Terça-feira, 22 de Junho de 2021

Nascimento, reis e crescimento de Portugal XVI

D Miguel 1826-1834. A 26 de Fevereiro jura a Carta Constitucional, mas em 11 de Julho reúne os três estados, Clero, Nobreza e Povo, que declaram que nem D Pedro, nem aos seus descendentes pertence a Coroa Portuguesa. Só D Miguel é rei Legítimo, o que vai dar origem ao Legitimismo, Movimento que reconhecerá só D Miguel como rei de Portugal e a Monarquia Absoluta como seu suporte. Esta decisão vai dar origem a lutas sangrentas.

Pedro abdica em seu filho D Pedro de Alcântara e vem bater-se pelos direitos da filha Maria da Glória. Vai a França, organiza uma expedição com emigrados portugueses, segue para a Ilha Terceira, arregimenta mais umas centenas de voluntários e em 8 de Julho de 1832 desembarca em Arnosa do Pampelido, junto a Mindelo e dirige-se para o Porto onde fica cercado pelas tropas Miguelistas.

No ano em que ali fica, D.Pedro não perde tempo, constitui Governo e Mouzinho da Silveira publica as leis próprias de um Estado evoluído; reorganiza as Finanças, extingue a sisa, os dízimos, os pequenos morgados, revoga foros e censos. Entretanto o Duque da Terceira aporta ao Algarve e vence, perto do Cabo de S. Vicente, a Esquadra Miguelista, Dirige-se para Lisboa onde chega a 24 de Julho de 1833. D. Pedro consegue furar o cerco do Porto e juntam-se na capital. Em 16 de Março de 1834 é travada a batalha de Asseiceira e o exército Miguelista é mais uma vez derrotado.

Reune o Conselho de Esatado em Évora e D. Miguel aceita a paz em 26 de Maio de 1834 pela Convenção de Évora-Monte que põe fim às lutas, mas não às vinganças. D Miguel parte para o exílio e acalma. Casa com D Adelaide de Rosenberg de quem teve sete filhos que foram semente de muitas casas reinantes da Europa.

D Pedro IV -1824, reinou quatro meses. Em 28 de Maio de 1834, Joaquim António de Aguiar, alcunhado de Mata-frades, Decreta a extinção das Ordens religiosas, o que veio a acicatar os ânimos entre as várias fações.

O rei é insultado e apedrejado logo a seguir à Convenção de Évora-Monte. Ele adoece de indignação. Tem uma crise de hemoptise. Começa a perseguição à Igreja; os Templos e os Conventos são saqueados, as imagens vendidas ou destruídas e D Pedro morre de aflição e tristeza.

Sucede-lhe a filha D Maria II 1834-1853. Os seus objetivos primordiais são aumentar a Educação e acabar com a pobreza.

E criada a Associação das Casas de Asilo e a obrigatoriedade escolar. Todos os jovens tinham de ir à escola. O Continente é dividido em 17 Distritos e as Ilhas em três, ao mesmo tempo que entra em vigor o Código Comercial de Ferreira Torres. Mas os desacatos sáo diários.

Depois do Golpe de Estado, chamado de Belenzada, Manuel da Silva Passos, Ministro do Reino, começa a Governar em Ditadura, o País acalma e o ensino ganha grande incremento. Faz-se a primeira grande Reforma do Ensino. São criados os Liceus onde os alunos aprendem a teoria e a prática, que leva uns jovens para a Universidades e outros diretamente para o mercado de trabalho. Em Lisboa e Porto são criados os Conservatórios de Artes e Oficios. Mais tarde são fundados, em Lisboa, os Institutos Agrícola e Industrial.

Costa Cabral faz mais um Golpe de Estado para restabelecer a Carta Constitucional, mas devido ao recomeço dos desacatos tem de Governar em Ditadura para acalmar os exaltados que destroem e não produzem.

O Estado tem então oportunidade de criar um Código Administrativo. São abertas novas estradas, criadas várias Obras de Assistência. A lavoura ganha forte impulso Mas em 1840 começam pequenas revoltas, como a de Maria da Fonte e da Patuleia por o Governo impedir o enterro nas Igrejas, o que era foco de epidemias.

Como alguns jornais também discordassem e assim alimentassem a discórdia, o Governo publicou uma Lei contra a Liberdade de Imprensa, que imediatamente apelidaram como Lei das rolhas.

As dificuldade são imensas. Em Timor, o Governador, Lopes da Silva, sem dinheiro para pagar aos funcionários vende metade da Ilha aos Holandeses. É de imediato chamado a Portugal e preso.

A tentativa de Governar bem e a favor do povo é constante, mas as intrigas venenosas impedem o sucesso de muitas ações governativas.

Em 1853 é Reformada a Carta Constitucional, a qual mudou as eleições de indiretas para diretas.

Os pesos e medida são uniformizados, a Reforma do Sistema Administrativo das Colónias decreta a abolição da Pena de Morte para os crimes políticos.

Em 1853 é emitido o primeiro selo português.

A Rainha morre de parto ao dar à luz o seu décimo primeiro filho.

Coloque a máscara. Não brinque com a morte.

 

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C.S

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Segunda-feira, 21 de Junho de 2021

Nascimento, reis e crescimento de Portugal XV

D João VI governou desde 1792 e reinou até 1826, na altura em que o mundo sofreu dois abanões, aparentemente contraditórios, com a Revolução Francesa de 1791. O primeiro, justo, ao proclamar a Declaração dos Direitos do Homem e a igualdade de todos os cidadãos perante a Lei, e a partir de 18 de Maio de 1804, quando Napoleão toma o poder, se proclama Imperador. O segundo quando investe contra os países à sua volta e provoca o caos e a miséria em países como Portugal.

A Inglaterra opõe-se à ingerência megalómana, deste novo Gengis Kan. Em 16 de Maio de 1806 decreta um Bloqueio por mar às investidas do louco. Napoleão contrapõe um Bloqueio Continental por terra e intima Portugal a fechar os Portos aos Ingleses. Perante a recusa Portuguesa, a França e a Espanha em 27 de Outubro de 1807 assinam o Tratado de Fontainebleau pelo qual Portugal seria invadido, conquistado e repartido em três partes: a Lusitânia setentrional, correspondente ao espaço entre Douro, Minho e Porto que Napoleão decidira dar ao rei da Etrúria (região da Itália); O Algarve e parte do Alentejo ficava para Manuel Godoy, cacique Espanhol; o restante para a refeição dos monstros da guerra, Trás-os-Montes, Beiras e Estremadura ficariam para quem Napoleão entendesse. Os territórios Ultramarinos seriam divididos entre a Espanha e França. Portugal, eram favas contadas.

Depois de concertado o esbulho, Napoleão envia um exército de trinta e nove mil homens comandados pelo chefe da quadrilha, Junot,

Antes que chegassem e na impossibilidade de opor qualquer resistência, o príncipe Regente D João e a família Real embarcam para o Brasil. Dessa maneira evitava ficar prisioneiro e ter de ceder a todas as exigências dos invasores.  

Junot entra no país,  em 17 de Novembro  de 1807, saqueia, exige cem milhões de francos, toma conta do Governo.

Os portugueses pedem ajuda aos Ingleses e comandados por Wellesley batem os franceses na Batalha de Roliça em 17 de Agosto de 1808 e a 21 na Batalha de Vimeiro. Depois, Junot viu que era tempo de meter o rabo entre as pernas. Assina a Convenção de Sintra, leva grande parte do roubo e toca a andar antes que tudo pior.

Napoleão ficou irritado. Envia Soult que entra por Chaves, passa Braga e toma o Porto que saqueia com ferocidade. A barbaridade é tanta que o povo espavorido ao atravessar o rio, em 29 de Março de 1809, na Ponte das Barcas, cai na água. Muitos morrem afogados.

O exército anglo-português enfrenta-o, a seguir, com inaudita ferocidade e derrota-o perto de Coimbra. Soult não vê outra solução senão fugir do Inferno. Mas Wellesley, convence os portugueses a persegui-los. Mais uma vez os derrota em Talavera, em terras de Espanha. Wellesley, depois desta vitória ganha o título de Duque de Wellington.

Napoleão fica furioso. Não quer acreditar no que está a acontecer. Em 28 de Agosto de 1810 entra Massena com um exército de sessenta e cinco mil homens, impossível de ser vencido.

Massena entra em Portugal por Almeida, passa Viseu, saqueia Coimbra, antes que os seus homens morram de fome. Os portugueses tinham adotado a tática da terra queimada.

Massena avança sobre Lisboa, mas como militar experimentado, estuda primeiro o terreno onde as tropas têm de se movimentar. Verifica que é impossível ultrapassar as dificuldades. Os portugueses tinham construído 153 pequenas fortificações, na chamada Linha de Torres, de tal maneira dispostas que o exército ia sofrer enormes baixas. A 5 de Março de 1811 bate em retirada. Agora é o exército Anglo-português que o derrota em Pombal.

Entretanto D João VI passa o Brasil a Vice-Reino e dá o primeiro sinal para o Brasil se tornar independente.

Em Portugal, a substituir Wellington fica William Beresford que imediatamente denuncia aos Governadores do Reino, o General Gomes Freire de Andrade de querer fazer uma União Ibérica com Espanha. Provados os factos, o General e alguns dos seus cumplices são enforcados.

A situação em Portugal é péssima. As invasões Francesas deixaram o país a pão e água. É sempre o resultados das guerras desencadeadas por racionais que são piores que animais selvagens.

O Rei é forçado a regressar a Portugal. Fica o filho D. Pedro com o título de Regente do Brasil, mais um passo para aceder à Independência.

A 24 de Agosto de 1820 rebenta no Porto a Revolução conhecida por Vintismo; alastra por Lisboa. É instaurado o Regime Liberal. A Constituição de 1822 dá-lhe uma disposição Jurídica onde se prevê a independência dos poderes do Estado.

O Rei jura a Constituição, mas a rainha e o Cardeal Patriarca de Lisboa recusam-se a fazê-lo.

D Pedro é intimado a regressar a Portugal e, tal como estava previsto, D. Pedro lança o célebre grito do Ipiranga: "Independência ou morte", sem mortes. O Brasil começa uma nova vida.

Em Portugal reina a confusão e a fome.

O Conde de Amarante opõe.se à Constituição e é a favor do rei absoluto, D. Miguel, o outro filho de D João VI junta-se aos revoltosos. O congresso é assaltado e destruído. D Miguel é nomeado Generalíssimo e o Conde de Amarante feito Marquês de Chaves.

D João não sabe o que há-de fazer, adoece de preocupações. Ele só pensa no bem de Portugal e acredita na família. Quem não está pelos ajustes são as Potências estrangeiras. Contariado é forçado a demitir o filho Miguel e a forçá-lo a seguir para o exílio. Isto deita-o abaixo; morre a 10 de Março de 1826.

Quem lhe sucede é o filho D Pedro que está no Brasil. Tem de aceitar para evitar o agravamento do caos, Jura a Carta Constitucional e abdica em sua filha Maria da Glória que devia casar com o tio Miguel,

Como vários Regimentos Militares estão contra o Liberalismo e a Carta Constitucional. aclamam D. Miguel

Miguel entra em Lisboa com grandes festas e vivas ao Rei Absoluto.

Coloque a máscara. O caos, a fome, a ignorância e cada um a dizer o que lhe vem à cabeça, nunca deu bom resultado.

 

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C.S

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Domingo, 20 de Junho de 2021

Nascimento, reis e crescimento de Portugal XIV

D José I 1750-1777, o Governo de D José I ´é obra de Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal que através do “Despotismo esclarecido”, o rei usufruía de poder absoluto, a que todos tinham de obedecer.

Sebastião José que tinha sido Embaixador em Londres e em Viena de Áustria seguiu à letra aquilo que lá fora se fazia. O ensino era altamente valorizado e em 1754 cria na Universidade de Coimbra a cadeira de Controvérsias e mais tarde a de Retórica.

Em 1755 sai um Álvará que declara isentos de infâmia todos os que casarem com as índias da América, o que prova, mais uma vez, que para os portugueses, todos são iguais tenham a cor da pele que tiverem e pratiquem a religião que entenderem.

No mesmo ano a 1 de Novembro, um violento Terramoto destruiu mais de metade de Lisboa.

O Marquês, mostra imediatamente a sua garra. Chama os arquitetos Eugénio dos Santos, Manuel da Maia e Carlos Mardel com ordem para desenharem e reconstruirem uma cidade mais segura, mais ampla e moderna. Avisa que os preços dos materiais não podem subir e que todos aqueles que fossem apanhados a roubar seriam severamente castigados.

O rei pensava mais nas suas conquistas amorosas- Por causa delas, no dia 3 de Setembro de 1758 apanha uns tiros de bacamarte que só não o mataram por um triz. O Marquês manda averiguar o caso e em 13 de Dezembro são presos os Marqueses de Távora e o Duque de Aveiro. São barbaramente torturados e mandados decapitar. Os Jesuítas são também acusados de conluio e expulsos do país. Em 1761 é queimado em auto de fé o padre Malagrida por andar a espalhar boatos e a enganar as pessoas.

A seguir, o Marquês. Lança-se no progresso do País. Reforma a Universidade de Coimbra, reorganiza a Instrução Pública. Cria a Real mesa Censória da qual passa a depender o ensino, cria a aula de Comércio, a Imprensa Régia, o Erário Régio, toma medidas a favor da Agricultura, do Comércio e da Indústria, Funda as Companhias de Alto Douro, de Grão Pará, Maranhão, Pernambuco e Paraíba. Cria fábricas de tecidos, Chapéus, vidros, louças, limas, papel, relógios, refinarias de açúcar, cordoaria, camurça, pelicas, cal etc. Reorganiza o exército com a ajuda do Conde de Lipe. O País cresce a olhos vistos.

O Brasil é elevado a Vice-Reino, a Capital passa a ser o Rio de Janeiro.

Homens como António Nunes Ribeiro Sanches, Luís António Verney, D António Caetano de Sousa, Pedro Correia Garção, Machado Castro, Cruz e Silva, Domingos Reis Quita, Reis Lobato e Frei Carmelo, muitos dos quais eram seus opositores. Mas acima das controvérsias estava o progresso de Portugal.

Sucede a D José, a filha D Maria I que mal subiu ao Trono tirou todos os cargos ao Marquês e desterrou-o para Pombal. De seguida deu ordem para soltarem todos os presos políticos que aí estavam há vinte anos.

Esta reviravolta é conhecida como Viradeira. Mas a rainha continua a obra de desenvolvimento encetada. O Secretário de Estado da Marinha e do Ultramar, Martinho de Melo e Castro aumenta imenso o número de navios e cria o Almirantado. É edificada a cordoaria para abastecer de cordame os navios. O seu polo passa para Cortegaça, Esmoriz e Espinho. O número de fábricas contínua a crescer e os cuidados com a Assistência e a Instrução tomam um aspeto inusitado. O Intendente Pina Manique fica à frente da Casa Pia, criada em 1780 e é a primeira Universidade Popular com colégios no estrangeiro: Belas Artes em Roma, Medicina em Edimburgo. Obstetricia na Dinamarca. Sinal que Portugal acredita num mundo unido onde o progresso avança em conjunto para melhor benefício dos povos.

Infelizmente as invasões francesas vieram travar esta fabulosa ideia de dar aos menos beneficiados as mesmas oportunidades de vida que aos mais abastados de modo a fazer sobressair as inteligências e as capacidades dos cidadãos comuns para o progressos de toda a humanidade.

Por mais este exemplo se pode aferir do carácter dos portugueses que os outros povos reconhecem ao reconduzirem por unanimidade António Guterres, Secretário Geral da ONU, entre 2017 e 2026.

Em 1790 são criadas as primeiras Escolas femininas. É construído o Palácio de Queluz e a Basílica da Estrela.

O desenvolvimento do País é evidente. Contínua em ritmo acelerado. São publicadas Leis para proteger os mais desfavorecidos e os elevar a um patamar de conforto através do estudo.

Mas a rainha começa a dar sinais de não estar bem. A Revolução Francesa que tinha guilhotinado o rei Luís XVI e a Rainha Maria Antonieta deram-lhe volta ao miolo como se lamentava o povo que a adorava.

Coloque a máscara. Obedeça ao Governo, não confunda as outras pessoas. Se está descontente tem as próximas eleições à porta, para impor as suas ideias.

 

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C.S

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Sábado, 19 de Junho de 2021

Sociais Fascistas à beira de desaparecerem

Cada vez são menos, mas agarram-se a tudo a que possam deitar mão nos Órgãos de Comunicação Social onde dizem ou fazem passar mensagens, cada vez mais degradantes para a juventude, mas sempre com a chancela da Liberdade versus sórdida Libertinagem que eles próprios sofrem quando os filhos apanham Sida e eles se arriscam a ficar contaminados.

Vê-se que estão a acabar. São o rebotalho de um Cunhal que também deitou fora o Fogaça, depois de se ter servido.

Agora os últimos Sociais Fascistas lutam contra uma espécie de Censura que tenta acabar com as falsas e as verdadeiras notícias pois já ninguém as entende. São como um programa que oiço uma vez por semana, quando não há futebol. Talvez entre trezentas ou quatrocentas edições, só duas foram razoáveis. A censura deve ser para acabar também com Sociais fascistas que falam falam, não dizem nada e recebem muito.

Coloque a máscara. Não contamine os outros.

 

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C.S

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Nascimento, reis e crescimento de Portugal XIII

Não é a pobreza que está contra os pobres, É a ignorância que não os deixa ver as oportunidades da vida; dizia o meu saudoso amigo Manuel da Silva Guimarães que foi estudar para a Universidade de Coimbra em 1957 com vinte escudos no bolso (hoje, 10 cêntimos).

Pedro II 1667-1706, começou o Governo, primeiro como Regente, em nome do irmão, e depois já como Rei de facto. Apesar da sorte, tomou atenção à vida e imediatamente viu que as Finanças do Estado não iam bem e que as moedas de ouro e prata cada vez estavam mais pequenas. Havia gente que as limava para lhes aproveitar o precioso metal.

Em vez de perder tempo a discutir o assunto, em 1686 a moeda começa a ser serrilhada para evitar o cerceio.

Mas D. Pedro II é homem de sorte. É Rei sem esperar, fica com a mulher do irmão e o ouro do Brasil começa a chegar aos poucos, mas administrado com eficiência sem nunca descurar o interesse do povo que tudo tinha feito ao serviço de Portugal.

Sucede-lhe D. João V 1706-1750. O ouro do Brasil chega em maior quantidade. A coroa tem direito a um quinto. Imediatamente, o Rei, manda reconstruir todas as praças raianas, por duas razões, a primeira para suster as investidas dos Castelhanos e a segunda para dar trabalho ao povo. Cria arsenais em Lisboa e Estremoz, desenvolve uma fábrica de pólvora em Barcarena e cria Academias Militares em Elvas e Almeida. Reorganiza a Marinha e aumenta o número de navios.

D João V sabe que não pode descurar a parte Diplomática. Cria a primeira Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros.

A seguir constrói o monumental Convento de Mafra com uma tapada enorme, revitaliza o Hospital das Caldas da Rainha e manda construir a faustosa Capela de São João Baptista na igreja de São Roque em Lisboa e a magnifica Igreja dos Clérigos, no Porto. Funda a Academia Real de História e a fabulosa Biblioteca da Universidade de Coimbra. Instala em Roma a Academia de Portugal e uma escola de música.

O dinheiro serve-lhe para garantir o trabalho e o progresso do País aumentando-lhe a cultura a favor de todos os povos. Num trabalho ecuménico, quando os povos, normalmente só pensam nos seus interesses.

Há algo que nos distingue dos outros e isso vê-se desde sempre, misturamo-nos, temos prazer de trabalhar em conjunto e desenvolver os territórios como aconteceu com o Brasil, Angola, Moçambique, etc Em paga do ouro que recebíamos do Brasil o desenvolvimento daquela extraordinária nação nunca foi descurado com a fundação de Escolas, segredo para a felicidade e desenvolvimento do ser humano. Quando vimos que podia navegar em seguramça, um príncipe português, com a aprovação do pai, lança o grito de Independência.

Em 1735 D João V decreta que nenhum militar possa subir de posto se não souber ler.

Em 1738 a Misericórdia de Lisboa cria a Lotaria.

Com a explosão do saber aparecem as Academias: dos Retóricos, dos Laureados, da Liturgia, etc.

O saber espevita e aumenta a inteligência e a doçura do coração. O ser Humano compreende que só todos unidos e em paz podemos enfrentar as surpresas do tempo, das convulsões da Terra e das epidemias.

Coloque a máscara. Ontem, António Guterres, ao voltar a ser empossado como Secretário-Geral da ONU e líder supremo de 193 países que nele confiam lembrou que deve tudo ao povo do seu País.

António Guterres é alma do Portugal eterno.

 

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C.S

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Sexta-feira, 18 de Junho de 2021

Nascimento, reis e crescimento de Portugal XII

D João IV 1640-1656, como não havia nenhum dinheiro em cofre, Rei e fidalgos tiveram de se chegar à frente para comprar armas e ajudar a população.

Como ainda havia gente a defender os Filipes e a opor dificuldades, D João IV seguiu os costumes da época, Mandou degolar us chefes, o Conde de Armamar, o Marquês de Vila Real, o Duque de Caminha. A arraia miúda que os ouvia e fazia alarido, mando-os prender,

Os espanhóis começaram por fazer pequenas incursões. Os portugueses estudam-lhes a tática.

Em 1641, depois de mais uma investida são vencidos na batalha de Montijo por Matias de Albuquerque.

D, João I sabe que não deve descurar a parte Diplomática. Envia Homens competentes como o Padre António Vieira, D. Francisco Manuel de Melo e alguns Jesuitas por serem gente ilustrada, com o título de embaixadores às cortes de França, Inglaterra, Norte da Europa e ao Vaticano, que não se dignou receber o embaixador. O Papa não reconhecia a independência Portuguesa.

Mas D João IV também não descura os povos das descobertas. Em 1647 proíbe a escravidão dos Índios.

Entretanto em Inglaterra, Oliver Cromwell que tinha derrotado o rei Carlos I, que estava a ser contestado pelo povo, manda-o guilhotinar e proclama a República que dura até 1658.

D João IV gere as relações Diplomáticas o melhor que pode, mas as preocupações são imensas. O filho Teodósio, que lhe devia suceder, morre. Ele sabe que o filho Afonso é pouco mais que atrasado mental.

Depois da morte de D.João IV sucede-lhe, por direito, o filho Afonso VI, que tem 13 anos e é incapaz. Fica a mãe como regente. Os espanhóis aproveitam o momento, atacam, conquistam Olivença e preparam-s para atacar com uma força muito superior, mas os portugueses fazem um esforço supremo. O General André de Albuquerque e o Conde de Cantanhede derrotam-nos na Batalha de Linhas de Elvas que foi tão violenta que também o General André Albuquerque morre no auge dos combates.

Os Espanhóis preparam-se para voltar a Governar Portugal. Os portugueses compreendem isso. Em Inglaterra volta a haver rei, Carlos II e a ideia é casá-lo com a Princesa Catarina de Bragança, que ele aceita porque o Dote da princesa é chorudo: dois milhões de ducados, Tânger e Bombaim.

Os nobres fazem um Golpe de Estado, com a aprovação do rei e a rainha mãe é substituída por eles.

O Conde de Castelo Melhor, imediatamente decreta uma mobilização geral que enfrenta o inimigo e os derrota na batalha do Ameixial onde deixam quatro mil mortos e muitas armas. Mas os Espanhóis pensam que não iremos aguentar muito mais tempo. Enganam-se, os portugueses não os querem, governaram mal.

Os Espanhóis trazem um exército imenso; o Marquês de Marialva espera-os em Montes Claros e derrota-os numa batalhatão  sangrenta que deixam dez mil mortos e quase todo o material de guerra. A partir desse momento tiraram de vez da cabeça voltar a governar Portugal.

O Conde de Castelo Melhor, depois de cumprida a missão demite-se e vai para Inglaterra. O rei, Afonso V, sem ele não valia nada. O irmão D. Pedro toma conta do reino, e da mulher, a muito bela Maria Francisca, que pediu a anulação do Casamento com Afonso VI por falta de consumação dos deveres nupciais, e casa com o cunhado.

Coloque a máscara. Acredite em si. Temos os mesmos genes dos Portugueses que descobriram dois terços do mundo desconhecido e dos Portugueses do século XVI que espalharam cultura, ciência e fizeram de Lisboa um centro de comércio. No dia de hoje, 18 de Junho de 2021, você vê com os próprios olhos um Português ser escolhido por 193 países para um segundo mandato na ONU. Ele tem os mesmos genes que Você. Todo o Mundo acredita na capacidade dos Portugueses. Todo o mundo acredita em António Guterres.

 

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Quinta-feira, 17 de Junho de 2021

Nascimento, reis e crescimento de Portugal XI

O Cardeal D Henrique 1578-1580 - Depois da derrota em Álcacer Quibir e para evitar o que acabou por acontecer, pediu ao Papa que o dispensasse das Ordens sacerdotais para poder casar e ter filhos. O Papa negou-lhe a autorização.

A seguir à derrota o país foi devastado por várias epidemias, seguidas de fome, de intrigas e de traições.

À candidatura ao trono português apareceram vários pretendentes.

Filipe II de Espanha era o que tinha mais possibilidades de rapidamente solucionar os problemas de Portugal e o Cardeal deu-lhe o seu apoio. Mas tudo correu mal. Febo Moniz, Procurador de Lisboa às Cortes, reunidas em Almeirim, demonstra que Filipe II náo serve ao País, mas o Clero e a Nobreza votam a favor de Filipe II. Entretanto o Cardeal D. Henrique morre amargurado com o destino de Portugal. Filipe II de Espanha resolve atuar da maneira mais simples e mais rápida, comprando os opositores, através de Cristóvão de Moura, com a a promessa de ser elevado a Marquês de Castelo Rodrigo. Filipe II envia um forte exército que ocupa Elvas para evitar batalhas.

O Conselho de Estado reúne-se de urgência em Setúbal, mas os Governadores do Reino que tinham recebido de Cristóvão de Moura sete mil ducados, cada um, boicotam todas as decisões. Mas em Santarém, o Bispo da Guarda incita à defesa e propõe que D. António, Prior do Crato, que era filho bastardo de D.Luís, e neto de rei, seja proclamado rei.     

A 16 de Julho de 1580, o Duque de Alba toma Setúbal e cerca Lisboa. D. António dá-lhe combate e é vencido na batalha de Alcântara.

O nosso maior poeta, Luís de Camões, morre também neste ano. Os sofrimentos da Pátria tinham-lhe agravado a sua débil saúde. Não resistiu.

Filipe II de Espanha 1580-1598. Tinha acabado a Dinastia de Avis, e iniciava a curta, mas dramática Disnastia Filipina.

Filipe II chega em Dezembro de1580. Em 18 de Março de 1581 reúne Cortes em Tomar. Promete tudo, mantém todos os funcionários portugueses e afirma que todos os direitos seriam respeitados. Não contou foi com os ataques que os outros países como a França, a Inglaterra e os Países Baixos atacassem todos os domínios portugueses, onde nós tínhamos pouca gente, com a desculpa que agora atacavam domínios espanhóis.

Filipe II quer agradar aos portugueses e gasta imenso dinheiro na criação da chamada Invencível Armada para acabar com os ataques e nos defender, mas tudo está contra e a Invencível foi vencida. A partir daqui, o rei esmoreceu, mesmo assim ainda envia para a Índia como Vice-Rei Matias de Albuquerque que consegue defender muitas zonas de comércio dos ataques de Ingleses, Franceses e Holandeses que saqueiam tudo quanto podem e aumentam os seus domínios coloniais à custa do esforço português.

Filipe II não consegue acudir a todo o lado.

Sucede-lhe Filipe III 1598-1621 que principia a enviar funcionários espanhóis para o território português. Para abrandar o descontentamento, nomeia o fiel Cristóvão de Moura como Vice Rei de Portugal. A situação agrava-se. Em Espanha a situação não é melhor.

Sucede-lhe Filipe IV 1621-1640 que entrega as decisões do Governo ao Conde Duque de Olivares que nomeia a Duquesa de Mântua Vice Rainha de Portugal. Esta apoia-se no Português Miguel de Vasconcelos para os trabalhos mais antipáticos. O povo está cada vez mais desesperado e incita os fidalgos a revoltarem-se.

O País está empobrecido, humilhado, desesperado. Preferem a morte que tal sorte. Em Évora começam os incitamentos à revolta dirigidos por um louco, o Manuelinho. Os fidalgos compreendem que não têm alternativa. A 16 de Outubro formam uma Junta onde se encontravam D Antão de Almada, João Pinto Ribeiro e Pedro Mendonça para decidir como dar o Golpe. Ffalam com D. João Duque de Bragança que aceita encabeçar a Revolução depois da Insistência da mulher, a espanhola Luísa de Gusmão, que fica célebre por lhe ser atribuída a frase “vale mais ser Rainha por uma hora do que Duquesa toda a vida”. Mas outras mulheres, como D. Filipa de Vilhena e D, Mariana de Lencastre mostram-se decididas a acabar com o desespero. Armam os próprios filhos e com a dor na alma incitam-nos a combater os espanhóis que tão mal tinham governado.

No dia 1 de Dezembro de 1640, os fidalgos Jorge de Melo, Estêvão da Cunha e António de Melo e Castro submetem as sentinelas. Mas o Corregedor Francisco Soares de Albergaria dá vivas a El-rei Filipe IV. É imediatamente morto. Acontece o mesmo a Miguel de Vasconcelos, que é atirado da varanda para o povo que se tinha começado a juntar.

À Duquesa de Mântua dizem-lhe que Portugal não reconhece outro rei senão o Duque de Bragança. A Duquesa quer impor-se, Dizem-lhe, delicadamente, para acatar a decisão.

A Duquesa pergunta-lhes altivamente: manda-me sair a mim? E de que maneira? Carlos de Noronha. Outra vez, com delicadeza. Responde-lhe: obrigando Vossa Alteza a que se não quiser sair por aquela porta, tenha de sair pela janela.

Coloque a máscara. Com as mulheres todo o cuidado é pouco. São flores sensíveis e muito inteligentes. Sem elas não existíamos.

 

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Quarta-feira, 16 de Junho de 2021

Nascimento, reis e crescimento de Portugal X

D João III-1521-1557, envia para o Oriente Homens de extrema confiança com a função de Vice Reis, António da Silveira, D João de Mascarenhas, D João de Castro.

O Império começa a ser cobiçado pelas potências estrangeiras.

D João III envia Martim Afonso de Sousa para Terras de Santa Cruz (Brasil) com a finalidade de as proteger dos franceses. Divide a Terra em Capitanias e manda-as povoar. Aqui os judeus têm a sua oportunidade para escapar à desconfiança e ao medo que lhes descobrissem a fé que continuavam a professar. Oferecem-se de imediato para ir para o Brasil. Aí arranjam fortunas colossais que canalizam para a Holanda onde já está uma grande comunidade Judaica de Sefarditas portugueses.

O Papa Paulo III autoriza a criação do Tribunal da Inquisição ou do Santo Oficio que era perito em descobrir Judeus e os enviar para a fogueira.

Mas D João III, além de ser um administrador prudente, tanto na política interna como na externa, era um humanista.

Em Paris, no Colégio Universitário de Santa Barbara, cria 50 Bolsas de Estudo. A inteligência portuguesa atingiu o apogeu com homens e mulheres que marcaram aquela época não só em Portugal como no estrangeiro. Os portugueses eram disputados com avidez. Cito alguns nomes, para aqueles que quiserem saber mais os possam consultar na Internet ou nas Bibliotecas e assim melhor compreender o valor dos seus antepassados. O Portugal de ontem, como o de hoje só falha quando é mal Governado:

Rui de Pina, Gil Vicente, Garcia de Resende, Sá de Miranda, Pedro Nunes, João de Barros, André de Gouveia, André de Resende, Fernão Lopes de Castanheda, D João de Castro, Bernardino Ribeiro, Garcia da Orta, Brás de Albuquerque, Damião de Góis, Jerónimo Osório, Vasco Fernandes, conhecido por Grão Vasco e Mulheres como a Infanta D Maria, Paula Vicente, Hortênsia de Castro.

Por este conjunto de gente se vê como um Governo competente faz crescer a inteligência e o bem estar dos povos em honestidade e prosperidade.

D João III ao verificar que o enorme bulício dos mercadores afetava a concentração dos estudantes, muda definitivamente a Universidade de Lisboa para Coimbra e preocupa-se com o desenvolvimento do Brasil. Para aí envia os Jesuítas, especialistas no ensino e na cultura dos povos.

Em Portugal, tal como no Brasil, o número de escolas aumenta nos grandes centros urbanos.

O Império é imenso, a gente muito pouca. D João III resolve abandonar as praças do Norte de África, Álcacer Ceguer, Arzila, Azamor e Safim.

Mas as relações entre os Chineses e os portugueses são tão amistosas e produtivas que os Chineses nos entregam Macau para aí nos fixarmos permanentemente.

D João III apesar de ter nove filhos, seis homens e três mulheres, nenhum dos varões lhe sobreviveu. Os casamentos entre familiares próximos explica essa tragédia. Só um deixou um filho póstumo, D Sebastião,

D Sebastião 1568- 1578, A tara do rapaz vai fazer que Portugal acabe por ficar sob o domínio dos seus familiares espanhóis por direito próprio.

A tragédia conta-se em poucas palavras. O rei tem quatro anos. Até aos dezasseis ficam como regentes a mãe e o Cardeal D Henrique seu tio avô.

Em 1575 no Brasil são atribuídos os primeiros graus académicos no Real Colégio da Baía.

D Sebastião ao tomar as rédeas do Governo acha que o avô D. João III cometeu um grave erro ao abandonar as praças do Norte de África. Ele visita-as, disfarçado de mercador e resolve voltar a conquistá-las.

O Cardeal D Henrique tenta tudo para ele não o fazer. Recusa-se mesmo a tomar conta do Governo. Os conselheiros fazem o mesmo e o próprio Filipe II de Espanha, tenta-o desviar da ideia dizendo-lhe para casar, ter filhos e só depois voltar a pensar no assunto. Mas fanáticos e burros não ouvem ninguém.

Portugal vai entrar em sessenta anos de luto e sofrimento-

Coloque a máscara. Vale mais comer pão seco do que aceitar promessas de libertinagem degradante.

 

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Terça-feira, 15 de Junho de 2021

Nascimento, reis e crescimento de Portugal IX

D Manuel I- 1495-1521- O Venturoso. Eu chamar-lhe-ia, o sortudo. Enquanto o cunhado e a irmã beberam da vida, as raizes do sofrimento, D Manuel I teve todo o caminho aplainado,. Mereceu-o. Era inteligente, honesto e trabalhador. O único problema teve-o por causa da mulher que era filha dos reis Católicos de Castela, Leão e Aragão. Tinham expulsado todos os judeus. A maioria veio para Portugal. A mulher e os sogros insistiam para os expulsar daqui ou então fazer com que eles se convertessem ao catolicismo. D Manuel disse-lhes que sim e os judeus, que conhecem bem o feitio dos portugueses, fizeram o que sempre têm feito, concordam e fazem o que bem entendem. Uns foram para a Holanda e os outros esperaram por melhores dias fingindo que se tinham convertido.

A Armada para a Índia já estava pronta quando D João II foi envenenado em Alvor. D. Manuel I, só teve de escolher o Timoneiro, Vasco da Gama, entregar-lhe três navios e 150 homens que zarparam da praia do Restelo a 8 de Julho de 1497 e chegaram a Calecut em 20 de Maio de 1498. Quase um ano a baloiçar e a pisar ovos, que o mar não é para brincadeiras. Vasco da Gama apresenta os cumprimentos da Praxe ao chefe da região, esquadrinha o que pode e regressa a Portugal em 29 de Agosto de 1498 - chega em meados de 1499, depois de ter perdido uma embarcação e metade da tripulação.

O trabalho não era fácil, mas a fome e o frio mete a lebre ao caminho. D Manuel I não pára mais estas viagens. Numa delas, Pedro Álvares Cabral, a mando do rei, faz um desvio e descobre o Brasil, que a Junta dos Astrónomos tinha assinalado.

O rei, depois de analisar o potencial do Comércio, envia para a Índia os seus Homens de confiança. Em 1506, Afonso de Albuquerque e Tristão da Cunha chegam à Índia, onde já se encontra D. Francisco de Almeida.

Afonso de Albuquerque funda o Império Português do Oriente e faz de Goa, a sua capital. Fomenta o casamento entre os marinheiros portugueses e as belas indianas, sem qualquer distinção entre as castas, o que provoca uma verdadeira revolução social, ao declarar a igualdade entre os homens e as mulheres, tendo estas os mesmos direitos,

Muitas cidades indianas prosperam imenso com a chegada dos portugueses.

Em 1511, Francisco António Taveira descobre Timor, e em 1513, Jorge Álvares chega à China.

Em 1519, o navegador Português, Fernão de Magalhães faz a primeira viagem de circum-navegação à volta do GLobo. ao serviço de Carlos V rei de Espanha, casado com D. Isabel, filha do nosso rei D Manuel, e pai de Filipe II, que mais tarde reivindicaria o trono português por ter direito a ele, 

Portugal tinha gente de alta qualidade, formada nas escolas Náuticas, mas faltava-lhe gente para as embarcações, quem aproveitava os conhecimentos eram sempre os familiares dos reis Portugueses.

Pagámos bem o grão de terra que D. Teresa recebeu como prenda de casamento e de onde nasce Portugal.

Lisboa passa a ser capital de uma Europa onde todos os mercadores afluem.

Portugal tornou-se a maior potência naval e comercial daquela época. Mas o País tem pouco mais de um milhão e duzentos mil habitantes, mal contados, mas muito bem dirigidos e todos com vontade de ir mais além.

Coloque a máscara. Não é a quantidade que enobrece o ser humano, é o estudo e a inteligência.

 

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C.S

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Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

Nascimento, reis e crescimento de Portugal VIII

D João II - 1481-1495, não tem um reinado fácil. Reune de imediato Cortes com as três classes; Nobres, Clero e Povo

Acusa os nobres de estarem contra ele e de se bandearem com Castela. Depois de ter a certeza que o Duque de Bragança, D. Fernando, era o chefe, manda-o prender e degolar, Confisca-lhe todas as terras.

João II também se lamentava sobre o pai, que tinha dado tudo e só lhe tinha deixado os caminhos do  País. Devido às dificuldades ele teve de inventar outros recursos para acorrer às despesas do Governo. Lembrou-se entáo de mandar construir a fortaleza de São Jorge da Mina, perto do Golfo da Guiné, onde é hoje o Gana.

Depois de concluída a obra e levada a cabo a sua ideia, nunca mais se lamentou.

Mas o clima de intrigas e de suspeição continuou. Os nobres não tinham aprendido a lição.

Em 1482 envia Diogo Cão para continuar a exploração do litoral Africano até ao limite de África e verificar a junção do Atlântico e do Indico sempre com o pensamento de chegar à Índia por mar.

Mas os nobres continuam a não se dar por vencidos nem usam de grandes cautelas. O rei é avisado por um dos conspiradores que o querem matar e este garante-lhe que é o próprio cunhado, o Duque de Viseu que planeia o assassinato. D João convoca-o para Setúbal e manda-o apunhalar. De entre os conspiradores estava o Bispo de Évora D Garcia de Meneses que morre envenenado na prisão. Os que podem fogem, mas não tiram da cabeça a ideia de vingança.

Apesar de todos os problemas, D João II está obcecado com o mar e com as riquezas que ele esconde.

Cria a Junta dos Astrónomos para ter a certeza do que estava a fazer, Ele quer atingir por mar o Oriente e descobrir o lendário Império do Prestes João. Envia por terra Pêro da Covilhã e por mar Bartolomeu Dias que já tinha estudado o Cabo da Boa Esperança (Chamado Cabo das Tormentas por ninguém o conseguir ultrapassar). D João acaba com os medos e prepara-se para a grande viagem. Mas tudo está contra o rei. O único filho, casado com Isabel, filha dos reis Católicos, com o intuito de unir os reinos morre num acidente junto à ribeira de Santarém.

O Homem fica em pedaços, mas acima de todas as contrariedades e desgostos está Portugal e o povo. Ele vai continuar a querer contornar a África e chegar à Índia.

Cristóvão Colombo, que casara com a filha de Bartolomeu Perestrelo, primeiro Donatário da Ilha de Porto Santo e que aprendera tudo quanto sabia das artes do mar com os marinheiros portugueses, alem de ter trabalhado na construção do forte de São Jorge da Mina, Cristóvão Colombo oferece os serviços ao rei e apresenta-lhe o plano da Viagem para a Índia. Chamado  Abraão Zacuto, um dos peritos da Junta dos Astrónomos, examina o documento e vê que está errado. Então D.João II convence o navegador a ir falar com os reis Católicos que, ao fim de muito tempo aceitam e lhe entregam os navios pedidos. Cristóvão Colombo chega à América convencido que tinha chegado à parte Ocidental da Índia.

É a partir daqui que a 7 de Junho de 1494 o mundo fica dividido em dois Hemisférios pelo célebre Tratado de Tordesilhas entre Portugal e Castela. D. João II, com a morte do filho, não via interesse na ligação dos reinos.

Manda substituir as caravelas por Naus e prepara a expedição para a Índia.

Mas a inveja e o ódio dos seus pares é muito e usam todos os métodos para atingir os seus objetivos. D. João II é envenenado em Alvor. Sucede-lhe o cunhado, D Manuel, irmão da mulher.

Esta, também amargurada, contínua a obra de amor a que se tinha dedicado: à construção das misericórdias para a proteção dos mais desvalidos, à construção do hospital das Caldas da Rainha, do convento da Anunciada e da Madre de Deus.

A rainha e o rei foram dois seres excecionais, que a vida não deixou ser felizes.

Coloque a máscara. Mais forte que a vida só a vontade do ser Humano.

 

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C.S

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