Domingo, 31 de Maio de 2020

Democracia, oportunistas, vítimas, benificiários e aulas

Desde sempre me considerei a viver em Democracia. Sempre escrevi, disse e fiz o que entendia. Ninguém me tapou a boca ou violentou.

Minto. Depois do 25 de Abril fui levado a tribunal por causa de um artigo em que eu avisava os Militares de que estavam a ser ludibriados pelos políticos. Os desgraçados, em vez de me agradecerem e se precaverem, levaram-me Tribunal. No Estado Novo, a Censura, dirigida por Militares teria passado um risco sobre o texto e eu que fizesse outro.

O semanário “O Templário” passou a ser alvo de vigilância mais apertada. A Fernanda Leitão que o diga.

A Democracia, sendo uma boa forma de Governo é no entanto de grande fragilidade. Seria a forma ideal se todos se respeitassem mutuamente e a cultura e verticalidade de cada um pugnasse pelo que é justo e nunca se servisse da demagogia para enganar os ignorantes e beneficiar os sátrapas que morrendo muito ricos, deixaram este povo muito, pobre.

Sugiro mesmo, para eu não ter, um dia, de preencher o obituário, se algum descendente recalcitrar e eu escrever o nome dos predadores que morreram vítimas, dos seus próprios enganos. Simplesmente eles partiram cheios de ódio, vento e pus, que nunca mais voltará naquelas formas ignóbeis de quem se aproveita da Democracia para esvaziar as esperanças de quem gostaria de viver numa Democracia a sério onde os Oportunistas gritam pelo seu bem-estar, sem se importarem com o bem-estar dos seus semelhantes em deveres, mas nunca em direitos.

Olhe para quem esfarrapa os Governos com greves, sempre que a situação do País esteja má e os grevistas tenham a faca e o queijo na mão. Os médicos são especialistas no varejo.

Para todos auferirem dos mesmos direitos os progenitores devem insistir para que os filhos vão à escola e prestem atenção nas aulas.

Há muito que os Governos mais avançados e prósperos sabem que é a prática que faz a riqueza dos povos. Se a parte teórica for bem ensinada e bem apreendida, os resultados são espantosos.

Para que isso aconteça, basta estar com atenção nas aulas.

 

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C.S

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Sábado, 30 de Maio de 2020

Conversa de corda e propaganda na Antena1

Era ainda muito pequeno, devia andar na segunda ou terceira classe, 7 ou 8 anos, 1942-1943. Minha mãe e uma amiga conversavam à janela, que dava para a varanda, enquanto viam passar uma procissão. Eu estava na varanda, distraído com os pensamentos e sem ligar aos penitentes que, estrada acima, iam trauteando a ladainha do padre, escava-terra, como era conhecido pelos penitentes e impenitentes. Eu gostava dele. Emprestava-me livros, julgo que da biblioteca do senhor José Carlos Trindade. Tinha-os de todas as qualidades, e o padre, por mais que me queira lembrar do nome, não consigo. Eu até nunca me referia a ele como escava-terra, mas o ser humano recorda com mais facilidade a alcunha do que o nome de uma pessoa que nos merecia todo o respeito.

De vez em quando ouvia a minha mãe e a menina Adília, as duas eram da mesma idade, mas Adília, ficou sempre menina, julgo que por não ser casada. Era simpática. Era tia do meu amigo António Fonseca, que já não vejo há bem mais de sessenta anos e que tinha a mania de ir aos pardais, com uma espingarda de chumbo e de mostrar a excelente pontaria, à Guilherme Tell. Convencia os amigos a pôr qualquer coisa na cabeça e ele chumbava o objeto.

Eu recordo-me bem do excelente atirador; tenho a marca no meio da testa e o susto que ele, o José Rossa e o saudoso Fernando Portugal apanharam. Limpámos o sangue, tirámos o chumbo e jurámos segredo.

A minha mãe e a menina Adília conversavam sem conteúdo. Eu comecei a ficar nervoso. O badalo da procissão já tinha entrado na igreja e as duas ouviam-se perfeitamente.

“Não podem mudar de conversa?” Minha mãe, olha para mim, olha para a menina Adília, que não devia ter ouvido, e diz sem azedume:

 “Nós temos de conversar sobre qualquer coisa”.

Tínhamos. Hoje o mundo mudou imenso. Continuamos a perder tempo com ninharias e temos tudo para, finalmente, todo o ser humano viver feliz, bem-estar, trabalho e prosperidade.

Como?

De maneira muito simples, colocando todos os meios de difusão Digital, rádios e televisões ao serviço de todos os povos, tirando gente de onde sobra e colocando-a onde ela falta, ao mesmo tempo que se educam os povos mais atrasados.

Não se pode é fazer como na Antena1, que parece mais uma federação de Estados, onde cada um diz e faz o que quer, sem medir o alcance do dislate, mesmo que venha com roupagem cultural.

Falo neste assunto e refiro a Antena1 porque dia 27 e ontem dia 29; pelas 20-21 horas, em tempo de poesia, os poemas lidos, um de Cesariny, paneleiro assumido, e o outro da Judite, lésbica consagrada, têm como finalidade infiltrar a liberdade sexual através da mais abjeta publicidade.

Esta cultura de inconsciência, devia ter feito perder centenas de ouvintes e confundido centenas de miúdos.

A pornografia àquela hora apanhou muitas crianças e jovens, sempre abertos a experiências e sofrimentos.

Escrevi, antes deste, um texto, que rasguei, por respeito pela antiga Emissora Nacional, Fiquei com um nó na garganta.

A Comunicação Social não pode proceder levianamente, com a desculpa da Democracia e da Liberdade.

Aceito a Democracia, mas não a credibilizo quando ela é de fancaria. E a propaganda da liberdade misturada com a libertinagem de um paneleiro e de uma lésbica não merecem desculpa.

Quando os filhos e os netos dos garimpeiros da Comunicação Social começarem a ser comidos pelos vírus anais, talvez compreendam melhor onde se estão a meter.

 

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C.S

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Sexta-feira, 29 de Maio de 2020

Jovens mais felizes e mais competentes

Ninguém nasce ensinado, mas todos trazemos o livro do conhecimento que tem de ser preenchido desde o primeiro dia.

Com ele temos dois espíritos que suportam o corpo. Um bom e outro muito rebelde e, às vezes, disparatado.

Todos somos assim, desde brancos a pretos e respetivas variantes.

Os povos mais cuidadosos têm sempre tempo para acompanhar os filhos, desde o berço até à escola. Quando os entregam aos professores, estes são tão conscienciosos que aplicam todos os seus saberes para que as crianças sejam felizes. Não só os acompanham constantemente como falam com os pais e lhes dão sugestões, se for caso disso.

A felicidade tem cinco bases de sustentação: amor familiar, saúde, conhecimento, trabalho e dinheiro.

O enorme salto Tecnológico dos finais do século XX e dos princípios do XXI fez avançar algumas regiões do mundo para níveis excecionais.

O deslumbramento humano esqueceu que o avanço Sociológico teria de acompanhar o ritmo. Não acompanhou.

Felizmente que nos obrigaram a parar e a pensar...

O mundo está com 7 biliões de habitantes. Por muito miserável, asqueroso e inconcebível que isto pareça, mais de metade vive na pobreza.

Não chega a ter dois euros por dia para sobreviver.

Os jovens só podem ser verdadeiramente felizes se todo o mundo for feliz.

Coloco-lhe um desafio: como resolver esta situação? Pense no assunto. Mostre as suas capacidades e a sua inteligência. 

Eu estou decidido a espevitar os líderes mundiais a criar riqueza fazendo frutificar todos os países do mundo. Mas os jovens não podem continuar a ser sodomizados e tratados displicentemente. É preciso paciência para as suas hesitações, incompreensões e ingenuidades que acabam por os tornar, mais tarde líderes frágeis e premiáveis a todos os erros.

Acredite nos jovens. Fale-lhes francamente para eles se sentirem crescer com confiança e conhecimento. Este 2020 veio para mudar toda a humanidade.

Dê uma ajuda. A sua ideia e o seu trabalho podem tornar o mundo feliz e muito mais próspero.

 

Anterior “Trump se for eleito ofereço-me para Conselheiro à borla”

C.S

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Quinta-feira, 28 de Maio de 2020

Trump se for eleito ofereço.me para Conselheiro à borla

A naturalidade de Donald Trump e a sua assunção de erros e virtudes serviu para os adversários o atacarem em todos os seus procedimentos.

O povo compreende-o porque ele fala a sua linguagem e vela pelos seus interesses.

Trump ameaça, mas não ataca como fizeram os Presidentes anteriores. Foi preciso vir o Corona para colocar ordem na casa e o ser humano compreender que vale muito menos que um grão de areia.

Trump, ao ganhar as próximas eleições, se quiser, ficará na história como o maior líder mundial e até pode juntar os seus colegas Xi Jinping e Vladimir Putin para, em conjunto ajudarem o mundo a crescer em benefício de todos os povos.

As guerras das grandes carnificinas, destruições e sofrimento têm de acabar com o Governo de Líderes normais, com defeitos e qualidades, mas inteligência e amor aos povos e à sua prosperidade. Todos entenderão isso. Se não entenderem, chegará outro vírus, menos perspicaz que este Corona e leva tudo a eito. Não se salvará ninguém nem para contar a história, quanto mais para fechar a porta.

Conto que o Trump não me desiluda.

Se Trump se candidatar pode contar com mais este soldado, que nunca foi à tropa. Prestará serviço (sem pré), à borla e à distância.

 

Anterior “Obama, Sarkozy Cameron, os grandes criminosos”

C.S

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Quarta-feira, 27 de Maio de 2020

Obama, Sarkozy, Cameron, os grandes criminosos

Os supracitados são grandes criminosos porque invadiram países do Médio Oriente e do Norte de África tendo causado milhares de mortes de gente inocente, e centenas de milhares de refugiados que, mais mês, menos mês invadirão a Europa, acompanhados da segunda ou terceira leva do Corona para inviabilizar a Europa tal como a concebemos nos nossos dias.

Mas, como devemos chamar a todos os políticos que, desde a invasão do Iraque pelo Bush, Blair, e os três citados, tentam esconder os seus crimes hediondos, que põem em perigo toda a humanidade e continuam a causar horríveis sofrimentos nos campos da Líbia, Turquia, Grécia e Itália. Agora vêm, mais uma vez, fingir os seus bons sentimentos dizendo que um barco português tinha salvo quase uma centena de pessoas, mas não os podia entregar na Líbia, porque é um país inseguro. Pois é. Mas também não os poderia entregar em mais lado nenhum.

Estes bondosos preferiam que tal como fizeram os aviões do Obama e da NATO ao verem um navio pedir insistentemente ajuda, os deixassem morrer à torreira do sol, tal como aconteceu aos refugiados desse navio, durante a invasão da Líbia, onde só se salvaram duas ou três pessoas. Todas as outras, mais de cem, morreram com gritos lancinantes, como se estivessem dentro de uma frigideira.

O Alto Comissário para os Refugiados devia gritar e denunciar todos os dias quando as guerras destes asquerosos ou de quaisquer outros monstros semelhantes começam. Os batimentos no peito soam a falso, não servem de nada.

Espero bem que todos vivam o suficiente para sofrerem na pele, o fim deste mundo de loucos, que um vírus, com um milésimo de milímetro faz rabiar.

Talvez todos sofrendo, os netos não tornem a cometer os infames crimes desta gente que nem merece respeito nem piedade.

Obama, Cameron e Sarkozy devem ser responsabilizados pelo que está a acontecer. Os refugiados devem ser colocados nos seus países de origem em segurança e condições de trabalho e habitabilidade. É o mínimo que se exige.

Tentar adiar esta questão vai ser um erro colossal.

A Europa e os Estados Unidos da América são os grande culpados. Foi daqui que saíram os algozes que causaram este holocausto epidémico que, tal como as pestes, se repete de tempos a tempos.

 

Anterior “Locutores era o tema. Mas o Corona baralhou-me as ideias.”

C.S

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Terça-feira, 26 de Maio de 2020

Locutores era o tema, mas o Corona baralha-me as ideias

Deito-me e levanto-me a pensar no Corona, de que oiço falar a toda a hora, sem querer ouvir.

Fecho a rádio, a televisão e todas as notificações enquanto estou no computador? É difícil. Se calhar estou a ficar velho. Mas só tenho 85. Daqui a pouco, com Corona e sem Corona, as pessoas vivem pelo menos 170. Confesso que dispenso.

Mas estou com uma certa curiosidade em saber se o ser humano, depois do Corona se une e salva ou se me segue na viagem.

Nada impedirá os Governantes de todo o mundo de se unirem e desenvolverem o planeta, com todas as facilidades que as descobertas no campo digital e com a ajuda da impressora 3D, erradiquem a fome e a pobreza em todas as regiões.

Falemos agora de locutores conscientes, cultos, honestos, com boa e clara dicção e boa voz. São fundamentais.

Também queria ser locutor. O João Alfredo Donas de Sá Pessoa e eu comprámos um gravador a meias para treinarmos. Um dia fomos convidados pela “Rádio Altitude” da cidade da Guarda a representarmos a "Ceia dos Cardeais" de Júlio Dantas. Passados dias, quando me ouvi, fugi de mim apavorado e vendi a minha parte no gravador pelo preço que o João quis pagar. É judeu, está-lhe no sangue. Mas continuamos amigos, apesar de não nos vermos há mais trinta anos.

Os locutores têm de ter uma excelente voz, ser muito competentes e escolhidos por Professores de artes cénicas.

E, se não levam a mal, tenho de recordar, os verdadeiros gigantes da Locução da Emissora Nacional, a excecional Maria Leonor, o Artur Agostinho, o Pedro Moutinho e as graças, e o à vontade do Pessa, entre muitos outros.

Todos em campos diferentes, mas uma verdadeira elite.

 

Anterior “Salazar acabou co a Ditadura. Os do 25 recuperaram-na”

C.S

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Segunda-feira, 25 de Maio de 2020

Salazar acabou com a Ditadura. Os do 25 recuperaram-na

Muitos videirinhos políticos e outros pouco conhecedores por falta de leitura, ou porque não viveram no tempo do Estado Novo, sempre que morre alguém conhecido e que teve um insignificante problema naquele tempo, falam em Ditadura. Os mais estúpidos também falam em fascismo. Ainda ontem na Antena1 uma locutora, a mando do chefe, que ela não tem capacidade para avaliar o que diz; falou no fascismo do social-fascista Jerónimo. Os comunistas inventaram mil idiotices para falarem sobre o assunto.

A partir de agora vou desmontar tanto os videirinhos que querem estar a bem com Deus e com Diabo e os outros, filhos da mentira e do oportunismo, para conservarem os lugares de Deputados e outras mordomias, altamente pagas.

Fique bem claro, para todos perceberem; já aqui falei no assunto várias vezes: os livros, ao contrário dos jornais e revistas, não eram censurados. Marcello fala sobre isso mesmo no livro “Marcello Caetano. Minhas Memórias de Salazar,” a páginas 462, Editorial Verbo, 2ª Edição.

A Maria Velho da Costa e outras duas raparigas tiveram o livro “ As Novas cartas portuguesas”. apreendido porque houve quem fizesse queixa sobre o conteúdo. A Procuradoria da República ou a Judiciária foram obrigadas a atuar. A Censura nem teve nada a ver com o caso. Deu um parecer a pedido das autoridades. O tempo passou. Nada lhes sucedeu de mal entre 1972, quando saiu o livro e o 25 de Abril que encerrou o processo.

Não havia Ditadura. A Constituição de 1933, no artigo 8º é bem explicita. Mas os Militares continuaram sempre com as rédeas da Censura sobre os jornais, até que Marcello Caetano lhes retirou o pelouro e o entregou a um civil, Mário Bento Soares, para acabar com o exame prévio. Eles não gostaram.

Mas onde eu quero chegar, por hoje, é que o 25 de Abril e os capangas que se lhe juntaram, esses sim quiseram impor a Ditadura.

Aquilo que a censura fazia com os jornais e revistas, fez de maneira grave a Ditadura do PREC quando, o Grácio, Secretário de Estado, mandou queimar milhares de livros, extremamente úteis, porque eram obra do Estado Novo.

O fanatismo e a estupidez sempre prejudicaram os mais carentes.

Continuando: a Censura no Estado Novo limitava-se a cortar os artigos dos jornais e a não impor outras consequências mais gravosas; a seguir ao 25 de Abril a Censura passou a enviar os escribas a tribunal. Muitos foram presos. Eu também fui julgado e até desejava que me prendessem. Levei para o julgamento, que durou perto de seis horas, uma pasta com roupa, para na prisão deixar a imaginação e a resposta à solta. Eram capazes de me ter morto. Mas morria com a Pátria. Vergar perante tudo o que estavam a fazer ao povo, convencendo-o, que todas as mentiras eram para seu bem, nunca vergaria. O resultado está à vista. Eu denunciei isso na Assembleia da República, mas os tontos riam e pouco se importavam com aquilo que podia acontecer ao povo, e aconteceu.

A única Ditadora que hoje existe continua a ser a Ditadura da ignorância. Todas as vezes que os bastardos que chupam o país falarem nela, proporei várias comparações e, quem as quiser contestar, responderei sem azedume, mas com provas e entre um Estado Novo com autoridade e a Ditadura Totalitária que o Vasco Gonçalves e o Álvaro Cunhal tentaram impor.

Aprender até morrer foi sempre um ditado que me apaixonou. Aquilo que souber, de ciência certa, ensino.

 

Anterior “O tempo da educação musculada”

C.S

publicado por regalias às 06:24
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Domingo, 24 de Maio de 2020

O tempo da educação musculada

Já lá vão setenta e cinco. Nesse primeiro dia de escola, já eu conhecia todos os cantos da casa, era para ali que ia jogar à bola.

Desta vez, os mais velhos, por causa dos irmãos e dos pais que tinham ido ao início do Ano Escolar, resolveram jogar perto das grandes janelas da sala de aula que me estava destinada.

O José Rego que tinha bom pontapé disparou um tiraço que entrou janelas dentro com grande estilhaço de vidros.

Todos nos encolhemos. Um, da quarta classe olhou para mim e disse: ele a ti não bate. Vens para a Primeira classe. Acusa... (não acabou a frase. Não colocou o traço no pronome pessoal complemento - te). Chegou o professor José Manuel Landeiro, que era o terror da pequenada, quando ultrapassava as marcas.

“Quem fez aquilo?” E apontou furibundo para os estilhaços do crime.

Ninguém respondeu.

“Quem estava a jogar levanta o braço direito! Todos em fila! Olhem bem para mim. Vou perguntar outra vez. Um a um.”

Quando chegou a minha vez, o professor, fez a pergunta sacramental. Eu respondi: foi o Zé Rego. O carrasco puxou o braço atrás, o José Rego baixou-se e eu apanhei uma estalada que ainda hoje me lembro dela com saudades.

O Professor Zé Manel, como nós o tratávamos era muito nervoso. Como deu a estalada e virou de imediato as costas, nem se apercebeu de quem apanhou o castigo. O trabalho era muito. Os docentes poucos. Ele tinha brio e orgulho na escola que já dirigia há vários anos.

Depois de o sentirmos longe e ocupado, no meio de pais e mães que o aconselhavam a tirar uma orelha aos filhos se não estudassem. “Chegue-lhe para baixo, se não estudar”. O Zé Manel fazia-lhes a vontade. Os rapazes queriam-se rijos. Umas reguadas ou bofetadas nunca fizeram mal a ninguém. Os rapazes não se queriam maricas pois tínhamos de nos defender dos espanhóis se nos invadissem.

Mas o que se passava em Portugal girava em toda a Europa.

Churchill descreve os tempos violentos, nos colégios, mas que o ensinaram a resistir a tudo e os ingleses a não ter medo de coisa nenhuma. E viu-se, tanto na África do Sul, como na Segunda Guerra Mundial, 1939-1945, foi um verdadeiro leão.

Os tempos de hoje são bem diferentes. O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues é competentíssimo. Os jovens estão bem entregues. Ele sabe o caminho do futuro e, certamente, nem o travão destes meses, irá perturbar os seus planos.

Antes era diferente, os tempos eram outros, mas tenho de reconhecer que a alegria, a boa disposição, as graças e a felicidade era muito maior.

 

Anterior “A rotunda Ana Gomes e Alegre afinam o tiro”

C.S

publicado por regalias às 04:52
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Sábado, 23 de Maio de 2020

A rotunda Ana Gomes e o Alegre afinam o tiro a Marcelo

As presidenciais estão à porta, a fome já anda em Portugal há muitos anos, mas quem vive da política e dos lautos almoços está convencido que a festa, de barriga cheia, dura sempre.

A Ana e o Alegre, mais uns quatro ou cinco que fazem barulho e criticam o Costa por dizer o que entende, resolveram defenestrar o Marcelo ao pensar que, com um só tiro matarem dois ratos.

Marcelo, apesar de mostrar descontração e confiança na sua popularidade, está hesitante. Comê-los como fez ao papo-seco nas últimas eleições já custa a engolir.

Mas a única e perigosa surpresa pode sair do Governo. Se não deixam Centeno dirigir as Finanças como quer, ele pode candidatar-se a Presidente da República e ganhar as eleições.

Na cabeça dos Portugueses que viveram no século XX e que ainda hoje estão vivos e são centenas de milhares, Salazar, que foi o Ministro das Finanças que tirou Portugal da miséria em que a Primeira República, 1910-1926, o tinha afundado, está acima de qualquer Ministro ou Presidente que tenha passado pelas cadeiras do Poder.

Centeno encarnou a seriedade como salvação do país. O povo admira-o.

Tenho a certeza que a luta, renhida na primeira volta, seria ganha por Centeno na segunda.

Comunistas e Bloquistas não teriam dúvidas em engolir mais um sapo. Marcelo não lhes oferece confiança e ele não pode continuar a ofender a memória do pai, um Ministro impoluto e Governador de Moçambique tão considerado que também, nunca ninguém o igualou.

Quando Marcelo fala na Ditadura no Regime anterior sabe que isso é mentira. O pai estaria envolvido e nunca ninguém afirmou tal despautério.

Da mesma maneira quando os comunistas falam em fascistas, eles sabem que os únicos fascistas, se os houvesse seriam os militares, e isso, eles, sociais-fascistas da ignorância e do oportunismo, são incapazes do afirmar, porque é mentira.

Podem, a redonda Ana e o caçador Alegre, darem os traques que quiserem. Falham sempre o tiro.

Centeno ou Marcelo têm o escudo do povo. Podem ficar meio por meio, mas o campo é deles e Centeno está em vantagem.

 

Anterior “O ser humano não tem consciência de si próprio”

C.S

publicado por regalias às 05:19
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2020

O ser humano não tem consciência de si próprio

Podia dizer de outro modo: o ser humano é um ser inconsciente.

Há muitos anos, mais de setenta, um dos livros da Coleção Azul, que entretinham os tempos livres de minha mãe, quando não tinha autores Portugueses para ler, tinha como título “A vida é um sonho”, embora nunca o tivesse lido; o Camilo e o Eça eram os favoritos e suplantavam os livros de estudo.

Mas “A vida é um sonho” aparecia muitas vezes na minha cabeça tanto no estado de vigília como no campo do sono.

Não sei porquê não o lia. Devia ter medo que isso fosse verdade. Nunca o folheei.

No Colégio de São José, em Mangualde. Era ainda uma criança, despertaram os sentidos. A professora era um mundo de carícias. Eu um mundo de espanto que guardei nos segredos do pensamento, durante muitos anos e que descrevo num livro que nunca publiquei, mas que julgo, ainda está na Internet, com o título “Olá Juventude”. Onde me desnudo, na tentativa de me entender.

Trabalho inútil. Nunca me entendi.

A minha consciência sempre me repreendeu pelas faltas cometidas e pelas ações desmedidas que praticava, mas que pouco ou nada me contentava.

Ao condenar os atos violentos de guerra que nesses tempos, 1936-1945 ( Guerra Civil Espanhola, Segunda Guerra Mundial), me despertavam para a vida, não sentia a consciência, não a compreendia.

Minto, acordava quando sentia as levas de pobres que sendo o fruto da Primeira República, 1910-1926, todas os fins-de-semana se juntavam à porta da casa dos meus pais para receberem a esmola que os alimentava.

A minha dor era tão grande, que me sentia desfazer, no meio de uma vida de grandes desigualdades provocadas pela inconsciência dos homens.

É. O ser humano não tem consciência de si próprio, caso contrário as centenas de milhares de refugiados que vivem, morrendo todos os dias, nos campos da Turquia, da Grécia e da Itália e cujos sobreviventes entrarão no centro da Europa espalhando o vírus da morte, mostra bem a inconsciência do ser humano.

E eu não lhes consigo valer. A minha consciência não os soube ajudar.

Comecei a escrever livros para não morrer como os cães e os gatos. Podia ajudar o ser humano. Chego ao fim da vida, desiludido com o tempo que por aqui passei e com este inconsciente.

 

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C.S

publicado por regalias às 05:52
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