Quarta-feira, 6 de Maio de 2020

Do Absolutismo à Democracia patética, houve de tudo

Os reis espanhóis Filipe II, Filipe III e Filipe IV fizeram o que puderam para Governar este povo ingovernável.

Quando Filipe IV quis fazer regressar outra vez à Espanha, os conspiradores de 1640 fizeram o impossível ao derrotar os apoiantes espanhóis.

Voltou a Governar Portugal um rei Português, João IV, mesmo com o não reconhecimento da independência pelo Papa Urbano VIII.

João IV mandou degolar os nobres que continuavam a apoiar os Filipes e iam à bênção da Igreja.

O Absolutismo funcionou na perfeição.

Sucedeu ao rei o filho mais velho, Afonso VI, que era mentecapto. Os espanhóis continuaram a atacar e a ser derrotados. As intrigas Governamentais acharam que seria mais seguro convencer o irmão do rei a assumir as rédeas do Governo, este não se fez rogado, casou com a mulher do irmão e assumiu as responsabilidades.

Pedro II, em tempo de aflitos usa a inteligência. O sucessor João V começa a tirar partido dos territórios descobertos. Ao desenvolver o Brasil fica com um quinto do rendimento para o reino. Portugal volta a ser rico e poderoso.

Sucede-lhe José I. Mas quem Governa, com mão pesada é o Marquês de Pombal. O totalitarismo abate parte da Nobreza com ferocidade. O país ganha ordem e saber. O Brasil é elevado à categoria de Vice-reino.

Sucede a D.José a frágil e doce Maria I. As portas das prisões abriram-se. O desenvolvimento cultural continuou em bom ritmo. Mas em França, os franceses mataram o rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta. D. Maria enlouqueceu de medo. O filho, João VI, toma a decisão de ir para o Brasil, para não ficar prisioneiro de um exército de 39 mil homens.

O Brasil passa de Vice-reino a Reino. Reino unido de Portugal-Brasil e lá ficaria se os portugueses não tivessem exigido a sua vinda. Em Portugal tudo era difícil. Quando morre quem lhe sucede é o filho Miguel que contra a promessa de Governar em regime liberal, teimou em Governar em regime absoluto. O irmão, Pedro, que lhe tinha cedido o lugar teve de vir a Portugal repor a legalidade. Miguel partiu para o exílio. A Pedro IV sucede a filha D. Maria II que governa com prudência, publicando uma lei contra a liberdade da imprensa para evitar incendiar ódios.

Sucede-lhe Pedro V que morre, muito jovem, por causa da cólera ao visitar doentes. Sucede-lhe o irmão Luís I.

Regime Liberal e Ditadura vão matar a Monarquia.

Em 1878 é eleito o primeiro Deputado Republicano, Rosa Araújo.

A Luís sucede Carlos que é assassinado em 1908 com o filho mais velho.

Manuel II não esteve para ficar num país que lhe tinha morto pai e irmão. Em 1910, quando soaram os primeiros tiros dos republicanos, deixou Portugal.

A Primeira República aparece sob a bandeira de uma Democracia que raramente praticou. As mortes e as prisões foram aos milhares. A miséria era geral e ninguém andava seguro nas ruas. Pelo meio, o povo, incitado por políticos matou Sidónio Pais, Presidente da República; António Granjo, Primeiro-Ministro; e, Machado Santos, o homem a quem devem a República.

Com tanta miséria e desgraça, e a pedido do povo e dos Intelectuais, os Militares fizeram o 28 de Maio de 1926 e iniciaram a Ditadura. Salazar foi convidado para Ministro, estudou o assunto, apresentou condições, que não foram aceites e ao fim de 7 dias regressou ao trabalho Universitário. Passados dois anos, em 1928, voltou a ser chamado para Ministro das Finanças. Pelo excelente trabalho é convidado para Presidente do Conselho em 1932. Em 1933 é votada a Constituição para acabar com a Ditadura Militar.

Salazar Governa em Democracia Orgânica e com autoridade, mas sem nunca ser violento. Quando dizem o contrário basta comparar o seu Governo com outras Democracias ou até com os tempos desde o 25 de Abril até hoje e verificar-se-á que Salazar criou "um Estado forte (competente) para não ser violento”.

Sucede-lhe Marcello Caetano que, cansado e doente deixa que o 25 de Abril aconteça. Mas não deixa o Governo cair na rua, entrega-o, em mãos, a Spínola.

Dias depois, quando chegam os políticos comunistas e tomam conta do II, III, IV e V Governos, o país entrou no PREC da libertinagem e destruição de todo o tecido empresarial, dos roubos, das ocupações selvagens, dos assassinatos e das provocações. A tropa, dividida, teve de intervir em 25 de Novembro para evitar que o Totalitarismo Comunista se instalasse em força e as consequências pudessem ser piores do que aquelas que os portugueses têm sofrido nestes anos, sempre com a publicidade enganosa de uma liberdade, que sempre existiu, mas em moldes diferentes porque havia ordem e segurança em vez de evitar que pedófilos e pederastas sodomizem crianças utilizando a Internet como tem vindo a ser denunciado nos Órgãos de Comunicação Social.

Em 2020, o Corona aproveitou para avisar Portugal e todo o resto do mundo, que não vai permitir Governos de incompetentes, de corruptos, e de maneirinhos que vivem ao sabor do vento e das conveniências.

Esperamos que a partir deste ano, os políticos honestos sejam capazes de conseguir paz e prosperidade.

 

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C.S

publicado por regalias às 06:11
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