Terça-feira, 12 de Março de 2019

Espanhóis pegam de cernelha, portugueses de caras

Quando os espanhóis começam a esbracejar é porque querem alguma coisa.

Pensava que este vício já lhes tinha passado. Mas não. As eleições estão perto e cada um oferece o que pode, mesmo que não o possa provar.

O amor em Portugal (leia "A Ceia dos Cardeais", de Júlio Dantas) foi sempre mais amor de Portugal em oposição aos  interesses dos nuestros hermanos Espanhóis. Com nuestras Hermanas sempre nos sentimos bem.

Os portugueses são uns pinga amores, dão tudo o que é vil metal, descobertas e outras coisas encobertas pelo salero das mulheres espanholas.

A disputa que o ABC de Espanha levantou sobre o Magalhães é tão ridícula, que eu, que amo tanto Espanha como amo Portugal, sei que somos muito diferentes, mas temos muito do nosso sangue em comum.

Nascemos de um pedaço da Galiza, depressa crescemos, misturando sangue; e os brutos matadores derramando sangue por aquela que depois de morta foi rainha.

O rei D. Pedro I, louco de dor por essa querida espanhola, morreu cedo, mas antes procurou os irracionais, apanhou dois, a quem arrancou o coração, o mastigou, o cuspiu e o pisou. Só o Pacheco escapou, escondido numas saias de sevilhanas em dia de festa e flamenco.

O Português Fernão de Magalhães nasce em pleno reinado de D. João II. A ideia de unir Portugal a Castela e Aragão, prepara o Casamento de D. Afonso, filho do Rei D. João II, com Isabel de Aragão, filha dos Reis Católicos, Fernando e Isabel de Aragão.

Castela com a sua diplomacia do amor come a Catalunha e tudo o que lhe fica ao redor. As mulheres são o isco. Com Portugal fazem o mesmo. Dão-lhe a beleza do espirito para ficarem com a grosseria da matéria. Eles atuam sempre de cernelha, os portugueses, mais nobres pegam de caras.

O filho de D. João II, D. Afonso, pretenso rei de Espanha morre numa corrida de cavalos, o rei morre pouco depois, mas antes revelara todos os segredos do mar aos reis Católicos. Portugal, Castela e Aragão estavam unidos, amigos, iam casar.

D. João II percebeu que tinha ido longe demais. É assim que nasce o Tratado de Tordesilhas e a divisão do mundo em dois. Portugal e Espanha. João II impôs o tratado como entendeu, sinal que os reis espanhóis lhe tinham ficado gratos pelos marinheiros emprestados e por tê-los levado a entrar nos mares.

D. Manuel I continuou perdido pelas saias espanholas. Casa com Isabel de Aragão que faz dele tudo quanto quer. Além de proporcionar segredos e marinheiros aos pais, entre eles o disputado Fernão Magalhães, homem inteligente, mas demasiado voluntarioso. Valentia que lhe causou uma morte traiçoeira. Isabel exige que D. Manuel expulse os judeus. Ele faz-lhe todas as vontades. O amor é cego e tonto.

A filha de D. Manuel I, Isabel de Portugal é tão sedutora como a mãe, casa com Carlos V. Do casal nasce Filipe II de Espanha e primeiro de Portugal.

Finalmente Portugal juntava-se a Espanha de cernelha. Foi preciso um pequeno engano para aqui se instalarem durante 60 anos.

Mas as mulheres espanholas são danadas de amor, inteligência e determinação. Foi também necessário uma espanhola, Luísa de Gusmão, para empurrar o marido, o futuro rei D João IV, com a célebre frase “Vale mais ser Rainha por uma hora do que Duquesa toda a vida” e sacudir o jugo dos seus ancestrais quando, Filipe IV dava como adquirido este reino de amores e afetos.

Celebremos o Fernão de Magalhães, antes que o enrolem em El Cano.

Celebremos os dois. Os espanhóis mesquinhos e espertalhões do ABC e da Academia estão perdoados.

Esqueçamos Aljubarrota. Estamos fartos de bater em mortos.

 

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C.S

publicado por regalias às 06:31
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