Quinta-feira, 10 de Junho de 2021

Nascimento, reis e crescimento de Portugal IV

Hoje, dia 10 de Junho de 2021, apetecia-me escrever sobre Marcelino da Mata, um Português de gema e o militar mais condecorado de sempre. Ficará para outra ocasião. Vamos à História, onde ele já assegurou o seu lugar.

O fillho legitimo de D.Pedro I, D.Fernando, 1367-1385, saiu ao pai. Por amor pôs em perigo o País. Promete casar com a filha do rei de Castela e também com a filha do rei de Aragão, mas apaixona-se de tal maneira por uma mulher casada, Leonor Teles que casa com ela. O povo não gosta e os reis referidos, menos ainda. Ele não se importa, uma mulher vale bem mais que muitas batalhas.

Pelo sim, pelo não, D. Fernando faz uma aliança com a Inglaterra, a Aliança Luso-Britânica que desde 16 de Junho de 1373 tem durado até aos dias de hoje.

Embora inconstante e fraco de palavra, D. Fernando era muito inteligente e bom administrador. (As dificuldades aguçam o engenho).

Em 1375 instalou numa das Torres do Castelo de S. Jorge, em Lisboa, a Torre do Tombo ou seja, o Arquivo Nacional para guardar todos os Documentos importantes, respeitantes à História de Portugal. Infelizmente, o Terramoto de 1755 destruiu uma parte e Espanhois e Francesses roubaram mais alguns, O Arquivo ainda hoje é um dos mais valiosos do mundo.

Por causa das guerras e das epidemias, os alimentos começaram a faltar e em 1375, o rei publica a Lei das Sesmarias que obriga os proprietarios das terras a cultivá-las ou  a as arrendar a quem as trabalhasse, caso contrário o Estado tomava conta delas. Ao mesmo tempo obriga os vádios e os falsos monges a trabalhar nos campos.

Aumenta imenso a Marinha Mercante e isenta os construtores de navios do pagamentos das madeiras tiradas das matas reais, Cria a Companhia das Naus que funcionava como uma Companhia de Seguros. Manda reparar, construir e muralhar Santarém, Óbidos, Coimbra, Viana, Leiria, Alenquer, Évora, Lisboa e Porto. Além de proteger o País, não faltava trabalho para toda a população.

A 12 de Junho de 1383 determina que Lisboa seja iluminada com candeeiros de azeite.

Mesmo iluminado, o rei morre cheio de preocupações, aos 38 anos.

A filha, Beatriz, estava prometida ao rei de Castela e este quer vir buscá-la para garantir a posse de Portugal.

O povo procura outro descendente do rei. Encontra-o na pessoa de D. João, Mestre de Avís, filho bastardo de D. Pedro I e da amante Teresa Lourenço,

Leonor Teles sabe do plano, manda chamar o Mestre de Aviz e envia-o como fronteiro para o Alentejo, junto do rio Guadiana. D. João finge que acata a ordem, mas regressa ao Paço e encontra Leonor Teles com o seu conselheiro, João Fernandes Andeiro. D João chama-o à parte e mata-o.

O povo começa a gritar que querem matar o Mestre e Leonor Teles foge para Santarém onde devia chegar o futuro genro.

Leonor Teles estava como rainha regente. A filha tinha dez anos. O rei de Castela veio imediatamente com um forte exército para não largar a futura mulher e assegurar os seus direitos ao trono de Potugal.

Cerca Lisboa, durante sete meses. Com ele está Beatriz. Mas os soldados começam a morrer devido a uma epidemia e Beatriz está contaminada. O rei levanta o cerco e regressa a Castela. Neste espaço de tempo, D. João, Mestre de Aviz, recebe a confirmação de que o Porto o apoia incondicionalmente.

No Alentejo está Nuno Álvares Pereira que espera a passagem dos Castelhanos. Dá-lhes combate e derrota.os na baltalha dos Atoleiros.

Coloque a máscara. Ainda temos muito para viver e saber,

 

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C.S

publicado por regalias às 08:10
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