Ao ouvir ontem Marcelo Rebelo de Sousa na sua nova igreja, a "TVI", fico espantado com o animador do jornal.
O rapaz pode ser inteligente, mas o seu poder contorcionista é muitíssimo superior. Se fosse peixe, seria sem dúvida o pichelim.
Nascido no seio do Estado Novo, filho de um brilhante e honrado ministro de Salazar, o mancebo, já entradote, degenerou. Da política conhece os meneios, as intrigas, as sortidas, as escapadelas e os embustes.
Ao Marcelo não chega a inteligência para vencer, e bem, a vida, tem de lançar fumo, confundindo sem necessidade, para dessa maneira dar consistência às patranhas comunistoides.
Marcelo ao falar de Salazar como ditador e desse modo enganar a juventude que não viveu a época de Salazar e Caetano, a quem o habilidoso, ontem, também apelidou de ditador, desonrando desse modo a memória do pai e da mãe de quem Marcelo Caetano era amicíssimo e de quem ele, Marcelo Rebelo, recebeu o primeiro nome.
É preciso coragem! Marcelo Caetano era um verdadeiro democrata, não um pigarreador profissional como este seu, pelos vistos, "amigalhote".
Marcelo sabe perfeitamente que não foram nem Salazar nem Marcelo Caetano quem fez o 28 de Maio de 1926, que acabou com a desgraçada, caótica e trágica Primeira República.
Salazar foi Ministro das Finanças entre 1928 e 1932. Neste ano sucede, em Julho, a Domingos Oliveira que renuncia ao cargo por vontade própria. Em 11 de Abril de 1933 é sufragada a Constituição que acaba com a Ditadura militar.
Salazar é claro ao escrever sobre o assunto: "...a ditadura, mesmo considerada apenas como a concentração no Governo do poder de legislar, é uma formula política: mas não se pode afirmar que represente a solução duradoura do problema político; ela é essencialmente uma fórmula transitória..." o Marcelinho Professor conhece muito bem isto. Para quê confundir, enganar, misturar? Só para beneficiar quem? O País não é certamente. O país pequeno precisa de verdade, para voltar a ser o País feliz e próspero.
Os comunistas e a sua central Sindical transformaram a ordem, a autoridade normalíssima e a disciplina em sinónimos de Ditadura. Em contraposição lançaram o país no caos, na desordem e na situação em que hoje se encontra.
A resposta ao rótulo colado a Salazar veio quando, respondendo frontalmente à RTP 1, os telespectadores votaram no maior Português de sempre: o Dr. António de Oliveira Salazar.
Marcelo Caetano, "o grande amigo", "o adorado amigo", o conselheiro sincero, agora vilipendiado pelo rapazote inteligente e Professor, foi ele quem permitiu o 25 de Abril. Mas entregou o País sólido, convencido que não haveria rato que lhe metesse o dente. Apesar da Guerra Colonial e as suas enormes despesas, o sector do Estado, com Marcelo Caetano, pesava só 17% do PIB, enquanto que hoje ultrapassa os 50% do PIB.
A história confirmará todos os factos e encarregar-se-á de colocar todos estes videirinhos na prateleira da infâmia e da ingratidão gratuita.
Há quatro dias saiu o livro de Joaquim Vieira sobre Salazar, que reticentemente e para ajudar à ladainha, com a caterva de invertebrados oportunistas que o país neste momento comporta e suporta, também balbuciou na escrita a palavra ditador, dirigida a Salazar, mas pelo que escreve, afinal o vocábulo aplica-se mais à D. Maria, a decidida e inteligente governanta que sempre funcionou como relações públicas do Homem mais poderoso do País.
Salazar, ditador? Só quem não viveu a época ou quem deseje viver sobre os ombros da ignorância do povo e a comer nas sinecuras televisivas ou semelhantes, onde o trabalho é mínimo e os rendimentos são escandalosamente altos, pode afirmar que Salazar era ditador.
Enjoado da conversa tortuosa do Marcelo Rebelo sobre mais um escarro careca que há dias morreu, fui ver "Apocalipse" na RTP 2, onde um verdadeiro louco conseguiu influenciar milhões de marcelitos, apoiantes de ditaduras fictícias, transformadas em realidade por tanto publicitadas, e os levou aos piores actos que o ser humano pode cometer.
Relembrar mentiras e lançar achas para atiçar ainda mais o descontentamento, que neste tempo, os portugueses vivem, parece-me bastante ousado e imprudente.
C.S
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