Aqueles que recusaram e recusam, sistematicamente, ser avaliados vão agora avaliar os seres mais frágeis que assim ficam sujeitos ao critério de quem pouco ou nada sabe, tanto da matéria que atrapalhadamente ensina e muito menos da psicologia dos adolescentes que lhes estão confiados.
O Governo tem insistido que o ensino tem de ser um ensino de sucesso, que os alunos só devem reprovar em casos extremos e que os professores têm de dar o máximo do seu esforço e saber para alcançar estes objectivos. Esta é a política seguida em toda a Europa. Encaminhar o aluno até à idade do trabalho sem o desmotivar para o campo onde se irá movimentar durante mais três quartos da sua vida. Esta visão de ensino tem produzido óptimos frutos. Aqueles que são muito bons atingem patamares de chefia, direcção e orientação, os outros entram no mundo do trabalho e acabam por ser excelentes profissionais.
Devido à rejeição da orientação dada pelo Governo, aquilo que acontece é que ao insucesso escolar junta-se o abandono escolar e este terá como resultado a aparição de amadores em vez de bons profissionais nos trabalhos onde acabarão por se inserir.
Portugal passou de um País de excelentes profissionais a um país de medíocres que todos rejeitam.
Em Portugal, a par dos bons professores há centenas que são verdadeiras lástimas e em vez de compreenderem a mensagem do Governo preferem desmotivar os alunos dizendo-lhes, antes de acabar o ano, que escusam de fazer os testes porque o seu destino está traçado. Têm a repetição garantida. Outros nunca ou quase nunca lhes ditam os sumários para que as dificuldades sejam maiores e a reprovação mais fácil. Quantos mais alunos ficarem nos mesmos anos mais professores serão necessários para o ensino.
A par destes professores incompetentes, por não terem qualquer ideia do que ensinam ou por não serem capazes de motivar os alunos a aprender, existem ainda uns poucos políticos que falam no fraco ensino ministrado e na facilidade das passagens de ano. Os sujeitos têm, em parte razão. Mas a culpa não é dos alunos, mas sim de quem ensina. O professor tem de saber e de se esforçar por compreender a razão pela qual o aluno tal e tal não assimila a matéria. A sua função não é reprovar é ensinar tal como o faz com os filhos. O professor não reprova os filhos, ensina-os. Com os alunos tem de seguir o mesmo processo.
O Governo tem feito os impossíveis, nesta área, e só não atingiu os objectivos porque os sindicatos se juntaram a estes "professores" sem avaliação, e sem capacidades de ensino, mas que encontraram na escola um modo de vida fácil e bastante rentável.
C.S
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