Segunda-feira, 9 de Março de 2020

A vida, os mistérios, e o Espírito que lhe deu origem

Durante décadas procurei o mistério que originou tudo quanto existe.

Cheguei a uma conclusão, depois de muito estudo, pensamento e várias experiências.

Na verdade, os cientistas descobriram como tudo aconteceu; simplesmente não explicaram que, a partir da grande explosão, tudo continuou ligado e se desenvolveu.

O Espírito inicial provoca a explosão por saturação da grande bola. Esta rebenta espalhando ar e luz pelo infinito. Os seus raios partem de um ponto comum; todos ficam ligados e todos se influenciam.

Primeiro são espírito; passados milhões de anos passam a matéria com o tamanho de um vírus. Outros milhões de anos passam e eles desenvolvem-se.

Falo neste assunto para afirmar que todos estamos ligados, que todos temos poder, uns sobre os outros e que, os espíritos que partem raramente têm capacidades sobre os que ficam. Mas isso pode acontecer.

Por que afirmo isto?

Recorro à minha própria experiência.

Desde muito jovem as diferenças sociais causaram-me grande tristeza por verificar que a qualidade de vida entre pobres e ricos era monstruosa. Isso levou a que eu, parecendo feliz quando estava com os meus amigos, era tremendamente infeliz quando me lembrava das suas dificuldades.

Resumindo: por volta dos dezanove anos quis dar tudo, quanto meus pais possuíam e de que eu seria herdeiro, aos pobres. Em seguida prometi para mim, que iria lutar pela sobrevivência para compreender como o pobre podia ter uma vida digna e razoável. Verifiquei que é possível, mas cometi um erro. Num dos meus livros escrevi o poema que segue, onde criticava um dos meus avós por ser tão agarrado ao dinheiro.

Avô

Antes do cair da folha

Tu partiste

Como que amarelecido

Pelo vento.

Não tive tempo

De me despedir,

Não disseste que ias partir

E eu faltei à abalada.

Como lamento

A vida que levaste,

Sonhando só com oiro e oiro,

Com peças reluzentes

A tilintar.

E afinal, o que lucraste?

Para onde partiste

Também se mercadeja

Ou vive-se só com o espírito?

Se assim é, estás mal;

Não há emprego de capital

E viverás infeliz.

Adeus avô.

Saudades, até um dia.

A que propósito vem toda esta ladainha? Para explicar a ligação dos espíritos entre os vivem na Terra e os do Espaço? Talvez.

Trabalhei muito, sempre com prazer; acredito que o trabalho é o meio mais saudável de passar o tempo.

Atingi bons níveis. Até aos oitenta e quatro anos nunca pedi a reforma. Era a maneira de não receber do Estado aquilo que podia ser entregue aos portugueses onde tudo falta. Mas aquele poema, sempre que atinjo um ponto, que penso seguro, puxa o fio de luz que me liga ao avô, aí volto a ter de começar do zero. Ele mostra-me que devo ter mais tento na língua e respeito pelo dinheiro de quem o ganha honradamente.

Começo a pensar que tem razão. O dinheiro suficiente para viver tem o meu apoio, aquele que é em excesso e não está aproveitado em favor do ser humano para viver com dignidade é que me causa confusão.

 

Anterior “A Ditadura da estupidez em 1974-1975”

C.S

publicado por regalias às 10:04
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