Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Os quadros legais da ilegalidade

Quando toca a dinheiro, tanto a Esquerda como a Direita encolhem as unhas, e não o largam senão à força.

Fico espantado, com gente que tem milhares, que só defende os que têm cêntimos quando o seu manancial começa a abrir brechas e a regressar à fonte.

Os largos milhares de euros que os muitos reformados recebem do Estado e das Empresas a ele ligadas são fruto dos escandalosos aumentos que sucessivamente, tanto a Esquerda como a Direita se foram fazendo, tornando-os legais.

Chamar legal a uma monstruosa ilegalidade é abusar da inocência do povo.  

É legal receberem-se indemnizações de milhões de euros quando se ganha entre 20 mil e 50 mil euros por mês? É legal os salários dos Deputados quando o povo que trabalha ganha miséria?

Claro que é legal porque quem tem o pão, o queijo e a faca na mão pode comer quanto a sua gula pretender.

É indecoroso que os políticos e sindicalistas que acumularam fortunas anormais através desta "legalidade" e de muitas outras formas que o poder conhece, não venham a terreiro colocar parte do muito que recebem e receberam e assim evitar o colapso do País e dos mais frágeis.

Por este motivo e por outros exógenos, os Estados Unidos colapsaram em 29 de Outubro de 1929. A terça-feira negra rebentou com a bolsa, com bancos e com milhões de americanos. A economia entrou em recessão. Só 25 anos depois voltou a prosperidade.

É isso que os Jerónimos, os Louçãs, as Ferreira Leite, os Seguro, os Sampaio, os Costa, os Guterres, os Soares, e todos os que vivem ou viveram da seara estatal pretendem?

Tenham os políticos e todos aqueles que enriqueceram à custa da política a coragem de prescindir de dois terços dos salários, das reformas e das mordomias e depressa o Governo trocará a Troika pela prosperidade, pela igualdade e pela liberdade.

Democracia é isto: pão, dinheiro, saúde e habitação. Falar em igualdade e liberdade sem ter condições de vida é pura demagogia sem qualquer pingo de Democracia.

É muito desagradável lembrar-lhes isto: Salazar morreu pobre e deixou o País rico e lançado para o progresso.

A Grande Depressão, que começou nos Estados Unidos e se estendeu por todo o mundo, pouco se fez sentir em Portugal. Salazar tinha entrado para Ministro das Finanças em 1928, com o País pior do que está hoje. Um ano depois, em 1929, o Orçamento já estava equilibrado. Ele conseguiu, não sei como, não sou economista, recuperar o País da falência em que a Primeira República o tinha mergulhado.

Sigam-lhe o exemplo. O povo os seguirá e ajudará. Não necessitam de morrer pobres, basta serem honestos e coerentes com as palavras a favor do povo.

C.S

publicado por regalias às 07:35
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