cujo salário nunca chega até ao fim do mês, a situação vira drama e pode virar tragédia.

O Governo não pode confiar na capa protetora desta fingida Democracia.

O Governo tem de governar, primeiro acabando com tudo o que lhe gasta milhões sem receber contrapartidas, segundo não deve jogar com a Extrema-esquerda. Quanto mais confiança lhe der mais tempo perde.

Governar é uma coisa, fingir que governa é outra bem diferente.

Costa governe. Não se preocupe com santanetes, santanices ou com as extremas que perderam todos os trunfos.

O descrédito é total. Ausculte o povo.

 

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C.S

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Sábado, 18 de Agosto de 2018

A sabedoria da idade em vez de populismo. E Salazar?

Depois de 44 anos a esbanjar dinheiro e a espalhar ignorância, este Governo resolveu reciclar e progredir sem complexos.

O Governo vai dar liberdade, a todos os que tiverem mais de 70 anos e queiram continuar a trabalhar, de o poderem fazer. Ainda bem. Até que enfim que tomam uma medida acertada. Parar é uma chatice. O povo diz que parar é morrer. Eu levanto-me sempre entre as 5 e as 6 da manhã, e leio, escrevo, ensino à distância através do SKYPE..

O meu horóscopo diz-me que já passei, dos oitenta, há anos.

A preguiça e a boa vida matam mais do que a morte.

Os chineses sempre souberam aproveitar a sabedoria dos mais velhos. O resultado está à vista: a China perfila-se para se tornar a Primeira Potência Mundial, deixando para trás os EUA e a Rússia.

Salazar para levantar o País teve de recorrer a gente nova que trabalhou muito. Desenhou a estratégia e deu rédea larga aos interessados.

Duarte Pacheco só parou quando a morte lhe tolheu o caminho.

A obra, deste Ministro de Salazar é muitas vezes superior àquilo que esta Revolução produziu.

Preocuparam-se mais em o esconder, roubando o nome à Ponte Salazar que passou a 25 de Abril e em apagarem o seu nome das ruas e estátuas. Chamaram-lhe Ditador. Sobre a Ditadura Militar escreveu:

“…A Constituição, de 1933, aprovada pelo plebiscito popular repele, como inconciliável com os seus objetivos, tudo o que direta ou indiretamente proviesse desse sistema totalitário. Ela começa por estabelecer como limites à própria soberania a moral e o direito. Impõe ao Estado o respeito pelas garantias derivadas da natureza a favor dos indivíduos, das famílias, das corporações, e das autarquias locais. Assegura a liberdade e inviolabilidade das crenças e práticas religiosas. Atribui aos pais e seus representantes a instrução e educação dos filhos. Garante a propriedade, o capital e o trabalho, em harmonia social…”

Desmontar a mentira que agrada à extrema-esquerda, mas que é mentira e influencia, degrada e achincalha o povo menos culto, é desonesto.

Compare-se qualquer Democracia dos países cultos, não esta nossa espantalhocracia, com o Estado Novo e, apesar dos erros naturais em qualquer Governo, o Estado Novo foi um exemplo que muitos países elogiaram.

Se muitos esqueceram os benefícios, os mais velhos podem equilibrar o barco; por esse motivo se saúda a memória e a energia depois dos 70.

 

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C.S

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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

As fantasias das religiões

A partir de uma simples e inexplicável mentira, os homens inventaram os deuses que deram origem às diferentes religiões.

Umas transformaram-se em verdadeiras multinacionais, outras não passam de pequeno comércio.

O mistério da criação do mundo presta-se a todas as fantasias.

Até eu, quando me encontro confuso, prefiro acreditar nessa Força Criadora a que os diferentes povos chamam Deus.

É mais cómodo pensar em Deus do que pensar que tudo isto resulta do acaso que rebentou uma enorme bolha cujos raios de ar quente foram durante milhões e milhões de anos ganhando corpo, matéria que deu as árvores e todos os animais do céu, da terra e dos mares.

Deixando esta difícil matéria para outras libações, vamos às fantasias.

Quem procura trabalho e não o encontra, para sobreviver inventa. Foi o que fizeram aqueles que aflitos não sabiam onde encontrar amparo para um desgosto, um mal de amor ou ainda porque as vacas não tinham leite para amamentar os bezerros. Imploravam aos céus que os protegesse.

Os árabes foram aqueles que melhor souberam interpretar os desejos do povo. Entre os árabes, os judeus foram os que melhor souberam manipular as cordas religiosas aproveitando o seu cordeiro, Jesus Cristo, que na Península Itálica ganhou estatuto.

Quando o Imperador Constantino I adotou o XP (Chi-ró) como símbolo cristão, a religião ganhou força. O P vale erre. O XP eram as duas primeiras letras para designar Cristo. As iniciais foram aproveitadas para divulgaram a religião e construir o império católico espalhado pelo mundo a partir de uma pequena e riquíssima sede no Vaticano.

A inteligência, desenvolvida nas escolas, criou as maiores religiões e as maiores mentiras quando ainda mantém a subida ao céu de uma Virgem com filhos,.Jesus Cristo foi um deles, e subiu ao céu com um vestido resplandecente.

Maomé aproveitou a ideia e foi de cavalo branco.

Vivemos no mundo das ilusões. Talvez por esse motivo seja tão difícil o entendimento entre os povos.

 

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C.S

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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018

Padres pedófilos e pederastas, a tragédia da Igreja

Embora seja contra a Censura, em alguns aspetos da vida dos povos penso que ela é necessária.

Do estudo que fiz sobre Salazar, cheguei à conclusão que ele era um Homem invulgar, apaixonado por Portugal e pelos portugueses. Manteve a Censura imposta pela Ditadura Militar, da qual os militares mantiveram sempre as rédeas.

Os censores foram sempre militares, com exceção do último, Mário Bento Soares, que Marcello empossou, precisamente para acabar com a Censura.

A Censura indicada por Salazar dizia mais respeito à proibição de publicitar suicídios e delitos sexuais para evitar a contaminação dos mais ignorantes.

Com a Guerra do Ultramar, a publicidade a armas e explosivos ou a descrição de atos terroristas foi também adotada.

A Democracia com o exagero das amplas liberdades vai ter de, mais cedo ou mais tarde, impor regras para impedir que a Democracia seja destruída por aqueles que cometem crimes e, sempre que queiram escapar, a invoquem.

Ainda ontem o BE insistiu com a Web Summit a anular o convite feito a Marine Le Pen, mas se Paddy Cosgrave tivesse convidado uma fufa calava-se.

Relembro estes assuntos para me referir ao que escandaliza toda a sociedade católica e que afastará da Igreja uns largos milhões de crentes.

Nos EUA, desde há vários anos que a denúncia de padres pedófilos e pederastas tem vindo a aumentar. O Supremo Tribunal da Pensilvânia destapou mais um cano de esgoto que envolve centenas de padres, Bispos e milhares de jovens de quem eles abusaram.

Na Austrália, no Chile e no Brasil o assunto ainda agora vai no adro.

Eu enojei a igreja depois de ter visto há anos, por acaso, um vídeo de um santo padre brasileiro estar a ser enrabado com as vestes sacerdotais.

Tudo isto tem sido escondido pelo Vaticano, por Bispos e Cardeais, alguns deles tão promíscuos predadores como os padres.

Esta é a grande tragédia da Igreja Católica.

A era digital veio pôr a nu toda a baixeza moral do ser humano. Os padres da Igreja católica não escaparam ao olho das Novas Tecnologias.

 

Anterior “Liberdade acabou de vez na Europa”

C.S

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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

Liberdade acabou de vez na Europa

Em 1962 andava eu de férias pela Europa e, num restaurante em Estocolmo, um casal sueco, com dois filhos de 10 e 11 anos disse-me, já aqui o mencionei, que Portugal era o único país livre da Europa.

Apontaram-me vários motivos que os levava a afirmar isso. Os principais eram a segurança a que juntavam a afabilidade do povo português, o clima e as praias que os filhos adoraram. Eles pediam constantemente para passar férias em Portugal.

Para 1963 já lhes tinham prometido que voltariam a Portugal caso eles fossem bons alunos na Escola.

Os ataques terroristas, em pequenas ou grandes dimensões fizeram de toda a Europa um campo inseguro onde ninguém sabe onde encontrar um local para descansar e visitar depois de um ano de trabalho fatigante.

A Europa rica tornou-se assim um quebra-cabeças inquietante.

Donald Trump insiste que os Europeus devem ser impiedosos para com os animais que matam, esquecendo que foram os Norte-americanos e os animais da NATO que lhes deram origem.

Talvez precise de quem lhos recorde:

Os massacres no Iraque, na Líbia e na Síria foram perpetrados por Georg W. Bush e Barack Obama.

Os acólitos ingleses e franceses são também os culpados de tudo quanto está a suceder e se irá a prolongar no tempo.

Apesar dos crimes na Grã-Bretanha, o alvo principal vai ser a França.

Vamos ver se tenho ou não razão em o afirmar para que a vigilância não claudique.

Espero que me engane, para que a bela, sonhadora e culta França continue a ser a Luz de um mundo que teima em desfazer-se.

 

Anterior “ Ignorância não aproveita a ninguém. É estupidez.”

C.S

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Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

Ignorância não aproveita a ninguém. É estupidez

O ignorante é um aborto de duas pernas,.

A fraca consciência da sua insignificância torna-o cínico, invejoso, vil, chantagista e intriguista. Nestes itens as mulheres chegam a superar os homens.

O homem prefere a força bruta, o insulto, a provocação.

O ignorante, como não sabe subir pelos seus próprios meios, aproveita as situações de caos onde os seus camaradas de igual jaez se juntam para através da estupidez dominarem Governos e impor vontades.

Podemos verificar isso no cerco ao Parlamento em 12 e 13 de Novembro de 1975 em que uma chusma de operários e vadios ligados à Intersindical e ao Partido Comunista mantiveram os Deputados sequestrados durante 36 horas, sem os deixar alimentar, com exceção do PCP que comeu e bebeu.

O Partido Comunista tentou negar que os sequestradores pertencessem ao seu rebanho. Só que os factos desmentem-no: a alimentação fornecida pelos sitiantes. Quando deixaram sair os Deputados, foram os únicos recebidos com aplausos, enquanto os do PS, PPD e CDS eram vaiados e cuspidos.

Um dos Deputados, Olívio da Silva França, foi impedido de tomar os medicamentos e não lhe cederam quaisquer alimentos.

O tempo do desvario dos ignorantes atingiu o clímax no Verão de 1975.

O PREC, Processo Revolucionário em Curso, pode ser balizado desde que o comunista Vasco Gonçalves liderou os II,III,IV e V Governos até ao 25 de Novembro.

O resultado da ignorância foi terem destruído a grande maioria das suas próprias fontes de rendimento.

Começaram pelo roubo da Ponte Salazar, crismada de 25 de Abril. Lançaram-se depois nas nacionalizações dos Bancos e dos Seguros, roubaram e destruíram a Embaixada de Espanha, à vista do MFA que o Governo teve de pagar a peso de ouro. Roubaram centenas de milhares de hectares de terras a que chamaram Reforma Agrária. As FP25 mataram 18 inocentes. Soares amnistiou os assassinos.

Os ignorantes são escarros que atacam famílias e amigos e enchem o mundo de estrume do qual bebem o chorume.

O ignorante tem sempre a possibilidade de alcançar o conhecimento. Mas ele não quer. É relapso ao estudo e à aprendizagem. Prefere ouvir meias verdades e espalhar intrigas. É gente monstruosa de corpo e alma.

A Natureza castiga-os. Evita as mulheres intriguistas de terem filhos para que a peste não contamine o Universo.

Hoje só é ignorante quem teima em se manter na intriga, na inveja e na mentira.

Portugal para sobreviver tem de forçar todos os seus cidadãos a estudar, a aprender, a conhecer, a saber para que no futuro atinja os níveis de uma Suíça ou de uma Holanda.

Esta última beneficiou em grande parte da inteligência dos Judeus Sefarditas portugueses que para ali emigraram e fizeram prosperar uma terra de pântanos e dificuldades num país onde o trabalho e o esforço do ser humano nunca se perdem na velhacaria e no charco da ignorância.

 

Anterior “Portugal dos oito aos oitenta”

C.S

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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2018

Portugal dos oito aos oitenta

Hoje as crianças e adultos, todos são tratados com pinças. Se na escola, um dá um tabefe a outro, sem importância, é bullying. Se em casa os pais são mais ríspidos com os filhos e estes fazem queixa, os pais são chamados a tribunal e proibidos de ter palavras severas para os filhos cuja conduta não é apropriada nem para com eles nem para com as outras pessoas.

Do regime anterior a este passou-se dos oito aos oitenta.

Não havia pai que não pedisse aos professores para darem umas boas reguadas ou arrancarem as orelhas ao filho se ele não se portasse bem ou não estudasse.

Meu pai nunca me bateu. Raramente me ralhou. Mas minha mãe molhava a sopa, quase todos os dias. Eu era impossível. Só fazia asneiras.

Uma vez resolvi deitar-me debaixo de uma cama sofá e passar aí todo o dia, a imaginar aventuras que esticava dos pequenos livros e das brincadeiras com os meus colegas, tinha seis anos, ainda não andava na escola.

A vila inteira andou à minha procura. “Foram os ciganos que o levaram. Passou aí uma carroça logo de manhã. Levava um cão preso com uma guita”. Meu pai agarrou no Citroen, e com dois guardas-republicanos apanhou os assustados ciganos no Vale da Senhora da Póvoa. Depois de terem chegado à conclusão que não tinham nada a ver com o meu desaparecimento, deixaram-nos em paz.

Por volta das 6 da tarde, descansado da vida apareci no meio da confusão. Minha mãe de enervada deu-me uma sova tão grande com uma escova de fatos que descolou a parte que cobria as cerdas. Fiquei com a marca dos orifícios nas pernas e no rabo. Por mais que ela me dissesse para chorar, eu não chorava. “Os samurais não choram” tinha lido isso num livrito.

No dia seguinte, meu pai disse a minha mãe para se arranjar pois ia a Castelo Branco comprar umas peças para as camionetes e ela podia fazer as compras do que não havia na vila.

Enquanto minha mãe se perdia nas lojas meu pai comprou-me um belo carro a pedais e uma trotinete.

Quando minha mãe regressou olhou para os brinquedos, abanou a cabeça e disse: "tu é que o estragas".

Apesar das sovas adorava tanto minha mãe, que depois de ter falecido escrevi um pequenito livro em que a recordei com muita saudade.

Eu tinha consciência da minha desastrada maneira de ser, da minha impulsividade. Só que ela era mais forte do que eu.

Quando por volta dos 14, 15 anos o José Cabaço Neves me perguntou se eu queria ir para o curso de Comandantes de Castelo da Mocidade Portuguesa, fui para esse e depois para o Curso de Comandantes de Bandeira. Eu, sem o revelar, desejava que me metessem na ordem.

Mas é difícil. Está no sangue.

Meses depois do 25 de Abril e ao verificar o caminho que a Revolução de tontos levava, escrevi um artigo no jornal o “Templário”, pelo qual fui a julgamento. Felizmente que não fui condenado, pois eu estava decidido a fazer outra revolução a partir da prisão. E tê-la-ia tentado apesar de nessa altura já ter um pouco mais de 40 anos.

É do sangue.

No antigo regime havia força, determinação, às vezes exagero. Neste regime o sangue passou a água salobra, moleza, exagero de beijinhos e abraços, fome, enganos e dificuldades.

Passámos dos 8 aos oitenta.

Temos de acertar agulhas. O mundo mudou imenso.

Acima de todos nós está Portugal.

 

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C.S

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Domingo, 12 de Agosto de 2018

Os jovens são facilmente influenciáveis

A quantidade de jovens que aderiram ao Daesh foi enorme. A totalidade ou 99 por cento morreram às mãos de quem os aliciou ou morreram nos bombardeamentos das forças que os combatiam.

Desde os jornalistas queimados dentro de gaiolas de ferro para aumentar o sofrimento até raparigas lindíssimas decapitadas, todos a besta humana engoliu por ignorância, estupidez e puro sadismo.

E estes atos são vistos por milhões de pessoas no momento em que acontecem. A era digital mostra a barbaridade dos irracionais travestidos de humanos.

Ainda há pouco, num vídeo, vi um casal de jovens norte-americanos que tinha resolvido deixar o seu trabalho e partir de bicicleta conhecer e usufruir o prazer do mundo ser esmagado por um carro do Daesh que lhes passou várias vezes por cima.

Na mesma altura li que a Arábia Saudita tinha atacado um autocarro no Iémen e mortas umas dezenas de crianças entre os dez e os dezasseis anos.

Os jovens para além da sua jovialidade, sofrem de inconsciência natural, por esse motivo é necessário chamar-lhes sempre a atenção para os perigos que correm.

Em vez disso, muitos adultos, por estupidez, incitam os jovens a ser diferentes por burrice. Inventam modas totalmente descabidas de senso para que os jovens pensem neles e os admirem no cretinismo.

Uma das modas, do momento, é saltar de um carro em andamento, ou dançar no tejadilho, o que fatalmente provocará várias lesões e pode deixá-los deficientes para toda a vida.

Estamos num mundo de loucos. 

A Democracia é um bom regime político, quando os Governantes usam a honestidade e não a permissividade cabotina que atira os mais ignorantes para a desgraça ou para a morte, passa assim por ser um regime de libertinagem e de de quem a invoca sempre que é admoestado.

Avisar e impedir o erro não é reprimir. Avisar é prevenir.

 

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C.S

publicado por regalias às 06:18
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