Domingo, 31 de Maio de 2015

Estado da Índia, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor

Em 1822, o rei de Portugal, D. João VI aceita a Independência, antecipadamente combinada com o filho. Da mesma maneira Salazar e Marcello Caetano tudo fizeram para que os países, que mais cedo ou mais tarde se tornariam independentes, tivessem os seus dirigentes preparados para assumir a governação dos mesmos sem que os povos fossem sacrificados com perseguição e morte, tal como a seguir às apressadas e inqualificáveis independências pós 25 de Abril, onde Melo Antunes, um dos maiores traidores portugueses, como diz Spínola, conluiado com o repugnante e infame Álvaro Cunhal, negociou como entendeu Angola e Moçambique, para os entregar à URSS, com a tácita aprovação de Mário Soares e Almeida Santos.

Depois do Brasil houve o cuidado de preparar o Estado da Índia onde todas as populações já eram orientadas por autóctones quando a República da Índia ocupou, pela força, Goa, Damão e Diu.

Se não o fizesse, a Índia sabia que ia nascer um território independente, por vontade dos portugueses, como mais tarde aconteceu com Timor.

Foi nesta perspetiva que foi criada a Casa dos Estudantes do Império.

O resultado foi que os melhores dirigentes dos novos países africanos foram os jovens que estudaram em Portugal, apoiados pelo Governo Português e com sede própria: a Casa dos Estudantes do Império.

Temos assim: Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola; Joaquim Chissano, ex-presidente de Moçambique; Pedro Pires, ex-presidente de Cabo Verde; Miguel Trovoada, ex-presidente de São Tomé e Príncipe; Mário Machungo e Pascoal Mocumbi, ex-primeiros ministros de Moçambique e muitos outros. Todos se destacaram pela competência e serenidade num período tão conturbado pelas independências dadas à pressa e sem cuidarem dos quadros, o que foi sempre a preocupação de Salazar e, principalmente, de Marcello Caetano que não compreendia o erro de nações como os Estados Unidos e África do Sul que as queriam mais apressadas. Por esse motivo havia negociações secretas para melhor resolver o problema.

Melo Antunes devia saber, através da URSS, o que se passava e aproveitou o levantamento corporativo dos capitães para transformar o movimento reivindicativo numa revolução sem quaisquer perigos. 

Por que razão, Salazar, atuou sempre sigilosamente sobre estes assuntos?

Por várias razões. Destaco duas:

Primeira, porque para a Primeira República, 1910-1926, tinha sido ponto de honra defender as colónias e, por elas, para não as perder, tinha entrado na Primeira Guerra Mundial, onde perderam a vida mais do dobro de portugueses do que durante os treze anos de guerra colonial.

Segundo, porque a discrição evitaria movimentos precipitados e injustos que levariam à imolação das populações, tal como veio a acontecer a seguir ao 25 de Abril.

C.S

publicado por regalias às 06:19
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