Terça-feira, 27 de Novembro de 2018

Greve dos estivadores, crime contra os trabalhadores

Ignorância, envolvida em sórdida demagogia, tem atirado Portugal para o lameiro da indigência.

Desde há 44 anos que os trabalhadores têm sido arrastados para atos inconcebíveis, dos quais, eles próprios lhes sofrem as consequências. Eles têm conduzido o povo português para a miséria de que são exemplo vivo e degradante os dois milhões e seiscentos mil pobres, com vários milhares sem-abrigo que dormem ao relento pelas ruas de Lisboa.

Os trabalhadores que fazem greves continuam sem perceber que ao fazê-las o País perde milhões de euros que a ninguém aproveitam e endividam mais o Estado devido aos empréstimos que tem de contrair no estrangeiro para cobrir despesas.

O Governo, contrariado, teve em última instância de tomar uma posição de força para obrigar o embarque dos dois mil carros da Auto Europa. Certamente que alguém apertou o garrote e lhe disse: “ou resolve esta situação ou a multinacional muda de país”.

Felizmente que isto sucedeu; se não foi assim, foi algo parecido, caso contrário os trabalhadores deste país ver-se-iam a comer a erva dos caminhos tal como aconteceu na Primeira República.

As greves, tanto as dos estivadores, como outras quaisquer são verdadeiros crimes cometidos, repito, contra os trabalhadores que as fazem a mando de Sindicatos subservientes a Partidos Estalinistas e Maoístas, nos países dos quais nunca as poderiam fazer. Aquelas que fizeram, foram presos e mortos.

O Sindicato que liderou a greve no Porto de Setúbal, o SEAL, Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística, sabe que a Empresa de trabalho do Porto de Lisboa está à beira da falência, mas os chefes sindicais continuam a arrastar os seus camaradas para a desgraça, sabendo que quaisquer ganhos que alcancem são sempre perdas. Mais mês menos mês o fecho das empresas é irreversível e o desemprego não dará a cada um mais de 450 Euros, talvez menos, como aconteceu a todas as empresas que desde 1974 fecharam por não terem capacidade de pagar o que os Sindicatos exigiam.

Crime. Crime horroroso por ignorância e demagogia. Mas os trabalhadores não aprendem. Vivem de promessas, de uns copos e de uns valentaços abrutalhados apesar do choro das mulheres e dos filhos quando a situação bate no fundo e não há mais pão para malucos.

 

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C.S

publicado por regalias às 06:39
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