Sábado, 24 de Outubro de 2015

A censura que mata países e cria génios do bem e do mal

A tentativa de censurar todos os avisos do escandaloso massacre das forças americanas no Iraque, na Líbia e agora na Síria pode ter um efeito altamente perverso sobre o povo americano.

O ódio e a vingança dos países árabes podem estender-se a todo o território e de repente, sem necessitarem de armas nucleares.

A imaginação do ser humano é infinita e mais que diabólica.

Se a pequena cabeça do frustrado prémio Nobel da Paz, Obama, não entender isto, o homem não entende nada e presta um péssimo serviço também à raça negra.

Quando falo sobre este assunto não estou contra ninguém e muito menos contra os americanos onde contei sempre com grandes amigos.

O padrinho dos meus três filhos, Edwin Budge Mead, tentou tudo para que eu fosse para os Estados Unidos onde me esperava uma fortuna fabulosa em 1965, 66 e 67. Ele era banqueiro de sucesso. Recusei sempre. No Estado Novo havia censura, mas não havia repressão democrática como os comunistas insistiam em afirmar para que a mentira se transformasse em verdade.

Eu escrevia em jornais. Onze artigos tiveram o lápis azul dos coronéis. A Censura que vinha da Ditadura Militar de 1926, nunca largou esse pelouro, mas também não castigavam, cortavam o artigo e o assunto morria ali.

Escrevia artigos em vez de livros porque, com tão bons escritores no mundo, me achava pequeno demais para colocar em livro aquilo que outros fariam melhor. Depois dos primeiros cortes da Censura, tanto pensei como a devia driblar, que a única maneira que encontrei foi escrever livros. Esses só eram censurados quando os editores queriam vender em quantidade. Raramente alguém era chamado a tribunal.

Depois desta caótica Democracia Abrilesca, num artigo, que eu tinha escrito de aviso àqueles heróis de fachada que se passearam no 25 de Abril e o Governo lhes caiu no regaço, com a autorização de Marcello Caetano, fui chamado a tribunal. A pena seria de vários anos de cadeia como aconteceu a outros. Nunca me calaram. Sou da Beira, das faldas dos Montes Hermínios. Podem matar, calar-me nunca.

Todo este arrazoado vem depois de ter recebido 7 telefonemas a saber porque não tinha escrito o blogue habitual. Como não estou para atender mais umas centenas de telefonemas, continuarei a escrever arriscando-me a que o Google, a mando de uma estúpida proteção de dados prefira que a morte se espalhe como a sida, e esconda a verdade que alerta para a catástrofe que Obama está a preparar, mostrando-lhe o erro que está a cometer.

Proteção de que dados? Se eu nunca fui militar, nunca estive em contacto com nenhuma das partes e só me limito a analisar aquilo que leio em jornais portugueses e estrangeiros, como é que posso fornecer dados?

O dinheiro é o senhor poderoso da corrupção e da morte.

Depois de ter escrito o blog “Vladimir Putin e Bashar Al-Assad em Moscovo” e ter visto que tinha sido censurado resolvi regressar só aos livros, mas pela reação recebida vejo que não devo, só que mudo o método de trabalho, primeiro escrevo umas páginas de folhetos encadernados e mais tarde vou aos blogues, sejam os mesmos degolados ou não.

 

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C.S

publicado por regalias às 11:46
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