Os 100 anos da Primeira República levam a que sejam feitos esforços hercúleos para a limparem dos crimes, miséria, e ditadura que a envolveram desde 1910 a 1926.
A Rádio República de hoje começa com a jovem Andreia de Brito a definir Mário Soares como bem-disposto, descontraído e conhecedor da história. Aqui é que a Andreia se engana. Mário Soares pode conhecer a história, mas manipula-a consoante os seus interesses. Ele transforma os acontecimentos tal como o prestidigitador faz engolir o gato pelo rato.
A Andreia quer a verdade?
O 5 de Outubro de 1910 foi totalmente diferente do 25 de Abril de 1974.
O 5 de Outubro de 1910 borbulhava há mais de 50 anos. O 25 de Abril de 1974 foi um levantamento militar corporativista, motivado pelo Decreto-lei 353/73 que beneficiava os oficiais milicianos, o que os oficiais do quadro não queriam porque, julgavam eles, isso lhes iria tirar regalias.
Aqui é que está a origem do Golpe que Marcelo Caetano permitiu que resultasse.
A ideia de terminar com a Guerra Colonial foi algo que aproveitaram naturalmente para assim terem a adesão popular, sem cuidarem que a descolonização apressada iria causar dezenas de milhares de mortos em Angola e Moçambique. Na Guiné ainda não acabou a matança e o desvario.
Marcelo Caetano sabia que se descolonizasse sem estruturar esses países, as consequências iam ser trágicas como foram. Por esse motivo entregou o Governo a quem dizia que sabia fazer melhor que ele.
Como facilmente depreende, a Primeira República levou anos a fermentar. Este 25 de Abril levou poucos meses.
A única comparação que existe entre a Primeira e a Terceira República que o Mário chama de Segunda está nas dificuldades porque o povo está a passar, com a agravante de na Primeira República ter havido milhares de mortos, apesar de se dizer Democrática, ela que foi, quase sempre, uma feroz Ditadura.
Mas o homem, bem-disposto, falou nas outras ditaduras que, custe-lhe ou não, terminaram com a Constituição de 1933. E só o voltaram a ser no tempo do PREC com a prisão de mais de 5000 pessoas e com a ignara destruição dos meios produtivos. O resultado está à vista.
Depois "o bem-disposto" diz: ..."O Caetano era da Igreja, como é que vamos fazer isso?" Outra mentira. O Professor Marcelo Caetano nunca mostrou simpatias pela igreja.
O homem inventa o que quer que os inocentes acreditem, mas a história não lhe fará a vontade. Ele comparado com Salazar ou Marcelo Caetano é pouco mais que insignificante.
Marcelo Caetano considerou-o um aluno medíocre, mas mal chegou ao poder imediatamente o tirou do exílio dourado em Mário Soares vivia em São Tomé.
Como lhe pagou o Mário?
Estude, Andreia, estude. Não se deixe iludir pelos vendedores de historietas.
A sua colega Flor Pedroso ouviu outros participantes. Gostei de António Reis. Homem honesto. Mas cada vez aborreço mais o professor Marcelo.
Há tempos chamou Ditador a Marcelo Caetano. Que despudor! Que falta de hombridade!
Ele, Marcelo, mais que protegido do verdadeiro Professor Marcelo Caetano, tratado como um filho e cujo pai, Dr. Rebelo de Sousa, era unha com carne do grande amigo, o Marcelo chamou-lhe Ditador. O Professor Marcelo que nas suas "Conversas em família" para significar quanto ele respeitava todos os portugueses, dizia que muitas vezes apontava para a direita e ia para a esquerda e vice-versa.
Agora pergunto: então quem vive e convive com os ditadores e as ditaduras, o que lhe devemos chamar?
Sim, se voltarmos atrás, os militares do Golpe sempre serviram regalada e religiosamente quem depois criticaram acintosa, ingrata e injustamente.
Os interesses dos bastardos sempre se sobrepuseram aos interesses da Pátria.
C.S
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