Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015

A razão do 25 de Novembro de 1975

Por muitas vezes que as mentiras sejam repetidas, só acredita nelas quem quiser. As informações hoje saltam de todos os lados e, cruzando dados imediatamente se chega à conclusão de que lado está a verdade.

O 25 de Abril tinha entusiasmado principalmente a juventude que deixou de ter aulas e quando as tinha fazia e dizia tudo quanto lhe apetecesse pois era proibido proibir. Isso é o que o português quer. Foi sempre com o que sonhou: ser senhor do seu nariz.

O grave foram os insultos dos vadios que se encostaram ao Partido Comunista e que tinham como palavras mais obscenas: fascista e ditadura. Eles os verdadeiros sociais fascistas e dependentes das ditaduras do Leste trataram de chamar fascistas a quem queriam amedrontar, eles que tinham vivido em Portugal onde o fascismo nunca medrou. Salazar proibiu terminantemente a Rolão Preto de propagandear o fascismo e ele exilou-se. Se houvesse fascismo, os militares do quadro eram os grandes fascistas porque serviam o regime. E a ditadura, era confundida com a autoridade natural de todos os regimes que querem segurança para todos os cidadãos e, para isso, tal como nos outros países há a polícia que evita os distúrbios e a entrada de agentes estrangeiros, perturbadores da ordem pública tal como aconteceu em França e em Espanha misturados com nacionais que encontraram na oposição um modo de vida.

Portugal desde o 25 de Abril começou a viver em insegurança com o fecho de empresas, de indústrias, da ocupação de casas e de herdades.

A partir do 11 de Março tudo se agravou tal como vimos nos blogues anteriores. Neste focaremos mais uns episódios que despoletaram o 25 de Novembro. Se os militares moderados vencessem, a Democracia impunha-se, se perdessem eram fuzilados como diz Ramalho Eanes e seria instalada a Ditadura do Proletariado com as nefastas consequências da ignorância.

Em 12 de Novembro os operários da construção civil, arregimentados pelos sindicatos cercam São Bento e quando o Primeiro-Ministro se prepara para falar chamam-lhe palhaço e fascista. Pinheiro de Azevedo mandou-os à merda e virou-lhes as costas.

O Parlamento e as ruas à volta são cortadas com camiões, betoneiras, tratores e milhares de operários não deixam entrar nem sair fosse quem fosse exceto os deputados do Partido comunista do MDP/CDE e da UDP que se banquetearam enquanto os restantes parlamentares passaram 48 horas a água e sofrimento.

A FUR, o PCP, a extrema-esquerda e militares armados fizeram constar que estava em formação a Comuna de Lisboa.

O Governo aconselha que os Deputados do PS, do PPD e do CDS saíssem para o Porto e daí saísse o contragolpe.

Os dias até ao 25 de Novembro vão ser de efervescência constante.

Terminou, como já referi em anteriores blogues, com Jaime Neves impondo-se aos valentes revolucionários e Ramalho Eanes garantindo que no 25 de Novembro a Democracia era o regime para todos os portugueses viverem em liberdade, paz e segurança.

 

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C.S 

publicado por regalias às 07:04
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