Domingo, 14 de Agosto de 2016

Cantores castrados são fogo de rabadilha

Nos Séculos XVII e XVIII tiveram grande proeminência os cantores castrados que encantavam primeiro as cortes pontifícias e depois se espalharam por toda a Europa para deliciarem reis e príncipes com as suas vozes femininas em pulmões masculinos.

A castração era feita entre os sete e os doze anos. Consistia na retirada dos testículos para que a voz conservasse a suavidade do timbre infantil.

Alguns destes castrados, além do canto e do encanto foram sodomizados pelos seus protetores. Papas e Alto Clero ficaram com essa fama.

O Papa Leão XIII, por volta de 1902 proibiu que os castrados cantassem no coro das igrejas para que a contaminação não se expandisse.

Lembrei-me deste assunto por ouvir alguns cantores portugueses e atores, com voz efeminada e canções de desejo subliminar como se espalhassem maçãs poderes que incentivam o fogo pútrido da rabadilha.

Caçam através da voz os jovens incautos e assim contagiam uma parte da sociedade que fica amaneirada, impotente e indiferente ao que acontece.

Só quando o vírus da sida ou de outra qualquer porcaria similar os ataca e morrem com grande sofrimento, se lamentam dos erros cometidos e se perguntam como foi possível enfiar no monturo aquilo que só à mulher deve saciar e pertencer.

Esses cantores amaricados e insaciáveis de perfuração até cantam bem.

As letras das canções são bem estruturadas para o fim a que se destinam.

Isto evolui assim, porquê? Porque a grande maioria das canções não tem qualquer valor. Muitos cantores nem têm voz, nem têm a noção de que, com os trabalhos que apresentam não vão a lado nenhum e ainda ficam a dever favores à casta dos parasitas que os aproveitam para os grudar à ideologia que professam.

Tenho cassetes com horas de alguns programas da Antena1, que desde o noticiário onde é exaltado o poder das greves, aos cantores, cuja voz vale zero ou 1 em 100 atuações; ou insistência em bandas sem qualquer noção do que apresentam; ou programas em que a péssima dicção das pessoas é incompreensível e que antes de irem para o ar poderiam ser corrigidas. Os programas têm interesse, mas ninguém percebe metade do que dizem.

Com este panorama, os castrados, amaneirados ou viciados, como lhes queiramos chamar, têm boa voz e as canções fazem sentido.

Ao princípio ouvem-se, só quando se toma atenção ao conteúdo se repudiam e se muda de estação.

A falta de profissionalismo, isenção e capacidade criativa corrói o país.

Liberdade e Democracia sim, mas não podem servir para destruir Portugal.

 

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C.S

publicado por regalias às 07:33
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