Sábado, 2 de Março de 2019

Não apaguem a memória, esqueçam as botas da Zita

Conheci a Zita no Parlamento. Era jovem, inteligente, paladina da palavra; só destoava quando, sem dentes e de botas, mais parecia um guerreiro Mongol perdido no pérfido campo da Escola Comunista-Cunhalista, ela que, por ânsia de liberdade ilusória, entrara na seita, ainda jovem sonhadora, à procura do que tinha em abundância, mas que não a enchia.

O outro botas, de quem a Zita Seabra deseja que não apaguem a memória subiu a vida a pulso. Inteligência fabulosa, encanto que milhões reconheceram e muitas mulheres amaram por admiração e gratidão. O maior Português de sempre.

O marido da francesa, a que a Zita se refere confessa que a mulher era amante de Salazar. Para a Zita ele tinha de ser virgem.

Zita chama-lhe Ditador em vez de sedutor que recuperou Portugal da catastrófica e miserável Primeira República.

Zita mistura Salazar com a Pide, como se na União Soviética, não houvesse uma PIDE chamada KGB, 49 milhões de vezes pior que uma polícia de costumes que evitava os comunistas que destruíam, denunciavam e matavam até os próprios camaradas.

A Zita viveu o PREC, a censura, a perseguição e o insulto soez a quem não alinhava com a Ditadura do Proletariado do camarada Cunhal de quem a Zita era admiradora e de quem depois se desligou a caminho de uma Direita que lhe permitia mais conforto e menos cansaço pelos seus erros continuados, porque também fazia parte da pandilha, mas principalmente dos seus camaradas que faziam o mal e a caramunha.

Essa Memória tem de ser recordada e comparada com a do Galã de Santa Comba Dão.

Cunhal levou cheque mate quando foi comparado com o Galã. O tipo com aqueles dentes de vampiro cobarde e de tudo quando de infame e asqueroso aconteceu a Portugal, esse monstro desaparecerá se não for guardada a memória para que os portugueses nunca mais caiam noutra.

A Zita, no livro “Foi assim”, pags 362 a 365, ainda se quis pintar de verde, depois da criação do folclórico Partido que nunca “foi um movimento ou partido autónomo capaz de trazer gente diferente e nova para uma aliança com o PCP, nem de enriquecer a esquerda com essa frente de causas ambientais”, segundo a sua própria escrita.

Quanto ao Rosa Cavaco e ao assassinato de Humberto Delgado e da amante, a Zita vai ter uma surpresa, se não conhece a verdade sobre este escandaloso e infame assunto.

Há uns anos conheci em Badajoz um Guarda Civil que em noite de copos e confidências me contou a verdade sobre o que aconteceu e o marcou.

Não o revelei porque mais do que um homem e um Partido estava a relação de dois países que eu amo tanto como os meus filhos.

Rosa Cavaco, conhecedor do assunto passeou-se, sempre que quis entre Portugal e Espanha.

Hoje ficamos por aqui, mas podemos continuar. Não apaguemos a memória.

 

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C.S

publicado por regalias às 02:19
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