Terça-feira, 4 de Setembro de 2018

Ardeu o palácio não ardeu o amor de Portugal ao Brasil

O Brasil ao receber D. João VI passa de Vice-Reino a Reino, com a capital no Rio de Janeiro e com a designação de Reino Unido de Portugal Brasil.

Desde a chamada Guerra das Laranjas, em que os espanhóis invadem Portugal, apoiados por França, no episódio conhecido como a Guerra das Laranjas, e Portugal perde Portalegre, Castelo de Vide, Campo Maior, Juromenha, Arronches. Barbacena, Ouguela e Olivença. D. João VI compreende que Portugal pode desaparecer. Napoleão Bonaparte dita a sentença quando decide dividir Portugal com Espanha.

Todas as praças foram restituídas com exceção de Olivença, apesar do Congresso de Viena ter exigido a sua devolução. Hoje é caso arrumado.

João VI apesar de ser considerado um rei com poucas qualidades, era pelo contrário um rei prudente, sábio e sem vaidades.

Ao sair de Portugal com toda a família; nobres, clero, funcionários de Estado, arquivos de Estado, tesouro real e mais sessenta mil volumes da Biblioteca real, D. João VI tinha a perceção que o Brasil seria a nova sede da casa Lusitana.

Quando em 1820 teve de regressar a Portugal, incitou o filho, D. Pedro, a declarar a Independência do Brasil, o que ele fez pouco tempo depois, do pai se encontrar em Portugal.

D. João VI foi o Marcelo do século XIX que recebia o povo, o ouvia atento e sensível. Nunca esquecia as caras de quem lhe solicitava algo ou fazia reparos à administração pública. D. João VI foi a antítese dos reis daquela época.

Logo que chegou ao Brasil aboliu o regime de colónia.

Criou a primeira Faculdade de Medicina, incrementou a economia, as artes e a cultura, instituiu a Sociedade Marítima, aumentou os serviços públicos e a administração pública colocando nos quadros cidadãos brasileiros, tal como Salazar fez no Estado da India, sinal que na sua cabeça estava a total independência do Brasil.

Proibiu a Inquisição, propiciou a instalação da Imprensa, de muitas indústrias, fundou sociedades científicas e culturais, escolas e academias públicas.

A casa que ardeu foi oferta, do comerciante Elias António Lopes, ao rei. Era a sua casa de campo na Quinta da Boavista, transformada em palacete de São Cristóvão, residência de D. João Vi, que ardeu como Museu Nacional do Rio de Janeiro e perda mundial de um acervo inigualável.

Fazemos votos que todas as peças estejam salvaguardadas em vídeo e em suportes digitais para que sirvam de memória e impulso aos vindouros.

O mundo constrói-se de recordações que cimentam os caminhos do futuro. Esquecer isto é continuar na salgalhada em que todo o mundo vive neste momento, cujo demagogismo, populismo e cretinismo dão origem às aberrações que destroem o bom que o ser humano idealiza.

 

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C.S

publicado por regalias às 01:51
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