Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2016

A liberdade e a segurança acabaram no Ocidente

A alegria acabou, o medo instalou-se na Europa e nos Estados Unidos da América.

Impensável colocar cem mil polícias na rua em França, milhares na Bélgica, fechar festividades em Bruxelas, trancar as estações de comboios em Munique e fazer isto por todo o mundo civilizado que já não treme de frio, mas de medo.

Infelizmente, os grandes culpados foram os Ocidentais que atacaram e destruíram o Iraque, a Líbia, a Síria e quase fizeram o mesmo na Ucrânia, não tivesse o ex-Presidente tido o bom senso de seguir os conselhos de Vladimir Putin e deixar o cargo para que tinha sido eleito legitimamente.

Os líderes europeus, convencidos e arrogantes do poder que os Estados Unidos da América lhes asseguram e a NATO impõe, pensaram-se imunes a todas as sanções, só que George W. Bush e Tony Blair levantaram a tampa da caixa de Pandora no Iraque. Obama, Sarkozy e Cameron escancararam-na ao destruir a Líbia, o país com o melhor nível de vida em África e aquele que sempre socorreu os países africanos em dificuldades. Por fim Obama, atascado pela loucura bélica incendeia a Síria apoiando opositores de Bashar Al-Assad, como já tinha tentado fazer no Egito sem sucesso. E, de repente, explodiu o veneno do pensamento. Virou-se o feitiço contra o feiticeiro acabando com a liberdade e segurança em todos os países Ocidentais sem excluir os próprios Estados Unidos da América que podem ter as armas que entenderem, mas nunca estarão imunes a ataques em qualquer dia do ano, e sem que ninguém espere que aconteça.

A verdade é que pode acontecer mesmo. O ser humano inventou os seus próprios mecanismos de destruição ao criar a era digital de impulsos elétricos idênticos ao pensamento que toda a gente possui e comanda, com a maldade ou a bondade do ser humano.

A Europa, ao insistir nas sanções à Rússia, está a colocar as costas a jeito. Em vez da fraternidade que a deve ligar a todos os países, teima em ser subserviente aos incoerentes Estados Unidos da América e demite-se de pensar como se estivesse mais interessada em impor regras a pequenos países da União Europeia e deixar que outros a governem no campo global dos interesses de uma das partes.

Em 1963 andava eu numa das minhas vadiagens pela Dinamarca à procura de me encontrar. Num restaurante meti conversa, em alemão, com um casal. Eram judeus, estavam no Brasil. Passámos a falar em português. Tinham-se encontrado, pela primeira vez em Portugal, durante a Segunda Grande Guerra, depois de terem fugido da Polónia.

O senhor garantiu-me, o que eu também pensava, que Portugal era o País mais livre do mundo e, quando vinham à Europa, ficavam sempre uns dias na terra que lhes tinha aberto as portas para a liberdade e o coração para o amor e para a felicidade.

 

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C.S

publicado por regalias às 10:27
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