Sábado, 12 de Junho de 2021

Radicais Livres, quase sem sem Vírus

Nos sábados, depois das Notícias do Meio Dia, os “Radicais Livres” escolhem sempre temas interessantes que raramente se ouvem, mas que os ouvintes seguem mais pelo Nogueira Pinto do que pelo maestro que dirige a orquestra.

Gostei do programa de hoje. Nogueira Pinto, com muito boa dicção, e os outros dois com muito menos gargalhadas, tornaram o programa audível, saboroso e proveitoso.

O mal de muitos Comunistas, onde comungam os outros dois da trempe, é estarem sempre com um pé atrás e viverem ainda à sombra do repugnante Álvaro Cunhal.

Nogueira Pinto tem uma resistência fabulosa e faz o seu caminho. É um político que devia estar no circuito.

A esposa não resisitiu e o Freitas também não. Ficava danado quando lhe sinalizava os erros que o povo lhe reprovava.

Para usar uma palavra que ele utilizava com frequência, teve o topete de fazer um processo disciplinar ao General Galvão de Melo, que ganhou e o General foi expulso do CDS. Pouco tempo depois, por causa de Nobre da Costa, fez-me outro a mim, que perdeu. De zangado contra os Deputados esteve vários meses sem aparecer no Parlamento.

Freitas era um homem extremamente inteligente, mas não sabia perder. Eu fiquei aborrecido, porque o admirava. Lamentei a sua morte.

Nogueira Pinto, tal como Salazar aguenta todos os embates. Tem paciência, não fica melindrado. É Homem.

Salazar nunca se importou da moldura que o amigo António Ferro lhe colocou na secretária com uma futografia de Mussoline. Ele não era fascista. As molduras não falam. Os outros quando dizem asneiras ou criticam sem razão também não são ouvidos. Só bufam.

Gostei dos Radicais Livres. Mesmo com os risotas, tudo foi mais claro do que habitualmente.

Coloque a máscara. O País ainda não acabou, nem acabará mesmo que ao Marcelo lhe dê o treco por andar no meio da multidão descontraidamente. D. Duarte e D. Pedro V, também abusaram da sorte, espero que não lhe aconteça o mesmo. O País não aguentava outros 47 anos, com tanta choldra à solta e sem o fiel, a imaginar todos os dias, como é que ele e o Costa hão-de remendar o buraco.

 

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C.S

publicado por regalias às 13:52
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Nascimento, reis e crescimento de Portugal VI

D João I, 1385-1433, era um homem cauteloso: talvez por ser filho bastardo não se sentisse à vontade. Muitos nobres abandonaram-no e ele teve de formar uma nova nobreza, a partir de homens que defendiam a nação; os legistas, os cientistas, os burgueses e o povo em geral.

Em 21 de Agosto de 1415 resolve atacar Ceuta para armar D Duarte, D Henrique e D Pedros cavaleiros e ao mesmo tempo impedir que os mouros continuassem a atacar as costas do Algarve.

Na véspera da partida morre a rainha, vítima da peste. Com D. Filipa, o rei tivera oito filhos excecionais. Antes de casar tivera mais três.

Com a morte da mulher, D. João I fica diferente. Começa a entregar muitos negócios de Estado ao filho, o futuro rei D.Duarte. Ele dedica-se ao estudo, à meditação e à escrita; escreve mesmo o “livro da Montaria”,

D Henrique depois da vinda de Ceuta só pensa no mar e nos seus segredos e em 1416 é escolhido para Grão Mestre da Ordem de Cristo, que tinha herdado os bens dos Templários. Com esse vultuoso capital cria uma Escola de navehação, um Observatório astrológico e apoia a criação de estaleiros entre Lagos e Sagres para construir embarcações, relativamente pequenas, mas bastante seguras e veloses que esquadrinhavam o mar num raio bastante alargado, suficiente para os pilotos ganharem experiência em alto mar.

Em 1418 João Gonçalves Zarco, o comandante das caravelas que guardavam as costas do Algarve por causa das surtidas dos mouros, juntamente com Tristão Vaz Teixeira descobriram a Ilha de Porto Santo.

Em 1419, o mesmo Gonçalves Zarco e Bartolomeu Perestelo descobrem a Ilha da Madeira.

Em 1427, nas Cortes de Santarém, os Prelados insistem na revogação do Beneplácito Régio, decretado por D Pedro I. D. João regeita fazer-lhes a vontade.

O bom senso, a inteligência, a cultura ponteficam neste reinado.

Em 1427 parte dos Açores são descobertos por Diogo de Silves. Em 1432, Gonçalo Velho aporta às Ilhas de Santa Maria e de Sõ Miguel e Diogo de Teive às Ilhas mais Ocidentais.

João I morre em 1433, confortado com a ideia de que deixava um País forte e seguro. Tinha mesmo casado o filho bastardo com a filha única de Nun’Álvares, a quem ele dera uma grande parte do território como agradecimento da sua ajuda pelas vitórias alcançadas contra os castelhanos. Assim garantia o poder da causa real e o filho bastardo D Afonso ficava senhor da poderosa Casa de Bragança.

Sucede-lhe D. Duarte, 1433-1438, homem muito culto e muito bondoso, mas muito firme nas decisões na defesa dos interesses de Portugal.

Em 1433, Gil Eanes ultrapassa o Cabo Bojador e, com Afonso Baldaia ultrapassam o Rio do Ouro e a Pedra da Gata, sempre mais para o sul onde era voz corrente que os barcos não poderiam passar por causa dos tórridos calores daquela zona.

A peste também levou o rei, mas antes ainda teve tempo de fazer regressar muitos bens à coroa, que o pai tinha distribuído com mãos largas por todos aqueles que o tinham ajudado a conquistar o trono, algo que ele, certamente, não teria imaginado, devido aos seus complexos por causa do nascimento. D Duarte recuperou essas ofertas porque o Estado precisava de capital e aqueles a quem tinham sido dadas não tiveram filhos varões. Essa era uma das condições para os terrenos continuarem na posse das famílias.  

Como os ataques dos mouros às costas do Algarve se tornassem mais frequentes, os nobres convenceram D Duarte a conquistar Tanger. Este, cotrariado aceitou a ideia. A batalha correu mal, perdemos. Ficou lá prisioneiro o irmão D Fernando que as Cortes não deixaram resgatar.

D Fernando por lá morreu com fama de santo e muito sofrimento em troca dos interesses de Portugal-

Coloque a máscara. Pense nos seus antepassados; isso ajuda a passar o tempo e a ganhar a força que todos necessitamos para vencer a vida e os vírus que por aí andam.    

 

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C.S

publicado por regalias às 08:08
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