Segunda-feira, 12 de Outubro de 2020

O porquê das desigualdades entre os portugueses

Pelo Blogue de ontem “Os mais desfavorecidos” todos compreenderam como funciona a Assembleia da República. O muito riso, pouco siso é evidente perante os assuntos mais sérios.

O Parlamento, desde a Primeira República foi sempre um sistema de fancaria, de engodo, de confusão e de ilusão para os inocentes e uma mina para os oportunistas que ali têm a possibilidade de não fazer nada ou muito pouco e estar acima das responsabilidades. Eles são inimputáveis.

A primeira coisa que o saudoso Vasco da Gama Fernandes me disse, quando passados cinco dias de estar no Parlamento recebeu uma carta do Tribunal de Tomar para me ser levantada a imunidade e poder ser julgado por delito de Imprensa. Tinha escrito um artigo sobre os militares e avisava-os que estavam a ser ludibriados,

Vasco da Gama garantiu-me “O colega enquanto aqui estiver é intocável, por isso quando eu lhe perguntar se quer dizer alguma coisa, diga não”.

Mas o meu feitio gosta de enfrentar as dificuldades e as compreender. Disse sim. E afirmei que antes do 25 de Abril tinha dito e escrito tudo quanto me apeteceu sem nunca ter sido chamado a Tribunal. Quando vi que que me cortavam os artigos de Jornal passei a escrever livros, que nunca eram censurados, a menos que alguém fizesse queixa sobre a matéria aí expendida.

Os aldrabões profissionais para espalharem o engano insistem na censura dos livros. Os únicos que eram censurados eram os estrangeiros.

Pelo que leram no Blogue de ontem já verificaram como funciona aquela casa.

Salazar, na Primeira República, quando foi eleito Deputado, só conseguiu aguentar um dia. Nunca mais lá apareceu. Talvez por isso hesitasse tanto em voltar a abrir o Parlamento, que todo o povo odiava, e com razão. Eu tive oportunidade de verificar. Só não saí porque depois de ter rejeitado concorrer em eleições, cedi e interessei-me por ganhar; mas quando verifiquei onde me tinha metido, não saí porque o povo me tinha confiado o voto, e eu, se não queria ser lobo, não lhe vestisse a pele.

Várias vezes chamei a atenção para a situação do povo português e as suas dificuldades. Os Deputados perdiam tempo com assuntos que não lhes diziam respeito.

Uma das vezes votei sozinho contra os outros duzentos e sessenta e um, para escândalo do meu próprio Grupo Parlamentar. Outra vez fui tão violento por estar envergonhado e desesperado, que o Presidente se viu obrigado a fechar o Parlamento, por me recusar a retirar as palavras que tinha proferido.

Agora terei de publicar toda a intervenção sobre a Criança Cigana. Já que fiz a vontade aos que pensaram que eu em vez de me preocupar com a Criança Cigana, devia falar dos portugueses. Falei e falei várias vezes. Se não chamasse a atenção sobre estas crianças, os problemas com os Ciganos nunca mais acabavam. Se não os ensinarmos, como podem eles aprender a ser educados e a respeitar as regras da sociedade?

 

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C.S

publicado por regalias às 05:20
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