Terça-feira, 27 de Outubro de 2015

As culpas, mais que os anos, enlouquecem os velhos

A grande maioria das doenças é fruto do pensamento. Num livro escrito há muito tempo e esgotado “Saúde e dinheiro, o caminho para a Felicidade”, afirmo que o ser humano pode viver os anos que entender por que a substituição de qualquer órgão será feito com a mesma simplicidade como hoje se substitui a peça de um automóvel.

O cérebro vai ser o grande problema. É nele que está guardada toda a informação e o download (transferência, o carregamento) do velho para o novo tem mistérios que ainda não foram ultrapassados.

É frequente ouvir os mais velhos lamentarem-se porque se esquecem de tudo. Isso é assim. Há uma luta entre o bom e o mau que praticamos durante a vida e na cabeça gera-se uma confusão tal que o esquecimento, que parece um castigo, é a maneira de um pensamento não puxar o outro.

O mínimo que acontece é a depressão que vai esmagando a vontade.

Verifiquei também que as pessoas de formação moral acentuada nunca se esqueciam de coisa nenhuma e raramente tinham doenças. A vida por mais puxões que tentasse mantinha-as sempre joviais, simpáticas, cultas.

Nunca ultrapassando quem quer que fosse.

A minha sogra, que faleceu com 100 anos era um desses exemplos de vitalidade saudável.

São os comportamentos que nos entregam nas mãos do Alzheimer e da doença de Parkinson.

A recordação constante dos erros que cometemos transforma-se numa acusação permanente que deixa o sujeito incapaz de se defender e o corrói todos os dias e nas situações mais diversas.

De noite e de dia a pessoa é atormentada por ver algo que lhe recorda o mal que causou, mesmo, se naquele momento não tivesse a noção que estava a prejudicar ou magoar alguém.

Dos relatos que ouvi de homens, aquilo que nunca lhes saiu do pensamento foi o mal que causaram a mulheres com quem tinham vivido e sido felizes e que depois as deixaram por qualquer motivo.

Só anos mais tarde compreenderam como tinham sido felizes naquela relação com alguém inteligente, alegre e apetitosa.

Outra culpa obsessiva e destruidora é aquela que mostra a ingratidão para com os pais. Essa destroça todos os genes e o ser deseja nunca ter vivido.

Estas obsessões de tão continuadas atiram, um a um, para os braços do Alzheimer e da doença de Parkinson.

Das personalidades que sofreram destes males recordo-me de Margaret Thatcher, que os Russos apelidarem de Dama de Ferro devido a atitudes bastantes determinadas que tomou em defesa da Grã-Bretanha ou Ronald Reagan que não hesitou em impor a ordem para transformar um crónico e devorador défice em confortável excedente.

A saúde é o fruto do comportamento de cada um.

 

Anterior “Uma parelha de santos, John Kerry e o rei Salman”

C.S

publicado por regalias às 10:12
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9

17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


.posts recentes

. No País dos loucos salvem...

. Profissionalismo, a admir...

. O ser humano comete erros...

. Não deixem morrer a exper...

. Direita e Esquerda domina...

. Aproveitem a ocasião: ins...

. Portugal, políticos, poli...

. Portugal nas mãos de Cost...

. Cavaco e os pindéricos co...

. Legislativas foram uma de...

.arquivos

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

blogs SAPO

.subscrever feeds