Terça-feira, 9 de Outubro de 2018

Democracia Brasileira entre a força e a fome

Há muitos anos que venho insistindo numa requalificação democrática. Uma reforma de um regime que está bem construído para pessoas sãs, cultas, inteligentes, socialmente capazes, mas que tem muitas lacunas que os oportunistas da estupidez e degradação humana aproveitam para perverter as intenções.

Antes do 25 de Abril tive a possibilidade de ir à República democrática Alemã. Gostei de Berlim Oriental. Organização e limpeza impecáveis. Mas o medo de falar em algo que cheirasse a política motivava a mudança de comportamento.

Quando cheguei a Portugal resolvi estudar os países democráticos e compará-los com os regimes comunistas para, unindo o melhor de uns e outros, se atingir uma Democracia que agradasse a todos.

Para meu espanto cheguei à conclusão que o regime Salazarista era o que se aproximava mais de uma Democracia perfeita: havia ordem, segurança, confiança nos governantes, pessoas felizes, como eu não encontrei em mais nenhum país do mundo.

Na Assembleia da República afirmei isso mesmo perante o desagrado dos meus colegas Parlamentares. Era mais livre em Portugal do que nos outros países europeus. E era verdade. Posso-o demonstrar.

Dezenas de milhares de Portugueses confirmaram-no ao elegerem “Salazar como o maior português de sempre.”

Quem viveu aquela época sabe que não estou a mentir.

Havia dificuldades, havia miséria, nos primeiros anos depois de 1926, tudo herdado da Primeira República, mas o país cresceu. Nunca houve o esbanjamento e a corrupção dos dias de hoje. Em 1950 Portugal dá o grande salto.

Quando se deu o 25 de Abril, Portugal era dos países mais prósperos do mundo, com uma moeda fortíssima.

À Democracia Brasileira, entre a força e a fome, falta-lhe um pequeno travão para evitar as liberdades totais, a chamada libertinagem. Liberdade sim, com ética. Quando o ser humano é prejudicado tem de haver contenção para que o país não soçobre por excesso de leviandade mental.

O Brasil está, neste momento, com um dilema terrível. Os dois candidatos ocupam as extremas e a Democracia, vai certamente implodir se não houver bom senso, ganhe um ou outro, em vez de progredir a favor de todo o povo Brasileiro.

Por mais que pense no assunto, não consigo encontrar uma solução viável e coerente que proteja todo o povo.

E isto é muito grave e doloroso. O Brasil está dentro de nós portugueses. Amamos o Brasil como amamos Portugal e o mesmo passa-se com todos os países de Língua portuguesa. Ligamo-nos de tal maneira que nos alegramos com os seus sucessos e sofremos com as suas dores.

Neste momento é o Brasil e Timor que nos preocupam.

Ana Gomes tem alertado para os problemas deste último.

O português esquece as suas aflições, preferindo passar um mau bocado do que os nossos irmãos caírem no erro.

Os portugueses estão habituados aos altos e baixos. Está-lhes no sangue.

Oxalá o Brasil, ganhe um ou outro candidato, saiba unir toda a Nação Brasileira no caminho do progresso e do bem-estar.

 

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C.S

publicado por regalias às 07:17
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