Bem tento resistir a não ser desagradável, mas como o posso fazer, se amo tanto Portugal e o vejo esboroar-se em cada dia que passa e em quase todos os quadrantes.
Da rádio e das televisões só oiço e vejo os noticiários além das peças que destilam sumo.
Preparei-me para ouvir o noticiário das 18 horas da Antena Um. Abri a Rádio às 18 menos sete minutos. Azar. O entrevistado era um futebolista que terminava os desabafos com um elogio a si próprio, mas que acrescentava: "eu já tenho ouvisto" etc. Logo para mais azar apareceu um locutor de segunda ordem, que está sempre pronto ao trabalho, mas que é um verdadeiro desastre. O homem deve ter muitas qualidades. Estar à frente ou perto dos micros é que é um perigo. Gosta de falar demasiado, a voz não ajuda, é confuso. Não tenho nada contra o senhor. Fujo dele a sete pés. Vi que o noticiário não aparecia. Tudo girava à volta da bola. O homem não desgrudava. Desgrudei eu. Pergunto, porque é que este "locutor" salta de umas horas para as outras? Porque não o reformam ou lhe arranjam um lugar como deputado? Posso garantir que ele é trabalhador e que tem vontade de dar o seu melhor. Infelizmente não tem queda.
A que propósito vem Salazar? Salazar recuperou todo o País, do caos em que a Primeira República o deixou, fomentando a cultura e levando as escolas aos mais recônditos lugarejos. Para obrigar os mais velhos a aprender a ler e a escrever aplicou vários métodos. Àqueles que queriam ser futebolistas, em clubes profissionalizados, só podiam jogar se prometessem estudar e tirar o exame da quarta classe.
O jovem futebolista que ouvi hoje pode aproveitar as Novas Oportunidades para tirar o nono e o décimo segundo ano. Vai fazê-lo com facilidade porque aí só tem de provar que é bom naquilo que faz, que é jogar à bola. Quanto a aprender a falar melhor e entender o prazer da escrita, pode ser que não adiante muito, mas vai, de certeza melhorar bastante e evitará assim andar ao pontapé nas palavras.
A culpa do que está a acontecer não é destes jovens. O Ministério da Educação andou anos aos baldões. Um dos Secretários de Estado teve o arrojo, de em plena Democracia, mandar queimar os livros da Colecção Educativa da Direcção-Geral do Ensino Primário. Um verdadeiro bárbaro! Um assassino da cultura! Foi o nosso holocausto.
Porque é que não digo o nome do jogador? Porque faço censura. Censuro a divulgação. Quem estiver interessado em saber vai ao Portal da "Antena Um". Penso que encontrará o que hoje se disse durante todo o dia. A censura, para o bem dos menos cultos é isto: não alimenta a coscuvilhice e a maledicência, nem amesquinha os visados.
C.S
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